Estão abertas as inscrições para o Elos Novos Líderes

20/06/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:,

Elos Novos Líderes,  um curso que o Instituto Elos oferece durante cada edição do programa Guerreiros Sem Armas, está aberto para lideranças, profissionais autônomos, servidores públicos, secretários de governo, executivos de organizações privadas. Trata-se de uma vivência intensiva de 5 dias em um contexto social desafiador, e acontece de 20 a 24 de julho de 2017 em Santos.

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A base do curso é a Filosofia Elos aplicada à liderança e à gestão de mudança em contextos sociais complexos. Vamos atuar em comunidades junto com os Guerreiros Sem Armas, e descobrir como desenvolver soluções sistêmicas pautadas em uma visão de abundância e na mobilização do potencial transformador das pessoas e do coletivo quando motivado por um propósito comum.

O programa foi concebido para provocar nas lideranças o desenvolvimento das competências necessárias para agir em ambientes complexos e de rápidas mudanças.  Diferente dos cursos tradicionais de formação, nosso processo de aprendizagem está pautado na articulação de ações “mão na massa” focadas em questões reais das comunidades onde atuamos.

O resultado transforma o profissional, elevando seu nível de consciência, e ampliando radicalmente sua percepção sobre o que é possível realizar. A programação abre espaço para reflexão de como os aprendizados vivenciados na comunidade podem ser materializados nas empresas e instituições dos participantes.

Esta jornada ocorre em parceria do Instituto Elos com Aser Cortines e Maristela Ferreira da Consultoria Cortines & Sebastiá.

Para mais informações e preços acessar Novos Líderes. Qualquer dúvida, por favor, escrever para o Niels Koldewijn  (niels@institutoelos.org

Escola de Transformação : Saiba como foi a Vivência Oasis no Jardim Bassoli

7/06/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , ,

Do dia 5 a 8 de maio aconteceu a primeira parte da Vivência Oasis no Residencial Jardim Bassoli, dentro da Escola da Transformação, o terceiro lugar que estamos trabalhando em Campinas.

Começamos com pé direito, com uma parceria com a Fundação Educar DPaschoal, com atividades exclusivas para 100 jovens do projeto, e 10 vagas na Vivência Oasis. Um fato é que tem 2 jovens moradoras do Bassoli, entre os jovens da rede pública de ensino de Campinas. Nossa primeira conquista veio dos depoimentos que eles antes de fazer a etapa do Olhar e Afeto, achavam que o lugar era perigoso, e descobriram uma outra realidade.

jardim bassoli

Na primeira etapa da Vivência Oasis estamos com 24 participantes e tivemos 130 pessoas nos encontros comunitários.

“Eu fiquei muito feliz de vocês estarem aqui. Eu aprendi muita coisa. Às vezes a gente sabe da nossa história, mas tem outras histórias bem piores, que a gente nunca ouviu. Aprender a ouvir o outro é bom, porque eu tenho uma história difícil, mas a outra tem uma bem pior, então eu consigo trabalhar e superar a minha vida, mas o outro não está conseguindo. Então se eu estender a mão pra ele, ele pode conseguir também.” Renata Dias, Síndica do Condomínio L, participante dos Encontros Comunitários.

Hora de colocar a mão na massa para construir os sonhos

“No começo eu tava tão desanimada. ‘Ah, moço, vamos arrumar isso aqui pra depois vir os outros e destruir? ’. Quando acordei no sábado e olhei pela janela vi aquele pessoal todo e vieram me perguntar: ‘Você não vai lá, não?! Estão precisando de um pedreiro.’ Eu não vou não, respondi. Daí quando eu vi, meu marido já tava lá, cavando buraco. Daí eu falei, então agora vou eu. Agora estou com um cansaço, mas um cansaço feliz. Foi um final de semana maravilhoso que eu tive. Maravilhoso mesmo. Estou muito feliz pelas coisas que a gente conseguiu fazer, por tudo que a gente ainda vai conseguir fazer com a união de todos.” Maria José Celestino, moradora do condomínio H do Jardim Bassoli, sobre o mão na massa da Vivência Oasis da Escola de Transformação.

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Parecia que a chuva não ia dar trégua no final de semana. Os participantes da Vivência Oasis começaram a trabalhar na quinta e na sexta, a prefeitura começou os serviços de limpeza, e todo mundo empolgado mesmo debaixo do aguaceiro.

No sábado, a expectativa não era das melhores, mas com muita reza e simpatias, não é que o tempo ajudou e tivemos por volta de 190 participações nos 2 dias? Uma das coisas mais bacanas, é que serviu para romper com os muros invisíveis entre o Bassoli “de cima” e o “de baixo”. Tanto que criaram o Funk do Bassoli:
“Vamos sonhar, vamos sonhar! E juntos realizar!
É o Bassoli, é o Bassoli! O bonde que não dá mole!”

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Assim, com este espírito, que começou antes com os moradores que “deram tudo de si” na captação de recursos, e viram na prática o que é construir um cenário de abundância. Além disso, vale destacar também a participação de muitos jovens no mutirão.

Num final de semana, tod@s junt@s fizeram: manutenção dos brinquedos do parquinho e instalação de novos como pula-pula de pneu, manutenção da quadra (conserto do alambrado, pintura do piso, instalação de acesso com piso cimentado), instalação de refletores para iluminação da praça, construção e instalação de bancos, floreiras e mesas de jogos com bancos, plantio de árvores e jardins, construção e instalação de lixeiras e limpeza do residencial.

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Algumas coisas desta lista ainda tem que ser finalizadas, mas os moradores já marcaram outro mutirão para o próximo final de semana, para trabalhar a quadra de baixo. A gente está muito acostumado a trabalhar com comunidades, mas o Bassoli está surpreendendo!

