Vivência Oasis Santa Maria

17/08/2017 | Val | Sem categoria | Tags: Tags:, , , ,

O Instituto Elos  convida você a participar de uma formação de mobilização comunitária e aprender a transformar na prática sua comunidade.

Em Parceria com o Instituto Bernard Van Leer através do Projeto URBAN 95 Challenge vamos ter a oportunidade de facilitar mais uma Vivência Oasis em Santos, dessa vez no Morro Santa Maria, com foco nas infâncias, suas família e a comunidade.

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O que é a  Vivência Oasis?

É uma experiência/formação aberta a todos aqueles que se interessam em transformar espaços e relações, aprimorando competências para engajar grupos e comunidades numa iniciativa de alto impacto, seja uma intervenção em um espaço público, uma nova estratégia organizacional ou um novo negócio ou projeto comunitário.

Convidamos pessoas a renovar, construir e estruturar relações afetivas através do olhar apreciativo, valorizando  talentos, belezas e recursos já presentes locais, essenciais na materialização de sonhos coletivos.

Durante a formação, o participante experimenta o desafio de empreender coletivamente um projeto comunitário a partir da riqueza da diversidade cultural, econômica e social.

O que é o URBAN 95?

O Urban95 Challenge convidou idéias criativas e projetos que promovam o bem-estar das crianças pequenas nas cidades desde o período pré-natal até a idade de 5 anos.

Entre 151 idéias de 41 paises a Vivência Oasis foi um dos 26 projetos selecionados com o intuito de facilitar processos que possibilitem  que famílias de crianças pequenas participem no planejamento urbano e decisões de design.

Se você pudesse ver a cidade a partir de uma elevação de 95 centímetros – a altura média de um bebê saudável de 3 anos – o que você faria de maneira diferente? Como você organizaria bairros, espaços públicos, parques, transporte, saúde, assistência à infância, grupos de apoio aos pais e outros serviços da primeira infância? O que mais você mudaria ou melhoraria na cidade?

Quando será?

Modulo I
Olhar, Afeto, Sonho e Cuidado ( maquete)
1, 2 e 3 de setembro ( 9h as 19h)
5 de setembro ( 19h as 21h30).

Modulo II
Cuidado ( captação de recursos), Milagre ( mutirão), Re-evolução ( novos sonhos)
29, 30 de setembro e 1 outubro. ( 9h as 19h) e
2 de outubro ( 19h as 21h30).

Modulo III
Evento de Inspiração e Planejamento dos sonhos da Re-evolução
21 outubro ( das 9h as 19h).

Onde?

Salão da Igreja Santa Ana e São Joaquim

Rua 1 – nº 70 – Morro Santa Maria – Santos/ SP

Inscreva-se no link abaixo:

http://www.bit.ly/oasisurban95

Conheça as peças gráficas do Festival Elos

30/09/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, permacultura, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, ,

Para cada projeto do Elos, o que chamamos de Agência, dentro do Núcleo de Relacionamento, começa a pensar como vai ser a comunicação e qual o conjunto de peças gráficas que fazem parte do pacote. Conheça o processo criativo do Festival Elos, que acontece de 8 a 12 de Outubro, no Morro da Nova Cintra.

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Cabeçalho de comunicação geral

No caso do Festival Elos, depois que recebemos o briefing, começamos a pesquisar que imagem os morros de Santos inspiravam. Numa pesquisa, descobrimos que a imagem divulgada dos morros de modo geral não eram muito positivas, contrariando uma extensa vivência que o Elos tem nesta região, onde reconhecemos as belezas, talentos e criamos uma rede de afetos.

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Logo do Festival

Para criação do logo do Festival pensamos que no lugar das casas colocaríamos palavras e versos do samba Alvorada do Cartola, como: bairro, morro, impulsionar, transformar, cidade, juntos, território, cultivar, sonhos, bairro, morro, impulsionar, cultura, já.

