GSA 10: A gente sonha e trabalha por um mundo sem fronteiras

15/07/2017 | Ricardo Oliveros | Blog | Tags: Tags:, ,

CARD Fronteiras

Desde 11 de setembro de 2001, todas as regras sobre ir e vir de um lugar para outro mudaram em muitos lugares do mundo. A segurança é uma das principais razões pelas quais as pessoas com certos tipos físicos ou roupas são proibidas de deixar seus respectivos países ou são impedidas no setor de imigração do aeroporto.

Ao mesmo tempo, estamos vivendo grandes ondas de migração e refugiados. De acordo com um relatório divulgado pelo ACNUR em 2017 em todo o mundo, o deslocamento forçado causado por guerra, violência e perseguição atingiu o maior número já registrado. A nova edição do relatório “Tendências Globais”, a maior pesquisa de deslocamento da organização, revela que no final de 2016 havia cerca de 65,6 milhões de pessoas obrigadas a abandonar seus locais de origem para diferentes tipos de conflitos – 300 mil a mais que o ano antes.

Este total representa um grande número de pessoas que precisam de proteção em todo o mundo.

Na décima edição dos Guerreiros Sem Armas, lidamos com esse cenário de forma muito direta. No início do programa, tivemos sérios desafios para trazer quatro guerreiros africanos vieram ao Brasil. Mesmo com um visto cortesia emitido pela Agencia Brasileira de Cooperação do Ministério de Relações Exteriores do Brasil, um participante do Togo foi impedido de embarcar assim como dois outros participantes do Zimbabue enfrentavam o mesmo problema ao embarcar seu voo de conexão em Joanesburgo (África do Sul) para o Brasil.

Esta situação é fruto do agravamento do atual cenário de alta proteção sobre as fronteiras, com os novos muros separatistas sendo construídos, o que permitiu que companhias aéreas proibissem o embarque de pessoas a partir de uma lista com descrições de perfis de risco, como uma própria funcionária da companhia aérea nos informou por telefone.

Os Guerreir@s Sem Armas do Zimbábue ficaram retidos em Johanesburgo por três dias, três tentativas de embarque, onde somente depois de um imenso esforço da equipe de Elos, o apoio incrível de um Guerreiro Sem Armas sul-africano local, da Embaixada Brasileira, Agência Brasileira de Cooperação, 50 ligações telefônicas, a transferência US$ 2000, por exigência da companhia aérea, e várias noites sem dormir, eles chegaram ao Brasil no 4º dia do nosso programa.

Outra situação, que não teve o mesmo final feliz. Um refugiado do Congo, que está atualmente no Quênia, tentou durante mais de 50 dias tirar seu passaporte. Nossa solução foi convidá-lo para o programa em 2018.

Enquanto neste momento do mundo há uma grande ruptura e uma cultura que reafirma a separação, ao mesmo tempo, há outra realidade em que há uma grande quantidade de pessoas e organizações envolvidas em movimentos sociais, como em nenhum momento da história. Hoje temos muitas pessoas comprometidas com soluções inovadoras e os movimentos de base estão se tornando cada vez mais em evidência.

Estes movimentos, no qual estamos alinhados, na intenção de construir um mundo mais justo com as fronteiras mais fluídas, aumentam o nível de uma consciência que estamos tod@s interligad@s, compartilhando uma sabedoria ancestral que vai além de todas as fronteiras.

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Festival Em Movimento reúne jovens interessados em projetos sociais

14/02/2017 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

Ricardo Leal do Instituto Arapyaú, e a pessoa que resolveu juntar as organizações que trabalhavam com jovens para sentar e conversar a cerca de 2 anos atrás, esteve no Festival Em Movimento:

“Nós queremos criar uma via de mão dupla para cuidar que os projetos com os jovens aconteçam da maneira que a gente acredita. Este é um espaço de escuta entre as organizações financiadoras e financiáveis e dos jovens com as organizações”.

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Hoje temos as frentes de trabalho do Em Movimento:

  1. Plataforma com o Mapa das Iniciativas, onde o jovem pode ver quais os projetos que ele pode entrar, de acordo com seu perfil.
    2. Festival existe para construir redes de atuações com os jovens. Uma das perguntas que permeia o evento é: quem deveria estar aqui e não está?
    3. Inteligência criativa que é pensar coletivamente sobre a prática com os jovens, através de encontros, imersões temáticas, publicações.
    4. Potencializar a sustentabilidade das organizações. Como pensar na sobrevivência financeira sem que se torne uma prestadora de serviço e não consiga cumprir seu propósito, é uma das perguntas-chave desta frente.
    5. Coletivo de Comunicação que tem como função fazer a ponte entre os jovens e o Em Movimento.

Em Movimento reúne há 2 anos organizações que trabalham com jovens, como a ArtemisiaAshoka BrasilÉnois, Fundação Arymax, Fundação Telefônica Brasil Vivo, Impact Hub São PauloInstituto Arapyaú, Instituto Elos, Noetá Red Bull Amaphiko

Abertura em círculo

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“Tem um ingrediente especial no trabalho com música circular que eu demorei pra entender qual era. É o aspecto relacional. Demorei anos pra sacar isso, mas, depois que saquei, comecei a investir mais conscientemente nesse pilar e vi muitos resultados incríveis. Hoje em dia, os dois pilares principais pra gente são: o Musical e o Relacional. E, com eles, a gente joga, brinca e se diverte. Porque fazer música sem pensar no aspecto relacional parece uma coisa meio incompleta. E ”Relacional” pra gente são as interações que os jogos promovem entre as pessoas. As mãos dadas, o contato físico, o olho no olho, a construção coletiva. Tudo isso vai criando um outro jeito de fazer música. E, com esse jeito, a gente busca 3 objetivos: profundidade, leveza e ludicidade. Como que isso tudo misturado poderia não ser uma gostosura?”