Além disso, montaram grupos para realizar os próximos sonhos:

Grupo 1 – Nádia e Rose – Praça próximo ao condomínio C (área de lazer 2) e Rua Vicentina da Silva Almeida
Limpeza da rua e plantio de árvores.
Iluminação na praça e no caminho (entre o condomínio C e D), plantio de jardins, instalação de alambrado no parquinho, terminar a pista de caminhada.

Grupo 2 – Christiam, Domingos, Zinho, Alemão – Atividades na quadra de cima
Torneio de Dama, Campeonato de futebol, Biblioteca, Projeto para as crianças, Vôlei e queimada, Palestras sobre prevenção para us de drogas e prevenção, cinema.
O primeiro passo é organizar a escala de tempo para as atividades acontecerem.

Grupo 3 – Maria – Mutirão na quadra de baixo
Plantio de árvores e jardins, instalação de bancos, pintura e iluminação da quadra, instalação de brinquedos.

Grupo 4 – Hildebrando – Buracão (Área de lazer 4 e 5)
Grafitagem no muro de arrimo, pista de skate, de bike e de caminhada. Implantação de um Parque Linear. Atividades de conscientização para que os moradores não joguem lixo. O primeiro passo é buscar informações com os órgãos púbicos sobre a área.

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Escola de Transformação: construindo a marca da comunidade

3/05/2017 | Ricardo Oliveros | Comunidade Elos, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

Entre os cursos que são oferecidos pela Escola de Transformação* está a Oficina de Iconografia, que aconteceu nos residenciais Abaeté e Sirius. A iconografia é uma forma de linguagem visual que utiliza imagens para representar um determinado tema. A pesquisa iconográfica pode enriquecer nosso olhar sobre nossa comunidade com imagens das belezas, formas construtivas, formas de escritas, cores, texturas, e fotografias de pessoas.

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A oficina busca um conjunto das imagens de cada comunidade que representem e expressem a cultura local e assim chegarem numa marca para a comunidade. Ela é organizada pela Ariane Lopes Mates, facilitada pelo Bruno Matinata e Clarissa Muller, da Equipe Elos.

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 A questão central é os próprios moradores buscarem aquilo que torna a comunidade única, o que faz a comunidade interessante. A primeira coisa foi fazer em conjunto um roteiro para que todos vissem estas coisas especiais. Além disso, aconteceu uma caminhada para reconhecer as texturas, cores, formas, padrões, além de coisas marcantes na paisagem. Muito interessante a participação de duas pessoas portadoras de deficiência visual, moradores do Residencial Abaeté, que tiveram uma participação intensa.

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Depois eles desenharam um cartão postal da comunidade (individual) apresentaram para o grupo, para que servisse como inspiração de marca. De acordo com o Bruno, para os moradores do Sirius era importante trazer de alguma forma os moradores que não conseguiram participar da oficina para dentro deste processo.

A próxima etapa foi a composição do painel de inspiração com as fotos e desenhos, definição paleta de cores, proposta identidade visual. No final, Bruno, que é designer gráfico do Elos, vai pegar essas ideias e trabalhar em cima disso e fazer uma proposta de marca para cada comunidade.

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Escola de Transformação: conheça o Jardim Bassoli, terceiro residencial do DIST Campinas

11/04/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , ,

A fase I do DIST Campinas foi finalizada no Jardim Bassoli, terceiro residencial, que ao lado do Abaeté e Sirius, entra para a Escola de Transformação. Em maio, acontece a primeira Vivência Oasis no local, e as inscrições já estão abertas aqui.

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De acordo com o diagnóstico feito pela DEMACAMP e pelo Instituto Pólis, este conjunto residencial da Minha Casa Minha Vida tem 2275 famílias, sendo que 81,3% são chefiadas por mulheres, e 47% delas possuem trabalho remunerado, metade 22,1% tem carteira assinada, ou seja, 77,9% das mulheres chefes de família não tem segurança do trabalho.

A renda mensal não ultrapassa os três salários. As famílias que não tem nenhuma renda representam 29,2%; com até 1 salário mínimo 37,5%, e com renda de 1 a 2 salários, 30,9% o que configura uma maioria de 97,6%5 incluídas na faixa de 1 a 3 salários mínimos.

Vale observar que as famílias não são numerosas, com um tamanho médio de 2,7 membros. Do total de famílias, 27,7% são compostas por 1 pessoa, 22,5% composta por 2 pessoas e 22,1% formada por 3 pessoas.

O Conjunto Habitacional Jardim Bassoli é composto por uma população jovem com 56,7% de crianças e jovens, sendo, 26% de crianças com idade entre 0 e 10 anos, 18,8% de adolescentes entre 11 e 17 anos e 11,9% de jovens entre 18 e 24 anos. Já os adultos, com idades entre 25 e 60 anos, representam 39,7% dos moradores.

A população conta apenas com os equipamentos públicos, como escolas, creches, postos de saúde ou locais de lazer que já existiam nos bairros do entorno antes da implantação do conjunto, sobrecarregados pela nova demanda de atendimento.

São grandes os desafios e estamos ansiosos para saber quais os sonhos que os moradores e participantes vão construir por lá.

****A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios (DIST), inclui uma série de ações: formação de lideranças comunitárias, festival de projetos, encontros de troca de experiências, visitas de inspiração em comunidades que trilham o caminho de desenvolvimento pessoal e coletivo. Agradecemos a Prefeitura de Campinas, pelo apoio, em especial ao Gabinete do Vice-Prefeito que tem feito a articulação com as Secretarias do Governo.

