Guerreiros Sem Armas: formação para jovens com propósito

13/02/2018 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local | Tags: Tags:, , , , , , ,

O Guerreiros Sem Armas, programa educacional, que tem como missão formar jovens para transformar o mundo. Desde 1999, foram 519 participantes de 49 países que impactaram mais de 1557 locais.  O nome do programa é inspirado em um mito da tribo Txucarramãe e diz muito sobre o propósito: “No caminho do guerreiro, quando você descobre o que tem feito da sua vida e como é sua dança no mundo, desapega-se aos poucos das armas, que são criações feitas para matar criações. De repente, descobre-se que, quando paramos de criar o inimigo, extingue-se a necessidade das armas.” – Kaká Werá.

A edição de 2018 acontece graças a parceria com Porto de Santos-CODESP, Fundação Arymax, Caixa Econômica Federal, Fundação FABH e apoio da Unimed, Prefeitura de Santos e Prefeitura de Cubatão.

Buscamos jovens transformadores

O que faz uma pessoa sair de um lugar tão distante de Santos, para viver uma realidade completamente diferente, estabelecer uma relação profunda com gente que nunca viu na vida, a responder a um convite constante para que saia da sua zona de conforto superar seus desafios e conhecer seu propósito com profundidade?

Com esta questão central, descobrimos que uma característica comum entre as/os participantes é um sentimento de urgência quando percebem que precisam mudar algo e não dá mais para esperar.

com um sonho na cabeça

Ao contrário do que se lê sobre uma juventude perdida, sem rumo, sem interesse por causas sociais, nossa percepção vai em uma direção oposta. A cada processo de seleção recebemos 900 inscrições de pessoas interessadas no programa.

A diversidade é muito grande, e podemos dizer que temos 4 grupos interessados: a) quem tem um projeto claro de vida; b) pessoas que participam de modo ativo em projetos sociais; c) mobilizadores que têm talento para juntar pessoas em torno de uma causa; d) iniciantes que estão explorando as possibilidades na área social.

uma grande paixão no coração

Para nós, não importa o tamanho do currículo, das ações e projetos que as/os jovens estejam envolvidas/os Precisamos perceber a paixão que move cada um(a). É fundamental uma decisão interna de estar à serviço de uma causa que realize um bem maior, mais amplo, para além de si mesma/o, para além da realização pessoal.

com mão prontas para mudar uma realidade

Além da carga teórica, desde o primeiro módulo do Guerreiros Sem Armas, acreditamos no aprender-fazendo.  Falamos muito em sonhos, mas não como uma projeção de algo que pode acontecer, e sim como algo mobilizador de uma ação concreta. Nossa sala de aula se dá na prática, com gente disposta a colocar a mão na massa.

abertos para receber e compartilhar em comunidade

O mundo conheceu um período muito longo de individualismo, tanto que muitos programas evidenciam a busca pelo empreendedor, que pegou uma situação pelas próprias mãos e resolveu como fazer. Na nossa história, todas as nossas decisões e ações foram coletivas. Mesmo que o curso prepare o participante em 3 níveis: eu comigo mesmo, eu com o outro, eu com o mundo, o objetivo é a ação coletiva, não para a comunidade, e sim, junto com a comunidade.

uma forma de realizar sonhos coletivos

A forma que a gente escolheu para transformar o mundo é baseada na Filosofia Elos, que procura criar um cenário de abundância, reconhecendo os talentos e recursos locais, para que juntos materializem sonhos coletivos.

 A formação dura um ano e tem quatro módulos:

  1. Caminho do Sim (janeiro a fevereiro): jogo colaborativo onde os participantes colocam a mão na massa para transformar o mundo,
  2. Jogo da Abundância (março a julho): processo de captação individual e coletiva para financiar os custos do programa e base para projetos futuros.
  3. Imersão (julho): 32 dias em Santos para a etapa presencial com ação em 3 comunidades
  4. Caminho da Expansão (setembro a dezembro): um programa de acompanhamento online que apoia os projetos dos participantes, com materiais pedagógicos, aulas com convidados externos, e encontros regionais.

muito obrigado pela atenção e aqui fica nosso convite:

Se algo fez sentido para você neste momento, entra no site (www.institutoelos.org/gsa) que as inscrições para 2019 estão abertas!