Alvorada lá no morro
Que beleza
Ninguém chora
Não há tristeza
Ninguém sente dissabor
O sol colorindo é tão lindo
É tão lindo
E a natureza sorrindo
Tingindo, tingindo

Para chegar nos cartazes, começamos a pesquisar letras de sambas clássicos que mostravam uma visão romântica ou mesmo de protesto sobre estas áreas, de inúmeros compositores como Cartola, Ferreira Santos, Noel Rosa, Geraldo Pereira, Monarco, Nelson Cavaquinho, Zé Queti.

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Cartaz do Festival

Neste caminho cruzamos com a G.R.C.E.S. Unidos dos Morros, que virou nosso parceiro no Festival, e usamos os versos tanto do Hino da Escola:

Vendo o mundo aqui de cima
Sinto que nada me falta…
A cidade lá embaixo me fascina,
Mas não tem a beleza da cidade alta

O formato escolhido foi lambe lambe por ser parte das novas linguagens da arte urbana

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Cartaz 2 do Festival

Assim como o Samba Enredo campeão do Carnaval santista 2016:

Pisa forte neste chão… Unidos
Vem sentir a emoção, da minha eterna paixão
Meu samba em Santos tem seu lugar
Abram alas que o “morro” vai passar

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Header Facebook

O Festival Elos é uma parceria com a Codesp, e tem apoio da EC Juventude da Nova Cintra, G.R.C.E.S.Unidos dos Morros, Paróquia São João Batista, Regional dos Morros de Santos – PMS, SESC Santos, Sociedade Melhoramentos Morro Nova Cintra, Unisantos. Apoio Institucional ADM

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Frente do Folder Festival

A Filosofia Elos ganhou um cartaz especial

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Cartaz Filosofia Elos

Assim como o tema do Festival

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Cartaz do Festival

O Festival Elos é uma parceria com a Codesp, e tem apoio da EC Juventude da Nova Cintra, G.R.C.E.S.Unidos dos Morros, Paróquia São João Batista, Subprefeitura dos Morros de Santos – PMS, Secretaria de Cultura – PMS, SESC Santos, Sociedade Melhoramentos Morro Nova Cintra, Unisantos. Apoio Institucional ADM

Festival Elos vai cultivar comunidades no Morro da Nova Cintra

20/07/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, permacultura, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , ,

Festival Elos :: Cultivar Comunidades é um evento multicultural que vai juntar moradores dos morros de Santos, jovens lideranças, especialistas de diferentes áreas, para que juntos possamos estar em rodas de conversas, fazer troca de experiências, realizar oficinas, assim como, apresentações culturais, no Morro da Nova Cintra, na cidade de Santos, de 8 a 12 de outubro de 2016, em parceria com a CODESP.

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Em cinco dias de atividades, o objetivo é conectar todos os participantes para experimentar e explorar diferentes aspectos de mobilizar um bairro em torno de um sonho comum. Com isso, busca-se reconhecer e valorizar os potenciais locais, fortalecer relações e construir juntamente com os moradores quais os sonhos que se tem para o lugar, inspirados por experiências coletivas de sucesso. Por outro lado, esta iniciativa visa despertar o potencial criativo de jovens lideranças em buscar soluções rápidas para situações reais e fortalecer qualidades como coragem, escuta, visualização do que está emergindo, prontidão para ação e trabalho em equipe.

Uma parte da programação, compreende atividades abertas ao público e outra parte, como oficinas e encontros estão voltados para um público específico, mediante inscrição. Anote na agenda e se inscreva agora, aqui.

Conheça a programação completa abaixo:

programação

O Festival Elos é uma parceria com a Codesp, e tem apoio da EC Juventude da Nova Cintra, G.R.C.E.S.Unidos dos Morros, Paróquia São João Batista, Subprefeitura dos Morros de Santos – PMS, Secretaria de Cultura – PMS, SESC Santos, Sociedade Melhoramentos Morro Nova Cintra, Unisantos. Apoio Institucional ADM

ADM promove reunião com a população santista

23/02/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:,

Em abril de 2014, o Elos realizou um Diagnóstico de Relacionamento para a ADM, com a finalidade de melhorar o diálogo com a população e o poder público, na áreas de meio ambiente e integração com a cidade.