Curso II Escola de Transformação: : Política Urbana – entenda seu bairro na cidade

10/04/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

Depois da Vivência Oasis, agora estamos no segundo curso da Escola de Transformação DIST Campinas*. A ideia central é enxergar as oportunidades e desafios que os residenciais Sirius e Abaeté, do Minha Casa Minha Vida, a partir das relações que podem ser estabelecidas com as leis urbanas, em especial o Plano Diretor.

Os participantes começaram a primeira atividade localizando no mapa que bairro morava antes e qual bairro está. Mostrar como nós fazemos parte de uma rede de relações com a cidade.

Os participantes começaram a primeira atividade localizando no mapa que bairro morava antes e qual bairro está. Mostrar como nós fazemos parte de uma rede de relações com a cidade.

Eleusina Freitas (DEMACAMP)  trouxe um panorama geral dos equipamentos e áreas públicas nas regiões onde estão o Sirius e o Abaeté. Quais são os processos jurídicos que estão sendo negociados em cada residencial, tema que será aprofundado no domingo.

Eleusina Freitas - DEMACAMP

Eleusina Freitas – DEMACAMP

O Professor Doutor Sidney Piochi da UNICAMP apresentou o tema: Como o Plano Diretor pode melhorar a vida do seu bairro. Ele começou explicando que o planejamento faz parte da nossa vida. Todos nós planejamos, desde quando acordamos pela manhã, e pensamos o que vamos fazer no dia , estamos planejando: o ônibus que vamos pegar, o almoço que vamos preparar, onde vamos, etc. O planejamento urbano e muito antigo. Desde Vitruvius, planejar as cidades.

Sidney Piochi - UNICAMP

Sidney Piochi – UNICAMP

“O Plano Diretor não é o fim, mas o início. Ali que começamos a atuar para conseguir o que queremos. É algo que eu tenho responsabilidade e eu tenho que ajudar a fazer. Nós todos devemos participar. O planejamento é algo que tem a ver com o futuro. Temos que pensar o futuro, temos que prever. A gente tem condições de pensar e atuar sobre o nosso futuro. É pensar no problema que estou vivendo hoje e como vou resolver no futuro”.

Depois que pensamos sobre o que queremos para o futuro, temos que pensar na viabilidade. Como é que a gente viabiliza isso? De onde vêm  e quais são os recursos? Quanto tempo é preciso para viabilizar?

Um importante princípio do Plano Diretor é a participação. Ele não pertence a Prefeitura, é das pessoas, dos moradores. Ele serve para organizar a cidade que a gente mora. Como a gente vai fazer para organizar as atividades , as construções , os equipamentos, os meios de comunicação, sobre um território? O planejamento urbano é a organização e ordenação do espaço para proporcionar maior qualidade de vida aos moradores e usuários desse território. Por isso ele responde a estas perguntas: Para que planejar? Quais os usos presentes e futuros? Onde cada coisa está localizada na cidade? Está legal para todos? Não está legal? Falta equipamento, como escolas, sistema de lazer, posto de saúde? Falta infraestrutura, como água, luz e esgoto?

Professora Laura Bueno da PUC Campinas ressaltou a importância da organização da população para reivindicar os seus direitos e ainda colocou a importância de se discutir onde e como vão ser as próximas transferências da população que ainda está aguardando por moradia.

Laura Bueno - PUCCAMP

Laura Bueno – PUCCAMP

A segunda parte da aula do Sidney Piochi foi para que planejar? Ele explicou que o “Plano Diretor pode definir a lei de uso e ocupação do solo. Define também as regras de convivência entre as pessoas, levando em conta os diferentes usos e atividades. Visa orientar a regulação das atividades privadas e o abastecimento de água, alimento e energia, assim como a questão da coleta e tratamento de lixo”.

Abriu-se uma conversa com os participantes sobre os projetos que tinham para os bairros, como creche comunitária, posto de saúde, escola, atividades para a crianças, cursos profissionalizantes. Por isso, é importante participar e ocupar os espaços de decisões. Ampliar a escala de atuação, para além da nossa vida particular, participar das reuniões de condomínios, da escola, do bairro, etc

No domingo, a aula foi sobre Como fazer para interferir no futuro do meu bairro: uma conversa sobre direitos, com a advogada Evangelina Pinho.

Evangelina Pinho

Evangelina Pinho

A primeira pergunta que a Evangelina, conhecida como Vanja, fez foi O que vocês acham que são direitos? Os participantes responderam mobilidade, direito de ir e vir, transporte público, água, saúde, esporte, moradia.

“Muito importante perceber que os direitos existem para reduzir as desigualdades. Isso quer dizer que os menos favorecidos em condições de acesso aos direitos sociais devem ser assistidos para que tenham melhor condição de acesso e cumprimento de seus direitos com devida qualidade”.

Ela explica sobre os 3 poderes: “Há um sistema de freios e contra-pesos entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, ou seja, as funções executivas, legislativas e judiciárias têm relações recíprocas as quais devem proporcionar o equilíbrio das sociedades. Assim como ha atuação da União, do Estado e do Município, além do Ministério Público do Estado, e seus Promotores de Justiça.

O Ministério Público tem várias áreas de atuação: civil, criminal, defesa do patrimônio, meio ambiente, habitação e urbanismo, infância e juventude, idosos, pessoas com deficiência, direitos humanos, saúde pública, educação, consumidor e falências e fundações. Em Santos tem a Promotoria Comunitária, que auxilia na manutenção e nos procedimentos referentes às questões locais do município. Campinas não dispõe deste canal, pode ser um objetivo para alcançar.

O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) é um documento utilizado pelos órgãos públicos, em especial pelo Ministério Público, para o ajuste de conduta, ou seja, o signatário do TAC se compromete a ajustar alguma conduta considerada ilegal e passar a cumprir a lei. No caso das propriedades rurais, trata do cumprimento de normas ambientais, que exigem que o produtor rural reserve 20% da propriedade como área de preservação permanente, sem incluir na conta áreas de mata ciliar, topo de morros, e mata em torno de nascentes.

