Escola de Transformação: Encontro de Futuro reúne 2 comunidades de Campinas

20/03/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , ,

Depois de conhecerem os projetos sociais da Associação Monte Azul e da Unas- Heliópolis, os moradores dos Residenciais Sirius e Abaeté, do Minha Casa, Minha Vida, e vários parceiros que estão participando da Escola de Transformação*, se reuniram no Centro Cultural de Inclusão Social da Unicamp, para juntos pensarem o que querem realizar no futuro.

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O que o Abaeté e o Sirius fizeram na Vivência Oasis

Na abertura, além da introdução sobre a Escola de Transformação, os moradores apresentaram o que foi feito na Vivência Oásis em seus territórios.  Vilson e Patricia mostraram fotos da Vivência Oásis e falando sobre algumas belezas do Abaeté. Compartilharam as potencialidades do bairro, os sonhos, e maquete feita pela comunidade. No mão na massa, eles abriram 1250 covas e plantaram junto com os moradores e voluntários de outros bairros. Vilson ajudou a fazer bancos de madeira. Eles citaram ainda as atividades desenvolvidas pelo Caminhão do Desafio,do Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP. E mostraram a talentosa equipe da cozinha.

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Muito bom ver os moradores, como o Robson, apresentando seus bairros e mostrando com foi a Vivência Oásis

Depois foi a vez do Robson do Sirius fazer sua apresentação.”Depois que começou a Escola de Transformação, começamos a passar por um processo de transformação. Depois que fizemos a visita de inspiração, vimos o poder da transformação do ser humano.”

Ele disse que todos precisam ter outra visão desse lugar, e pensar no futuro. “Acreditar que tudo o que estamos construindo hoje, vai ficar para os nossos filhos e os nossos netos. E quando estivermos mais velhos vamos olhar pra trás e dizer: o que eu fiz por eles. Que o ser humano simplesmente volte a ser um ser humano!”.

Herbert, facilitador da Equipe Elos, complementou falando sobre os brinquedos, pebolim feito na e pela comunidade com materiais locais, entre outras coisas feitas no espaço criado no Sirius.

Esporte e música, dois elementos que transformaram suas comunidades

Depois foi a vez, de dois convidados contaram suas histórias de vida que cruzam com a de projetos sociais de grande impacto.

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Felipe Ferreira (GSA 2014) criador do Instituto Novos Sonhos

Felipe Ferreira, do Instituto Novos Sonhos, é do Guarujá, Guerreiro Sem Armas 2014. Ele conta que teve uma infância muito boa, mas uma adolescência muito difícil. Quando jovem começou a trabalhar na feira e conheceu gente muito legal, onde conheceu inclusive a sua esposa. Com 22 anos começou a treinar Jiu Jitsu, onde aprendeu bastante coisa sobre a vida. Trabalhou em outros lugares. Passou por um período de instabilidade, foi por um caminho não muito bom, e começou a perder tudo o que havia conquistado, inclusive seu casamento.

“Estava numa vida muito errada: era uma vida que não tinha alternativa”. Passou alguns meses assim, e conheceu uma menina e começou a compartilhar sonhos com ela. Ela engravidou depois de 2 meses. O filho nasceu de 7 meses, muito mal de saúde. Aí ele prometeu que se o filho saísse bem dali ele iria mudar de vida. O filho não resistiu.

Ele ligou para avisar a família. Chegou um amigo Junior chamando para uma “fita errada” e ele não foi, pois ia enterrar o filho. O Júnior levou seis tiros. Aí ele ficou muito mal. Passaram-se 4 meses e ele entrou em depressão. Já não estava mais com a companheira. Um dia entrou no quarto, rezou e pensou o que faria se o seu filho estivesse ali. Aí começou a mudar a perspectiva, começou a trabalhar mais, mobiliar a casa, cuidar mais da vida.

Felipe ficou pensando do que poderia fazer para ajudar as pessoas. Contou que resolveu morar em um terreno na favela, “lá no fundo”, quando ainda não tinha intervenção pública. Voltou a treinar Jiu Jitsu e a dar aulas para as crianças da favela, e assim percebeu que queria trabalhar com crianças. Depois, uma empresa resolveu patrocinar o projeto.

Em 2012 conheceu o Guerreiros Sem Armas, quando foi o anfitrião da comunidade em seu espaço. Teve a oportunidade de participar do programa em 2014, participou do Jogo Oásis, e “foi a experiência mais incrível da minha vida, pois o Guerreiros Sem Armas me potencializou”.

Em 2015, conseguiu estar entre as 10 melhores equipes de Jiu Jitsu. Hoje tem mais de 200 alunos. Em 2016, plantamos uma horta comunitária, no terreno cedido por um morador. Temos uma biblioteca, que até saiu no jornal. Começamos com livros velhos, e armários velhos, mas com tudo arrumadinho. Aí uma empresa veio visitar, e ela reformou a biblioteca pra gente.

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Fabio e Claudio Miranda do Instituto Favela da Paz, Samba na 2 e Poesia Samba Soul

Claudio Miranda e o Paulo falaram sobre como a música mudou a vida de centenas de pessoas através do Samba na 2, Poesia Samba Soul e Instituto Favela da Paz.

“Nós crescemos no Jardim Ângela. 5 pessoas decidiram “mudar o lugar sem mudar de lugar”. Com nove anos montaram uma banda. Para juntar dinheiro todos trabalhavam, vendiam rifas na favela, etc. O irmão era um inventor, fazia os instrumentos com os materiais que tinham disponíveis. Em uma semana tinham os instrumentos. Perceberam que tinham o poder da intuição, aos 13 anos de idade: Queriam mudar a comunidade. “Víamos as pessoas sendo mortas, através dos tijolos”.

Começaram a tocar fora da comunidade, nos bairros vizinhos. Tocaram de graça, e a davam aulas. Eram muito respeitados em todos os lugares que iam tocar. Conversavam com todos. Hoje tem 16 projetos ligados a músicas e alimentação natural. Criaram um sistema de biogás. O Poesia Samba Soul foi para 13 países diferentes. Desde 2009 viajam para fora do país.

“O que a gente utiliza: a intuição e o coração. A gente percebeu que na música, primeiro passa pelo coração, depois a cabeça. Na música a gente serve as pessoas. Você serve e é servido. e quando a gente percebeu isso a gente viajou o mundo.”

Paulo falou um pouco dos projetos e  a importância de todos saberem um pouco de tudo. “Importância de saber que um complementa o outro”. Para o Claudio, “devemos entender as fases do projeto. e quando tem alguma dificuldade perceber como uma oportunidade de aprender alguma coisa”.