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A metodologia adotada foi pautada na Filosofia Elos, sendo organizado um roteiro em 3 momentos:

1. Visitas aos Terminais do corredor de exportação e entrevistas individuais com a Empresa;
2. Pesquisa de dados e entrevistas individuais com o Secretário de Portos e Ouvidor da Prefeitura Municipal de Santos.
3. Visitas e conversas à campo no bairro Ponta da Praia: caminhada e conversa com diferentes moradores, comerciantes e prestadores de serviços locais, para o reconhecimento dos principais pontos.

Estes momentos geraram um relatório de impactos em diferentes setores. Entre as principais reclamações dos moradores foram o cheiro forte e a poeira, por exemplo.

Em 2015, a ADM fez diversas ações baseadas no diagnóstico. Agora chegamos a segunda etapa do projeto, que foi batizado de Novos Ares, onde juntos vamos sonhar ações para nossa cidade.

Participe! Compareça dia 23 de fevereiro, às 19h, no Estrela de Ouro, na Avenida Rei Alberto, 372, Ponta da Praia, Santos.

ADM

Como construir um movimento de ação: o exemplo do Instituto Elos no Brasil

19/02/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Jogos de Transformação, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

Este é um texto publicado por Niels Koldewijn na Enar Webzine originalmente em inglês.

Em um contexto de crescente tensões socioculturais na Europa, uma conferência foi realizada em 21 de janeiro, em Bruxelas, reunindo organizações de todo o mundo – a rede E-motive – para compartilhar de que modo seu trabalho nos chamados países em desenvolvimento pode oferecer reflexões sobre como lidar com os conflitos sociais no nosso continente. O que uma organização teatro social de Roterdã poderia aprender com o conflito entre Israel e Palestina que dura décadas? O que poderia nossas cidades europeias aprender comas favelas brasileiras sobre a construção da comunidade?

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Em 2010, a rede E-motive deu a oportunidade de um grupo de jovens empreendedores sociais de responder a essa última questão e ver se o trabalho do Instituto Elos no Brasil poderia ser trazido para a Holanda, com o objetivo de trabalhar no fortalecimento do tecido social em comunidades urbanas de grande diversidade. O que parecia apenas um projeto-piloto, acabou por ser parte de uma grande onda de ações se estendendo por vários países e comunidades na Europa.

Como começou

Instituto Elos, nos últimos 15 anos, impulsiona um movimento mundial de comunidades e pessoas, trabalhando com uma metodologia colaborativa para comunidade em condições sociais difíceis. Uma prática de 7 etapas e uma filosofia foram desenvolvidas através do trabalho nas favelas brasileiras, as quais o Instituto Elos tem ‘ensinado’ para mais de 1000 pessoas. No centro está um processo de mobilização de pessoas em torno da realização de um projeto com base em valores comuns e aspirações coletivas.

Em 2010, o primeiro pé foi fixado em solo europeu, na comunidade do distrito de Amsterdam North. Depois de treinar no Brasil um grupo de pessoas mobilizou esta comunidade e olhou para as suas aspirações coletivas. Num lugar onde as pessoas pareciam viver suas vidas separadas dos outros, a maioria manifestou curiosidade sobre seus vizinhos e outras culturas. Durante esta primeira troca, a comunidade criou um mural com as bandeiras de todas as nações presentes e uma horta comunitária de maneira coletiva. Este primeiro teste da aplicação da metodologia brasileira mostrou que o resultado físico não refletia o sucesso, e sim a maneira de expressar uma nova ponte intercultural.

Em 2011, o Elos Foundation foi criado na Holanda, e tem nos últimos quatro anos apoiado cerca de 25 projetos em seis países em toda a Europa e no Caribe.

Profissionais e o Elos têm realizado coletivamente 500 ações comunitárias atingindo mais de 25.000 pessoas ao redor do mundo. No entanto, para além destes números, o mais importante são as histórias que surgem, onde as atividades contribuem para construir pontes em lugares onde aparentemente eram impossíveis por causa das divisões sociais, superando preconceitos, habilitando as pessoas, estimulando relacionamentos, através de uma ação coletiva.

Como funciona?