Sobre os termos do TAC, o requerimento de atualizações e eventuais alterações para renegociação dos termos acordados deve ser realizado por meio de ofícios encaminhados à Prefeitura Municipal e suas Secretarias, e ao promotor de justiça do Ministério Público do Estado.

Vanja relembrou os motivadores e ajuizamentos dos TAC Sirius e Abaeté.  apresentados nas reuniões do diagnóstico jurídico realizadas dias 13 março, no Abaeté e 25 de março, no Sirius, onde foram apresentados os Termos de Ajustamento de Conduta entre Prefeitura Municipal de Campinas e a construtora do Minha Casa Minha Vida, as diretrizes viárias, por exemplo.

Bom lembrar, que sobre a discussão do Plano Diretor e sobre quem pode interferir e como pode se interferir: “Os cidadãos podem se manifestar, individualmente ou em grupo (preferencialmente), a favor ou contra termos propostos para o novo Plano Diretor Estratégico, bem como trazer novas informações e sugestões, seja na Secretaria de Urbanismo, ou no próprio Ministério Público. É importante participar das reuniões públicas regionais previstas para apresentação e discussão do Plano Diretor!

****A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios (DIST), inclui uma série de ações: formação de lideranças comunitárias, festival de projetos, encontros de troca de experiências, visitas de inspiração em comunidades que trilham o caminho de desenvolvimento pessoal e coletivo. Agradecemos a Prefeitura de Campinas, pelo apoio, em especial ao Gabinete do Vice-Prefeito que tem feito a articulação com as Secretarias do Governo.

Escola de Transformação abre inscrições para o curso de Política Urbana

31/03/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , ,

A Escola de Transformação* tem como base as ações voltadas para a Mobilização,  Formação e Realização. No eixo Formação vai acontecer nosso segundo curso sobre política urbana para que os participantes vejam como podem participar das decisões do futuro da cidade.

O curso acontece em um final de semana e serão 3 módulos, que você pode escolher qual quer fazer ou mesmo fazer todos eles!

Veja a programação:

MODULO I: Como o seu bairro pode se tornar um exemplo para a cidade?
08 de abril das 9h às 12 horas

Apresentação Dra. Eleusina Freitas (Demacamp)

Cidade e o ambiente (Dra. Laura Bueno da PUC Campinas)

Os impactos das questões urbanos e ambientais no cotidiano dos moradores. A cidade como fluxo constante de recursos: a questão da água, esgoto, drenagem. Agricultura urbana, alimentação saudável, hortas comunitárias: soluções atuais para problemas ambientais.

 MÓDULO II Quais os instrumentos legais que tenho para que meu bairro seja um bairro modelo?
08 de abril das 14h às 16h

Como Plano Diretor pode melhorar sua vida na cidade? (Dr. Sidney Piochi da Unicamp)

O que o Plano Diretor pode melhorar a vida dos moradores, quais os principais instrumentos que podem auxiliar a mudar ou melhorar a vida de todos.

 MÓDULO III Como exigir meus direitos direitos e onde que eu posso recorrer?
09 de abril das 9h às 12h

Como interferir no futuro do meu bairro? (Dra. Evangelina Pinho da Demacamp)

O que é o Ministério Público; Lei Orgânica; como funciona a Prefeitura; o que é uma ação pública; quais são meus direitos e deveres na cidade.

Inscrições pelo e-mail consultoriademacamp2@gmail.com ou nos dias do curso

Local: CIS Guanabara – Rua Mário Siqueira, 829, Botafogo – Campinas- SP

*A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios (DIST)

Escola de Transformação: Encontro de Futuro reúne 2 comunidades de Campinas

20/03/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , ,

Depois de conhecerem os projetos sociais da Associação Monte Azul e da Unas- Heliópolis, os moradores dos Residenciais Sirius e Abaeté, do Minha Casa, Minha Vida, e vários parceiros que estão participando da Escola de Transformação*, se reuniram no Centro Cultural de Inclusão Social da Unicamp, para juntos pensarem o que querem realizar no futuro.

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O que o Abaeté e o Sirius fizeram na Vivência Oasis

Na abertura, além da introdução sobre a Escola de Transformação, os moradores apresentaram o que foi feito na Vivência Oásis em seus territórios.  Vilson e Patricia mostraram fotos da Vivência Oásis e falando sobre algumas belezas do Abaeté. Compartilharam as potencialidades do bairro, os sonhos, e maquete feita pela comunidade. No mão na massa, eles abriram 1250 covas e plantaram junto com os moradores e voluntários de outros bairros. Vilson ajudou a fazer bancos de madeira. Eles citaram ainda as atividades desenvolvidas pelo Caminhão do Desafio,do Museu Exploratório de Ciências da UNICAMP. E mostraram a talentosa equipe da cozinha.

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Muito bom ver os moradores, como o Robson, apresentando seus bairros e mostrando com foi a Vivência Oásis

Depois foi a vez do Robson do Sirius fazer sua apresentação.”Depois que começou a Escola de Transformação, começamos a passar por um processo de transformação. Depois que fizemos a visita de inspiração, vimos o poder da transformação do ser humano.”

Ele disse que todos precisam ter outra visão desse lugar, e pensar no futuro. “Acreditar que tudo o que estamos construindo hoje, vai ficar para os nossos filhos e os nossos netos. E quando estivermos mais velhos vamos olhar pra trás e dizer: o que eu fiz por eles. Que o ser humano simplesmente volte a ser um ser humano!”.

Herbert, facilitador da Equipe Elos, complementou falando sobre os brinquedos, pebolim feito na e pela comunidade com materiais locais, entre outras coisas feitas no espaço criado no Sirius.

