GSA10: Parceiros do Guerreiros Sem Armas são apresentados em evento aberto

18/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

Faz parte do jeito Elos de ser buscar parceiros que estejam alinhados ao nosso propósito e de nossos programas. No Guerreiros Sem Armas não é diferente e é por isso que ficamos muito felizes em dar destaque às organizações que nos apoiaram a tornar essa edição real!

No início do Encontro dos Sonhos do Guerreiros Sem Armas (#GSA10) começamos agradecendo a todas as organizações que apostaram no programa!

Muito obrigado Adm Do BrasilPorto de Santos (Codesp)Caixa,BrazilFoundationFundação Affonso Brandão Hennel. E pelo apoio da Prefeitura de SantosPrefeitura de São VicenteSanta Casa de Santos,Agência Brasileira de Cooperação ABC

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GSA10: México 70: onde tem criança não tem medo

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Fotos: Alyson Montrezol

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Quem passa pela rodovia dos Imigrantes, na altura do Km 65, nem imagina quem são as pessoas que estão nos barracos, que colocam a roupa no varal, nem nos predinhos coloridos da CDHU.

O que se sabe é que a favela México 70 é uma das cinco maiores favelas da América do Sul. Na verdade, tem casas de todos os tipos: de alvenaria, autoconstruídas, palafitas de madeira, e outras que estão sendo reconstruídas. A vista do canal do mangue é espetacular.

Como disse um morador: “aqui tem gente que tem algo, tem gente que tem um pouco, tem gente que tem muito pouco”. Mas ao mesmo tempo faz questão de afirmar que todo mundo ajuda uns aos outros.

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Muita gente de fora tem medo de passar perto de lá. E como em tantas outras comunidades que já conhecemos, o que encontramos foram muitas crianças encantadas com a presença de tanta gente diferente: “como se fala meu nome na sua língua?”, todas querem saber. Tod@s explicam que é a mesma coisa, elas não acreditam, e os Guerreir@s Sem Armas estrangeiros entendem que falar com sotaque já as deixa muito felizes. Aos poucos os adultos vão chegando, mais histórias são contadas, talentos vão aparecendo, o afeto sendo criado de maneira genuína.

Nossa estréia em São Vicente não poderia ter sido melhor, as pessoas brilham muito e agradecemos por nos receber assim!

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GSA10: Fontana a cidade das vistas

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Fotos: Alyson Montrezol

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Se no Largo do Machado as escadas levam nomes de santas, no Fontana, são os santos homens homenageados. Lá, no tempo que a televisão nem existia, todo fim de semana havia serenata sob a luz dançante de um lampião ou debaixo das janelas das moças mais bonitas.

As crianças brincavam soltas nas ruas, aliás, ainda brincam. Para quem acha que tudo é tecnologia, deveria ver a quantidade de pipas que voam nos céus nesta época do ano. Sim, elas continuam ainda hoje livres e soltas,

Os morros de Santos na sua maioria foram a primeira moradia de espanhóis e portugueses, em especial da Ilha da Madeira, que sabiam como construir com maestria suas casas nas encostas, em chalezinhos tão caprichados, sempre sobre pilaretes para que a umidade da terra não estragasse os pisos das casas. As escadarias de pedras continuam a revelar outros caminhos que desafiam a lógica das ruas, assim como os muros de arrimo, com as pedras tão arrumadinhas que parecem desenhos, de tão perfeito seu encaixe.

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Os moradores desta outra cidade alta, tem a cidade baixa aos seus pés. De repente, numa andança é possível ver os dois lados de Santos: de um lado, o porto e a cidade velha, e de outro, a praia, num único virar de cabeça. Que baita privilégio!!!
Muito obrigado comunidade do Fontana que está conosco nesta jornada!

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GSA10: Largo do Machado – São Bento: A cidade das escadas

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Fotos: Alyson Montrezol

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Conta-se que os portugueses foram os primeiros a chegar no Morro do São Bento. Para conseguir pessoal para trabalhar, bastava pendurar um recado num ponto visível qualquer, anunciando que em tal dia haveria serviço no lugar tal. Foi dessa maneira que homens carregaram nos ombros os meios-fios de 120, 150 quilos com os quais se construiu as escadas que permeiam o cenário do morro.