“No começo eu pensei que ia demorar muito tempo, mas depois percebi que o que nós fizemos em dois fins de semana, representa 5 anos de trabalho ” – Kurt Schoop, membro da comunidade de Otrobanda, Willemsstad

Então, no fundo, o que significa tudo isso? O formato mais aplicado é o Jogo Oasis, que dura entre 4 a 10 dias em uma comunidade. Depois de uma fase de preparação, um grupo de 15 a 30 e parceiros que participam de um processo apresentado por um conjunto de facilitadores. Este grupo vai para a comunidade para mobilizar as pessoas através da construção de um novo tipo de relacionamento, que resulta no envolvimento na realização de um projeto comum.

Cada ação segue 7 passos:

1. Olhar – os participantes procuram as coisas bonitas na comunidade, mudando sua perspectiva do que está faltando para o que está presente.

2. Afeto – os participantes se conectam com as pessoas que estão por trás da beleza, descobrindo talentos escondidos na comunidade, fortalecendo relacionamentos positivos, e a construção de confiança, que vai além das barreiras culturais.

3. Sonho – participantes aprofundam essas relações, descobrindo aspirações comuns, que em 90% dos casos estão baseados em valores humanos que temos em comum.

4. Cuidado – é um encontro de co-criação a partir de uma visão de como este sonho comum pode ser visualizado e realizado.

5. Milagre – os participantes trabalham juntos para fazer o projeto acontecer, o que geralmente se concentra em transformar o lugar, mas é, em essência sobre como trabalhar lado a lado.

6. Celebração – a comunidade mobilizada e participantes comemoram o resultado, reconhecendo cada contribuição.

7. Re-evolução – comunidade e os apoiadores aproveitam esta experiência como um ponto de partida para a concepção de novos projetos futuros.

Por que isso funciona?

O que podemos aprender com este método para criar um movimento de transformação de base comunitária? Em nossa experiência, os seguintes fatores foram cruciais na história de Elos.

“No primeiro Oasis jogo que fizemos em Amsterdan North, uma assistente social da prefeitura nos aconselhou a não ir à mesquita, porque com base em suas próprias experiências, ela sabia que não seríamos bem-vindos Então, esse foi o primeiro lugar que eu fui e comecei a conversar com Mustafa, o presidente da mesquita. Ele nos convidou para o chá e explicou que eles queriam mais ligações com a comunidade e falou para gente ir na oração sexta-feira. O sonho da comunidade era ter um parque e no final Mustafa e os membros da mesquita ficaram tão animados com o projeto, que eles ofereceram uma parte do seu terreno e trabalharam o final de semana todo ao nosso lado “. - Rodrigo Alonso, co-fundador da Elos, falando de sua experiência em Amsterdã

Aplicar, treinar, capacitar e habilitar

Um dos principais fatores é que queremos impulsionar um movimento, todavia mais do que isso, incorporamos a Filosofia Elos em todas as nossas ações. Todas as nossas atividades são destinadas a aprender-fazendo, o que significa que não só trabalhamos nas ruas, mas sempre através destas experiências queremos inspirar, treinar e habilitar as pessoas para este trabalho seja feito por eles mesmos. As pessoas são estimuladas através de ações conjuntas, ao mesmo tempo que acontece a aprendizagem mútua, com uma inspiração de efeito multiplicador.

Convite para ser parte de uma narrativa positiva

Embora haja muitas razões para lutar contra algo, nosso convite é positivo. Pedimos para comunidades e participantes do nosso programa para se tornar parte de uma história de transformação, com base no que coletivamente nos inspira. E, apesar de alguma hesitação inicial, muitas vezes as pessoas recuperaram a crença em si mesmo, algo que tinham perdido ao longo do tempo.

Acreditando nas relações humanas

Elos é uma palavra português que significa ‘links’, mas significa a criação constante de relacionamentos. O que aprendemos desde o início é que a mobilização de comunidades não funciona com folhetos e cartazes, mas através da construção de relacionamentos, especialmente envolvendo líderes afetivos. Este tipo de líder é composto por pessoas que não são, por si só os líderes políticos ou oficiais, mas aqueles que são capazes de mobilizar outros e são respeitados por seu coração que atua na comunidade.