Esporte e música, dois elementos que transformaram suas comunidades

Depois foi a vez, de dois convidados contaram suas histórias de vida que cruzam com a de projetos sociais de grande impacto.

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Felipe Ferreira (GSA 2014) criador do Instituto Novos Sonhos

Felipe Ferreira, do Instituto Novos Sonhos, é do Guarujá, Guerreiro Sem Armas 2014. Ele conta que teve uma infância muito boa, mas uma adolescência muito difícil. Quando jovem começou a trabalhar na feira e conheceu gente muito legal, onde conheceu inclusive a sua esposa. Com 22 anos começou a treinar Jiu Jitsu, onde aprendeu bastante coisa sobre a vida. Trabalhou em outros lugares. Passou por um período de instabilidade, foi por um caminho não muito bom, e começou a perder tudo o que havia conquistado, inclusive seu casamento.

“Estava numa vida muito errada: era uma vida que não tinha alternativa”. Passou alguns meses assim, e conheceu uma menina e começou a compartilhar sonhos com ela. Ela engravidou depois de 2 meses. O filho nasceu de 7 meses, muito mal de saúde. Aí ele prometeu que se o filho saísse bem dali ele iria mudar de vida. O filho não resistiu.

Ele ligou para avisar a família. Chegou um amigo Junior chamando para uma “fita errada” e ele não foi, pois ia enterrar o filho. O Júnior levou seis tiros. Aí ele ficou muito mal. Passaram-se 4 meses e ele entrou em depressão. Já não estava mais com a companheira. Um dia entrou no quarto, rezou e pensou o que faria se o seu filho estivesse ali. Aí começou a mudar a perspectiva, começou a trabalhar mais, mobiliar a casa, cuidar mais da vida.

Felipe ficou pensando do que poderia fazer para ajudar as pessoas. Contou que resolveu morar em um terreno na favela, “lá no fundo”, quando ainda não tinha intervenção pública. Voltou a treinar Jiu Jitsu e a dar aulas para as crianças da favela, e assim percebeu que queria trabalhar com crianças. Depois, uma empresa resolveu patrocinar o projeto.

Em 2012 conheceu o Guerreiros Sem Armas, quando foi o anfitrião da comunidade em seu espaço. Teve a oportunidade de participar do programa em 2014, participou do Jogo Oásis, e “foi a experiência mais incrível da minha vida, pois o Guerreiros Sem Armas me potencializou”.

Em 2015, conseguiu estar entre as 10 melhores equipes de Jiu Jitsu. Hoje tem mais de 200 alunos. Em 2016, plantamos uma horta comunitária, no terreno cedido por um morador. Temos uma biblioteca, que até saiu no jornal. Começamos com livros velhos, e armários velhos, mas com tudo arrumadinho. Aí uma empresa veio visitar, e ela reformou a biblioteca pra gente.

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Fabio e Claudio Miranda do Instituto Favela da Paz, Samba na 2 e Poesia Samba Soul

Claudio Miranda e o Paulo falaram sobre como a música mudou a vida de centenas de pessoas através do Samba na 2, Poesia Samba Soul e Instituto Favela da Paz.

“Nós crescemos no Jardim Ângela. 5 pessoas decidiram “mudar o lugar sem mudar de lugar”. Com nove anos montaram uma banda. Para juntar dinheiro todos trabalhavam, vendiam rifas na favela, etc. O irmão era um inventor, fazia os instrumentos com os materiais que tinham disponíveis. Em uma semana tinham os instrumentos. Perceberam que tinham o poder da intuição, aos 13 anos de idade: Queriam mudar a comunidade. “Víamos as pessoas sendo mortas, através dos tijolos”.

Começaram a tocar fora da comunidade, nos bairros vizinhos. Tocaram de graça, e a davam aulas. Eram muito respeitados em todos os lugares que iam tocar. Conversavam com todos. Hoje tem 16 projetos ligados a músicas e alimentação natural. Criaram um sistema de biogás. O Poesia Samba Soul foi para 13 países diferentes. Desde 2009 viajam para fora do país.

“O que a gente utiliza: a intuição e o coração. A gente percebeu que na música, primeiro passa pelo coração, depois a cabeça. Na música a gente serve as pessoas. Você serve e é servido. e quando a gente percebeu isso a gente viajou o mundo.”

Paulo falou um pouco dos projetos e  a importância de todos saberem um pouco de tudo. “Importância de saber que um complementa o outro”. Para o Claudio, “devemos entender as fases do projeto. e quando tem alguma dificuldade perceber como uma oportunidade de aprender alguma coisa”.

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Thais Polydoro, coordenadora da Escola de Transformação

Thais Polydoro do Elos, coordenadora da Escola de Transformação, falou sobre a importância de se criar relações de confiança com quem está próximo da gente para construir um  futuro que queremos. “Vocês estão plantando sementes, para vocês desbravarem. O processo é de construção coletiva! Quem dá a direção são as pessoas que moram no lugar. Esse processo de construção de confiança só existe com a convivência no lugar”.

Como sonha seu bairro no futuro?

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Hora da dinâmica de grupo onde as pessoas falam aquilo que mais inspirou para continuar a jornada

Depois, de ouvirem estas duas histórias inspiradoras, os participantes sentam em grupos para  compartilhar o que mais  inspiraram, e como essas histórias fazem elas quererem seguir adiante no bairro.

“A história contada pelo Felipe foi uma história de inspiração, de esperança para uma mãe contou que tem um filho que vive a margem, e outra que tem esperança de que a Escola de Transformação posso modificar isso. Uma menina compartilhou que queria “ser poesia na vida de alguém”. Outro sonho é de uma escola de Jiu Jitsu, e uma escola profissionalizante, um centro cultural que fosse um espaço multiuso que possa ter escola de dança de música, entre outras atividades” disse Ana Lu da Sanasa, relatora de um dos grupos. .