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Thais Polydoro, coordenadora da Escola de Transformação

Thais Polydoro do Elos, coordenadora da Escola de Transformação, falou sobre a importância de se criar relações de confiança com quem está próximo da gente para construir um  futuro que queremos. “Vocês estão plantando sementes, para vocês desbravarem. O processo é de construção coletiva! Quem dá a direção são as pessoas que moram no lugar. Esse processo de construção de confiança só existe com a convivência no lugar”.

Como sonha seu bairro no futuro?

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Hora da dinâmica de grupo onde as pessoas falam aquilo que mais inspirou para continuar a jornada

Depois, de ouvirem estas duas histórias inspiradoras, os participantes sentam em grupos para  compartilhar o que mais  inspiraram, e como essas histórias fazem elas quererem seguir adiante no bairro.

“A história contada pelo Felipe foi uma história de inspiração, de esperança para uma mãe contou que tem um filho que vive a margem, e outra que tem esperança de que a Escola de Transformação posso modificar isso. Uma menina compartilhou que queria “ser poesia na vida de alguém”. Outro sonho é de uma escola de Jiu Jitsu, e uma escola profissionalizante, um centro cultural que fosse um espaço multiuso que possa ter escola de dança de música, entre outras atividades” disse Ana Lu da Sanasa, relatora de um dos grupos. .

“Valores, parceria comunitária, afeto, fraternidade, (entre outros). Nossos sonhos: áreas de lazer, áreas para jovens, associação dos moradores, relacionamento interpessoal entre os condomínios, contou Flávia.

“A gente tinha muita vontade de fazer mas não sabia como. Quando chegou o pessoal da Escola de Transformação e começou a fazer as coisas com a gente, aí o pessoal do bairro começou a ver que as coisas estão melhorando e que a gente vai fazer pelo bairro. Nossos sonhos:  Associação de Moradores, praça, academia de terceira idade, bastante coisa. A gente só consegue fazer as coisas junto. A gente quer fazer a diferença, vamos chamar mais gente, incentivar as pessoas, para os nossos sonhos acontecerem”, Roberto do Abaeté.

“Nosso grupo ficou  inspirado na luta deles, a liderança que não ficou reclamando, mas foi lá e fez. Os sonhos do grupo: parquinho paras crianças brincarem, espaço de lazer, praça, creche, sala de computador, cursos para idosos, crochê, quadra, escola, mercado, cooperativa de reciclagem, um espaço organizado, oficina de dança, várias oficinas, cooperativas com sobras de alimento, porque sobre muito pão, muita massa”, falou a relatora do grupo, Thalia do Sirius.

Qual a sua visão de futuro?

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“Voltamos superanimad@s do almoço. Fizemos a dinâmica de visualizar os sonhos de olhos fechados. Clarissa Muller, facilitadora da Equipe Elos, foi descrevendo a nossa visita ao Residencial Sirius e Abaeté em 2037. Como estavam lindos os condomínios, as áreas coletivas, com vários equipamentos e as pessoas utilizando esses equipamentos. Crianças fazendo atividades, e todos se cumprimentando nas ruas muito carinhosos. Muitas pessoas vindo de fora visitar essas comunidades, e as pessoas dos residenciais mostrando com orgulho o que fizeram para transformar o espaço!

Próximo passo para o sonho se transformar em realidade, foi desenhar os sonhos de cada bairro, colocando no cartaz grande, do jeito que queremos.

Como é o futuro dos residenciais Abaeté e Sirius

Painel com as visões de futuro dos residenciais Abaeté e Sirius

Painel com as visões de futuro dos residenciais Abaeté e Sirius

Roberto começa falar sobre o bairro. “Entrando no bairro, vemos todas as árvores plantadas crescidas! Relógio do tempo, transformando os projetos em realidade: academia da terceira idade, cursos de culinária, artesanato na Associação de Moradores. A Associação aberta para todo mundo com diferentes cursos, brinquedoteca, palestras sobre a natureza. Agora tem alambrado, no futuro, tem um muro com grafite, pessoal andando nas ruas, as crianças jogando bola, andando de skate, espaço de cultura com aulas de dança, música, aulas de teatro, as crianças brincando. Vilson fala que “quando vc desce a rua já vai ver o Centro Cultural, com as quadras e vamos ver nossos filhos e netos brincando lá”.

As visões de futuro vão virar uma ilustração feita pela Juliana Russo, do Cidade Para as Pessoas, para servir de inspiração para todos os participantes.

Lançamento do Edital de Projetos

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CLIQUE NA IMAGEM PARA BAIXAR O EDITAL

Thais explicou o edital que está sendo lançado no Encontro de Futuro, para as comunidades inscreverem seus projetos para serem apoiados pela Escola de Transformação. As inscrições ficam abertas até dia final de maio. Foram entregues a versão do edital impressa com as regras

Quem pode participar? Moradores dos empreendimentos.

Como funciona? Precisa ter um nome, clareza no projeto. Vamos deixar a ficha no site do Elos para quem quiser baixar e preencher.

Como vai ser a entrega? Para a equipe Elos ou Demacamp, correio, ou por e-mail.

O prêmio é dado em doação de equipamento e materiais (não é dado em dinheiro).

Como acontece? Todo mundo que se candidatar, vai apresentar o seu projeto em junho, no Festival Comunidade Empreendedoras, em 5 minutos!! Pode ser o jeito mais criativo que você quiser para defender o seu projeto!!

Fundação FEAC oferece consultoria para projetos da Escola de Transformação

Ao final, Lincoln César Moreira,  da Fundação FEAC  (Federação das Entidades Assistenciais de Campinas), agradeceu a presença de todos e explicou um pouco o trabalho que realizam como FEAC, se colocam a disposição como parceiros, ou seja, podem colocar a disposição os recursos técnicos. Viviane explica que dentro da FEAC, eles apoiam entidades e disponibilizam de diferentes apoios nas áreas técnicas, apoio jurídico, desde escrever o projeto, até elaboração gráfica de algum material, etc

Então, moradores do Sirius e Abaeté, mais um recurso que vocês têm disponível: a FEAC se coloca a disposição para auxiliar as pessoas/grupos que querem escrever algum projeto e não sabem como e nem por onde começar. Eles estão oferecendo apoio técnico para as comunidades. Aproveitem.

Thais agradeceu a parceria, assim como o ônibus que a FEAC disponibilizou para os moradores pudessem comparecer.

*A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios (DIST), inclui uma série de ações: formação de lideranças comunitárias, festival de projetos, encontros de troca de experiências, visitas de inspiração em comunidades que trilham o caminho de desenvolvimento pessoal e coletivo. Agradecemos a Prefeitura de Campinas, pelo apoio, em especial ao Gabinete do Vice-Prefeito que tem feito a articulação com as Secretarias do Governo, CPFL, em especial ao Cristiano Cucattia, Minha Campinas, Oficina do Desafio do Museu de Ciência e Tecnologia da UNICAMP, que esteve presente no Residencial Sirius e Abaeté, nos dias de mutirão, Centro Cultural de Inclusão Social da Unicamp, e Fundação FEAC.