Com esse pensamento incrível do Pedro Consorte, que ao lado do Ronaldo Crispim, leia Música do Círculo, literalmente colocaram todos os jovens #emmovimento.

Qual o perfil do jovem

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A segunda atividade do Festival Em Movimento foi dividir os jovens em 4 perfis, que estão alinhados com o Mapa de Iniciativas (http://www.emmovimento.org.br/):

  1. Curioso que está buscando o primeiro contato com as organizações e seus projetos. O Instituto Elos ficou responsável pela atividade neste grupo,

Para Renata Laurentino, do Instituto Elos, o exercício com os Curiosos foi para que eles tivessem uma chance de olhar para si, reconhecer onde eles estão, e perceber onde estão os outros, Que podem fazer escolhas e pensar nas escolhas dos outros, como princípio a alteridade e diversidade, e assim, deixar de olhar o mundo dentro de caixinhas pré-concebidas. A maior parte destes jovens eram da Zona Sul, estudantes e que tinham como preocupação, melhores condições de ensino.
2. Buscando impulso, que são jovens que têm suas ideias e estão procurando apoio. A Artemisia fez a dinâmica com eles.

O grupo que procurava Impulso, tinha duas divisões: quem já tinha uma ideia clara de negócio social e quem tinha um sonho sobre a área que queria atuar. Daniella Dolme (Artemisia) fez um exercício para que eles mapeassem seus recursos, entender quais são suas redes de contatos e como ativá-las, e que rapidamente depois que entendem esse processo começaram a aplicar entre eles mesmos esta atuação.
3. Em exploração, que são aqueles que estão experimentando diferentes formas de atuação. A Ashoka Brasil cuidou deste encontro.

A Ashoka Brasil​ usou sua expertise em estimular empreendedores sociais e colaborar para que os jovens que estão experimentando com uma oficina sobre empreendedorismo social, inspirando a pensar possibilidades de atuação neste campo em cenários complexos.
4. Atuante, que está engajado em projetos sociais. O Impact Hub São Paulo coordenou estes jovens.
Para os Engajados, a principal preocupação é com a profissionalização da área e a busca de capacitação para os projetos sociais. “ A maioria acredita que as organizações que trabalham com jovens há muito tempo, têm muita resistência para mudança, e que deveriam aprender com o espírito jovem e ficar mais próximo daqueles que elas apoiam”, relatou João Vitor Caires do Impact Hub São Paulo

Oficinas para inspirar

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Uma das parte mais interessantes do Festival, foi convidar diferentes organizações que trabalham com jovens para darem oficinas práticas para que os participantes percebessem a diversidade de áreas que eles podem atuar. Estavam presentes: Acupuntura UrbanaAporé , Atados – Juntando gente boaJuntos.com.vc., Bem ComumCHOICEEngajamundo, Fastfood da Política, Escola de NotíciasPimp My Carroça.

Acupuntura Urbana partiu da ideia de mapeamento da cidade e pertencimento afetivo para discutir projetos para as cidades. Renata Minerbo e Andrea procuraram desmistificar a ideia que somente projetos grandes tem o poder de transformação, e que as pessoas podem se juntar para começar já alguma coisa. O que nosso olhar e experiência na cidade tem a ver com empreender? Descubra mais sobre esse universo aprendendo na prática, usando a criatividade e colocando a mão na massa!

Bem Comum – Já pensou o quanto processos de confiança entre grupos potencializam a sintonia e, consequentemente, o desenvolvimento das pessoas? Venha participar de uma experiência prática e inovadora em que todo mundo ganha!

Atados e Juntos.com.vc – Como podemos ajudar a realizar um sonho? Venha criar uma ação ou projeto a ser realizado aqui e que irá apoiar e potencializar a construção de uma escola no Haiti. A Gene é haitiana e professora de francês, chegou no Brasil em 2015 e seu sonho é reconstruir uma escola no Haiti que foi destruída por um furacão em 2016. Para realizar esse sonho iremos desenvolver essa atividade com a Juntos.com.vc e com vocês!

Aporé – Uma oficina para descobrir talentos, entender o papel de cada um no mundo e como aplicar tudo isso para uma carreira de sucesso com propósito.Vamos fazer diversas conversas e reflexões com os jovens sobre o que é propósito e nesse caminho de autodescoberta cada um criará um mapa para chegar a seu propósito e seu plano de ação para atingir seus objetivos.

Choice – Esse é um workshop mão-na-massa! A proposta é usar a criatividade para criar soluções para problemas reais da nossa sociedade. Começamos com uma breve apresentação sobre a situação de pobreza e desigualdade social no Brasil e sobre o conceito de negócios de impacto social. Em seguida, os participantes trabalham com a geração de ideias para cocriar um modelo de negócio de impacto social e, pra fechar o encontro, apresentamos um caso de sucesso, contando a história de um empreendedor e como ele resolveu o problema proposto.

Engajamundo – Sabia que existem pessoas tomando decisões sobre o seu futuro e presente as portas fechadas? Sim, quase todos os acordos, de mundiais a locais, definem a vida de milhares de pessoas e a gente acaba nem tomando nota. Já pensou em mudar essa realidade e tornar o mundo um lugar mais sustentável? O Engaja na Solução quer te mostrar que para mudar a realidade da sua comunidade, do seu município e do seu estado basta sair do sofá e se movimentar! Este jogo vai te conectar a sua realidade com questões globais mostrando a a você os caminhos que existem para ser parte da solução dessas questões.