 

As inscrições para o Guerreiros Sem Armas 2018 estão abertas

17/11/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local | Tags: Tags:, ,

Depois da 10a. edição do Guerreiros Sem Armas (GSA), nós decidimos que nosso principal programa de formação será anual. Outra grande mudança é que o Caminho do Sim, que antes fazia parte do processo de seleção, passa ser o primeiro módulo do curso.

gsa2018

Assim, para quem quer fazer parte disso tudo, propomos uma Rota de Apresentação, que você receberá por e-mail. Mas antes é preciso saber:

O GSA dura 14 meses e tem quatro módulos:

Caminho do Sim (janeiro a fevereiro) jogo colaborativo onde os participantes colocam a mão na massa para transformar o mundo.

Jogo da Abundância (março a julho) processo de captação individual e coletiva para financiar os custos do programa e base para projetos futuros.

Imersão (julho) 32 dias em Santos para a etapa presencial com ação em 3 comunidades

Caminho da Expansão (setembro a fevereiro) um programa de acompanhamento online que apoia os projetos dos participantes, com materiais pedagógicos, aulas com convidados externos, e encontros regionais.

Você se reconhece em um destes grupos?

Noss@s jovens podem ser dividid@s em 4 grupos: a) quem tem um projeto claro de vida; b) pessoas que participam de modo ativo em projetos sociais; c) mobilizadores que têm talento para juntar pessoas em torno de uma causa; d) iniciantes que estão explorando as possibilidades na área social. Uma coisa em comum entre os participantes: estar aberto e disposto a aprender.

Tem uma grande paixão no coração?

Precisamos perceber a paixão que move cada um(a). É fundamental uma decisão interna de estar à serviço de uma causa que realize um bem maior, mais amplo, para além de si mesm@, para além da realização pessoal.

Pergunta final:
Você diz SIM para fazer sua apresentação para se tornar um(a) Guerreir@s Sem Armas?

Inscrições: www.institutoelos.org/gsa

GSA10: Parceiros do Guerreiros Sem Armas são apresentados em evento aberto

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

Faz parte do jeito Elos de ser buscar parceiros que estejam alinhados ao nosso propósito e de nossos programas. No Guerreiros Sem Armas não é diferente e é por isso que ficamos muito felizes em dar destaque às organizações que nos apoiaram a tornar essa edição real!

No início do Encontro dos Sonhos do Guerreiros Sem Armas (#GSA10) começamos agradecendo a todas as organizações que apostaram no programa!

Muito obrigado Adm Do BrasilPorto de Santos (Codesp)Caixa,BrazilFoundationFundação Affonso Brandão Hennel. E pelo apoio da Prefeitura de SantosPrefeitura de São VicenteSanta Casa de Santos,Agência Brasileira de Cooperação ABC

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GSA10: México 70: onde tem criança não tem medo

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local | Tags: Tags:, ,

Fotos: Alyson Montrezol

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Quem passa pela rodovia dos Imigrantes, na altura do Km 65, nem imagina quem são as pessoas que estão nos barracos, que colocam a roupa no varal, nem nos predinhos coloridos da CDHU.

O que se sabe é que a favela México 70 é uma das cinco maiores favelas da América do Sul. Na verdade, tem casas de todos os tipos: de alvenaria, autoconstruídas, palafitas de madeira, e outras que estão sendo reconstruídas. A vista do canal do mangue é espetacular.

Como disse um morador: “aqui tem gente que tem algo, tem gente que tem um pouco, tem gente que tem muito pouco”. Mas ao mesmo tempo faz questão de afirmar que todo mundo ajuda uns aos outros.

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Muita gente de fora tem medo de passar perto de lá. E como em tantas outras comunidades que já conhecemos, o que encontramos foram muitas crianças encantadas com a presença de tanta gente diferente: “como se fala meu nome na sua língua?”, todas querem saber. Tod@s explicam que é a mesma coisa, elas não acreditam, e os Guerreir@s Sem Armas estrangeiros entendem que falar com sotaque já as deixa muito felizes. Aos poucos os adultos vão chegando, mais histórias são contadas, talentos vão aparecendo, o afeto sendo criado de maneira genuína.

Nossa estréia em São Vicente não poderia ter sido melhor, as pessoas brilham muito e agradecemos por nos receber assim!

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GSA10: Fontana a cidade das vistas

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local | Tags: Tags:, , ,

Fotos: Alyson Montrezol

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Se no Largo do Machado as escadas levam nomes de santas, no Fontana, são os santos homens homenageados. Lá, no tempo que a televisão nem existia, todo fim de semana havia serenata sob a luz dançante de um lampião ou debaixo das janelas das moças mais bonitas.

