Instituto Elos coordena a abertura do Semana do Brincar no Morro da Nova Cintra

30/05/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, ,

No domingo, o Elos – em especial Renata Laurentino , Fernando Conte, e Natasha Mendes Gabriel – reuniu muit@s parceir@s brincantes para a abertura da Semana Mundial do Brincar em Santos, que aconteceu no Morro da Nova Cintra. Cerca de 150 crianças, pais e mães, venceram a chuva, e fizeram acontecer de verdade o tema deste ano: “O Brincar que Encanta o Lugar”.
“Sentimento de muita felicidade fazer parte de um projeto onde o compartilhar foi a palavra-chave! Tenho somente a agradecer pela oportunidade de ver o brilho no olhar de crianças e adultos brincando juntos!”, resumiram Simone Santos e Celso Lima, que fizeram uma apresentação com títeres (bonecos de marionete).

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Atividades divertidas não faltaram, e teve muito esse espírito de fazer junt@s, de compartilhar saberes com tod@s, como a Oficina de Bonecas Abayomi da Rosane Kerman; Brincadeira de massinha caseira com Priscila Leonel; o artista plástico Renato Leal que fez uma atividade com arte e colagem; Bruna Farine Milani com brincadeiras de chão; Desenho com giz e água da Zenilda Cruz; apresentações do Grupo de Circo da Vila do Teatro; o Grupo Tramar, da Célia Faustino e Natália Brescancíni, que fizeram a intervenção de dança, Cama de Gato; brincadeira de dança Casulo com Fernanda Iannuzzi ; atividades esportivas com Pascoal André, Laura Benites, Carla Cristina Cardoso e Thays Vitta; a roda de brincadeiras da Daniela Amaral; percurso sensorial para crianças de 0 a 3 anos com Aline, diretora da creche Laurival, tudo embalado ao som do Garrafada. Além da apresentação do Batucantante Música Para Crianças do Ronaldo Crispim (GSA 2015).

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Queremos agradecer o apoio que tivemos da Creche Laurival; EME Cyro de Athayde; EME Rubens Lara; Administração Regional dos Morros; Secretaria de Cultura; G.R.C.E.S. Unidos dos Morros; Simone Batista ; CECON Santa Maria; SESC Santos; Semana Mundial do Brincar;  e aos comércios do Morro da Nova Cintra, escolas e creches da região, pela divulgação.

Veja o clima no Morro da Nova Cintra na reportagem da TV Tribuna

Escola de Transformação: construindo a marca da comunidade

3/05/2017 | Ricardo Oliveros | Comunidade Elos, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

Entre os cursos que são oferecidos pela Escola de Transformação* está a Oficina de Iconografia, que aconteceu nos residenciais Abaeté e Sirius. A iconografia é uma forma de linguagem visual que utiliza imagens para representar um determinado tema. A pesquisa iconográfica pode enriquecer nosso olhar sobre nossa comunidade com imagens das belezas, formas construtivas, formas de escritas, cores, texturas, e fotografias de pessoas.

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A oficina busca um conjunto das imagens de cada comunidade que representem e expressem a cultura local e assim chegarem numa marca para a comunidade. Ela é organizada pela Ariane Lopes Mates, facilitada pelo Bruno Matinata e Clarissa Muller, da Equipe Elos.

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 A questão central é os próprios moradores buscarem aquilo que torna a comunidade única, o que faz a comunidade interessante. A primeira coisa foi fazer em conjunto um roteiro para que todos vissem estas coisas especiais. Além disso, aconteceu uma caminhada para reconhecer as texturas, cores, formas, padrões, além de coisas marcantes na paisagem. Muito interessante a participação de duas pessoas portadoras de deficiência visual, moradores do Residencial Abaeté, que tiveram uma participação intensa.

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Depois eles desenharam um cartão postal da comunidade (individual) apresentaram para o grupo, para que servisse como inspiração de marca. De acordo com o Bruno, para os moradores do Sirius era importante trazer de alguma forma os moradores que não conseguiram participar da oficina para dentro deste processo.

A próxima etapa foi a composição do painel de inspiração com as fotos e desenhos, definição paleta de cores, proposta identidade visual. No final, Bruno, que é designer gráfico do Elos, vai pegar essas ideias e trabalhar em cima disso e fazer uma proposta de marca para cada comunidade.