Escola de Transformação avança no Ciclo II: Mobilização e Impulso

17/03/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , ,

A Escola de Transformação* está no seu segundo ciclo, e as comunidades Sirius e Abaeté,  participam no sábado, do Encontro de Futuro, evento aberto a todos que se interessam sobre a discussão do direito à cidade, projetos sociais de impacto, e onde coletivamente os participantes vão criar uma imagem poderosa de como os bairros vão estar daqui 20 anos, a partir do que vão começar a realizar hoje.

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Ciclos da Escola de Transformação

 Já encerramos o Ciclo I, de Análise e Conexão, onde foram feitos e apresentados os diagnósticos dos Residenciais Sirius e Abaté, reuniões com a Prefeitura Municipal de Campinas e secretarias, além de parcerias com diversas instituições locais, como universidades, organizações sociais, entre outras.

 LOCALIZAÇÃO DIST CAMPINAS

O começo do Ciclo II, de Mobilização e Impulso, aconteceu com a Vivência Oasis, onde os moradores dos Residenciais Sirius e Abaeté criaram: (a) um cenário de abundância, (b) reconheceram os talentos e recursos locais, (c) realizaram a primeira rodada de sonhos coletivos, (d) colocaram a mão na massa, (e) começaram a desenhar o que querem realizar juntos daqui para frente.

Rotatória da entrada depois

Moradores do Abaeté colocaram a mão na massa na rotatória de entrada do Residencial

Na sexta, 17 de março, acontece uma visita de inspiração a dois projetos sociais que são referência no Brasil e no mundo: Associação Monte Azul  e UNAS- Heliopólis

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A primeira organização foi fundada pela pedagoga antroposófica alemã Ute Craemer e hoje conta 4 núcleos de atuação social, de educação, urbanização e saúde, que atendem mais de 270 mil pessoas.

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A União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região (UNAS) é uma entidade sem fins lucrativos que surgiu em meados dos anos 1980, e conta com projetos, programas e serviços de forma abrangente nas áreas de educação, saúde, moradia, cultura, esporte, assistência social, empreendedorismo, mulheres, juventude e LGBT, com base nos tratados de direitos humanos, impactando mais de 12 mil pessoas diretamente por mês, por meio de 50 projetos sociais.

felipe ferreira

Felipe Ferreira com os alunos do Instituto Novos Sonhos

Com estas grandes inspirações, as duas comunidades do Sirius e Abaeté, participam no sábado (18 de março), do Encontro de Futuro. Tem dois convidados de peso, para dar mais força para os moradores quererem voar mais alto: Felipe Ferreira, Guerreiros Sem Armas 2014, criador do Instituto Novos Sonhos, liderança comunitária e afetiva na Prainha, Guarujá, que através do jiu-jitsu realiza a transformação social com as crianças do bairro.

SAMBA NA 2

Claudio Miranda (Favela da Paz, Samba na 2, e Poesia Samba Soul) mostra que a partir da música dá para mudar o mundo

 Além das apresentações de cada uma das comunidades, temos as rodas de conversas, e um exercício, onde eles vão imaginar como o bairro estará daqui 20 anos, e vão montar um painel com imagens do que eles sonharam neste processo.

A grande surpresa, é que a ilustradora Juliana Russo, do projeto Cidade Para as Pessoas, depois vai materializar essas imagens em uma única ilustração para cada comunidade, ter sempre a vista essa visão do futuro dos sonhos de todos!!!

Desenho de Juliana Russo

Desenho de Juliana Russo

Ao final, acontece o lançamento do edital  para inscrição de projetos sócio-culturais e  econômicos para cada um dos residenciais.

 ENCONTRO DE FUTURO

Local: CIS Guanabara – R. Mario Siqueira, 829 – Botafogo, Campinas – SP

Programação

9h10 – Boas-vindas da Escola de Transformação 9h30 – Celebração de abertura

9h45 – Check-in

10h15 – Apresentação Abaeté e Sirius (moradores apresentam as comunidades)

10h35 – Pausa para café

10h45 – Apresentações inspiradoras

20 min – Felipe Ferreira (Instituto Novos Sonhos)

20 min – Claudinho Miranda (Favela da Paz)

11h25 – De tudo o que eu escutei, o que me inspira? Como estas histórias me fazem seguir adiante no meu bairro?

11h45 – Como eu sonho meu bairro (Sírius e o Abaeté) no futuro? Qual o meu papel nessa transformação?

12h05 – Colheita

12h30 – Almoço

14h: Dinâmica de criação do painel do bairro do futuro – Juntos com as pessoas do seu bairro/interessados da cidade montam o painel da cidade dos sonhos com foco no Sírius e Abaeté.

16h – Apresentação dos sonhos

16h30min – Apresentação do edital e explicação dos próximos passos.

17h00 – Check out: De tudo o que sonhei e escutei, como saio daqui hoje? O que eu quero levar para minha comunidade?

17h30 – Fechamento: Celebração / Entrega das avaliações sobre o evento

*A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios (DIST)

Mão na massa na Vivência II DIST Rio Largo tem apoio dos residenciais vizinhos

21/02/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , ,

Nos dias 18 e 19 de fevereiro cerca de 90 pessoas colocaram a mão na massa no Residencial Jarbas Oiticica.  A segunda Vivência Oasis Rio Largo é uma parceria do Elos com IADH – Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano, realizado dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios (DIST), apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal.

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No sábado contamos com um grupo de Desbravadores, meninos e meninas com idades entre 10 e 15 anos, de diferentes classes sociais, cor, ou religião. Eles se encontram uma vez por semana para aprender a desenvolver talentos, habilidades, percepções, e o gosto pela natureza e nos apoiaram muito no plantio das árvores, em especial.

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Além disso, estudantes de Design e Arquitetura da UFAL, moradores do Teotônio Vilela e José Carlos Pierucetti (residenciais do Minha Casa, Minha Vida que receberam a Vivência Oasis em outubro/novembro de 2016) e claro, os moradores do Jarbas.

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Foi muito especial ver os moradores dos diferentes residenciais que fazem parte do projeto DIST em Rio Largo trabalhando lado a lado. Isso tem tudo a ver com a proposta de articular os sonhadores de diferentes comunidades para fazer junto a transformação do território de uma forma ampla, e não somente o seu residencial!