A comunidade que nos acolheu para 2017, está no Largo do Machado, um lugar cheio de histórias e ponto de encontro. Foi ali que muitas crianças de todos os tempos jogavam bola, para desespero das mulheres que moravam em volta, muitos vidros quebrados, muitas bolas presas, outras tantas perdidas.

Essas mesmas mulheres que quando alguém ficava doente, uma corria para buscar folhas de alguma erva milagreira, outra cuidava das crianças, outra ia lavar roupa. Ainda restam alguns poucos chalés de madeira da época dos portugueses, todavia ainda estão lá muitos portugueses, além de muros de pedras exemplares para a contenção das encostas. Deste tempo, ainda resiste firme e forte a solidariedade entre os moradores.

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Se na cidade de baixo, as ruas são quase quadradas, na cidade alta elas são orgânicas. Ora um beco fechado que aos poucos revela uma vista espetacular, uma escada que parece que vai chegar aos céus, de tão alta, tanto que todas elas têm nomes de santas. Ainda tem muitas bicas de água, e cada uma delas, tem uma “grutinha” com uma santa que a protege.

Com o grupo de Guerreiros Sem Armas, uma história curiosa, entre tantas outras que todos estamos conhecendo: um rapazinho de 14 anos chegou numa reunião e perguntou, se eram os mesmos Guerreiros que estiveram na comunidade dele em 2012, e ele contou como foi marcante para ele estar com gente do mundo inteiro, e muito feliz de começar a história tudo de novo.

Nós também! Muito obrigad@ Largo do Machado por receber a tod@s tão bem!

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GSA10: João Miranda do UNAS Heliópolis no Encontro dos Sonhos

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João Miranda da UNAS Heliópolis – União dos Núcleos de Associação de Moradores encerrou as falas de inspiração no Encontro dos Sonhos do Guerreiros Sem Armas (#GSA10)

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“Penso sempre que no caso das fronteiras estamos passando por cima delas. Essa é uma luta que começa nas periferias, porque essa é uma questão muito forte neste caso”.

No trabalho do UNAS, eles acreditam na pessoa como sujeito de direitos independente da idade, fortalecendo sua autonomia para a efetivação da cidadania, assim procurando quebrar as paredes invisíveis que separam as periferias dos outros bairros da cidade.

Para tal efeito buscamos parcerias com o poder público, privado e organizações sociais garantindo o suporte à implementação de projetos, programas e serviços de forma abrangente nas áreas de educação, saúde, moradia, cultura, esporte, assistência social, empreendedorismo, mulheres, juventude e LGBT, com base em princípios e tendo a educação como instrumento de emancipação impactando mais de 12 mil pessoas diretamente por mês, por meio de 50 projetos sociais.

Com isso a missão da associação é transformar Heliópolis e região num bairro educador, promovendo a cidadania e o desenvolvimento integral da comunidade. Tendo como princípios: Autonomia; Responsabilidade; Solidariedade; Tudo passa pela educação; Escola como centro de referência na comunidade onde está inserida.

Na colheita da roda de conversa com João Miranda ele trouxe a experiência da Radio Comunitária de Heliopólis, que está comemorando 25 anos de história, que começou como rádio poste, fruto do trabalho do Geronino Barbosa, lá conhecido como Gerô.

A equipe da Rádio Heliópolis (locutores, técnicos, coordenadores e colaboradores) é formada por aproximadamente 30 voluntários, moradores ou não da comunidade. Além do entretenimento eclético (vide “Programação”), tem como objetivo disponibilizar informações de relevância aos ouvintes (entrevistas com profissionais de diversas áreas, notícias, dicas, etc); promover a cidadania (trocas de informações, denúncias, bate papos sobre conscientização cidadã, manutenção e conservação de áreas públicas e privadas, etc) e a busca da melhoria da qualidade de vida e desenvolvimento da comunidade (divulgação de projetos sociais, anúncios de empregos e oportunidades, cursos, etc).

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel . Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel . Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

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GSA10: Sócrates representou o coletivo Vie La En Close no Encontro dos Sonhos

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Sócrates representou o coletivo Vie La En Close no Encontro dos Sonhos do Guerreiros Sem Armas (#GSA10)
“Nestes tempos de tanta polarização, estar aqui dá a sensação que a gente não está sozinho”.

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Para ele a quebrada é um lugar para se aprender muito. “ Mais do que entender a periferia como criativa, queremos mostrar que ela é criadora de conhecimento”. A partir da pergunta Será que o pensamento academico chega na perferia?