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Elos participa da série de TV Quem Se Importa

22/03/2017 | Ricardo Oliveros | Comunidade Elos, Linha do Tempo Elos, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

A série de TV Quem se Importa apresenta o trabalho de empreendedores sociais brasileiros que, por meio de suas ideias criativas, têm contribuído para melhorar a vida de pessoas e comunidades. Com estreia marcada para a sexta-feira, 24 de março, às 20 horas, a série de 13 programas de meia-hora irá ao ar semanalmente, no Canal CURTA!. A direção e o roteiro são assinados pela cineasta Mara Mourão (Doutores da Alegria – O Filme). A narração é de Wellington Nogueira (ator e palhaço, fundador do projeto Doutores da Alegria), com produção da Grifa Filmes e Mamo Filmes, produção executiva de Fernando Dias e Mauricio Dias e produção de Tatiana Battaglia Dias. O programa sobre o Elos vai ao ar, 9 de junho, exatamente um mês antes da 10ª. edição do Guerreiros Sem Armas.

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A diretora Mara Mourão com Natasha Mendes, Mariana Gauche e Rodrigo Rubido na gravação da série de TV Quem se importa

Os programas da série Quem se Importa são focados em pessoas que buscam e encontram soluções em cidades das região Sudeste e Nordeste do Brasil. Cada episódio retrata o sucesso de um empreendedor social que criou uma organização inovadora capaz mudar o ambiente ao seu redor. Por meio de impactos sociais relevantes e positivos, as idéias destes personagens inspiraram políticas públicas para um mundo sustentável, mais justo e melhor. Os programas mostram o impacto das ações deles, os obstáculos que enfrentam, a felicidade com os resultados e a gratificação interior.

Participam da série: André Cervi, Alice Freitas,  Auro Danny Lescher, Bruno Tataten, Claudio Miranda, Claudio Sassaki, Daniel Morais Assunção, Eduardo Bomtempo, Eduardo Lyra, Graziela Bedoian, Karen Worcman, Lilian do Prado Silva, Luciana Chinaglia Quintão, Mariana Gauche, Mundano, Natasha Mendes, Pedro Paulo Diniz, Rachel Schettino, Roberto Kikawa, Rodrigo Alonso e Rosane Rosa.

Em comum, os projetos trabalham com iniciativas que ajudam a melhorar a qualidade de vida de jovens e adultos das áreas mais carentes. O objetivo é colaborar com todos que buscam desenvolver seu potencial, oferecendo conhecimento para capacitação profissional, cuidados com a saúde e até alimentos para os mais necessitados. Os projetos ensinam o respeito à diversidade cultural, humana e ambiental e buscam sensibilizar a sociedade com exemplos do que é possível fazer para ajudar.

“A produção vasculha o Brasil em busca de pessoas que oferecem soluções simples para as mais graves questões que nos afetam profundamente”, afirma o produtor executivo Fernando Dias. “Esta série documental vai mostrar como os transformadores podem estar na área da educação, da saúde, do meio ambiente, dos direitos humanos, da economia, em qualquer campo. O filme transmite a mensagem de que todos nós podemos mudar o mundo, não importa em que setor estejamos, seja ele privado, governamental ou social. Qualquer pessoa pode fazer a diferença”, completa a diretora Mara Mourão.

Conheça os personagens e projetos dos episódios: 

1- Pedro Paulo Diniz- Fazenda da Toca – Itirapina SP
Sexta-feira, 24 de março, às 20 horas, no Canal CURTA!

 Em 2008, o empresário e ex-piloto de Fórmula 1 Pedro Paulo Diniz assumiu a administração da Fazenda da Toca. Ele então começou uma busca por um projeto para realizar no local, levando em consideração os três pilares da sustentabilidade (ambiental, social e econômico). Seus objetivos eram resgatar a biodiversidade em vez de gerar degradação e gerar benefícios para todos os envolvidos: meio ambiente, funcionários, clientes e fornecedores.

 

2-Alice Freitas, Rachel Schettino e Rosane Rosa – Rede Asta – Rio de Janeiro (RJ)

Sexta-feira, 31 de março, às 20 horas

A REDE ASTA é um negócio social que tem a missão de ajudar a diminuir a desigualdade social brasileira. A entidade leva a consumidores produtos para casa e moda feitos à mão por grupos de artesãos de regiões de baixa renda em 10 estados brasileiros.

3-Luciana Chinaglia Quintão- Banco de Alimentos – São Paulo (SP)

Sexta-feira, 7 de abril, às 20 horas

 O trabalho do Banco de Alimentos é fazer com que cada vez mais pessoas tenham acesso a alimentos de qualidade e em quantidade suficiente para uma alimentação saudável. A ONG fornece alimentos por meio do combate ao desperdício; promove ações educativas e expande suas ações e conhecimentos para onde existe o problema concreto da fome.

