O Caminho do Guerreiro e suas descobertas

Por Val Rocha
Em 2011, ao final do processo seletivo contamos 551 inscritos para o programa Guerreiros Sem Armas. Foi a primeira vez que cruzamos a casa dos 500 inscritos e essa experiência nos preparou para lidar cada vez melhor com essa quantidade de pessoas interessadas em transformar suas comunidades a partir das vivências em nosso maior programa de formação.
Agora, estamos na jornada de seleção para o Guerreiros Sem Armas 2012.  Um grupo de jovens jogou o Caminho do Guerreiro 2 entre novembro, dezembro e janeiro e aguarda o resultado da seleção que será publicado até o dia 15 de fevereiro. Um segundo grupo está realizando as tarefas até o dia 16 de fevereiro, enquanto as inscrições seguem abertas para uma terceira etapa de seleção que se inicia no dia 12 de março.
Olhar para os números é sempre impressionante, mas me impressiono ainda mais quando olho para as pessoas, para as histórias de vida e a motivação dos que se inscrevem para este programa. Me interesso também pela resposta dos jovens à magia que se espalha por onde quer que passem o Jogo Oasis e os jovens guerreiros de outras edições. Como vejo isso? Veja, por exemplo, os inscritos brasileiros. Historicamente, São Paulo tem o maior número de inscritos no processo seletivo, e isto não mudou: dentre os brasileiros, os paulistas são maioria, mas, dessa vez, os mineiros somam 16% dos inscritos do Brasil. Acredito que este crescimento sem precedentes está diretamente relacionado aos Oasis Ânima, Oasis Uberlândia e Oasis Training Unesco, que aconteceu em Contagem.
O mesmo crescimento exponencial aconteceu em Guiné Bissau: o número de inscritos na segunda etapa de seleção superou não apenas o número de paulistas, mas o número total de brasileiros inscritos. Essa grande procura está diretamente ligada à presença de Natasha Mendes Gabriel no projeto  “Jovens Lideranças para a Multiplicação de Boas Práticas Socioeducativas”.
Olhar para o mapa de inscritos me faz perceber que jovens de grandes centros e aldeias longínquas carregam em si a mesma vontade de transformação, e mais do que isso, a crença de que são capazes de realizá-la. Mas também me traz a pergunta sobre aqueles lugares que não estão representados no mapa – pelo menos, não tanto quanto eu gostaria: Nordeste do Brasil, Amazônia, Acre… E da minha pergunta vem um desejo de ver este mapa mais completo, ainda mais iluminado de gente que quer mudar o mundo. Se você conhece jovens e organizações do Norte e Nordeste do Brasil, comunidades tradicionais, indígenas, quilombolas, apresente o Guerreiros Sem Armas para essas pessoas para, assim, oferecer um presente para nós: o presente da diversidade.
Para mais informações e inscrições, acesse www.guerreirossemarmas.net.

*Por Val Rocha
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