“Estamos criando espaços de mediação social, para questões como pertencimento compartilhado, para trazer ação, para ir além da empatia. Diminuir as desigualdades sociais é bom para toda a sociedade. É preciso dar a tod@s o mesmo ponto de partida, independente do sexo, cor de pele, ou território que você pertença.
No final ele termina com uma provocação: “Pense em quem te inspira. E se elas estivessem aqui agora, você estaria na lista delas?”
Na roda de conversa com Sócrates centrou-se muito no tema da educação de qualidade para as pessoas nas favelas e no projeto onde o jazz é a fonte de conexão no bairro.
Ele compartilhou muitas histórias sobre pessoas de periferia que têm a chance de estudar na USP. Mas, como ele disse que isso é apenas o começo, hoje em dia continua a ser uma continuação dos desafios que uma pessoa de uma favela tem que superar, seja pela distância entre sua comunidade e a universidade, seja com o preconceito que ele pode encontrar em seu caminho. Um jovem respondeu: “Aprendi a nadar na corrente de um rio, você acha que agora vou me permitir afogar na piscina universitária?”
Atualmente, o conhecimento parece ser reservado exclusivamente para a classe média e superior. As barreiras não só são criadas através da classe, mas também praticamente com pessoas de comunidades que têm que viajar 22 km por dia para voltar dos locais dos seus estudos.

Há mais para aprender com as pessoas nessas áreas do que aprender com elas. Um dos seus sonhos é começar a Uniperifa, uma universidade próxima das realidades locais, trazendo a universidade para as ruas, para a realidade. O foco é dar a todos os novos pontos de vista, mudar as lógicas de aprendizagem, fazer uso especial do conhecimento local e ter aprendizado e educação desempenham um papel na construção da sociedade que queremos, sendo um diálogo.

Muito obrigado Sócrates por ter aceitado nosso convite, com uma fala inspiradora para as comunidades e para @s Guerreir@s Sem Armas!

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

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GSA10: Cecília Lotufo (ECOBAIRRO) no Encontro dos Sonhos

| Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, permacultura | Tags: Tags:, , , ,

Cecilia Lotufo do projeto ECOBAIRRO (saiba mais aqui: Projeto Vila Jataí:
https://drive.google.com/…/0BzOLvRxOznhmUlcyd2kyVjl4UTg/view) foi a segunda convidada para o Encontro de Sonhos do Guerreiros Sem Armas (#GSA10)

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“Em São Paulo, já que não temos praia, são as praças, mas elas estão muito degradadas. A situação melhorou muito, mas estamos longe de chegar onde queremos”.

A primeira ação nesse sentido, começou com um pedido da Alice, filha da Cecília, que queria comemorar seu aniversários de 4 anos na praça perto da casa dela. Mas a praça não estava em condições de receber crianças, com brinquedos quebrados, descuidada mesmo. Então, Cecilia fez uma proposta para a filha e se a gente trocasse seus presentes por ajuda para reviver a praça? O resultado foi uma praça linda.

Depois de algum tempo, a praça estava descuidada novamente. Ela entendeu que os eventos pontuais são importantes, mas é preciso ter gente ocupando, e assim começamos o Movimento Boa Praça. Conseguimos gente que se ofereceu para dar aula de ioga, foi instalado um chuveirão, eventos de saúde para a melhor idade.

“Ali perto havia uma casa abandonada, que pertencia a prefeitura. Nos indicaram fazer uma empresa e pleitear o uso via CNPJ. Mas não queríamos privatizar o espaço public ou abrir essa possiblidade. A solução foi participar do Conselho de Meio Ambiente da Prefeitura e criar um grupo de trabalho sobre o uso da casa e da praça. Assim cada decisão era publicada no Diario Oficial e isso tornava o projeto official”.

Esse foi o pontapé para criar o projeto de Ecobairro na Vila Jataí, que se baseia nos princípios de solidariedade, troca, diversidade. Então foram feitos levantamentos sobre o bairro, a situação das nascentes. Foram feitos projetos como o Jardim de Chuva, medição da situação das águas das nascentes.

“Tudo é feito sem dinheiro, nosso principal capital é o humano”.