Fastfood da Política – Pense num assunto complicado – mas muito importante. Por exemplo… Política? Acertou em cheio. Agora, imagine aprender um monte de coisas sobre esse assunto – que poderia ser qualquer outro – na mesma velocidade com que comeria um hambúrguer? De quebra, é claro, com aquele gostinho de quebra-rotina. Sabe como? Jogando!

Escola de Notícias -Já pensou que a sua história está conectada com vários níveis de relação? Que a rua onde você anda, sua conexão familiar, as escolas que te ensinam, tem a ver com quem você está no mundo? Vamos descobrir juntos como a comunicação, impulsiona transformações nos espaços e relações.

Pimp My Carroça – vai levar 2 carroças e catadores. 1 já linda maravilhosa e a outra sem nada. Vai rolar um Pimpex, que será mais de conscientização e conversa com catadores. Em 2 horas, desafiamos os participantes a irem para rua ou criarem uma campanha, que ao final ajude a dar mais reconhecimento aos catadores, aumentando sua demanda de coleta de materiais recicláveis e, portanto, sua renda.

Para encerrar com chave de ouro o Festival Em Movimento teve um bate papo que foi transmitido ao vivo pelo Facebook, sobre Cultura e expressão na cidade de São Paulo. Com a participação do MC Gugu, a galera da Batalha do Conhecimento, e MC Sofia.

 

#emmovimento lança mapa de iniciativas para jovens

1/09/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

Diversas organizações que atuam com o propósito de inspirar e impulsionar a juventude se uniram para formar o #emmovimento, que tem como objetivo potencializar os caminhos de desenvolvimento e engajamento de jovens, lançaram o “Mapa Em Movimento”, uma plataforma criada para apoiar o jovem que está em busca de transformação. Para isso,  o conteúdo é formado por uma lista das organizações distribuídas por todo território nacional, que trabalham com projetos voltados para esta faixa etária.

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O Mapa é o resultado de uma pesquisa abrangente.  Ele faz parte da proposta do grupo em mapear as iniciativas. O que as organizações estão fazendo, como, para quem e onde? Quais são as oportunidades atualmente ofertadas para esses jovens transformadores? Como amplificar essa informação para mais gente? Onde há sobreposição na nossa oferta? Onde há espaço para inovação? Essas foram algumas perguntas que o mapeamento buscou responder.

Com isto os jovens têm a oportunidade de procurar iniciativas de diferentes frentes:

Formação (cursos, profissionalização, etc.);

Experiências (vivências, voluntariados, etc.);

Encontros (workshops, eventos, etc.), por região do país ou áreas de atuação.

Dentro de cada iniciativa, há mais detalhes sobre a proposta. Entre eles o resumo do projeto, local de atendimento, como se inscrever, como é o envolvimento/dedicação, contatos, se é paga ou gratuita, entre outros dados.

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João Vitor Caires, diretor do Impact Hub São Paulo é um dos participantes do grupo. Ele ressalta que a proposta é oferecer um espaço para que os jovens entrem em contato com as oportunidades de forma estruturada e se envolvam com as mesmas. Além disso, é permitir que as instituições que trabalham com juventude possam apresentar suas ações, se conheçam, troquem conhecimento e fortaleçam o trabalho umas das outras.

“É importante que as organizações saibam quem também está realizando iniciativas similares a sua. Saber quais são os desafios comuns enfrentados etc. Estes dados, inclusive, são insumo para as entidades financiadoras. Para que saibam onde e como direcionar melhor o seu investimento”, opina João.

Já estão disponíveis no site mais de 80 organizações cadastradas e 139 ofertas para os jovens. Outras interessadas em participar, que tenham iniciativas direcionadas a jovens com o objetivo de desenvolver o espírito transformador dos mesmos, podem entrar na plataforma e se inscrever.

Qual o perfil dos jovens atendidos pelas organizações

Pela perspectiva das iniciativas, os jovens que buscam essas ofertas fazem parte dos seguintes perfis: Atuante (está conectado, engajado); Curioso (buscando um primeiro contato); Em exploração (experimentando possibilidades); Buscando impulso (tem seus objetivos e está procurando apoio para si e seus ideais); e Jovens fora do radar (em situações especiais diversas).

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A pesquisa identificou, por exemplo, que um jovem atuante, tem como principais motivações fazer a diferença no mundo, conhecer coisas novas e adquirir vivências e experiências. Estes são aqueles que buscam oportunidades como a “Escola de Jornalismo É Nóis”. Iniciativa que oferece ferramentas para que o jovem analise criticamente a mídia, estimulando a busca por informação e a investigação sobre diversos temas.

Segundo o levantamento, ampliar o repertório e visão do mundo são os maiores incentivos dos jovens que participam das ofertas mapeadas. Os temas que mais movem os jovens, de acordo com os programas pesquisados, estão ligados a vivências e conhecimento. Em todos os perfis, as maiores motivações são: adquirir vivências e experiências; conhecer coisas novas; aprofundar-se em um conhecimento; autoconhecimento e carreira e profissão.

“Percebemos que os jovens estão se movimentando muito, fazendo coisas. O que precisamos é justamente entender essa lógica, os caminhos que escolhem e as formas de atuação para poder ajudar. E isso passa pela autonomia, pela temporalidade, pela rapidez com que mudam. Características típicas da juventude”, comenta Ruth Goldberg, diretora executiva da Fundação ARYMAX, integrante do grupo.