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“Eu adorei o projeto, adorei todo mundo. Eu fiquei muito feliz de ver todo mundo reunido, todo mundo junto, um sendo companheiro do outro, ajudando o outro. Foi muito gratificante. Tô aqui para o que der e vier. Não vou desistir. Até comentei com meu esposo: ‘Enoque, esse projeto veio para clarear mais a minha mente, pra eu aprender mais, saber mais como lidar com as pessoas e, eu disse a ele, eu precisava disso e chegou na hora certa’”.  Ivone, moradora do Jarbas Oiticica e participante do grupo Faz Sabor que preparou o almoço comunitário do mutirão.

A lista de sonhos realizados em um final de semana: plantio de 33 mudas de árvores (espécies da Mata Atlântica como Ipês e diversas frutíferas como pitangueira, mangueira e cajueiro), plantio de 2 jardins na entrada do conjunto, construção e instalação de conjunto de bancos e mesa na entrada do conjunto, instalação e pintura de placa de identificação do conjunto, pintura das guias com cal, pintura de amarelinha e abecedário no chão, sinalização das quadras (“A” e “I”) e dos pontos de ônibus, construção, instalação e pintura de 5 bancos no canteiro central e construção, instalação e pintura de 7 lixeiras.

“Hoje eu estou me sentindo bem mais tranqüila, saí da ansiedade de alto grau. Principalmente porque eu tive a oportunidade de ver a transformação em uma pequena dose. Eu olhava o processo e dizia ‘não vamos chegar lá, vamos ficar muito distantes’, e aí comecei a ficar ansiosa, aquela coisa de querer fazer tudo, e não acreditar que os outros dentro de sua calma e tranqüilidade, pudessem nos fazer ver a transformação. Hoje, ao entrar no Residencial eu não esperava já ver hoje tudo em desacordo, mas fiquei feliz e está de acordo com a transformação desde quando aqui chegamos. A sementinha da transformação pra mim hoje se revelou.”  Rilma Brandão, participante da formação e equipe IADH.

O que eles combinaram para os próximos passos: regar as árvores e jardins plantados (conversar com os moradores que moram mais próximo para que apóiem na rega diária), fazer um mutirão de limpeza e plantio na primeira praça (o mutirão no canteiro central foi até o trecho onde inicia a primeira praça do Conjunto, no total são 5 praças) e finalizar algumas pinturas (de bancos e de sinalização das quadras) e a colocação das estacas em volta de algumas mudas de árvores.

Moradores do Residencial Abaeté colocam a mão na massa na Vivência Oasis DIST Campinas

15/02/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Voluntariado Corporativo | Tags: Tags:, , , , ,

No final de semana de muito sol em Campinas, 130 moradores do Residencial Abaeté, e 30 participantes da Vivência Oasis da Escola de Transformação, colocaram a mão na massa para realizar os sonhos coletivos do lugar.

“Aos olhos de muitos pode ser pouco, mas aos meus olhos foi muito que fez a diferença. A gente está se unindo e outras pessoas virão. Ontem a noite tocaram no meu condomínio pessoas que eu nem conheço pra dizer que estava tudo muito lindo e que estava super feliz com tudo que estava acontecendo. A gente não saberia dar o primeiro passo e com vocês foi dado o primeiro passo todos juntos de uma só vez”, nos contou Katarina Leme da Silva, síndica do condomínio 06, moradora do Abaeté.

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Os moradores realizaram o sonho de ter uma paisagismo lindo na entrada do bairro que encanta quem por ali passa com plantas ornamentais como ixorias, mini lantana, barba de serpente e palmeiras em toda extensão do canteiro central da Avenida Elza Terrozo Alita.

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Para se ter uma ideia, foram um total de 1270 covas abertas para plantio em dois dias de mutirão. Foram construídos 06 bancos de madeiras para a futura Praça da entrada do bairro.

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“Foi uma experiencia que me ensinou e inspirou muito. Só tenho a agradecer aos moradores e moradoras do Abaeté pela calorosa recepção e pela amizade sincera que fiz com muita gente, aos outros voluntários que são exemplos de seres humanos fenomenais que realmente fazem valer o seu peso em ouro e ao Instituto Elos pela metodologia de suas atividades e projetos geniais”, Enrico Grazina Dantas, estudante da Facamp, morador de Campinas.

Atividade Caminhão do Desafio_produção de maquete com as crianças

Esse mutirão contou com a participação super especial da Oficina Desafio, um caminhão equipado com diversas ferramentas e materiais que propõe um desafio para uma situação real e é coordenado por uma equipe de monitores do Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP.

No Encontro de Futuro, os moradores decidiram que para o próximo mês os moradores querem cuidar de tudo que foi realizado no mutirão promovendo ações do tipo “Adote uma planta para rega”, terminar o plantio de mudas que restaram. Para os próximos 3 meses promover educação ambiental, instalações de lixeiras nos pontos de ônibus. Os sonhos para os próximos 6 meses detalhar o projeto da praça da entrada do bairro com a proposta de ter um espaço para acontecer as reuniões comunitárias, formalizar uma Associação de Bairro, brinquedoteca e uma horta comunitária.

***** A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios (DIST), inclui uma série de ações: formação de lideranças comunitárias, festival de projetos, encontros de troca de experiências, visitas de inspiração em comunidades que trilham o caminho de desenvolvimento pessoal e coletivo. Agradecemos a Prefeitura de Campinas, pelo apoio, em especial ao Gabinete do Vice-Prefeito que tem feito a articulação com as Secretarias do Governo, CPFL, em especial ao Cristiano Cucattia, Minha Campinas, e a Oficina do Desafio do MUSEU de Ciência e Tecnologia da UNICAMP, que esteve presente no Residencial Sirius e Abaeté, nos dias de mutirão.

Saiba como foi o mão na massa na Vivência Oasis DIST Campinas no Residencial Sirius

| Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social, Voluntariado Corporativo | Tags: Tags:, , , , , , ,

No final de semana, aconteceu o primeiro mão na massa da Escola de Transformação, no Residencial Sirius, dentro do seu primeiro curso, a Vivência Oasis DIST Campinas. Cerca de 145 pessoas colocaram a mão na massa para construir mobiliários (bancos, mesa de piquenique, mesa de carretel e floreiras), colorir o espaço (pintura de quadro de lousa, telão para projeções, sinalização do espaço comunitário, pintura dos armários de brinquedos e de livros e brincadeiras no chão), plantar (flores, arbustos e horta de temperos e chás) e cobrir o espaço (instalação de sombrite que será finalizada nos próximos dias).

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Esse mutirão contou com a participação super especial da Oficina Desafio, um caminhão equipado com diversas ferramentas e materiais que propõe um desafio para uma situação real e é coordenado por uma equipe de monitores do Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP.