4-Lilian do Prado Silva- Acreditar – Glória do Goitá (PE)

Sexta-feira, 14 de abril, às 20 horas

A Acreditar é uma organização de microcrédito gerida e focada em jovens de regiões rurais pobres que não encontram fontes de geração de renda. A iniciativa os apóia a empreender seus próprios negócios segundo o modelo de desenvolvimento local sustentável.

5-Eduardo Lyra – Instituto Gerando Falcões – São Paulo (SP)

Sexta-feira, 21 de abril, às 20 horas

 O Instituto Gerando Falcões foi criado pelo empreendedor social Eduardo Lyra. Sediada em Poá, a organização promove a paz em diversas periferias, favelas e presídios, atuando em três frentes- esporte, arte e música- como busca de oportunidade e renda.

6-Karen Worcman- Museu da Pessoa – São Paulo (SP)

Sexta-feira, 28 de abril, às 20 horas

A partir de sua experiência com a obtenção de histórias orais de sobreviventes do holocausto, Karen Worcman criou o Museu da Pessoa para dar às pessoas a capacidade de registrar não apenas sua própria história, mas também tornar a criação da história uma estratégia para mudança social.

7-Mundano – Pimp my Carroça – São Paulo (SP)

Sexta-feira, 5 de maio, às 20 horas

 O grafiteiro Mundano criou o Pimp My Carroça, um movimento que luta para tirar os catadores de materiais recicláveis da invisibilidade, promover a sua auto-estima e sensibilizar a sociedade para a causa em questão. A iniciativa utiliza ações criativas que empregam o grafite para conscientizar, engajar e transformar.

8-Auro Danny Lescher e Graziela Bedoian – Projeto Quixote – São Paulo (SP)

Sexta-feira, 12 de maio, às 20 horas

O Projeto Quixote oferece alternativas a crianças e jovens de rua com avançada dependência de drogas. A entidade proporciona que abandonem o vício sem necessidade de intervenção psicoterápica ou medicamentosa, a partir de novas relações afetivas e sociais delas com suas famílias, educadores, profissionais de saúde e a comunidade.

9-Claudio Sassaki e Eduardo Bomtempo- Geekie – São Paulo (SP)

Sexta-feira, 19 de maio, às 20 horas

 A Geekie desenvolve plataformas de ensino adaptativo a partir de tecnologias inovadoras. Com esta plataforma é possível ensinar respeitando os interesses e habilidades de cada um e aprender de forma eficiente e divertida.

10-Daniel Morais Assunção, Bruno Tataten e André Cervi – Atados – São Paulo (SP)

Sexta-feira, 26 de maio, às 20 horas

 Atados é uma plataforma social que conecta pessoas e organizações, facilitando o engajamento nas mais diversas possibilidades de voluntariado. O fortalecimento dessa rede e a mobilização de voluntários ampliam o impacto das organizações e transformam pessoas e comunidades.

11-Roberto Kikawa- CIES – São Paulo (SP)

Sexta-feira, 2 de junho, às 20 horas

No projeto Cies (Centro de Integração de Educação e Saúde), o paciente é atendido em um consultório adaptado em uma carreta e passa por exames médicos de média complexidade em dez especialidades e até pequenas cirurgias, como a de catarata. Se necessário, ele é encaminhado a hospitais parceiros.

12-Rodrigo Alonso, Mariana Gauche e Natasha Mendes – Instituto Elos – Santos (SP)

Sexta-feira, 9 de junho, às 20 horas

O Instituto Elos nasceu de um encontro de jovens estudantes de arquitetura em Santos (SP) e se tornou uma comunidade multidisciplinar focada em desenhar estratégias para construir o melhor dos mundos começando agora mesmo. A ONG tem o objetivo de dar poder às pessoas para a construção de espaços com mais qualidade de vida.

 13-Claudio Miranda- Favela da Paz – São Paulo (SP)

Sexta-feira, 16 de junho, às 20 horas

 O Instituto Favela da Paz é um ponto de cultura, estúdio de gravação e espaço de vários cursos. Oferece aos jovens da favela alternativas à violência. O objetivo é se tornar um modelo de centro de educação para a autonomia e para a paz.

Ficha técnica - Quem se Importa – a Série

www.quemseimporta.com.br

2017, HD, 13 x 30 min

Produção: GRIFA FILMES e MAMO FILMES

Direção e Roteiro: Mara Mourão

Produção Executiva: Fernando Dias e Mauricio Dias

Produção: Tatiana Battaglia

Narração: Wellington Nogueira

O patrocínio é da thyssenkrupp e do BEXS BANCO DE CAMBIO S.A.. A série para a TV foi  criada a partir da bem-sucedida trajetória do filme homônimo, lançado em 2012 e vencedor de inúmeros prêmios nacionais e internacionais (DOC Miami 2012, Washington International Film Festival 2013, entre outros) e financiado através dos mecanismos de incentivo da Ancine e do Fundo Setorial do Audiovisual.