“Valores, parceria comunitária, afeto, fraternidade, (entre outros). Nossos sonhos: áreas de lazer, áreas para jovens, associação dos moradores, relacionamento interpessoal entre os condomínios, contou Flávia.

“A gente tinha muita vontade de fazer mas não sabia como. Quando chegou o pessoal da Escola de Transformação e começou a fazer as coisas com a gente, aí o pessoal do bairro começou a ver que as coisas estão melhorando e que a gente vai fazer pelo bairro. Nossos sonhos:  Associação de Moradores, praça, academia de terceira idade, bastante coisa. A gente só consegue fazer as coisas junto. A gente quer fazer a diferença, vamos chamar mais gente, incentivar as pessoas, para os nossos sonhos acontecerem”, Roberto do Abaeté.

“Nosso grupo ficou  inspirado na luta deles, a liderança que não ficou reclamando, mas foi lá e fez. Os sonhos do grupo: parquinho paras crianças brincarem, espaço de lazer, praça, creche, sala de computador, cursos para idosos, crochê, quadra, escola, mercado, cooperativa de reciclagem, um espaço organizado, oficina de dança, várias oficinas, cooperativas com sobras de alimento, porque sobre muito pão, muita massa”, falou a relatora do grupo, Thalia do Sirius.

Qual a sua visão de futuro?

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“Voltamos superanimad@s do almoço. Fizemos a dinâmica de visualizar os sonhos de olhos fechados. Clarissa Muller, facilitadora da Equipe Elos, foi descrevendo a nossa visita ao Residencial Sirius e Abaeté em 2037. Como estavam lindos os condomínios, as áreas coletivas, com vários equipamentos e as pessoas utilizando esses equipamentos. Crianças fazendo atividades, e todos se cumprimentando nas ruas muito carinhosos. Muitas pessoas vindo de fora visitar essas comunidades, e as pessoas dos residenciais mostrando com orgulho o que fizeram para transformar o espaço!

Próximo passo para o sonho se transformar em realidade, foi desenhar os sonhos de cada bairro, colocando no cartaz grande, do jeito que queremos.

Como é o futuro dos residenciais Abaeté e Sirius

Painel com as visões de futuro dos residenciais Abaeté e Sirius

Painel com as visões de futuro dos residenciais Abaeté e Sirius

Roberto começa falar sobre o bairro. “Entrando no bairro, vemos todas as árvores plantadas crescidas! Relógio do tempo, transformando os projetos em realidade: academia da terceira idade, cursos de culinária, artesanato na Associação de Moradores. A Associação aberta para todo mundo com diferentes cursos, brinquedoteca, palestras sobre a natureza. Agora tem alambrado, no futuro, tem um muro com grafite, pessoal andando nas ruas, as crianças jogando bola, andando de skate, espaço de cultura com aulas de dança, música, aulas de teatro, as crianças brincando. Vilson fala que “quando vc desce a rua já vai ver o Centro Cultural, com as quadras e vamos ver nossos filhos e netos brincando lá”.

As visões de futuro vão virar uma ilustração feita pela Juliana Russo, do Cidade Para as Pessoas, para servir de inspiração para todos os participantes.

Lançamento do Edital de Projetos

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CLIQUE NA IMAGEM PARA BAIXAR O EDITAL

Thais explicou o edital que está sendo lançado no Encontro de Futuro, para as comunidades inscreverem seus projetos para serem apoiados pela Escola de Transformação. As inscrições ficam abertas até dia final de maio. Foram entregues a versão do edital impressa com as regras

Quem pode participar? Moradores dos empreendimentos.

Como funciona? Precisa ter um nome, clareza no projeto. Vamos deixar a ficha no site do Elos para quem quiser baixar e preencher.

Como vai ser a entrega? Para a equipe Elos ou Demacamp, correio, ou por e-mail.

O prêmio é dado em doação de equipamento e materiais (não é dado em dinheiro).

Como acontece? Todo mundo que se candidatar, vai apresentar o seu projeto em junho, no Festival Comunidade Empreendedoras, em 5 minutos!! Pode ser o jeito mais criativo que você quiser para defender o seu projeto!!

Fundação FEAC oferece consultoria para projetos da Escola de Transformação

Ao final, Lincoln César Moreira,  da Fundação FEAC  (Federação das Entidades Assistenciais de Campinas), agradeceu a presença de todos e explicou um pouco o trabalho que realizam como FEAC, se colocam a disposição como parceiros, ou seja, podem colocar a disposição os recursos técnicos. Viviane explica que dentro da FEAC, eles apoiam entidades e disponibilizam de diferentes apoios nas áreas técnicas, apoio jurídico, desde escrever o projeto, até elaboração gráfica de algum material, etc

Então, moradores do Sirius e Abaeté, mais um recurso que vocês têm disponível: a FEAC se coloca a disposição para auxiliar as pessoas/grupos que querem escrever algum projeto e não sabem como e nem por onde começar. Eles estão oferecendo apoio técnico para as comunidades. Aproveitem.

Thais agradeceu a parceria, assim como o ônibus que a FEAC disponibilizou para os moradores pudessem comparecer.

*A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios (DIST), inclui uma série de ações: formação de lideranças comunitárias, festival de projetos, encontros de troca de experiências, visitas de inspiração em comunidades que trilham o caminho de desenvolvimento pessoal e coletivo. Agradecemos a Prefeitura de Campinas, pelo apoio, em especial ao Gabinete do Vice-Prefeito que tem feito a articulação com as Secretarias do Governo, CPFL, em especial ao Cristiano Cucattia, Minha Campinas, Oficina do Desafio do Museu de Ciência e Tecnologia da UNICAMP, que esteve presente no Residencial Sirius e Abaeté, nos dias de mutirão, Centro Cultural de Inclusão Social da Unicamp, e Fundação FEAC.