Atualmente, as organizações componentes do #emmovimento são: Artemísia, Ashoka, É Nóis, Fundação ARYMAX, Fundação Telefônica Vivo, Impact Hub São Paulo, Instituto Arapyaú, Instituto Elos e Red Bull Amaphiko.

O Caminho da Expansão: a Re-Evolução dos Guerreiros Sem Armas

29/09/2015 | Val | Blog, desenvolvimento local, Jogos de Transformação, Linha do Tempo Elos, Responsabilidade Social, Youth led initiative | Tags: Tags:, , , , , , , , ,

A parte mais visível da Jornada do Guerreiro, sem sombras de dúvidas, é o período de vivencia de 32 dias, em Santos. Na verdade, são 2 anos de um processo intenso, que começa no processo de seleção, com o Caminho do Sim, e termina com o Caminho da Expansão, que foi desenvolvido pelo Niels Koldewijn, Paulo Farine Milani, Simone Batista e Natasha Mendes Gabriel.

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Esta última etapa, tem a duração de 18 meses, sendo que tempo de participação em cada circuito é de, no mínimo, 6 meses (um ciclo). Ao final de cada ciclo, refletiremos juntos sobre o próximo passo. Se o GSA seguir o mesmo circuito ao longo dos 18 meses, passará por 3 ciclos:

1) No primeiro ciclo, é convidado a fazer um projeto com um grupo que você
faz parte ou irá formar;
2) No segundo ciclo, será desafiado a realizar um projeto no mesmo circuito, mas em um setor social diferente;
3) No terceiro ciclo, é um período para intensificar o processo de crescimento, expandindo as ações que realizou nos meses anteriores.

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Saiba como funciona cada circuito

Circuito de Inspiração
Para quem quer estar conectado aos circuitos e à rede do GSA, mas não tem tempo para dedicar-se à rotina de atividades do Caminho de Expansão.

O Circuito de Inspiração oferece materiais e referências da rede de guerreiros e do Elos através da Plataforma de Jogos Elos, além de Encontros Virtuais bimestrais.

Circuito de Experimentação
Para quem quer ir mais fundo em diferentes experiências, conhecimento e práticas que vivenciamos durante o programa. O Circuito de Experimentação oferece acompanhamento na aplicação da Filosofia Elos e Jogo Oasis em diferentes setores e contextos.

Aqui você terá material de apoio para realizar ações rápidas, como o Jogo Oasis, através da
Plataforma de Jogos Elos, além de Encontros Virtuais bimestrais e Acompanhamento de Projetos via
Google Sala de Aula e horas de coaching com facilitador Elos.

Circuito de Aventura
Para quem quer realizar sonhos coletivos, materializando projetos de médio prazo ou participando de ações empreendidas junto à rede de guerreiros. O Circuito de Aventura oferece estratégias e apoio no desenho de projetos com duração de 3 a 6
meses.

Aqui você terá acesso a apresentações de caso, material sobre a Filosofia Elos e tecnologias sociais que podem apoiar no projeto sonhado, através da Plataforma de Jogos Elos, além Encontros Virtuais bimestrais e Acompanhamento de Projetos via Google Sala de Aula e horas de coaching com facilitador Elos.

Circuito de Empreendedorismo
Para quem quer realizar um sonho coletivo de longo prazo. Nesse circuito você pode criar seu
próprio roteiro de ação, com foco no aprimoramento e alinhamento com seu propósito de estar no mundo.

O Circuito de Empreendedorismo oferece estratégias e intercâmbios para quem quer ser um
transformador social e quer realizar seus trabalhos alinhados à Filosofia Elos. Aqui você terá acesso a apresentações de exemplos inspiradores, material sobre a Filosofia Elos, tecnologias sociais e planejamento estratégico através da Plataforma de Jogos Elos, além Encontros Virtuais mensais e Acompanhamento de Projetos via Google Sala de Aula e horas de coaching com facilitador Elos.

Na terça-feira 29 de setembro abrimos oficialmente o I Caminho da Expansão, o lançamento de um novo jogo na nossa plataforma, com uma conferência on-line com os participantes do processo. O Caminho de Expansão é um jogo privado e estará disponível apenas para os participantes deste programa de 18 meses.

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Ação no Guapurá ganha reforço da Coral e Rotaract

28/01/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , ,

No final de semana, o programa Comunidades Empreendedoras promove uma ação que  une os moradores para cuidar da área comum dos seus edifícios criando identidade visual no bairro, coordenada pela Thaís Polydoro. Para isso, o Conexão Guapurá, grupo formado por condôminos do Minha Casa, Minha Vida Flores e Árvores, e o Instituto Elos conquistaram duas parceria importantes: a Tintas Coral e o Rotaract Club.

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Durante a semana,  os 5 condomínios que aderiram à ação - Palmeiras, Margaridas, Araucárias, Ipês e Sibipiruna - escolheram os padrões para pintura em estêncil, que aprenderam a realizar no ano passado, em oficina no Ateliê Arte nas Cotas, também realizada pelo Comunidades Empreendedoras.

Na sexta (30 de janeiro), começa a mão na massa para preparar os muros que serão pintados e, no sábado, 50 jovens do Rotaract, se juntam aos moradores para aplicação dos desenhos baseados nos nomes de cada condomínio. Ao todo, serão mais de 715 litros de tinta! Na terça (10 de fevereiro), haverá um encontro de avaliação com os síndicos.