Oficina Desafio - Caminhão

As crianças e jovens do Sirius tiveram a oportunidade de confeccionar diversos brinquedos durante a Oficina Desafio, dentre eles: pisante, jogos da velha, jogos de dama, pista de carrinhos e carrinhos, vai-e-vem, blocos de madeira, roupas de robô e mini cesto de basquete. O Arte em Pneus nos presenteou com um pula-pula e uma amarelinha! As crianças adoraram!

Sirius 2

Para o próximo mês os moradores estão sonhando em iniciar a preparação de um terreno para uma horta comunitária e realizar atividades com as crianças e jovens duas vezes por semana no Espaço Comunitário. Para os próximos 3 meses o sonho de projetar uma creche comunitária, realizar sessões de exibição de filmes/desenhos com rodas de conversa (CineSirius) e construir uma ciclovia foi bastante citado pelos presentes. De longo prazo os moradores querem uma área de lazer ampla com parquinho, campo de futebol e academia de ginástica e uma creche comunitária.

Andrey Marcondes, participante da formação e estudante da UNICAMP, contou: “No primeiro dia, a gente reuniu a criançada, e eles queriam fazer um pebolim e eu pensei: ‘nossa, nunca fiz um pebolim, quase nunca brinquei de pebolim, vai ser um desafio pra mim, mas vamos tentar!. Daí chegou um jovem: o Luiz, ele me deu tanto ânimo, e a gente foi buscar os materiais, daí faltava uma tábua, a gente errava, fazia de novo, tudo a gente vai se acertando, quando as crianças vinham e perguntavam o que vocês estão fazendo e a gente falava que era um pebolim, o rosto delas se enchia de alegria e isso me dava mais ânimo. Quando eu cheguei em casa no sábado fui buscar alguns materiais que poderiam ajudar na mesa de pebolim, daí eu cheguei no domingo e nem usei nada porque eu pensei, vamos usar os materiais que tem aqui, porque se quebrar eles vão saber onde pegar, então usamos o pallet, o cabo de vassoura e a redinha de frutas. No final do domingo o Luiz voltou, e ele ficou super feliz! Eu fui embora do mutirão quase que sem cansaço, de tanta alegria, tudo isso foi incrível, toda essa construção!”

***** A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios (DIST), inclui uma série de ações: formação de lideranças comunitárias, festival de projetos, encontros de troca de experiências, visitas de inspiração em comunidades que trilham o caminho de desenvolvimento pessoal e coletivo. Agradecemos a Prefeitura de Campinas, pelo apoio, em especial ao Gabinete do Vice-Prefeito que tem feito a articulação com as Secretarias do Governo, CPFL, em especial ao Cristiano Cucattia, Minha Campinas, e a Oficina do Desafio do MUSEU de Ciencia e Tecnologia da UNICAMP, que esteve presente no Residencial Sirius e Abaeté, nos dias de mutirão.

Festival Em Movimento reúne jovens interessados em projetos sociais

14/02/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

Ricardo Leal do Instituto Arapyaú, e a pessoa que resolveu juntar as organizações que trabalhavam com jovens para sentar e conversar a cerca de 2 anos atrás, esteve no Festival Em Movimento:

“Nós queremos criar uma via de mão dupla para cuidar que os projetos com os jovens aconteçam da maneira que a gente acredita. Este é um espaço de escuta entre as organizações financiadoras e financiáveis e dos jovens com as organizações”.

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Hoje temos as frentes de trabalho do Em Movimento:

  1. Plataforma com o Mapa das Iniciativas, onde o jovem pode ver quais os projetos que ele pode entrar, de acordo com seu perfil.
    2. Festival existe para construir redes de atuações com os jovens. Uma das perguntas que permeia o evento é: quem deveria estar aqui e não está?
    3. Inteligência criativa que é pensar coletivamente sobre a prática com os jovens, através de encontros, imersões temáticas, publicações.
    4. Potencializar a sustentabilidade das organizações. Como pensar na sobrevivência financeira sem que se torne uma prestadora de serviço e não consiga cumprir seu propósito, é uma das perguntas-chave desta frente.
    5. Coletivo de Comunicação que tem como função fazer a ponte entre os jovens e o Em Movimento.

Em Movimento reúne há 2 anos organizações que trabalham com jovens, como a ArtemisiaAshoka BrasilÉnois, Fundação Arymax, Fundação Telefônica Brasil Vivo, Impact Hub São PauloInstituto Arapyaú, Instituto Elos, Noetá Red Bull Amaphiko

Abertura em círculo

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“Tem um ingrediente especial no trabalho com música circular que eu demorei pra entender qual era. É o aspecto relacional. Demorei anos pra sacar isso, mas, depois que saquei, comecei a investir mais conscientemente nesse pilar e vi muitos resultados incríveis. Hoje em dia, os dois pilares principais pra gente são: o Musical e o Relacional. E, com eles, a gente joga, brinca e se diverte. Porque fazer música sem pensar no aspecto relacional parece uma coisa meio incompleta. E ”Relacional” pra gente são as interações que os jogos promovem entre as pessoas. As mãos dadas, o contato físico, o olho no olho, a construção coletiva. Tudo isso vai criando um outro jeito de fazer música. E, com esse jeito, a gente busca 3 objetivos: profundidade, leveza e ludicidade. Como que isso tudo misturado poderia não ser uma gostosura?”

Com esse pensamento incrível do Pedro Consorte, que ao lado do Ronaldo Crispim, leia Música do Círculo, literalmente colocaram todos os jovens #emmovimento.

Qual o perfil do jovem

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A segunda atividade do Festival Em Movimento foi dividir os jovens em 4 perfis, que estão alinhados com o Mapa de Iniciativas (http://www.emmovimento.org.br/):

  1. Curioso que está buscando o primeiro contato com as organizações e seus projetos. O Instituto Elos ficou responsável pela atividade neste grupo,

Para Renata Laurentino, do Instituto Elos, o exercício com os Curiosos foi para que eles tivessem uma chance de olhar para si, reconhecer onde eles estão, e perceber onde estão os outros, Que podem fazer escolhas e pensar nas escolhas dos outros, como princípio a alteridade e diversidade, e assim, deixar de olhar o mundo dentro de caixinhas pré-concebidas. A maior parte destes jovens eram da Zona Sul, estudantes e que tinham como preocupação, melhores condições de ensino.
2. Buscando impulso, que são jovens que têm suas ideias e estão procurando apoio. A Artemisia fez a dinâmica com eles.

O grupo que procurava Impulso, tinha duas divisões: quem já tinha uma ideia clara de negócio social e quem tinha um sonho sobre a área que queria atuar. Daniella Dolme (Artemisia) fez um exercício para que eles mapeassem seus recursos, entender quais são suas redes de contatos e como ativá-las, e que rapidamente depois que entendem esse processo começaram a aplicar entre eles mesmos esta atuação.
3. Em exploração, que são aqueles que estão experimentando diferentes formas de atuação. A Ashoka Brasil cuidou deste encontro.