Na roda de conversa sobre o Ecobairro, a principal pergunta foi quais os mecanismos e ferramentas para fazer acontecer o projeto, mesmo sem dinheiro.

A Cecília nos contou que com o dinheiro conseguimos muitas coisas, mas também nos torna dependente. Se o dinheiro acaba, o projeto também acaba. E o nosso objetivo é que o projeto permaneça.

O capital é humano e territorial. Mobilizamos o bairro através da rede social e grupos por email e descobrimos os saberes do bairro. Cada um sabe fazer uma coisa, e assim as pessoas podem fazer parte do processo.

O plano diretor estratégico em São Paulo foi um convite e uma oportunidade para levarmos o nosso projeto para somar no zoneamento.

Além disso, Cecília contou que o sonho de uma moradora era fazer uma festa junina. Que é um sonho de todos também. Então, a festa foi uma estratégia para mobilizarmos mais pessoas e conseguimos definir o nosso sonho de ser um ecobairro.

Não foi um processo fácil junto com a Prefeitura. Foram desmotivados muitas vezes, mas a ideia não é pautar só o bairro, mas também a cidade. E isso foi uma motivação para todos continuarem com o projeto.

Muito obrigado, Cecilia por aceitar nosso convite para inspirar as comunidades e os Guerreir@s Sem Armas!!!

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

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GSA10: Claudio Miranda (Instituto Favela da Paz) no Encontro dos Sonhos

| Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

O Encontro dos Sonhos, dentro da programação do Guerreiros Sem Armas (#GSA10) realizado no domingo (16 de julho) no espaço cedido muito gentilmente pela UME Deputado Rubens Lara, no Morro da Nova Cintra, começou com o mais que querido Claudinho Miranda Pss, do Instituto Favela da Paz e do Poesia Samba-Soul.

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“Um dos convites mais claros que temos no Instituto Favela da Paz, que é uma herança da criação do meu pai, é que estamos abertos para as pessoas serem elas mesmas”. Um …grande exemplo disso, é o Flavio, uma especie de Professor Pardal, um inventor de mão cheia, ele constriu nossos primeiros instrumentos de lata, construiu nosso estudio de gravação, e depois de visitar a comunidade de Tamera, no Alentejo, Portugal, fez um sistema de energia renovável.

“Nascer na favela fez toda a diferença, porque conviver com muitas gente por m2, faz com que aprendemos a respeitar o outro. Tudo vira motivo para de juntar e fazer muitas coisas juntos”.

O Jardim Angela é um lugar que tem muitos talentos, e o Instituto Favela da Paz é uma prova disso: tem o Poesia Samba Soul, o Samba na 2, o estudio de gravação, projeto que resgata mulheres do samba que nunca tiveram oportunidade de graver, o Projeto Vegearte, projeto de cozinha vegetariana que está fazendo a alimentação dos Guerreiros Sem Armas.

“Tudo o que a gente aprende fora, a gente leva para a comunidade, e tudo o que a gente aprende na nossa comunidade, a gente leva para fora”.

Muito obrigado Claudinho, por aceitar (mais uma vez) nosso convite e inspirar as comunidades e @s Guerreir@s Sem Armas

Colheita gráfica do Encontro dos Sonhos (#GSA10) feita pela Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

Colheita gráfica do Encontro dos Sonhos (#GSA10) feita pela Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

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GSA 10: A gente sonha e trabalha por um mundo sem fronteiras

15/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog | Tags: Tags:, ,

CARD Fronteiras

Desde 11 de setembro de 2001, todas as regras sobre ir e vir de um lugar para outro mudaram em muitos lugares do mundo. A segurança é uma das principais razões pelas quais as pessoas com certos tipos físicos ou roupas são proibidas de deixar seus respectivos países ou são impedidas no setor de imigração do aeroporto.

Ao mesmo tempo, estamos vivendo grandes ondas de migração e refugiados. De acordo com um relatório divulgado pelo ACNUR em 2017 em todo o mundo, o deslocamento forçado causado por guerra, violência e perseguição atingiu o maior número já registrado. A nova edição do relatório “Tendências Globais”, a maior pesquisa de deslocamento da organização, revela que no final de 2016 havia cerca de 65,6 milhões de pessoas obrigadas a abandonar seus locais de origem para diferentes tipos de conflitos – 300 mil a mais que o ano antes.

Este total representa um grande número de pessoas que precisam de proteção em todo o mundo.