Escola de Transformação avança no Ciclo II: Mobilização e Impulso

17/03/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , ,

A Escola de Transformação* está no seu segundo ciclo, e as comunidades Sirius e Abaeté,  participam no sábado, do Encontro de Futuro, evento aberto a todos que se interessam sobre a discussão do direito à cidade, projetos sociais de impacto, e onde coletivamente os participantes vão criar uma imagem poderosa de como os bairros vão estar daqui 20 anos, a partir do que vão começar a realizar hoje.

ciclos

Ciclos da Escola de Transformação

 Já encerramos o Ciclo I, de Análise e Conexão, onde foram feitos e apresentados os diagnósticos dos Residenciais Sirius e Abaté, reuniões com a Prefeitura Municipal de Campinas e secretarias, além de parcerias com diversas instituições locais, como universidades, organizações sociais, entre outras.

 LOCALIZAÇÃO DIST CAMPINAS

O começo do Ciclo II, de Mobilização e Impulso, aconteceu com a Vivência Oasis, onde os moradores dos Residenciais Sirius e Abaeté criaram: (a) um cenário de abundância, (b) reconheceram os talentos e recursos locais, (c) realizaram a primeira rodada de sonhos coletivos, (d) colocaram a mão na massa, (e) começaram a desenhar o que querem realizar juntos daqui para frente.

Rotatória da entrada depois

Moradores do Abaeté colocaram a mão na massa na rotatória de entrada do Residencial

Na sexta, 17 de março, acontece uma visita de inspiração a dois projetos sociais que são referência no Brasil e no mundo: Associação Monte Azul  e UNAS- Heliopólis

monte azul.

A primeira organização foi fundada pela pedagoga antroposófica alemã Ute Craemer e hoje conta 4 núcleos de atuação social, de educação, urbanização e saúde, que atendem mais de 270 mil pessoas.

heliopolis

A União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região (UNAS) é uma entidade sem fins lucrativos que surgiu em meados dos anos 1980, e conta com projetos, programas e serviços de forma abrangente nas áreas de educação, saúde, moradia, cultura, esporte, assistência social, empreendedorismo, mulheres, juventude e LGBT, com base nos tratados de direitos humanos, impactando mais de 12 mil pessoas diretamente por mês, por meio de 50 projetos sociais.

felipe ferreira

Felipe Ferreira com os alunos do Instituto Novos Sonhos

Com estas grandes inspirações, as duas comunidades do Sirius e Abaeté, participam no sábado (18 de março), do Encontro de Futuro. Tem dois convidados de peso, para dar mais força para os moradores quererem voar mais alto: Felipe Ferreira, Guerreiros Sem Armas 2014, criador do Instituto Novos Sonhos, liderança comunitária e afetiva na Prainha, Guarujá, que através do jiu-jitsu realiza a transformação social com as crianças do bairro.

SAMBA NA 2

Claudio Miranda (Favela da Paz, Samba na 2, e Poesia Samba Soul) mostra que a partir da música dá para mudar o mundo

 Além das apresentações de cada uma das comunidades, temos as rodas de conversas, e um exercício, onde eles vão imaginar como o bairro estará daqui 20 anos, e vão montar um painel com imagens do que eles sonharam neste processo.

A grande surpresa, é que a ilustradora Juliana Russo, do projeto Cidade Para as Pessoas, depois vai materializar essas imagens em uma única ilustração para cada comunidade, ter sempre a vista essa visão do futuro dos sonhos de todos!!!

Desenho de Juliana Russo

Desenho de Juliana Russo

Ao final, acontece o lançamento do edital  para inscrição de projetos sócio-culturais e  econômicos para cada um dos residenciais.

 ENCONTRO DE FUTURO

Local: CIS Guanabara – R. Mario Siqueira, 829 – Botafogo, Campinas – SP

Programação

9h10 – Boas-vindas da Escola de Transformação 9h30 – Celebração de abertura

9h45 – Check-in

10h15 – Apresentação Abaeté e Sirius (moradores apresentam as comunidades)

10h35 – Pausa para café

10h45 – Apresentações inspiradoras

20 min – Felipe Ferreira (Instituto Novos Sonhos)

20 min – Claudinho Miranda (Favela da Paz)

11h25 – De tudo o que eu escutei, o que me inspira? Como estas histórias me fazem seguir adiante no meu bairro?

11h45 – Como eu sonho meu bairro (Sírius e o Abaeté) no futuro? Qual o meu papel nessa transformação?

12h05 – Colheita

12h30 – Almoço

14h: Dinâmica de criação do painel do bairro do futuro – Juntos com as pessoas do seu bairro/interessados da cidade montam o painel da cidade dos sonhos com foco no Sírius e Abaeté.

16h – Apresentação dos sonhos

16h30min – Apresentação do edital e explicação dos próximos passos.

17h00 – Check out: De tudo o que sonhei e escutei, como saio daqui hoje? O que eu quero levar para minha comunidade?

17h30 – Fechamento: Celebração / Entrega das avaliações sobre o evento

*A Escola de Transformação DIST Campinas é uma parceria do Elos com a Demacamp, apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios (DIST)

GSA 2017: ADM acredita mais uma vez no Guerreiros Sem Armas

15/03/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

No final do ano passado, com o Guerreiros Sem Armas, nos candidatamos e ganhamos pela segunda vez o ADM Cares, programa de investimento social da Archer Daniels Midland Company, que direciona fundos para organizações que impulsionam o progresso significativo em todo o mundo.