Encontro com Charles Eisenstein no Espaço Elos

29/11/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, ,

O encontro com Charles Eisenstein foi muito especial em muitos sentidos, no sábado (26 de novembro). O fato de acontecer no Espaço Elos, mostra que estamos na direção certa, pois antes de estar pronto, cada vez mais vai tomando a forma do que sonhamos para o futuro: de um lugar aberto para o aprendizado junto com a comunidade.

Com a presença de mais de 50 pessoas, Eisenstein foi  muito generoso na sua fala, em especial na menção ao nosso trabalho, assim como ao desenhar o encontro deixou espaços para participação de todos. Além disso, todos puderam experimentar na prática a cultura da dádiva ao compartilhar um piquenique comunitário com colaboração de todos.

Dentro do espírito da cultura da dádiva, ele além de não cobrar nada da gente, deixou alguns exemplares do seu livro lançado no Brasil, “O Mundo Mais Bonito que Nossos Corações Sabem Ser Possível“, pela Palas Athena.

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Entender o que fazemos

O Elos tem um profundo entendimento daquilo É importante o entendimento sobre as coisas que estamos fazendo, mesmo porque só podemos fazer aquilo que podemos entender.

É muito difícil colocar certas coisas que vivi aqui em palavras, mas se fosse escolher uma, seria humildade. Muitas organizações chegam em algum lugar achando que sabe a solução, como se dissessem “Eu sei o que vocês precisam”. O que elas não entendem que este “aquilo que você precisa” é um reflexo sobre o que elas mesmas precisam.

Interessante notar que o Elos chega nas comunidades com uma pergunta simples (Quais os seus sonhos?) e uma visão apreciativa sobre as pessoas e os lugares.

Quando fomos visitar a Vila Progresso, tinha muitas crianças nas ruas, elas se sentiam seguras, elas conheciam todo mundo, e as ruas eram extensões das suas casas. Ou seja, a casa delas era muito maior do que qualquer milionário. Uma riqueza que está além do dinheiro pode comprar. A riqueza do pertencimento. Não se trata de uma vida perfeita, assim como a dos ricos também não é. Eles vivem com insegurança e medo.

O Elos não está cego para a pobreza, mas não está cego para as riquezas presentes nos lugares Muitas vezes as pessoas não sabem sobre suas riquezas, por isso é importante a pergunta “o que é bonito aqui?” (primeiro passo da Filosofia Elos – busca das belezas). A beleza é uma indicação do que pode ser construído no futuro. O desenvolvimento não deve ser uma imitação cega de um conhecimento externo, mas surgir de um chamado do coração, e agir conforme este chamado. Quando o coração entende profundamente estas questões, pois assim novas coisas podem surgir.

Eu sei que vocês já sabem disso, mas é bom quando uma pessoa de fora fala sobre isso.

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É muito complexo falar sobre ativismo, o que é global, o que é local. O sentido de ser para tudo e para todos, ou seja, tudo o que acontece ao meu redor, está espelhado em mim. Se alguém faz algo de ruim para mim, que parte dessa pessoa representa em mim? Os relacionamentos complicados, como os políticos, os desafios que surgem em trabalhos comunitários, cada encontro fala de uma coisa sobre você. Mais do que interdependência, de um relacionamento condicional, ela é parte de mim, então, o que acontece a ele, em uma parte de mim também acontece.

Com a tecnologia entraram em campo forças extraordinárias de separação. Quando meu pai era jovem todas as crianças brincavam nas ruas, e todos se conheciam. Quando eu era jovem, isso acontecia, mas num grau muito menor. Hoje moro num lugar com mais de 500 famílias e todas estão dentro de casa, e não crianças nas ruas. O que vemos são as luzes azuladas das TVs. Na época do meu pai, quando fazia calor todos iam para as varandas, e as pessoas conversavam umas com as outras, hoje ficam em casa com ar-condicionado. Substituímos as comunidades por serviços, tudo o que você precisa, pode ser comprado ou pago.

No Taoismo quando algo chega ao seu extremo, faz algo nascer em direção oposta. A Internet está fazendo com que as coisas que eram invisíveis, visíveis. Por conta das câmeras dos celulares, segredos estão vindo para superfície. A separação nasce do segredo. Na nossa sociedade tudo é feito entre 4 paredes. A tecnologia que nos manteve separado, pode nos trazer de volta para vivermos juntos, porque ela está criando uma nova transparência, e podemos usar isso a nosso favor. Preservar os conhecimentos que estão desaparecendo, por exemplo.