A Ashoka Brasil​ usou sua expertise em estimular empreendedores sociais e colaborar para que os jovens que estão experimentando com uma oficina sobre empreendedorismo social, inspirando a pensar possibilidades de atuação neste campo em cenários complexos.
4. Atuante, que está engajado em projetos sociais. O Impact Hub São Paulo coordenou estes jovens.
Para os Engajados, a principal preocupação é com a profissionalização da área e a busca de capacitação para os projetos sociais. “ A maioria acredita que as organizações que trabalham com jovens há muito tempo, têm muita resistência para mudança, e que deveriam aprender com o espírito jovem e ficar mais próximo daqueles que elas apoiam”, relatou João Vitor Caires do Impact Hub São Paulo

Oficinas para inspirar

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Uma das parte mais interessantes do Festival, foi convidar diferentes organizações que trabalham com jovens para darem oficinas práticas para que os participantes percebessem a diversidade de áreas que eles podem atuar. Estavam presentes: Acupuntura UrbanaAporé , Atados – Juntando gente boaJuntos.com.vc., Bem ComumCHOICEEngajamundo, Fastfood da Política, Escola de NotíciasPimp My Carroça.

Acupuntura Urbana partiu da ideia de mapeamento da cidade e pertencimento afetivo para discutir projetos para as cidades. Renata Minerbo e Andrea procuraram desmistificar a ideia que somente projetos grandes tem o poder de transformação, e que as pessoas podem se juntar para começar já alguma coisa. O que nosso olhar e experiência na cidade tem a ver com empreender? Descubra mais sobre esse universo aprendendo na prática, usando a criatividade e colocando a mão na massa!

Bem Comum – Já pensou o quanto processos de confiança entre grupos potencializam a sintonia e, consequentemente, o desenvolvimento das pessoas? Venha participar de uma experiência prática e inovadora em que todo mundo ganha!

Atados e Juntos.com.vc – Como podemos ajudar a realizar um sonho? Venha criar uma ação ou projeto a ser realizado aqui e que irá apoiar e potencializar a construção de uma escola no Haiti. A Gene é haitiana e professora de francês, chegou no Brasil em 2015 e seu sonho é reconstruir uma escola no Haiti que foi destruída por um furacão em 2016. Para realizar esse sonho iremos desenvolver essa atividade com a Juntos.com.vc e com vocês!

Aporé – Uma oficina para descobrir talentos, entender o papel de cada um no mundo e como aplicar tudo isso para uma carreira de sucesso com propósito.Vamos fazer diversas conversas e reflexões com os jovens sobre o que é propósito e nesse caminho de autodescoberta cada um criará um mapa para chegar a seu propósito e seu plano de ação para atingir seus objetivos.

Choice – Esse é um workshop mão-na-massa! A proposta é usar a criatividade para criar soluções para problemas reais da nossa sociedade. Começamos com uma breve apresentação sobre a situação de pobreza e desigualdade social no Brasil e sobre o conceito de negócios de impacto social. Em seguida, os participantes trabalham com a geração de ideias para cocriar um modelo de negócio de impacto social e, pra fechar o encontro, apresentamos um caso de sucesso, contando a história de um empreendedor e como ele resolveu o problema proposto.

Engajamundo – Sabia que existem pessoas tomando decisões sobre o seu futuro e presente as portas fechadas? Sim, quase todos os acordos, de mundiais a locais, definem a vida de milhares de pessoas e a gente acaba nem tomando nota. Já pensou em mudar essa realidade e tornar o mundo um lugar mais sustentável? O Engaja na Solução quer te mostrar que para mudar a realidade da sua comunidade, do seu município e do seu estado basta sair do sofá e se movimentar! Este jogo vai te conectar a sua realidade com questões globais mostrando a a você os caminhos que existem para ser parte da solução dessas questões.

Fastfood da Política – Pense num assunto complicado – mas muito importante. Por exemplo… Política? Acertou em cheio. Agora, imagine aprender um monte de coisas sobre esse assunto – que poderia ser qualquer outro – na mesma velocidade com que comeria um hambúrguer? De quebra, é claro, com aquele gostinho de quebra-rotina. Sabe como? Jogando!

Escola de Notícias -Já pensou que a sua história está conectada com vários níveis de relação? Que a rua onde você anda, sua conexão familiar, as escolas que te ensinam, tem a ver com quem você está no mundo? Vamos descobrir juntos como a comunicação, impulsiona transformações nos espaços e relações.

Pimp My Carroça – vai levar 2 carroças e catadores. 1 já linda maravilhosa e a outra sem nada. Vai rolar um Pimpex, que será mais de conscientização e conversa com catadores. Em 2 horas, desafiamos os participantes a irem para rua ou criarem uma campanha, que ao final ajude a dar mais reconhecimento aos catadores, aumentando sua demanda de coleta de materiais recicláveis e, portanto, sua renda.

Para encerrar com chave de ouro o Festival Em Movimento teve um bate papo que foi transmitido ao vivo pelo Facebook, sobre Cultura e expressão na cidade de São Paulo. Com a participação do MC Gugu, a galera da Batalha do Conhecimento, e MC Sofia.

 

Primeiro curso da Escola de Transformação começa no Residencial Abaeté

30/01/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

Neste final de semana, começou o primeiro curso da Escola de Transformação, de maneira simultânea nos Residenciais Sirius e Abaeté, do Minha Casa Minha Vida. A Vivência Oasis DIST Campinas é um momento muito especial, porque as pessoas vão começar a pensar em quais sonhos que querem realizar a curto e médio prazo.

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Aqui você pode escolher se quer participar da formação como um todo, optando pelos diferentes cursos que vão ser oferecidos durante dois anos, ou se quer participar somente do encontros comunitários, que são abertos para a participação de tod@s. Como dizemos aqui no Elos, aprendemos algo, fazendo juntos. Todo conhecimento é bem-vindo e por isso tudo é compartilhado na comunidade. Por isso, as reuniões começam e terminam com a partilha. No Abaeté, são aproximadamente 28 pessoas na formação, e 95 moradores nas reuniões abertas.

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“Para mim foi muito gratificante de conhecer vocês. Saber que têm pessoas que querem fazer a diferença de vida das pessoas e incentivar as outras a realizar os sonhos. Com isso fazer as pessoas terem o desejo de somar juntos para alcançarmos o nossos desejos. Ver que temos sementes guardadas em cada condomínio do Abaeté (pessoas talentosas) e cada pessoa que paramos para falar, que elas têm um potencial e são talentosas. Enfim vamos trabalhar juntos para que tudo isso se realizará”, resumiu Roberto, síndico do condomínio 2, sobre a experiência da primeira parte da Vivência Oasis.