Archer Daniels Midlands Co. Tour

“Respeitamos muito o trabalho do Instituto Elos, que tem demonstrado ótima habilidade em equilibrar os pontos de vista dos vários atores da comunidade santista, empresariais, institucionais e comunitários. Somos apoiadores do Guerreiros Sem Armas, por meio do nosso programa ADM Cares, que visa contribuir com iniciativas para o bem coletivo das comunidades onde atuamos, nos campos da sustentabilidade, educação e saúde. É motivo de satisfação para a ADM nos associar a estas iniciativas e levar o conceito da integração empresa e comunidade a todos os nossos colaboradores do terminal de Santos”, afirma Eduardo Rodrigues, Diretor Regional de Portos e Logística.

Além do nosso programa de formação internacional, os outros projetos que foram contemplados pelo fundo foram:

Mensageiros da Luz: Doação de fundos para custear os alimentos consumidos pela instituição ao longo do ano.

Pinacoteca de Santos: A ADM apoia os custos para manutenção do casarão cultural e irá promover encontros literários e motivacionais, gratuitos durante o ano.

Assistência a Infância de Santos Gota de Leite – Projeto Gotas no Judô Alto Rendimento: Apoio ao grupo de alto rendimento de judô, que envolve crianças e adolescentes de 6 a 17 anos. Objetivo de desenvolvimento esportivo, físico e de preparação para as competições federadas do esporte.

Projeto Coral Infantil Porto dos Anjos

Incentivo à formação do coral com crianças das comunidades carentes de Santos.

Faz parte do jeito Elos de ser buscar parceiros que estejam alinhados ao nosso propósito e de nossos programas. No Guerreiros Sem Armas não é diferente e é por isso que ficamos muito felizes em dar destaque às organizações que nos apoiaram a tornar essa edição real! Muito obrigado pela parceria, ADM.

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Guardiões da Transformação é nosso programa de doação recorrente. Colabore você também

Mão na massa na Vivência II DIST Rio Largo tem apoio dos residenciais vizinhos

21/02/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , ,

Nos dias 18 e 19 de fevereiro cerca de 90 pessoas colocaram a mão na massa no Residencial Jarbas Oiticica.  A segunda Vivência Oasis Rio Largo é uma parceria do Elos com IADH – Instituto de Assessoria para o Desenvolvimento Humano, realizado dentro da estratégia Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios (DIST), apoiado pelo Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal.

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No sábado contamos com um grupo de Desbravadores, meninos e meninas com idades entre 10 e 15 anos, de diferentes classes sociais, cor, ou religião. Eles se encontram uma vez por semana para aprender a desenvolver talentos, habilidades, percepções, e o gosto pela natureza e nos apoiaram muito no plantio das árvores, em especial.

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Além disso, estudantes de Design e Arquitetura da UFAL, moradores do Teotônio Vilela e José Carlos Pierucetti (residenciais do Minha Casa, Minha Vida que receberam a Vivência Oasis em outubro/novembro de 2016) e claro, os moradores do Jarbas.

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Foi muito especial ver os moradores dos diferentes residenciais que fazem parte do projeto DIST em Rio Largo trabalhando lado a lado. Isso tem tudo a ver com a proposta de articular os sonhadores de diferentes comunidades para fazer junto a transformação do território de uma forma ampla, e não somente o seu residencial!

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“Eu adorei o projeto, adorei todo mundo. Eu fiquei muito feliz de ver todo mundo reunido, todo mundo junto, um sendo companheiro do outro, ajudando o outro. Foi muito gratificante. Tô aqui para o que der e vier. Não vou desistir. Até comentei com meu esposo: ‘Enoque, esse projeto veio para clarear mais a minha mente, pra eu aprender mais, saber mais como lidar com as pessoas e, eu disse a ele, eu precisava disso e chegou na hora certa’”.  Ivone, moradora do Jarbas Oiticica e participante do grupo Faz Sabor que preparou o almoço comunitário do mutirão.

A lista de sonhos realizados em um final de semana: plantio de 33 mudas de árvores (espécies da Mata Atlântica como Ipês e diversas frutíferas como pitangueira, mangueira e cajueiro), plantio de 2 jardins na entrada do conjunto, construção e instalação de conjunto de bancos e mesa na entrada do conjunto, instalação e pintura de placa de identificação do conjunto, pintura das guias com cal, pintura de amarelinha e abecedário no chão, sinalização das quadras (“A” e “I”) e dos pontos de ônibus, construção, instalação e pintura de 5 bancos no canteiro central e construção, instalação e pintura de 7 lixeiras.

“Hoje eu estou me sentindo bem mais tranqüila, saí da ansiedade de alto grau. Principalmente porque eu tive a oportunidade de ver a transformação em uma pequena dose. Eu olhava o processo e dizia ‘não vamos chegar lá, vamos ficar muito distantes’, e aí comecei a ficar ansiosa, aquela coisa de querer fazer tudo, e não acreditar que os outros dentro de sua calma e tranqüilidade, pudessem nos fazer ver a transformação. Hoje, ao entrar no Residencial eu não esperava já ver hoje tudo em desacordo, mas fiquei feliz e está de acordo com a transformação desde quando aqui chegamos. A sementinha da transformação pra mim hoje se revelou.”  Rilma Brandão, participante da formação e equipe IADH.

O que eles combinaram para os próximos passos: regar as árvores e jardins plantados (conversar com os moradores que moram mais próximo para que apóiem na rega diária), fazer um mutirão de limpeza e plantio na primeira praça (o mutirão no canteiro central foi até o trecho onde inicia a primeira praça do Conjunto, no total são 5 praças) e finalizar algumas pinturas (de bancos e de sinalização das quadras) e a colocação das estacas em volta de algumas mudas de árvores.