Neste momento, Charles Eisenstein dividiu os participantes em grupos, para que eles partilhassem histórias de sabedoria popular com os outros.

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 Futuro precioso

Qual futuro que queremos? Pense em algo muito precioso que estamos perdendo. Este é um excelente indicativo de onde podemos chegar. Neste momento da história que tudo está ruindo, devemos estar aberto para tudo o que se rejeitou no passado. Xamãs, capoeira, conhecimentos populares, essas coisas que costumam dizer que é coisa do velho Brasil, digo, que o mundo precisa destas coisas, porque se vamos depender somente do que a tecnologia produziu, olha onde os Estados Unidos chegaram.

Cultura da Dádiva

Pagar por uma pizza não é uma dádiva, porque quando você dá dinheiro por uma pizza, você vai receber pizza. Na cultura da dádiva existe um tipo de relacionamento, onde não há o uso da coerção para ter algo de volta.

Atualmente você paga por remédios, para alguém cuidar das crianças, para se sentir seguro. Você não precisa mais da comunidade. A generosidade acontece quando as coisas circulam entre todos e acaba voltando para você, porque quando se enriquece a comunidade, todos se tornam ricos.

Hoje vivemos uma competição artificial. Não é que não existem terras suficientes ou frutas suficientes. O que não tem é dinheiro suficiente, porque o sistema criou uma ideia de emprestar dinheiro e cobrar juros altos por isso.  Então, isso beneficia um grupo pequeno de pessoas. É nesta ausência de medo do que falta, e o foco na abundância que faz o Elos criar coisas miraculosas.  Pessoas naturalmente gostam de doar, mas falta criar uma cultura e espaços para que isso aconteça.

O que vivi no Brasil me tocou profundamente . Eu vim para cá com algumas perguntas sem respostas. Não que alguma pessoa me desse estas respostas, mas porque a atmosfera daqui me permitiu alcançar estas respostas.

Abertas as inscrições para a VIVÊNCIA OASIS RIO DOCE, uma parceria entre o Elos e Juntos.com.vc

2/08/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Jogos de Transformação, Responsabilidade Social | Tags: Tags:,

Vamos nos unir para criar o futuro dos sonhos?

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Depois do rompimento da Barragem do Fundão, mais de 3 mil pessoas fizeram doações através da plataforma Juntos.com.vc para um projeto comunitário que será um símbolo da disposição para sonhar e agir.

O projeto vai acontecer de agosto a dezembro, na divisa entre Minas Gerais e Espírito Santo. A primeira fase é a Vivência Oasis em Mascarenhas (Baixo Guandu – ES).

Moradores, lideranças comunitárias, estudantes, ativistas, organizações sociais: está todo mundo convidado para fazer esse curso gratuito e colocar a mão na massa para transformar os sonhos em realidade. Tem duas maneiras de participar:

Vivência Oasis
26/08 das 14 às 19h
27 e 28/08 das 9 às 19h
9, 10 e 11/09 das 9 às 19h
12/09 18 às 20h30

Encontros comunitários abertos
26/08 às 18h Apresentação
28/08 às 15h Encontro de projeto
30/08 às 18h Reunir talentos e recursos
10 e 11/09 Por a mão na massa
12/09 15h30 às 17h Encontro de futuro

Faça sua inscrição: www.bit.ly/oasisriodoce

Festival Elos vai cultivar comunidades no Morro da Nova Cintra

20/07/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, permacultura, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , ,

Festival Elos :: Cultivar Comunidades é um evento multicultural que vai juntar moradores dos morros de Santos, jovens lideranças, especialistas de diferentes áreas, para que juntos possamos estar em rodas de conversas, fazer troca de experiências, realizar oficinas, assim como, apresentações culturais, no Morro da Nova Cintra, na cidade de Santos, de 8 a 12 de outubro de 2016, em parceria com a CODESP.

Vem-ai FESTIVAL ELOS

Em cinco dias de atividades, o objetivo é conectar todos os participantes para experimentar e explorar diferentes aspectos de mobilizar um bairro em torno de um sonho comum. Com isso, busca-se reconhecer e valorizar os potenciais locais, fortalecer relações e construir juntamente com os moradores quais os sonhos que se tem para o lugar, inspirados por experiências coletivas de sucesso. Por outro lado, esta iniciativa visa despertar o potencial criativo de jovens lideranças em buscar soluções rápidas para situações reais e fortalecer qualidades como coragem, escuta, visualização do que está emergindo, prontidão para ação e trabalho em equipe.