A pintura em estêncil foi uma técnica que as Comunidades Empreendedoras aprenderam na oficina com o Arte nas Cotas

A pintura em estêncil foi uma técnica que os participantes do Comunidades Empreendedoras aprenderam em oficina com o Arte nas Cotas

A ideia de juntar o Rotaract veio do convite que Tito Ferraz Ribeiro fez para o Elos participar do CONARC 2015, encontro que reúne os Rotaract Clubs do Brasil, que acontece de 28 a 1 de fevereiro em Praia Grande. Na sexta, haverá um treinamento em ”Mobilização Comunitária e o Protagonismo local”, depois, iremos falar sobre o tema “Projetos de empoderamento social – construindo sonhos coletivos”. No sábado, 50 jovens se juntam no mão massa no Guapurá, dentro do que entendemos que a gente aprende fazendo.

Para quem não sabe, o Rotaract Club é um programa de Rotary Internacional que visa o desenvolvimento de lideranças jovens. Criado pelo Rotary International em 1968, nos Estados Unidos e formada por clubes de jovens com idade entre 18 e 30 anos, o Rotaract promove a prestação de serviços à comunidade, desenvolvimento da liderança e a melhoria do bem estar da comunidade. Atualmente o Rotaract Club soma em torno de 220.639 jovens universitários e profissionais iniciantes num movimento que é o segundo maior do mundo no seu perfil de atuação, ficando atrás apenas do escotismo.

vamos colorir o Guapurá

Guerreiros Sem Armas – assista os novos vídeos no blog!

18/09/2014 | Val | Blog | Tags: Tags:, , ,

* Por Val Rocha Tenho uma relação visceral com os vídeos do Guerreiros Sem Armas. Desde 2009 eles são motivo para muita ansiedade e noites não dormidas antes da aprovação final. Depois que estão prontos, assisto com tranquilidade e posso dizer que todos, sem exceção, me emocionam até hoje. E não sou só eu: as outras pessoas da equipe e todos os envolvidos na produção do vídeo vivem esta montanha russa de emoções, sem falar nos participantes do programa que ficam sempre muito ansiosos para ver o resultado da experiência na telinta ou na telona. Este ano não foi diferente, depois de muito trabalho temos vídeos lindos e pela primeira vez disponibilizados em uma só versão no youtube com a opção de assistir com ou sem legenda nos idiomas português, inglês ou espanhol. Através do olhar de Eliza Capai e Patrick Vanier me encanto ao redescobrir como o programa que é para muitos, e que já acolheu mais de quatrocentos jovens, guarda espaço para as histórias únicas. Para mim o Guerreiros Sem Armas tem tudo a ver com abrir espaço no presente para um mundo utópico que, por todas as tendências e notícias de jornal, só poderia existir em algum lugar de um futuro distante. Eliza me mostra claramente que o programa consegue realizar o impossível: o melhor mundo existe aqui e agora, não sem esforço e muito trabalho. O esforço maior, que reconheço nestas histórias tem a ver com sair da zona de conforto e mover-se em direção a algo que é verdadeiro.  Me reconheço na história de Biz, que encontrou no programa uma forma de aprendizagem que lhe permite conectar-se mais e mais consigo e com o mundo: o aprender como uma forma de experimentar que alimenta e é alimentado pela experiência viva. Na segunda história eu me emociono com a capacidade empática de Conchi, que constrói pontes com as pessoas com a mesma naturalidade com que busca respostas para sua pergunta orientadora – Como viver em comunidade? Me delicia ir aprendendo com ela – que revela de forma generosa – a sua forma, o seu segredo de construir Afeto e conectar-se de forma empática com o outro. Talvez seja um pouco perverso, mas é também uma provocação em tempos de tanta urgência e rapidez ir revelando estas histórias a cada sete dias, pois é assim que estes vídeos serão publicados: um a cada semana. Tem um gostinho dos tempos em que a única forma de receber notícia boa era esperando o carteiro. E eu preciso confessar: essa espera, esse ritmo, esse demorar-se em saborear um boa história, tem um charme que me conquista :-) Para ver aos vídeos com legenda, assista no youtube, é só clicar na janela.

Venha participar do GVT na Praça!

18/08/2014 | Mariana Felippe | desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , ,

A parceria entre Elos e GVT deu origem ao projeto GVT na Praça, que tem o objetivo de criar vínculo efetivo com as comunidades no entorno dos escritórios da empresa em 4 bairros de São Paulo estabelecendo um canal de diálogo e confiança a partir da revitalização de espaços que valorizam a coletividade (veja notícias do que já rolou na Vila Madalena e Santo Amaro aqui).

Agora, o projeto chega à Santana, mais especificamente à Praça Vaz Guaçu, também conhecida como Mirante do Santana (veja o mapa: https://goo.gl/maps/kBcy5). Se você tem interesse de contribuir com a realização dos sonhos dessa comunidade e ter uma experiência com a Filosofia Elos, você pode participar dos encontros comunitários abertos ou aprofundar-se ainda mais e participar de uma formação gratuita na Filosofia Elos.

ENCONTROS COMUNITÁRIOS ABERTOS:

14/09, domingo, às 15h: Encontro de Talentos e Sonhos na praça

16/09, 3feira, das 19h às 22h: Encontro de Projetação Coletiva / Maquete dos sonhos*

22/09, 2ª feira, das 19h às 22h: Encontro de Captação de Recursos*

27/09 e 28/09, sábado e domingo, das 9h às 18h: Mutirão comunitário na praça

28/09, domingo às 18h: Celebração na praça

29/09, 2a feira, das 19h às 22h: Encontro de Futuro*

Os encontros dos dias 16, 22 e 29 serão realizados na Unidade de Áreas Verdes de Santana (Viveiro) à Rua Álvaro de Abreu, 290A. 