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Para o Residencial Abaeté, os moradores e participantes decidiram que vão fazer a limpeza de um terreno, implantação de Associação de bairro, bancos e mesas para jogos, paisagismo, brinquedoteca, parquinho, lixeiras. Em outro terreno, vão fazer ciclovia, pista de caminhada, parquinho, academia ao ar livre, pista de skate, bicicletário, quiosque, atividades artísticas, horta comunitária, fonte de água, quadra poliesportiva, melhoria do campo de futebol existente. Na rotatória da entrada, eles querem paisagismo e placa de identificação com o nome da vila. E nas ruas internas do Residencial: limpeza dos canteiros, plantar coqueiros e pingos de ouro, lixeiras pelo bairro. Muita coisa para realizar num final de semana, por isso vamos tod@s colocar a mão na massa nos dias 11 e 12 de fevereiro. Vem com a gente!!!

***** A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios (DIST), inclui uma série de ações: formação de lideranças comunitárias, festival de projetos, encontros de troca de experiências, visitas de inspiração em comunidades que trilham o caminho de desenvolvimento pessoal e coletivo. Agradecemos a Prefeitura de Campinas, pelo apoio, em especial ao Gabinete do Vice-Prefeito que tem feito a articulação com as Secretarias do Governo.

Residencial Sirius faz o primeiro curso da Escola de Transformação em Campinas

| Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

“Falar que estamos em um curso, que não sabemos o que vai acontecer. Que dependemos deles, saber os sonhos deles. Dessa forma, rola uma identificação. Na hora de conversar com a comunidade é importante se colocar em uma posição de construir junto e não de fazer perguntas e esperar as respostas.”, Lara Legaspe, uma das 20 participantes da Vivência Oasis DIST Campinas, curso inaugural da Escola de Transformação, no Residencial Sirius.

BEM-VINDOS

Neste final de semana, começou o primeiro curso da Escola de Transformação. Como disse Herbert Santo de Lima, da Equipe Elos, uma escola diferente, que não tem muros, onde todo mundo é professor, todo mundo aprende, e coloca a mão na massa para construir seus sonhos. Veja as fotos aqui: http://bit.do/c7YoB

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O pessoal começou a dar os primeiros passos para a grande transformação que está por vir. Em um final de semana, as crianças e adultos sonham muito com um espaço aberto e grande para ser uma área de lazer para crianças e jovens, com parquinho, academia de ginástica, mobiliário (mesas e bancos), campo de futebol com arquibancada, biblioteca (gelateca), arborização do conjunto e espaço para idosos. Tudo isso em um final de semana!!!

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Já os sonhos de longo prazo, eles querem uma creche, escola, posto de saúde, projeto de geração de renda com materiais recicláveis. Vamos juntos conquistar isso tudo. Nas reuniões abertas, 150 moradores estavam presentes. Está todo mundo convidado para colocar a mão na massa nos dias 11 e 12 de fevereiro.

“Como eu moro aqui, minha visão é diferente. Constantemente eu procuro ver tudo que é bom, mas como a maioria das pessoas aqui é difícil, a gente volta a fazer as reclamaçõezinhas, tem uma visão que é diferente. Quando a gente está na companhia de pessoas que não são daqui, fazem essa caminhada junto e vai sem esses preconceitos, vai despido, querendo receber o que tem de bom aqui é muito gostoso, é diferente. É uma vivência diferente. Geralmente eu estou sozinha e se eu vou conversar com alguém não adianta, agora quando eu fui com outras pessoas, a gente escuta e daí vai falando olha que legal isso, olha que legal aquilo… vocês são pessoas que conseguem ter a visão que eu tenho, morando aqui, e que é difícil encontrar alguém que veja junto comigo”, Jóice Danielli Segatti, doula comunitária, moradora do Sírius.

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***** A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios (DIST), inclui uma série de ações: formação de lideranças comunitárias, festival de projetos, encontros de troca de experiências, visitas de inspiração em comunidades que trilham o caminho de desenvolvimento pessoal e coletivo. Agradecemos a Prefeitura de Campinas, pelo apoio, em especial ao Gabinete do Vice-Prefeito que tem feito a articulação com as Secretarias do Governo.

Jovens Lideranças para Multiplicação de Boas Práticas Socioeducativas está na Fase 2

6/01/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, permacultura, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , ,

No final de 2016, Natasha Mendes Gabriel foi a uma missão a convite da Agência Brasileira de Cooperação e da Unesco para visitar a fase 2 do projeto Jovens Lideranças para Multiplicação de Boas Práticas Socioeducativas, em Guiné Bissau.

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O governo brasileiro, por meio da Agência Brasileira de Cooperação do Ministério das Relações Exteriores (ABC/MRE), realiza ações de cooperação técnica Sul-Sul para apoiar países em desenvolvimento da América Latina e Caribe, África, Ásia e Oceania no fortalecimento de suas instituições e de seus recursos humanos por meio do desenvolvimento das capacidades. Desde maio de 2010, o Instituto Elos é parceiro de uma dessas ações, que atua como complemento estratégico às atividades de combate à pobreza em desenvolvimento pelo Governo Guineense.

O projeto Jovens Lideranças para Multiplicação de Boas Práticas Socioeducativas, financiado e coordenado pela ABC/MRE, é uma ação que acontece na comunidade São Paulo em Guiné Bissau, com os objetivos de fortalecer lideranças, apoiar o Desenvolvimento Comunitário, promover a Educação Integral de crianças e jovens da comunidade do Bairro São Paulo por meio da construção de um Centro Educacional e Cultural onde serão desenvolvidas oficinas no contraturno escolar e nos finais de semana, além das aulas da própria escola.

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O Instituto Elos participou da primeira fase deste projeto, onde foi responsável a mobilização comunitária e mutirão de construção com jovens da Associação Amizade e da comunidade do Bairro São Paulo. Agora nesta segunda fase, os parceiros brasileiros são: Agência Brasileira de Cooperação, Unesco, Fundação Gol de Letra, Secretaria de Educação de Vitória. Estão desenvolvendo formações e assessoria para a implementação do Comitê Gestor do Centro Educacional Amizade São Paulo e das atividades de educação não-formal como oficinas de corte e costura, música e danças tradicionais, artesanato, esporte.

Nós fomos convidados a visitar o centro educacional Amizade após 2 anos de inauguração com os objetivos de:

1. Assessorar na contratação de serviços de infraestrutura ( poço artesiano, rede elétrica, adaptação de contêiner para projetos de geração de renda e cerca do centro), com objetivo de ampliar a realização das atividades existentes e do plano de sustentabilidade;
2. Realizar um diagnóstico preliminar para estruturação do plano de sustentabilidade do centro educacional. Para esta atividade tive a companhia da Pamela Gaino e da Anna Graziano.
As atividades realizadas: visita ao centro educacional; mutirão de manutenção e organização do centro; oficina de facilitação criativa com educadores (coordenado pela Pamela Gaino); encontros com o Comitê Gestor e oficinas de sustentabilidade ( facilitados pela Natasha); encontro comunitário com pais e encarregados. No dia desse encontro tivemos a apresentação da oficina de dança e música tradicional.