Uma parte da programação, compreende atividades abertas ao público e outra parte, como oficinas e encontros estão voltados para um público específico, mediante inscrição. Anote na agenda e se inscreva agora, aqui.

Conheça a programação completa abaixo:

programação

O Festival Elos é uma parceria com a Codesp, e tem apoio da EC Juventude da Nova Cintra, G.R.C.E.S.Unidos dos Morros, Paróquia São João Batista, Subprefeitura dos Morros de Santos – PMS, Secretaria de Cultura – PMS, SESC Santos, Sociedade Melhoramentos Morro Nova Cintra, Unisantos. Apoio Institucional ADM

Guia das Comunidades Empreendedoras ganha versão digital

8/06/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , ,

Compartilhar nossos aprendizados sempre fez parte dos nossos sonhos, por isto estamos celebrando a edição digital do Guia das Comunidades Empreendedoras. A publicação tem como origem  as experiências e estratégias vivenciadas pelo Instituto Elos nas parcerias com diferentes comunidades.

Uma das bases está nas histórias e aprendizados do programa Comunidades Empreendedoras, realizado dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios (DIST), apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal, realizado em 4 comunidades da Baixada Santista  simultaneamente, sendo  Vila Progresso e Caminho da União, em Santos, Prainha, no Guarujá, e Guapurá, em Itanhaém, no período de janeiro de 2014 a dezembro de 2015.

Guia

A experiência do Comunidades Empreendedoras impulsionou e apoiou a criação de oito projetos comunitários, inclusive de geração de renda, cinemas de rua, mutirões, feiras comunitárias e outras atividades. Thaís Polydoro, gestora do programa, reforçou que esse é justamente um dos objetivos do Elos.

“A gente convida as pessoas a descobrirem seus talentos e colocarem esses potenciais em prática sempre com o sonho coletivo como foco. A partir daí, podem nascer cinemas de rua, feirinhas gastronômicas, padarias comunitárias, praças. É fazendo o que a gente ama, unidos por um sonho comum, que construímos o melhor mundo”, diz Thaís.

interno

Este guia está dividido em 4 partes:

a. 7 passos para você e seu grupo transformarem seu bairro em uma comunidade empreendedora.

b. Inspiração: histórias das comunidades empreendedoras

c. Coisas que você pode fazer em sua comunidade

d. Uma série de anexos que podem ajudar em seus empreendimentos comunitários

Primeiro Diálogos Elos é sobre desenvolvimento local

5/05/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, permacultura | Tags: Tags:, ,

Depois de 2 anos de atuação em 4 territórios da Baixada Santista, o Instituto Elos convida para uma conversa sobre as parcerias entre organizações e comunidades, além de realizar o lançamento de 3 guias criados a partir dessa experiência – um sobre o programa Comunidades Empreendedoras, um sobre cinema de rua e um sobre feirinha gastronômica, e do Festival Elos. Esta é a primeira edição do Diálogos Elos, evento aberto a todos os interessados que acontecerá nesta sexta-feira, dia 6 de maio, das 10 às 17 horas, no Sesc Santos.

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Para contribuir com a conversa, estarão presentes representantes da União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região (UNAS Heliópolis), Instituto Holcim, Elo7, Associação dos Jovens da Juréia e União dos Moradores da Juréia, Instituto Lina Galvani, Projeto Construindo Futuro, Escola Nacional Florestan Fernandes e Jackson Nunes, coordenador do Programa Social e Habitação da Prefeitura de São Vicente.

O Comunidades Empreendedoras é o programa de desenvolvimento local do Elos e teve sua primeira edição realizada dentro do Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios da Baixada Santista (DIST) com apoio do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal, realizado simultaneamente na Vila Progresso e Caminho da União, em Santos, Prainha, no Guarujá, e Guapurá, em Itanhaém, de janeiro de 2014 a abril de 2016.

O Festival Elos é a primeira grande ação da organização no território onde será construído o Espaço Elos. Com patrocínio da Codesp, é um chamado para as comunidades dos morros de Santos para construírem juntas o morro dos sonhos, com ações práticas em 3 etapas: uma com oficinas, rodas de conversas e programação cultural (de 08 a 12 de outubro), uma formação Oasis Training, com aprofundamento de atuação comunitária e o Giftval, (de 31 de outubro a 7 de novembro) evento internacional sobre gift economy (economia da doação, em tradução livre) com participantes de vários países.