As crianças brincavam soltas nas ruas, aliás, ainda brincam. Para quem acha que tudo é tecnologia, deveria ver a quantidade de pipas que voam nos céus nesta época do ano. Sim, elas continuam ainda hoje livres e soltas,

Os morros de Santos na sua maioria foram a primeira moradia de espanhóis e portugueses, em especial da Ilha da Madeira, que sabiam como construir com maestria suas casas nas encostas, em chalezinhos tão caprichados, sempre sobre pilaretes para que a umidade da terra não estragasse os pisos das casas. As escadarias de pedras continuam a revelar outros caminhos que desafiam a lógica das ruas, assim como os muros de arrimo, com as pedras tão arrumadinhas que parecem desenhos, de tão perfeito seu encaixe.

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Os moradores desta outra cidade alta, tem a cidade baixa aos seus pés. De repente, numa andança é possível ver os dois lados de Santos: de um lado, o porto e a cidade velha, e de outro, a praia, num único virar de cabeça. Que baita privilégio!!!
Muito obrigado comunidade do Fontana que está conosco nesta jornada!

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GSA10: Largo do Machado – São Bento: A cidade das escadas

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local | Tags: Tags:, , ,

Fotos: Alyson Montrezol

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Conta-se que os portugueses foram os primeiros a chegar no Morro do São Bento. Para conseguir pessoal para trabalhar, bastava pendurar um recado num ponto visível qualquer, anunciando que em tal dia haveria serviço no lugar tal. Foi dessa maneira que homens carregaram nos ombros os meios-fios de 120, 150 quilos com os quais se construiu as escadas que permeiam o cenário do morro.

A comunidade que nos acolheu para 2017, está no Largo do Machado, um lugar cheio de histórias e ponto de encontro. Foi ali que muitas crianças de todos os tempos jogavam bola, para desespero das mulheres que moravam em volta, muitos vidros quebrados, muitas bolas presas, outras tantas perdidas.

Essas mesmas mulheres que quando alguém ficava doente, uma corria para buscar folhas de alguma erva milagreira, outra cuidava das crianças, outra ia lavar roupa. Ainda restam alguns poucos chalés de madeira da época dos portugueses, todavia ainda estão lá muitos portugueses, além de muros de pedras exemplares para a contenção das encostas. Deste tempo, ainda resiste firme e forte a solidariedade entre os moradores.

GSA_2017 - 0158 - Largo do Machado

Se na cidade de baixo, as ruas são quase quadradas, na cidade alta elas são orgânicas. Ora um beco fechado que aos poucos revela uma vista espetacular, uma escada que parece que vai chegar aos céus, de tão alta, tanto que todas elas têm nomes de santas. Ainda tem muitas bicas de água, e cada uma delas, tem uma “grutinha” com uma santa que a protege.

Com o grupo de Guerreiros Sem Armas, uma história curiosa, entre tantas outras que todos estamos conhecendo: um rapazinho de 14 anos chegou numa reunião e perguntou, se eram os mesmos Guerreiros que estiveram na comunidade dele em 2012, e ele contou como foi marcante para ele estar com gente do mundo inteiro, e muito feliz de começar a história tudo de novo.

Nós também! Muito obrigad@ Largo do Machado por receber a tod@s tão bem!

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GSA10: João Miranda do UNAS Heliópolis no Encontro dos Sonhos

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local | Tags: Tags:, , ,

João Miranda da UNAS Heliópolis – União dos Núcleos de Associação de Moradores encerrou as falas de inspiração no Encontro dos Sonhos do Guerreiros Sem Armas (#GSA10)

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“Penso sempre que no caso das fronteiras estamos passando por cima delas. Essa é uma luta que começa nas periferias, porque essa é uma questão muito forte neste caso”.

No trabalho do UNAS, eles acreditam na pessoa como sujeito de direitos independente da idade, fortalecendo sua autonomia para a efetivação da cidadania, assim procurando quebrar as paredes invisíveis que separam as periferias dos outros bairros da cidade.

Para tal efeito buscamos parcerias com o poder público, privado e organizações sociais garantindo o suporte à implementação de projetos, programas e serviços de forma abrangente nas áreas de educação, saúde, moradia, cultura, esporte, assistência social, empreendedorismo, mulheres, juventude e LGBT, com base em princípios e tendo a educação como instrumento de emancipação impactando mais de 12 mil pessoas diretamente por mês, por meio de 50 projetos sociais.

Com isso a missão da associação é transformar Heliópolis e região num bairro educador, promovendo a cidadania e o desenvolvimento integral da comunidade. Tendo como princípios: Autonomia; Responsabilidade; Solidariedade; Tudo passa pela educação; Escola como centro de referência na comunidade onde está inserida.