Conheça mais sobre a Filosofia Elos:

A formação acontece nos dias 12, 13, 14, 16, 22, 26, 27, 28 e 29 de setembro de 2014  (saiba mais aqui) e, para inscrever-se, escreva para flavia@institutoelos.org.

Jardim Brasília revive seus tempos de mutirão com o Jogo Oasis

23/07/2014 | Val | Sem categoria | Tags: Tags:, , , , , ,

* Por Fernando Conte

Em setembro e outubro de 2013, o Instituto Elos e as Associações de moradores da Comunidade do Jardim Brasília, São Paulo – SP (Recanto nas Estrelas, Por do Sol e Nova União), se uniram para realizar o Jogo Oasis.
E depois de algumas reuniões de apresentação da metodologia, descobrimos que os moradores já entendiam o poder de um sonho coletivo e o que precisavam fazer para torná-lo realidade. E não tinha como ser diferente, já que durante 12 anos em sistema de mutirão, construíram suas próprias casas.
De uma terra doada pela prefeitura de São Paulo na década de 90, hoje moram 488 famílias, divididas em 3 centros habitacionais interligados. O processo de construção e de escolha de onde cada um iria morar, sempre foi o mesmo: “Começamos isto juntos e terminaremos juntos. ”, disse Maria de Jesus, uma das líderes comunitárias quando contava a história da comunidade para a equipe do OASIS.
E com o desafio de fazê-los sonhar novamente, depois de muitos anos hibernados de uma grande conquista, surgiu a vontade de construir uma passarela, mas não uma passarela qualquer. E SIM, a passarela dos sonhos da comunidade!
Mas como ela seria? – essa foi a pergunta que nós fizemos, quando este sonho apareceu de forma tão coletiva e emergencial. E a resposta foi imediata: ”Ela será de concreto, terá 16 pilares, corrimão metálico, uma grande escada de acesso e 23 metros de extensão”, disse Amadeu, um dos líderes do projeto.
E foi assim que este sonho coletivo começou a se tornar realidade. Com planejamento, organização, cuidado e foco, conseguimos mobilizar junto com a comunidade e parceiros que compraram a ideia, uma captação em materiais totalizando quase R$ 10.000,00.
Depois de 4 finais de semana consecutivos, na execução da obra, estamos a um passo de finalizar, o corrimão da escada e passarela, e partir para o sétimo e último passo do nosso OASIS: a Re-Evolução.
Nos dias 19 e 20 de outubro, faremos junto com o mão na massa uma grande festa de celebração e você também é nosso convidado. Se ficou interessado (a) em saber mais sobre a história da comunidade e sobre este OASIS, entre em contato conosco: fernando@institutoelos.org, renata@institutoelos.org ou paulo@institutoelos.org – time de facilitadores do OASIS Jd Brasília

Realizando sonhos coletivos, a história do Jardim Brasília

| Val | desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , ,

*por Val Rocha

Cada Oasis é uma história, recheada de sonhos e talentos. Não é diferente com o, uma comunidade na Zona Norte de São Paulo com 1.500 moradores, que através de encontros e desencontros foi construindo uma história maravilhosa com o Elos e outros parceiros.

Em 2013, nossos caminhos se cruzaram pela primeira vez quando estávamos em busca de uma comunidade para realizar um projeto com um parceiro que, depois, deu pra trás. Mas já era tarde… o encanto do Jardim Brasília já haviam capturado Fernando Conte e Flavia Ramos da equipe Elos, e foi por isso que eles assumiram o desafio de realizar lá o seu primeiro Oasis (saiba tudo sobre o Oasis Jardim Brasilia aqui!). Eles estrearam em grande estilo, trabalhando com uma comunidade que tem sonhos coletivos grandes: eles sonharam construir uma ponte de 23 m sobre o córrego que corta a comunidade. Além de uma organização e distribuição de tarefas profissional, eles captaram recursos equivalentes a R$ 10 mil.

A história do jardim Brasilia remete à década de 1990, época em que grandes projetos foram construídos em regime de mutirão. Esta comunidade nasceu assim: da união de um grupo de pessoas que sonhava em ter um teto e que deu o seu melhor, trabalhando duro até materializar o sonho. Visitar o Jardim Brasília e caminhar por suas ruas ao lado dos moradores é aprender sobre esta história e se apaixonar por cada pedacinho dela. Talvez por isso, o encontro entre o Elos e o Jardim Brasília tenha dado tão certo: ambos nascidos de uma história de realização de sonhos.

O mundo dá voltas, e foi numa destas que voltamos à esta comunidade com o desafio de apoiar o processo de desenvolvimento dos jovens participantes do Programa Jovens Talentos ARYMAX (PJT). Era um dia frio e chuvoso quando o grupo de 13 jovens chegou à comunidade ainda tímido com o objetivo de apoiar a materialização de mais um sonho coletivo: limpar a margem do córrego e criar ali um jardim. Parecia simples, e foi. Antes do final das 48 horas que permanecemos lá, aconteceu muito mais do que isso!

Uma montanha de terra cedeu espaço a um canteiro com uma quantidade imensa de plantas doadas, pneus descartados foram utilizados para delimitar o espaço e um grupo cansado, encharcado e feliz celebrou o que foi realizado. Quando partimos, já era noite e cada um levou consigo as lembranças e a reflexão do que acabara de acontecer. Mal sabíamos que aquele foi só um recomeço: novos sonhos ganharam força ali.