Não é um truque de 7 etapas – é uma atitude

Embora o jogo Oasis está disponível para download e está no espírito “ faça-você-mesmo”, não é apenas uma questão de seguir os 7 passos. Nossos programas e treinamentos são baseados em transformar atitudes e perspectivas das pessoas sobre como elas veem o mundo e o modo como se relacionam com ele. Mais do que qualquer coisa, promovemos um conjunto de novas atitudes que são altamente necessárias na nossa sociedade, como se concentrar no que temos em comum, em vez do que não o fizermos, acreditando que há uma riqueza de talentos e soluções disponíveis, e que ações bem-sucedidas são sempre impulsionadas pelo poder dos sonhos comuns.

“Depois de ser treinado no Brasil em 2011, fui convidado para vir a uma reunião em ‘De Kleine Wereld’ até o final de 2013. A experiência do jogo Oasis ainda estava em suas memórias e um grupo da comunidade me convidou para facilitar um processo focado em obter mais vizinhos envolvidos na comunidade, e mostrar o empreendedorismo como uma saída para o desemprego. É lindo como essa faísca inicial continuou a produzir resultados. Agora, depois de outro Oasis, um grupo muito diversificado de mulheres desempregadas começou uma cooperativa da comunidade. “ - Maartje Bos, assistente social e facilitador do Jogo Oasis.

Um monte de ação

Por último, mas não menos importante, o trabalho envolve um monte de ação, e dentro de uma mudança a longo prazo das atitudes e relacionamentos para produzir impacto e sucessos de curto prazo. Ele mantém as pessoas motivadas e fazer coisas juntas e a criar novas experiências, que continuam alimentando estas relações.

Estas conclusões são baseadas em nossa própria experiência. Isso não significa que ele é perfeito e aplicável em todas as circunstâncias para a criação de movimentos. Mas sabemos que ele tem um impacto e que se mantém em movimento, mesmo para além dos nossos próprios sonhos e expectativas.

Encontro discute como conectar a Filosofia Elos com o Process Work

15/02/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, permacultura, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , , , , ,

Quem manda notícias da Escócia, Paulo Farine e Niels Koldejwin, que estão no Field Studies Council -  FSC Scotland, que fica 3 horas ao norte de Edinburgh, para uma imersão sobre como conectar a Filosofia Elos e a metodologia Process Work da Deep Democracy.

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A ideia surgiu há 2 anos num encontro de GSA em Madri onde Conchi Piñeiro (GSA 2014), Melania Bigi (GSA 2015), Mara Verduin (GSA 2014), Sergio Barriento Ravero (Peix), Niels Koldejwin (Elos Foundation)  começaram a explorar possibilidades de conectar a Filosofia Elos com a metodologia Process Work da Deep Democracy.

No ano passado surgiu um edital da União Europeia, no qual Melania junto com uma organização da Itália, chamada Xena, escreveram e ganharam o edital, com o projeto Go Deep. As organizações parceiras do projeto são: Xena (Itália), Altekio (Espanha) , Comunicazione Itália (Itália) , Diversity Matters (Escócia), Elos e Elos Foundation.

Process Work integra conceitos de física quântica, psicologia, antropologia e espiritualidade em um novo paradigma e uma metodologia que tem muitas aplicações. Army Mindell, em 1988, definiu o processo como o fluxo constante de informações, manifestando-se em eventos que são conectados por um princípio organizador subjacente reflete muitas leis universais. Processo de Trabalho é uma abordagem generalizada com aplicações em transformação (gestão de mudança) coletivo, transformação individual (psicoterapia), medicina, física, direito, política, desenvolvimento de liderança e arte.

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Mindell cunhou o termo Deep Democracy para descrever a importância de desenvolver a conscientização e valorização de todos os níveis de experiência. Formula ainda mais a mecânica quântica em termos da relação entre o observador, o evento, bem como o método de observação. É uma nova forma radical de pensar sobre a realidade, e brilha uma nova luz sobre o valor relativo das abordagens científicas e filosóficas que tentam explicar a realidade, concentrando-se em aspectos únicos-dimensional, mas ficam aquém de abordar os fenómenos de todas as dimensões.