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Encontro com Charles Eisenstein no Espaço Elos

29/11/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, ,

O encontro com Charles Eisenstein foi muito especial em muitos sentidos, no sábado (26 de novembro). O fato de acontecer no Espaço Elos, mostra que estamos na direção certa, pois antes de estar pronto, cada vez mais vai tomando a forma do que sonhamos para o futuro: de um lugar aberto para o aprendizado junto com a comunidade.

Com a presença de mais de 50 pessoas, Eisenstein foi  muito generoso na sua fala, em especial na menção ao nosso trabalho, assim como ao desenhar o encontro deixou espaços para participação de todos. Além disso, todos puderam experimentar na prática a cultura da dádiva ao compartilhar um piquenique comunitário com colaboração de todos.

Dentro do espírito da cultura da dádiva, ele além de não cobrar nada da gente, deixou alguns exemplares do seu livro lançado no Brasil, “O Mundo Mais Bonito que Nossos Corações Sabem Ser Possível“, pela Palas Athena.

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Entender o que fazemos

O Elos tem um profundo entendimento daquilo É importante o entendimento sobre as coisas que estamos fazendo, mesmo porque só podemos fazer aquilo que podemos entender.

É muito difícil colocar certas coisas que vivi aqui em palavras, mas se fosse escolher uma, seria humildade. Muitas organizações chegam em algum lugar achando que sabe a solução, como se dissessem “Eu sei o que vocês precisam”. O que elas não entendem que este “aquilo que você precisa” é um reflexo sobre o que elas mesmas precisam.

Interessante notar que o Elos chega nas comunidades com uma pergunta simples (Quais os seus sonhos?) e uma visão apreciativa sobre as pessoas e os lugares.

Quando fomos visitar a Vila Progresso, tinha muitas crianças nas ruas, elas se sentiam seguras, elas conheciam todo mundo, e as ruas eram extensões das suas casas. Ou seja, a casa delas era muito maior do que qualquer milionário. Uma riqueza que está além do dinheiro pode comprar. A riqueza do pertencimento. Não se trata de uma vida perfeita, assim como a dos ricos também não é. Eles vivem com insegurança e medo.

O Elos não está cego para a pobreza, mas não está cego para as riquezas presentes nos lugares Muitas vezes as pessoas não sabem sobre suas riquezas, por isso é importante a pergunta “o que é bonito aqui?” (primeiro passo da Filosofia Elos – busca das belezas). A beleza é uma indicação do que pode ser construído no futuro. O desenvolvimento não deve ser uma imitação cega de um conhecimento externo, mas surgir de um chamado do coração, e agir conforme este chamado. Quando o coração entende profundamente estas questões, pois assim novas coisas podem surgir.

Eu sei que vocês já sabem disso, mas é bom quando uma pessoa de fora fala sobre isso.

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É muito complexo falar sobre ativismo, o que é global, o que é local. O sentido de ser para tudo e para todos, ou seja, tudo o que acontece ao meu redor, está espelhado em mim. Se alguém faz algo de ruim para mim, que parte dessa pessoa representa em mim? Os relacionamentos complicados, como os políticos, os desafios que surgem em trabalhos comunitários, cada encontro fala de uma coisa sobre você. Mais do que interdependência, de um relacionamento condicional, ela é parte de mim, então, o que acontece a ele, em uma parte de mim também acontece.

Com a tecnologia entraram em campo forças extraordinárias de separação. Quando meu pai era jovem todas as crianças brincavam nas ruas, e todos se conheciam. Quando eu era jovem, isso acontecia, mas num grau muito menor. Hoje moro num lugar com mais de 500 famílias e todas estão dentro de casa, e não crianças nas ruas. O que vemos são as luzes azuladas das TVs. Na época do meu pai, quando fazia calor todos iam para as varandas, e as pessoas conversavam umas com as outras, hoje ficam em casa com ar-condicionado. Substituímos as comunidades por serviços, tudo o que você precisa, pode ser comprado ou pago.

No Taoismo quando algo chega ao seu extremo, faz algo nascer em direção oposta. A Internet está fazendo com que as coisas que eram invisíveis, visíveis. Por conta das câmeras dos celulares, segredos estão vindo para superfície. A separação nasce do segredo. Na nossa sociedade tudo é feito entre 4 paredes. A tecnologia que nos manteve separado, pode nos trazer de volta para vivermos juntos, porque ela está criando uma nova transparência, e podemos usar isso a nosso favor. Preservar os conhecimentos que estão desaparecendo, por exemplo.

Neste momento, Charles Eisenstein dividiu os participantes em grupos, para que eles partilhassem histórias de sabedoria popular com os outros.

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 Futuro precioso

Qual futuro que queremos? Pense em algo muito precioso que estamos perdendo. Este é um excelente indicativo de onde podemos chegar. Neste momento da história que tudo está ruindo, devemos estar aberto para tudo o que se rejeitou no passado. Xamãs, capoeira, conhecimentos populares, essas coisas que costumam dizer que é coisa do velho Brasil, digo, que o mundo precisa destas coisas, porque se vamos depender somente do que a tecnologia produziu, olha onde os Estados Unidos chegaram.

Cultura da Dádiva

Pagar por uma pizza não é uma dádiva, porque quando você dá dinheiro por uma pizza, você vai receber pizza. Na cultura da dádiva existe um tipo de relacionamento, onde não há o uso da coerção para ter algo de volta.

Atualmente você paga por remédios, para alguém cuidar das crianças, para se sentir seguro. Você não precisa mais da comunidade. A generosidade acontece quando as coisas circulam entre todos e acaba voltando para você, porque quando se enriquece a comunidade, todos se tornam ricos.

Hoje vivemos uma competição artificial. Não é que não existem terras suficientes ou frutas suficientes. O que não tem é dinheiro suficiente, porque o sistema criou uma ideia de emprestar dinheiro e cobrar juros altos por isso.  Então, isso beneficia um grupo pequeno de pessoas. É nesta ausência de medo do que falta, e o foco na abundância que faz o Elos criar coisas miraculosas.  Pessoas naturalmente gostam de doar, mas falta criar uma cultura e espaços para que isso aconteça.

O que vivi no Brasil me tocou profundamente . Eu vim para cá com algumas perguntas sem respostas. Não que alguma pessoa me desse estas respostas, mas porque a atmosfera daqui me permitiu alcançar estas respostas.