Algumas semanas depois, na primeira reunião comunitária, a comunidade apareceu em peso e decidiu construir um novo centro comunitário para um dos conjuntos habitacionais – o único que ainda não possui uma sede. Parece um sonho grande, mas conhecendo eles, sei que são capazes de realizar, assim como fizeram tudo o mais a que se propuseram até hoje. O que me alegrou, me encantou e surpreendeu, é a mesma coisa que também fortalece e alimenta a minha crença no que faço e no poder que temos quando nos colocamos em movimento para realizar o mundo que sonhamos a despeito do medo, a despeito das previsões pessimistas.

A primeira vez que fui ao Jardim Brasília, saí de lá com algumas frases na cabeça, que foram repetidas inúmeras vezes, por pessoas diversas, em momentos diferentes: “Os jovens daqui não participam”, “Não sei o que fazer para que os jovens venham”, “Que bom ver vocês aqui, não entendo porque os nossos jovens não se juntam a nós”;

Naquele dia, encontrei no meio de todas as reclamações e queixas, o primeiro sonho – e isso nunca se esquece: aquela comunidade sonhava em ter jovens ativos participando do processo, e sonhava em compartilhar com eles a sua história. Sai de lá com um misto de alegria por reconhecer o sonho e frustração por não tê-lo visto realizado. Estes sentimentos foram e voltaram inúmeras vezes até a semana passada, quando recebi uma mensagem do Fernando Conte pelo whatsapp, que dizia:
Definimos o nosso próximo passo elegante: OS JOVENS estão organizando um baile da 3a idade para celebrar os idosos que construíram as casas no mutirão que durou 11 anos.
A mensagem não terminava ali, mas foi nesse ponto que o meu coração parou para celebrar um sonho realizado.

Construir praças e parques nunca foi o objetivo do Jogo Oasis. Estamos falando de construir relações humanas profundas, fortes o suficiente para apoiar cada ser humano a ser a sua melhor versão, e desta forma, realizar o mundo que todos sonhamos aqui e agora.

Isso é possível e foi esta a lição que aprendi no Jardim Brasília.

Oasis Training Barcelona, ES-PE-TA-CU-LAR!

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* Por Marta Orihuel


Un Oasis para la Prospe

El 16 de Mayo de 2014 comenzaba una jornada informativa sobre el juego del Oasis, un pequeño aperitivo de lo que iba a ser una semana llena de bellezas, talentos, sueños y desafíos. Lanzamos una pregunta clave en la Plaza principal del barrio, la de Ángel Pestaña, ¿cómo es el barrio de nuestros sueños? El punto de partida de un proceso de transformación socio-ambiental, el Juego del Oasis, que tendría y tuvo lugar del 16 al 22 de junio. Invitamos a las presentes a ser protagonistas y jugadores y jugadoras durante esa semana, constituyendo ese paso que acercaba un poco más a la Prosperitat, “la prospe”, a ser ese barrio de nuestros sueños.

Veinte personas venidas de distintos lugares; del propio distrito de Nou Barris y de Barcelona, pero también de otras regiones del Estado Español como el País Vasco, Asturias, Galicia y Madrid, y de otros Estados europeos; Alemania, Holanda, Grecia e Italia, formaron el grupo de jugadores y jugadoras del Oasis en la Prospe. Un grupo diverso, muy comprometido y dispuesto a ponerse los chalecos de Oasianas y Oasianos para; iniciar la búsqueda de bellezas y talentos, de abundancia de recursos, locales y presentes, para seguir en el juego hasta el final, para vibrar confianza en el poder de los sueños como motores de cambio, y en el poder transformador de las personas trabajando juntas por ese sueño común, cuidando a su vez de la diversidad, de la comunidad y del planeta. Y sobre todo para disfrutar de todo el proceso.

¿Dónde estaban las bellezas en la Prospe? Se identificó en las fuentes, la naturaleza del barrio, los pequeños comercios tan cuidados, los balcones y ventanas, la diversidad de culturas, … ¿Y los recursos? En la gente, la vida del barrio, las asociaciones de vecinos, las escuelas, las zonas peatonales,…Se completaron la jornada dedicada a la mirada apreciativa recorriendo el barrio a través de los ojos de Albert y Carol Recio de la asociación de vecinos. Albert nos transmite la visión histórica del barrio a través de sus luchas sociales: cómo fue conseguir escuelas, centros de atención primaria, residencias de ancianos …; y Carol, su hija, nos muestra su visión actual del movimiento del barrio y el tejido asociativo de La Prospe. Todas estas bellezas vislumbraban muchos talentos.
¿y Cuáles fueron los talentos? Algunos de esos talentos de la comunidad se compartieron en un “show express” de talentos, preparado en una hora: un escenario desde donde se presentaron al barrio esos talentos reconocidos en la comunidad por nuestros participantes. Los dones del barrio son diversos: desde las “mundanas” (un grupo de madres llenas de vida que desde el ocio están montando su pequeño negocio de bolsos y bolsas para bocadillos de sus hijos), un escultor y trabajador del metal y otros materiales de deshecho, una cultivadora de orquídeas de una floristería, pasando por un grupo de flamenco que ha acompañó a un artista de la pintura durante la realización de su cuadro … La música, otro gran talento compartido por niñas, niños y jóvenes que cultivan distintos estilos y ganas de compartirlos con su comunidad, un grupo de break dance, y un dibujante de cómic también ocuparon el escenario preparado para la ocasión en la plaza Ángel Pestaña.

El encuentro de sueños y de diseño de proyecto produjo tres maquetas y un plan de acción. Un tribunal compuesto por personas de diferentes edades, partes del barrio, procedencias y culturas, un reflejo de la gran diversidad existente en la comunidad. Consensuó, en una sola maqueta, cómo se iba a configurar el espacio para dar cabida a los sueños seleccionados, aquellos que eran más comunes y que movilizaban por tanto a más personas del barrio para su realización. Aquellas construcciones y acciones concretas que representaran y reflejaran esos sueños y visiones del mejor barrio, del mejor mundo, compartidas por la comunidad.