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Por exemplo, na área da transformação coletiva e mudança organizacional, Deep Democracy inclui a ideia de que a consciência de todos os níveis pode trazer informações valiosas para grupos e líderes, ajudando-os a descobrir “O Processo”, a direção multi-dimensional que está oculta no estado mental cotidiano.

Na Escócia, Pat Back e Andy Smith foram os facilitadores do encontro, já que são certificados em Process Work. Vale ressaltar que esta metodologia é utilizada pela Tamera e pelo Zegg Forum. A proposta da imersão aqui é criar espaço para emergir algo da conexão entre Filosofia Elos e Process Work. Estavam presentes: Andrew SmithPat BlackDaniela Di NoraSergi PeixMara VerduinNiels KoldewijnGiulio Ferretto,Raul Mais DavisPaulo Farine MilaniEmiliano BonIlaria Magagna.

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Para começar fizeram um exercício para visualizar o que estará acontecendo no mundo daqui a 5 anos, em 2021.

Depois foram apresentados os seguintes pontos:

1) experiência sobre Process Work -  Scotland,

2) experiência Jogo Oasis -  Spain, abril,

3) reflexões sobre as duas experiências

4) evento para testar combinação / uso das 2 abordagens. Para acontecer na  Itália, em outubro,

5) feedbacks + eventos locais envolvendo jovens,

6) feedback final, julho 2017.

Os resultados esperados: uso das metodologias e partilha intelectual do que foi desenvolvido, criado e experimentado. Criação de plataforma online, participação de jovens nos encontros e eventos, off-line, material pedagógico, guia das metodologias ou da combinação entre elas.

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GSA 2015: Buscar os sonhos coletivos

18/07/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, ,

Depois de conhecer de perto a comunidade, é hora de escutar os sonhos coletivos dos moradores. Conectar pessoas ao redor de um sonho comum é um dos passos para construir algo verdadeiro e, nesta etapa, os participantes aprendem como acessar e acolher as diferentes pessoas e sonhos em um ambiente de diálogo, compaixão e criatividade.

Desde o princípio dos Guerreiros Sem Armas, que as crianças ficam ao lado dos participantes, querem saber de onde vem, quem são. Elas são o principal foco dos sonhos dos moradores. “O meu sonho de bairro é um sonho de Brasil! Gostaria de ver as crianças e jovens com ocupação, boas para que possamos ter um futuro digno!” Curió, morador da Vila Charm’s.

“Quanto mais genuíno, profundo e precioso é o sonho, mais apoio ele tem por parte de toda a comunidade”, Rodrigo Rubido Alonso. “O meu sonho é uma creche para recém-nascidos, especialmente. Conseguir colocar uma criança em uma creche aqui leva 4 anos”. Jaciara, moradora da Vila Charm’s.

GSA 2015: Show de Talentos junta comunidades e Guerreiros Sem Armas

15/07/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , ,

Durante o Olhar e o Afeto, os participantes encontram moradores que sabem cantar, dançar, cozinhar, jogar, desenhar. Esse encontro junta todo mundo numa celebração para lá de especial, onde a comunidade
mostra aquilo que sabe fazer melhor.

É muito comum descobrir que os próprios moradores não sabiam que tanta gente talentosa morava ao seu lado! O Show de Talentos é um presente para quem assiste e para quem faz parte do show e é reconhecido.

“Imagine o que significa para essas pessoas um monte de gente de outros países que chega lá para ouvi-los e apreciá-los. É revolucionário para a autoestima”, resume Rodrigo Alonso. co-fundador do Elos.

Para os Guerreiros Sem Armas, esse é o primeiro momento de realização. Além de descobrir os talentos, eles são responsáveis pelos convites, pelo roteiro do show, por montar e decorar o local da apresentação, escolher os apresentadores e colocar tudo em ordem para funcionar.

GSA 2015: O Afeto, a segunda disciplina da Filosofia Elos

13/07/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, ,

Um dos princípios da Filosofia Elos é criar o afeto antes do medo e do julgamento e esse é o momento em que os participantes começam a realizar conexões afetivas com os moradores buscando, primeiramente, os talentos que estão por detrás das belezas que já conquistaram sua atenção.