Na colheita da roda de conversa com João Miranda ele trouxe a experiência da Radio Comunitária de Heliopólis, que está comemorando 25 anos de história, que começou como rádio poste, fruto do trabalho do Geronino Barbosa, lá conhecido como Gerô.

A equipe da Rádio Heliópolis (locutores, técnicos, coordenadores e colaboradores) é formada por aproximadamente 30 voluntários, moradores ou não da comunidade. Além do entretenimento eclético (vide “Programação”), tem como objetivo disponibilizar informações de relevância aos ouvintes (entrevistas com profissionais de diversas áreas, notícias, dicas, etc); promover a cidadania (trocas de informações, denúncias, bate papos sobre conscientização cidadã, manutenção e conservação de áreas públicas e privadas, etc) e a busca da melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento da comunidade (divulgação de projetos sociais, anúncios de empregos e oportunidades, cursos, etc).

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel . Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel . Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

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GSA10: Sócrates representou o coletivo Vie La En Close no Encontro dos Sonhos

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local | Tags: Tags:, , ,

Sócrates representou o coletivo Vie La En Close no Encontro dos Sonhos do Guerreiros Sem Armas (#GSA10)
“Nestes tempos de tanta polarização, estar aqui dá a sensação que a gente não está sozinho”.

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Para ele a quebrada é um lugar para se aprender muito. “ Mais do que entender a periferia como criativa, queremos mostrar que ela é criadora de conhecimento”. A partir da pergunta Será que o pensamento academico chega na perferia?

“Estamos criando espaços de mediação social, para questões como pertencimento compartilhado, para trazer ação, para ir além da empatia. Diminuir as desigualdades sociais é bom para toda a sociedade. É preciso dar a tod@s o mesmo ponto de partida, independente do sexo, cor de pele, ou território que você pertença.
No final ele termina com uma provocação: “Pense em quem te inspira. E se elas estivessem aqui agora, você estaria na lista delas?”
Na roda de conversa com Sócrates centrou-se muito no tema da educação de qualidade para as pessoas nas favelas e no projeto onde o jazz é a fonte de conexão no bairro.
Ele compartilhou muitas histórias sobre pessoas de periferia que têm a chance de estudar na USP. Mas, como ele disse que isso é apenas o começo, hoje em dia continua a ser uma continuação dos desafios que uma pessoa de uma favela tem que superar, seja pela distância entre sua comunidade e a universidade, seja com o preconceito que ele pode encontrar em seu caminho. Um jovem respondeu: “Aprendi a nadar na corrente de um rio, você acha que agora vou me permitir afogar na piscina universitária?”
Atualmente, o conhecimento parece ser reservado exclusivamente para a classe média e superior. As barreiras não só são criadas através da classe, mas também praticamente com pessoas de comunidades que têm que viajar 22 km por dia para voltar dos locais dos seus estudos.

Há mais para aprender com as pessoas nessas áreas do que aprender com elas. Um dos seus sonhos é começar a Uniperifa, uma universidade próxima das realidades locais, trazendo a universidade para as ruas, para a realidade. O foco é dar a todos os novos pontos de vista, mudar as lógicas de aprendizagem, fazer uso especial do conhecimento local e ter aprendizado e educação desempenham um papel na construção da sociedade que queremos, sendo um diálogo.

Muito obrigado Sócrates por ter aceitado nosso convite, com uma fala inspiradora para as comunidades e para @s Guerreir@s Sem Armas!

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

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GSA10: Cecília Lotufo (ECOBAIRRO) no Encontro dos Sonhos

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, permacultura | Tags: Tags:, , , ,

Cecilia Lotufo do projeto ECOBAIRRO (saiba mais aqui: Projeto Vila Jataí:
https://drive.google.com/…/0BzOLvRxOznhmUlcyd2kyVjl4UTg/view) foi a segunda convidada para o Encontro de Sonhos do Guerreiros Sem Armas (#GSA10)

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“Em São Paulo, já que não temos praia, são as praças, mas elas estão muito degradadas. A situação melhorou muito, mas estamos longe de chegar onde queremos”.

A primeira ação nesse sentido, começou com um pedido da Alice, filha da Cecília, que queria comemorar seu aniversários de 4 anos na praça perto da casa dela. Mas a praça não estava em condições de receber crianças, com brinquedos quebrados, descuidada mesmo. Então, Cecilia fez uma proposta para a filha e se a gente trocasse seus presentes por ajuda para reviver a praça? O resultado foi uma praça linda.