Na décima edição dos Guerreiros Sem Armas, lidamos com esse cenário de forma muito direta. No início do programa, tivemos sérios desafios para trazer quatro guerreiros africanos vieram ao Brasil. Mesmo com um visto cortesia emitido pela Agencia Brasileira de Cooperação do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, um participante do Togo foi impedido de embarcar assim como dois outros participantes do Zimbabue enfrentavam o mesmo problema ao embarcar seu voo de conexão em Joanesburgo (África do Sul) para o Brasil.

Esta situação é fruto do agravamento do atual cenário de alta proteção sobre as fronteiras, com os novos muros separatistas sendo construídos, o que permitiu que companhias aéreas proibissem o embarque de pessoas a partir de uma lista com descrições de perfis de risco, como uma própria funcionária da companhia aérea nos informou por telefone.

Os Guerreir@s Sem Armas do Zimbábue ficaram retidos em Johanesburgo por três dias, três tentativas de embarque, onde somente depois de um imenso esforço da equipe de Elos, o apoio incrível de um Guerreiro Sem Armas sul-africano local, da Embaixada Brasileira, Agência Brasileira de Cooperação, 50 ligações telefônicas, a transferência US$ 2000, por exigência da companhia aérea, e várias noites sem dormir, eles chegaram ao Brasil no 4º dia do nosso programa.

Outra situação, que não teve o mesmo final feliz. Um refugiado do Congo, que está atualmente no Quênia, tentou durante mais de 50 dias tirar seu passaporte. Nossa solução foi convidá-lo para o programa em 2018.

Enquanto neste momento do mundo há uma grande ruptura e uma cultura que reafirma a separação, ao mesmo tempo, há outra realidade em que há uma grande quantidade de pessoas e organizações envolvidas em movimentos sociais, como em nenhum momento da história. Hoje temos muitas pessoas comprometidas com soluções inovadoras e os movimentos de base estão se tornando cada vez mais em evidência.

Estes movimentos, no qual estamos alinhados, na intenção de construir um mundo mais justo com as fronteiras mais fluídas, aumentam o nível de uma consciência que estamos tod@s interligad@s, compartilhando uma sabedoria ancestral que vai além de todas as fronteiras.

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GSA10: Guerreiros Sem Armas 2017: uma visão de futuro

14/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog | Tags: Tags:,

“Qual futuro que queremos? Pense em algo muito precioso. Este é um excelente indicativo de onde podemos chegar. Neste momento da história  onde tudo está ruindo, devemos estar abert@s para tudo aquilo que se rejeitou no passado. Xamãs, capoeira, conhecimentos populares… Essas coisas que dizemos ser ‘coisas antigas’, digo que o mundo precisa destes conhecimentos, porque se vamos depender somente do que a ciência, a razão e a  tecnologia produziram, olha em que ponto chegamos”.  Charles Eisenstein

logo Gsa 2017

Os Guerreiros Sem Armas são aqueles que disseram sim para a jornada de fazer acontecer o mundo que todos sonhamos. Juntos, cultivamos a Filosofia Elos e as qualidades dos elementos terra, água, fogo, ar e nhanderekó para realizar o Jogo Oasis, que impulsiona o desenvolvimento pessoal e comunitário de uma forma onde geralmente se vê escassez, nós buscamos a abundância para realizar sonhos coletivos.

Nesta edição comemorativa de 10 edições do programa, queremos aprofundar nossa compreensão sobre as visões do mundo que todos sonhamos. Quais são as narrativas que podem nos orientar para um futuro desejável? Quais são as histórias que dão sentido à nossa jornada?

Na busca de uma visão de futuro, consideramos a sabedoria de povos indígenas e tradicionais, comunidades espirituais, intelectuais, cientistas de diversas áreas do conhecimento, artistas, lideranças comunitárias, e o que emerge autenticamente de nossos corações.

Algo fundamental para nossa atuação global é o profundo sentido de comunidade como resposta a maioria das grandes crises na vida hoje. Sabemos que isto não é uma resposta nova. Aliás, é preciso relembrar esta essência que está dentro de nós mesmos, desde sempre.

Esta jornada do Guerreir@ Sem Armas é um caminho de (re)descobertas de quem somos enquanto indivíduos e comunidade. Um convite para agir sobre o que é urgente e necessário fazer já.

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