GSA10: Fontana a cidade das vistas

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local | Tags: Tags:, , ,

Fotos: Alyson Montrezol

Fontana blog

Se no Largo do Machado as escadas levam nomes de santas, no Fontana, são os santos homens homenageados. Lá, no tempo que a televisão nem existia, todo fim de semana havia serenata sob a luz dançante de um lampião ou debaixo das janelas das moças mais bonitas.

As crianças brincavam soltas nas ruas, aliás, ainda brincam. Para quem acha que tudo é tecnologia, deveria ver a quantidade de pipas que voam nos céus nesta época do ano. Sim, elas continuam ainda hoje livres e soltas,

Os morros de Santos na sua maioria foram a primeira moradia de espanhóis e portugueses, em especial da Ilha da Madeira, que sabiam como construir com maestria suas casas nas encostas, em chalezinhos tão caprichados, sempre sobre pilaretes para que a umidade da terra não estragasse os pisos das casas. As escadarias de pedras continuam a revelar outros caminhos que desafiam a lógica das ruas, assim como os muros de arrimo, com as pedras tão arrumadinhas que parecem desenhos, de tão perfeito seu encaixe.

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Os moradores desta outra cidade alta, tem a cidade baixa aos seus pés. De repente, numa andança é possível ver os dois lados de Santos: de um lado, o porto e a cidade velha, e de outro, a praia, num único virar de cabeça. Que baita privilégio!!!
Muito obrigado comunidade do Fontana que está conosco nesta jornada!

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GSA10: Largo do Machado – São Bento: A cidade das escadas

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Fotos: Alyson Montrezol

GSA_2017 - 0149 - Largo do Machado

Conta-se que os portugueses foram os primeiros a chegar no Morro do São Bento. Para conseguir pessoal para trabalhar, bastava pendurar um recado num ponto visível qualquer, anunciando que em tal dia haveria serviço no lugar tal. Foi dessa maneira que homens carregaram nos ombros os meios-fios de 120, 150 quilos com os quais se construiu as escadas que permeiam o cenário do morro.

A comunidade que nos acolheu para 2017, está no Largo do Machado, um lugar cheio de histórias e ponto de encontro. Foi ali que muitas crianças de todos os tempos jogavam bola, para desespero das mulheres que moravam em volta, muitos vidros quebrados, muitas bolas presas, outras tantas perdidas.

Essas mesmas mulheres que quando alguém ficava doente, uma corria para buscar folhas de alguma erva milagreira, outra cuidava das crianças, outra ia lavar roupa. Ainda restam alguns poucos chalés de madeira da época dos portugueses, todavia ainda estão lá muitos portugueses, além de muros de pedras exemplares para a contenção das encostas. Deste tempo, ainda resiste firme e forte a solidariedade entre os moradores.

GSA_2017 - 0158 - Largo do Machado

Se na cidade de baixo, as ruas são quase quadradas, na cidade alta elas são orgânicas. Ora um beco fechado que aos poucos revela uma vista espetacular, uma escada que parece que vai chegar aos céus, de tão alta, tanto que todas elas têm nomes de santas. Ainda tem muitas bicas de água, e cada uma delas, tem uma “grutinha” com uma santa que a protege.

Com o grupo de Guerreiros Sem Armas, uma história curiosa, entre tantas outras que todos estamos conhecendo: um rapazinho de 14 anos chegou numa reunião e perguntou, se eram os mesmos Guerreiros que estiveram na comunidade dele em 2012, e ele contou como foi marcante para ele estar com gente do mundo inteiro, e muito feliz de começar a história tudo de novo.

Nós também! Muito obrigad@ Largo do Machado por receber a tod@s tão bem!

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