Depois de algum tempo, a praça estava descuidada novamente. Ela entendeu que os eventos pontuais são importantes, mas é preciso ter gente ocupando, e assim começamos o Movimento Boa Praça. Conseguimos gente que se ofereceu para dar aula de ioga, foi instalado um chuveirão, eventos de saúde para a melhor idade.

“Ali perto havia uma casa abandonada, que pertencia a prefeitura. Nos indicaram fazer uma empresa e pleitear o uso via CNPJ. Mas não queríamos privatizar o espaço public ou abrir essa possiblidade. A solução foi participar do Conselho de Meio Ambiente da Prefeitura e criar um grupo de trabalho sobre o uso da casa e da praça. Assim cada decisão era publicada no Diario Oficial e isso tornava o projeto official”.

Esse foi o pontapé para criar o projeto de Ecobairro na Vila Jataí, que se baseia nos princípios de solidariedade, troca, diversidade. Então foram feitos levantamentos sobre o bairro, a situação das nascentes. Foram feitos projetos como o Jardim de Chuva, medição da situação das águas das nascentes.

“Tudo é feito sem dinheiro, nosso principal capital é o humano”.

Na roda de conversa sobre o Ecobairro, a principal pergunta foi quais os mecanismos e ferramentas para fazer acontecer o projeto, mesmo sem dinheiro.

A Cecília nos contou que com o dinheiro conseguimos muitas coisas, mas também nos torna dependente. Se o dinheiro acaba, o projeto também acaba. E o nosso objetivo é que o projeto permaneça.

O capital é humano e territorial. Mobilizamos o bairro através da rede social e grupos por email e descobrimos os saberes do bairro. Cada um sabe fazer uma coisa, e assim as pessoas podem fazer parte do processo.

O plano diretor estratégico em São Paulo foi um convite e uma oportunidade para levarmos o nosso projeto para somar no zoneamento.

Além disso, Cecília contou que o sonho de uma moradora era fazer uma festa junina. Que é um sonho de todos também. Então, a festa foi uma estratégia para mobilizarmos mais pessoas e conseguimos definir o nosso sonho de ser um ecobairro.

Não foi um processo fácil junto com a Prefeitura. Foram desmotivados muitas vezes, mas a ideia não é pautar só o bairro, mas também a cidade. E isso foi uma motivação para todos continuarem com o projeto.

Muito obrigado, Cecilia por aceitar nosso convite para inspirar as comunidades e os Guerreir@s Sem Armas!!!

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

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GSA10: Claudio Miranda (Instituto Favela da Paz) no Encontro dos Sonhos

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

O Encontro dos Sonhos, dentro da programação do Guerreiros Sem Armas (#GSA10) realizado no domingo (16 de julho) no espaço cedido muito gentilmente pela UME Deputado Rubens Lara, no Morro da Nova Cintra, começou com o mais que querido Claudinho Miranda Pss, do Instituto Favela da Paz e do Poesia Samba-Soul.

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“Um dos convites mais claros que temos no Instituto Favela da Paz, que é uma herança da criação do meu pai, é que estamos abertos para as pessoas serem elas mesmas”. Um …grande exemplo disso, é o Flavio, uma especie de Professor Pardal, um inventor de mão cheia, ele constriu nossos primeiros instrumentos de lata, construiu nosso estudio de gravação, e depois de visitar a comunidade de Tamera, no Alentejo, Portugal, fez um sistema de energia renovável.

“Nascer na favela fez toda a diferença, porque conviver com muitas gente por m2, faz com que aprendemos a respeitar o outro. Tudo vira motivo para de juntar e fazer muitas coisas juntos”.

O Jardim Angela é um lugar que tem muitos talentos, e o Instituto Favela da Paz é uma prova disso: tem o Poesia Samba Soul, o Samba na 2, o estudio de gravação, projeto que resgata mulheres do samba que nunca tiveram oportunidade de graver, o Projeto Vegearte, projeto de cozinha vegetariana que está fazendo a alimentação dos Guerreiros Sem Armas.

“Tudo o que a gente aprende fora, a gente leva para a comunidade, e tudo o que a gente aprende na nossa comunidade, a gente leva para fora”.

Muito obrigado Claudinho, por aceitar (mais uma vez) nosso convite e inspirar as comunidades e @s Guerreir@s Sem Armas

Colheita gráfica do Encontro dos Sonhos (#GSA10) feita pela Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

Colheita gráfica do Encontro dos Sonhos (#GSA10) feita pela Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

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