“Realmente o clima aqui está muito bom, as pessoas receptivas, senso de comunidade, vizinhança… As pessoas se conhecem, entram nas casas umas das outras. Eu também estou surpreendido, imaginei que haveria resistência maior, que haveria tensão… Tem sido uma quebra de paradigma pra quem ouviu as histórias de violência e insegurança no Teteu”, comentou Paulo Farine, da Equipe Elos.

Ao buscar as pessoas da comunidade e conhecer suas histórias, vivências e talentos, estamos criando confiança, acolhimento, empatia e cuidado mútuo, elementos que ficam mais fortes através da escuta ativa. É importante focar em conversas que façam sentido para você e para o outro, escutar com o coração e dar total atenção a quem partilha, fazendo perguntas sobre o que estamos ouvindo e estimulando o nosso contador a aprofundar sua história. É muito comum, inclusive, recordarmos nossas próprias experiências significativas na produção de beleza durante essas conversas.

GSA 2015: O olhar, a primeira disciplina da Filosofia Elos

10/07/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, ,

O primeiro contato dos Guerreiros Sem Armas com as comunidades é feito a partir do exercício e cultivo do olhar apreciativo sobre o lugar e as pessoas que vivem por lá, com objetivo de criar um cenário de abundância de recursos e possibilidades, valorizando a presença e o quanto cada um pode contribuir.

“O ser humano não consegue sobreviver sem cultivar alguma beleza. Este exercício só funciona se você se conecta de maneira verdadeira,profunda e silenciosa com as belezas do lugar. Nosso olhar atento e o tempo que dedicamos à busca de belezas é que vai permitir esta conexão. Quando você é capaz de comunicar a abundância que viu nas pessoas, nas ruas, nas casas, abre uma porta poderosa para que nos mostrem mais belezas” Rodrigo Rubido, co-fundador do Elos.

O exercício de cabra-cega, onde os Guerreiros Sem Armas andam em duplas sendo um com olhos vendados e outro como guia,
procura romper com o que aprendemos de sempre buscar o que falta, de querer fazer uma lista de problemas para resolver, criando uma visão de escassez. Quando estamos de olhos vendados, o som de crianças, de conversas, músicas, faz com que nos lembremos de coisas comuns em nossas vidas que nos aproximam das comunidades.

Para que você possa desenvolver um olhar apreciativo, em um trabalho comunitário, na sua casa, na sua escola, é altamente recomendável:
1. Abrir-se para viver cada experiência de uma forma diferente;
2. Sentir com todos os seus sentidos;
3. Observar o mundo pela ótica das belezas e recursos;
4. Buscar a abundância em todos os lugares;
5. Surpreender a si mesmo e ao outro com as descobertas de um olhar apreciativo.

Na etapa do OLHAR queremos desenvolver as seguintes habilidades nos Guerreiros Sem Armas:
1. Perceber os lugares sem refletir, julgar ou racionalizar, aguçando a percepção do ambiente para além do que se vê;
2. Buscar o belo, o que está vivo. Conhecer a comunidade além dos pré-conceitos ou julgamentos estabelecidos pelo olhar da nossa cultura e contexto;
3. Ter atenção naquilo que existe e não no que falta.
4. Descobrir e apreciar profundamente tudo o que as pessoas e sua cultura foram capazes de produzir e os recursos naturais.

“Uma dica para se conectar com as belezas do lugar é buscar os pontos de luz, ou seja, para onde nosso olhar e atenção se dirigem, em que lugares a gente se conecta. Isso acontece através da busca curiosa, da atenção aos detalhes, em como as pessoas se vestem, na forma que elas caminham”, explica Natasha Mendes Gabriel, co-fundadora do Elos.

Depois do exercício da cabra-cega, os Guerreiros Sem Armas são convidados para desenhar as belezas do lugar. O desenho de observação nos permite olhar o mundo com um outro tempo, diferente da foto, que você tira para ver depois. Não importa se as pessoas sabem desenhar bem ou não, a ideia é desenvolver a observação mais profunda sobre as coisas.