GSA 10: A gente sonha e trabalha por um mundo sem fronteiras

CARD Fronteiras
Desde 11 de setembro de 2001, todas as regras sobre ir e vir de um lugar para outro mudaram em muitos lugares do mundo. A segurança é uma das principais razões pelas quais as pessoas com certos tipos físicos ou roupas são proibidas de deixar seus respectivos países ou são impedidas no setor de imigração do aeroporto.
Ao mesmo tempo, estamos vivendo grandes ondas de migração e refugiados. De acordo com um relatório divulgado pelo ACNUR em 2017 em todo o mundo, o deslocamento forçado causado por guerra, violência e perseguição atingiu o maior número já registrado. A nova edição do relatório “Tendências Globais”, a maior pesquisa de deslocamento da organização, revela que no final de 2016 havia cerca de 65,6 milhões de pessoas obrigadas a abandonar seus locais de origem para diferentes tipos de conflitos – 300 mil a mais que o ano antes.
Este total representa um grande número de pessoas que precisam de proteção em todo o mundo.
Na décima edição dos Guerreiros Sem Armas, lidamos com esse cenário de forma muito direta. No início do programa, tivemos sérios desafios para trazer quatro guerreiros africanos vieram ao Brasil. Mesmo com um visto cortesia emitido pela Agencia Brasileira de Cooperação do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, um participante do Togo foi impedido de embarcar assim como dois outros participantes do Zimbabue enfrentavam o mesmo problema ao embarcar seu voo de conexão em Joanesburgo (África do Sul) para o Brasil.
Esta situação é fruto do agravamento do atual cenário de alta proteção sobre as fronteiras, com os novos muros separatistas sendo construídos, o que permitiu que companhias aéreas proibissem o embarque de pessoas a partir de uma lista com descrições de perfis de risco, como uma própria funcionária da companhia aérea nos informou por telefone.
Os Guerreir@s Sem Armas do Zimbábue ficaram retidos em Johanesburgo por três dias, três tentativas de embarque, onde somente depois de um imenso esforço da equipe de Elos, o apoio incrível de um Guerreiro Sem Armas sul-africano local, da Embaixada Brasileira, Agência Brasileira de Cooperação, 50 ligações telefônicas, a transferência US$ 2000, por exigência da companhia aérea, e várias noites sem dormir, eles chegaram ao Brasil no 4º dia do nosso programa.
Outra situação, que não teve o mesmo final feliz. Um refugiado do Congo, que está atualmente no Quênia, tentou durante mais de 50 dias tirar seu passaporte. Nossa solução foi convidá-lo para o programa em 2018.
Enquanto neste momento do mundo há uma grande ruptura e uma cultura que reafirma a separação, ao mesmo tempo, há outra realidade em que há uma grande quantidade de pessoas e organizações envolvidas em movimentos sociais, como em nenhum momento da história. Hoje temos muitas pessoas comprometidas com soluções inovadoras e os movimentos de base estão se tornando cada vez mais em evidência.
Estes movimentos, no qual estamos alinhados, na intenção de construir um mundo mais justo com as fronteiras mais fluídas, aumentam o nível de uma consciência que estamos tod@s interligad@s, compartilhando uma sabedoria ancestral que vai além de todas as fronteiras.

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Since September 11th 2001, all the rules about coming and going from one place to another have changed in many places in the world. Security is one of the main reasons why people with certain physical types or clothing are prohibited from leaving their respective countries or are hindered in the immigration sector of the airport.
At the same time, we are living large waves of migration and refugees. According to a report released by UNHCR in 2017 around the world, forced displacement caused by war, violence and persecution has reached the highest number ever recorded. The new edition of the “Global Trends” report, the organization’s largest displacement survey, reveals that by the end of 2016 there were about 65.6 million people forced to leave their places of origin for different types of conflicts – 300,000 more than the year before.
This total represents a large number of people in need of protection around the world.
In the tenth edition of Warriors Without Weapons, we deal with this scenario very directly. At the beginning of the program, we had serious challenges to bring four African warriors came to Brazil. Even with a courtesy visa issued by the Brazilian Cooperation Agency of the Ministry of Foreign Affairs of Brazil, a participant from Togo was prevented from embarking as two other participants from Zimbabwe faced the same problem when boarding their connecting flight in Johannesburg (South Africa) To Brazil.
This situation is due to the worsening of the current scenario of high border protection, with the new separating walls being built, which allow airlines to prohibit the embarkation of people from a list with descriptions of risk profiles, such as an employee of the airline informed us by telephone.
Zimbabwe’s Warriors Without Weapons were held in Johannesburg for three days, attempting three times t board, where only after an immense effort by the Elos team, the incredible support of a local South African Warrior, from the Brazilian Embassy, Brazilian Cooperation Agency, 50 phone calls, transfer US $ 2000 (per airline requirement), and several sleepless nights… they arrived in Brazil on the 4th day of our program.
Another situation, which did not have the same happy ending. A refugee from the Congo, who is currently in Kenya, has tried for more than 50 days to get his passport. Our solution was to invite you to the program in 2018.
While at this time in the world there is a great disrupture and a culture that reaffirms the separation, at the same time there is another reality in which there is the greatest amount of people and organizations involved in social movements till now in our history. Today we have many people committed to innovative solutions and grassroots movements that are becoming more and more evident.
These movements, to which we are aligned, have the intention to build a fairer world with the most fluid boundaries, raise the level of an awareness that we are all interconnected, sharing an ancestral wisdom that goes beyond all frontiers.

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