Serviço
Diálogos Elos – Vamos nos juntar para falar sobre comunidades?
Dia 6 de maio, das 10 às 17 horas
Auditório do Sesc Santos, à rua avenida Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida – Santos
Para confirmar sua presença, escreva para thais@institutoelos.org

Conheça o Manifesto GSA

29/03/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, Linha do Tempo Elos | Tags: Tags:,

No Encontro de Verão GSA, realizado entre 8 à 12 de janeiro de 2016, em Santos, fruto do sonho do Felipe Denz, GSA 2012, foi aberto com uma roda de conversa sobre o mundo que todos sonhamos, que deu origem ao que entendemos ser um manifesto dos Guerreiros Sem Armas.

Participaram do encontro:

EDIÇÃO 2000 : Thaís Polydoro

EDIÇÃO 2007: André Pascoal, Ariane Mates, Luísa de Sá, Taís Brandt

EDIÇÃO 2009: Mariana Felippe, Natália Dittmar, Paulo Farine, Tony Marlon, Unílson Mangini Júnior

EDIÇÃO 2011: Amanda Hammes, Carla Cardoso, Herbert Lima, Ronaldo Pereira

EDIÇÃO 2012: Felipe Denz, Fernando Conte, Jamerson Mancio, Renata Laurentino

EDIÇÃO 2014: Bruna Kievel, Felipe Ferreira, Julia Carvalho, Laura Claessens (Bélgica), Lucas Harada, Myrian Castello, Sérgio de Araújo Júnior, Simone Batista, Victor Pucci

EDIÇÃO 2015: André Marins, Camila Silveira, Daniella Dolme, Gabriel de Sousa, Ronaldo dos Santos, Túlio Notini, Vanessa dos Santos, Veva Rude, Sebástian Ronderos (Colômbia)

EQUIPE ELOS: Mariana Gauche, Natasha Gabriel, Ricardo Oliveros, Rodrigo Alonso, Val Rocha

  MANIFESTO GSA

memoria GSA

“3017, há muito tempo nós vivemos no mundo que todos sonhamos. É um mundo de equilíbrio, a igualdade social existe. Discutimos muito sobre como trazer justiça e equidade e como trabalhar nas comunidades vulneráveis. Olhamos para onde ninguém estava olhando, onde não chegava apoio e nem ajuda. Sonhamos essa equidade social e entendemos que oportunidades simples podem mudar vidas.

Hoje, as pessoas exercitam desde pequenas a expressar a intimidade consigo mesmas e se conhecerem bem. As relações são transparentes e verdadeiras. Há convites para as pessoas conhecerem outras realidades. A economia é de colaboração, muitas trocas. A criatividade e os talentos são valorizados. Há criação e distribuição de riquezas e uma nova relação com o dinheiro.

Fomentamos a criação de organizamos e comunidades sintrópicas, espaços e escolas e empresas que geram mais energia do que consomem, inclusive as universidades e governos. Nós compartilhamos cultura de países e locais, havendo muito respeito! Há comunicação de dentro pra fora, a partir das necessidades. Criamos ambientes que respeitam a vida e as coisas acontecem com leveza. As pessoas são conscientes e abrem para aprender e compartilhar.

As relações comigo, com o outro e o mundo, são unidas e posso reconhecer que estou em tudo e tudo está em mim, há paz. Nos relacionamos de forma diferente com a geração de energia, ela é autônoma. Há mais governança, mais locais fazendo ações em círculo, mais presença física e olhar. A diversidade é respeitada e celebrada. A economia privilegia a distribuição e não a concentração na mão de poucos. Há doação para todo mundo.

Há muita conexão e relação com os animais. As relações amorosas são baseadas no confiança e liberdade. A relação íntima com o que consumo, inclusive alimentação, está próximo disso. Somos jardineiros no sentido amplo. O ser humano tem o papel de cultivar. As comunidades são fortes, vibrantes e unidas. Vemos a diversidade como uma riqueza. O mundo apoia a conexão com o eu verdadeiro eu e não com expectativas de fora, inclusive na educação. Há espaço para se trabalhar o espírito, alma ou como se queira chamar.

Podemos comer sem nos preocuparmos. O mundo é seguro, inclusive com relação à segurança emocional e diálogo aberto e respeitoso. Eu posso viajar livremente e há formas de transporte sustentável. Há equilíbrio, equidade, diversidade, harmonia. Há o acolhimento da diversidade de uma maneira saudável, sem o bem e o mal de maneiras opostas. As relações são empáticas, a gente compreende o outro para viver em harmonia, a gente entende o diferente.

Aqui em 3017, a gente relembra a importância dos ciclos da vida, a alimentação, as estações, os ciclos das mulheres, o contato com a natureza. Reaprendemos a viver com tudo isso, inclusive com os ciclos da idade, nós não escondemos mais a velhice. As corporações produzem coisas que atendem necessidades reais. Encontramos as melhores formas de produzir. Construímos de forma divertida e leve. No fim do mês, quando faço as contas, valorizo tudo o que fiz e todos os encontros que tive, ao invés, de olhar para o que eu acumulei. Na política, as pessoas fazem o que às fazem felizes. A sustentabilidade afetiva é a métrica do mundo dos sonhos. Realizamos sonhos sem temores e medos. Não há guerra, violência e nem crime organizado, não há impunidade nesse mundo.

Há dias muito especiais, do café da manhã ao transporte, as relações no trabalho, tempo para compartilhar. Há grupos de pessoas que são loucas, temos como nos relacionar e entende-las, elas fazem parte da sociedade. Há mais tecnologias abertas e todos se sentem felizes por materializar, mas também contribuir para outras pessoas realizarem e terem acesso ao conhecimento.

Nós resinificamos o trabalho, ele não é mais apenas fonte de renda. Lidamos melhor com o tempo e com quanto tempo precisamos dedicar para cada coisa. Não existe uma fórmula cartesiana. A relação com a economia é baseada na abundância e nos recursos. Nós vimos que a verdadeira arte não valoriza apenas o dinheiro, mas a troca de valores.

A educação valoriza a vida sem punição. Nós percebemos que existem outras formas de mudar atitudes. Reconhecemos que somos espíritos eternos e lutamos para nossa evolução sem fugirmos da realidade, nós construímos a nossa realidade.

Na materialização nós entendemos a diferença de acumular e compartilhar. Temos clareza de como acolhemos e compartilhamos. Entendemos que emoção é energia em movimento e que as relações humanas precisam sem reconstruídas, abrindo espaço para essas reconstrução sempre. Valorizamos a conexão.

Começamos a cuidar das nossas águas. Há rios limpos, pessoas nadando e a terra é livre e faz parte do bem comum. Nós cuidamos desse bem comum para ser bom para todo mundo. Nós temos confiança, mesmo nas grandes cidades não há medo. As pessoas são livres e respeitamos o ritmo de cada um e todo mundo cultiva a sua chama interior. Não há julgamentos, há respeito pelas decisões pessoais e nesse mundo não precisa mais ter polícia, ONGs, não tem fronteiras.

Somos geridos pelas relações afetivas e as pessoas escolhem o que querem, reconhecem a diversidade de visões e pontos de vistas e entendem isso. As crianças são livres, nós não decidimos por elas e lembramos que já fomos crianças também. Todos somos eternos brincantes.

Há harmonia entre as forças opostas, como na cooperação e a competição. Nós temos liberdade para fazermos nossas escolhas estéticas e reconhecemos a sabedoria indígena e a tecnologia, tudo está à serviço do mundo. Não há intoxicação das palavras e nem dos remédios. Nós entendemos que a saúde está muito mais conectada à natureza e não fazemos mais escolhas guiadas pelo dinheiro. As instituições estão à serviço da sociedade. Todo mundo tem acesso às necessidades básicas, moradia, água e alimento, e nesse mundo entendemos que o silêncio também faz parte da conversa e não falar nada também é comunicação”.

Leia mais sobre o Encontro de Verão GSA

Novo logo do Elos Foundation

23/02/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, Linha do Tempo Elos | Tags: Tags:

Com a criação do Elos Foundation sentimos a necessidade de um novo logotipo, e a escolha recaiu, na verdade, naquele que sempre representou a essência do Elos.

logo elos foundation

Ao assumir a mandala, que significa “somos todos um”, a Fundação sinaliza que faz parte do universo Elos. “Eu sempre fiquei intrigado com o poder deste símbolo. Ele diz muito sobre a nossa mais profunda crença e o caminho que queremos trabalhar. Por ser circular, ele respira vida, com um centro forte e um movimento para fora “, diz Niels Koldewijn.

Mais tarde descobrimos que a mandala significa “concentração de energia, um símbolo universal de integração e harmonia”, valores que estamos conectados.

Ele também remete às danças circulares, através do qual aprendemos a mover em um ritmo coletivo, assim com estamos entramos no futuro do Elos Foundation como parte integrante de todo o círculo.

“O Elos Foundation naturalmente vai tornar-se uma parte importante na propagação da Filosofia Elos em todo o mundo, apoiando o movimento em expansão, com vários programas, iniciativas e serviços para pessoas comprometidas com a transformação”, refente Rodrigo Rubido.