La búsqueda de recursos y talentos para conseguir materializar esos sueños fue todo un éxito. En esta fase se unieron a los participantes, miembros de la comunidad y consiguieron un gran número de donaciones de particulares, pequeños comercios y otras entidades del barrio sin ningún intercambio económico, mostrando que otras lógicas económicas pueden hacer posible lo que nos proponemos como grupo, barrio o comunidad.

Un espacio nuevo en 48 horas. En el fin de semana de acción participaron unas 160 personas, vecinas y vecinos del barrio, de todas las edades, pero también vecinos de otras zonas de Barcelona que vinieron atraídas por la convocatoria del evento a través de las redes sociales.

Los sueños realizados fueron:

-Un huerto, para revitalizar un espacio abandonado y para realizar una actividad de intercambio de saberes y cuidados entre generaciones. Un sueño compartido entre jóvenes y mayores.

- Un espacio de encuentro, de relajación y conexión con la naturaleza, junto al huerto. Una zona con sofás y mesas a la sombra (mobiliario móvil, para favorecer su cuidado). Este fue un sueño compartido por las personas mayores.

- Un escenario móvil, el prospenario; que se estrenó durante la celebración.

- Una pista y el primer campeonato mundial de peonzas.

- El domingo se realizó el primer mercadillo de intercambio de ilusiones y seguirá como red de intercambio de talentos, habilidades y objetos (ropa, música, una librería móvil) en La Prospe, porque varias personas del barrio están impulsando este sueño.

Los sueños construidos en comunidad y para la comunidad, representaban iniciativas en las cuatro áreas de la sostenibilidad; la social, la cultural, la ecológica, y la económica. La abundancia de recursos y de personas en la acción generó la realización de nuevos sueños y sorpresas que no se habían previsto y que se fueron enriqueciendo a lo largo de la última jornada del milagro, una paella popular a cargo de Juan uno de los líderes afectivos del barrio, un telón para el “prospenario”, el comienzo de una plataforma web de talentos del barrio para repetir y sostener el proyecto del mercadillo de intercambio de ilusiones, la donación de una piscina desmontable, una mesa mosaico, la plantación de una espiral de aromáticas, etc..

La celebración llegó sola con el impulso de haber conseguido juntas y juntos, algo espectacular en tan corto espacio de tiempo. “La prospe” lo celebró de la mejor manera que sabe, mostrando de nuevo su diversidad de talentos, guitarra y cante flamenco gracias a Victor y Senén, y un emotivo discurso del joven Jesús sobre el poder transformador de la acción colectiva.

El Oasis training fue un proceso colectivo de aprendizaje. Algunos de las conclusiones compartidas por el grupo fueron:

Visibilizando la diversidad como la clave de la transformación.

En un grupo pequeño de 20 jugadores y jugadoras del Oasis, la diversidad de culturas, experiencias profesionales, idiomas, edades, trayectorias personales, etc. Que se aproximan a un barrio donde la diversidad es la protagonista y visibilizan el reto que supone cuidar y acoger toda esa diversidad la interna y la externa, pero al mismo tiempo nos permite sentir los valores que compartimos, y cómo tenemos en común ser una ciudadanía activa global que comparten valores y formas de impulsar el cambio.

Confiar en que es posible nos lleva más lejos de lo que habíamos imaginado.

Esta es una de las principales conclusiones de algunas de las personas que han participado. En los momentos en los que empezamos siendo pocas personas o aparecen dificultades (que todo proceso de participación tiene) cómo seguimos confiando y haciendo todo lo posible para que los sueños movilizadores puedan suceder entre todas y todos.

Resumen crónica!

Los y las participantes. Veinte personas venidas de distintos lugares; del propio distrito de Nou Barris y de Barcelona, pero también de otras regiones del Estado Español como el País Vasco, Asturias, Galicia y Madrid, y de otros Estados europeos; Alemania, Holanda, Grecia e Italia, formaron el grupo de jugadores y jugadoras del Oasis en la Prospe. Un grupo diverso, muy comprometido y dispuesto a ponerse los chalecos de Oasianas y Oasianos  y cumplir todos los desafíos sin dejar de disfrutar de todo el proceso.

Un montón de Bellezas vislumbraba una gran cantidad de talentos. La naturaleza del barrio, los pequeños comercios tan cuidados, los balcones y ventanas, las producciones artísticas, la música y la vida en las calles, la diversidad de culturas, la historia de luchas del barrio y su tejido asociativo, .. Pudimos recoger un poco de tanta belleza y  talentos encima de un escenario en “El Show de talentos de la Prospe”: desde las “mundanas” (un grupo de madres llenas de vida que desde el ocio están montando su pequeño negocio de bolsos y bolsas para bocadillos de sus hijos), un escultor y trabajador del metal y otros materiales de deshecho, una cultivadora de orquídeas de una floristería, pasando por un grupo de flamenco que ha acompañó a un artista de la pintura durante la realización de su cuadro … La música, ese gran talento también compartido por niñas, niños y jóvenes que cultivan distintos estilos y ganas de compartirlos con su comunidad, un grupo de break dance, y un dibujante de cómic también ocuparon el escenario preparado para la ocasión en la plaza Ángel Pestaña.

El encuentro de sueños y de diseño de proyecto produjo tres maquetas y un plan de acción. Un tribunal compuesto por personas de diferentes edades, partes del barrio, procedencias y culturas, un reflejo de la gran diversidad existente en la comunidad. Consensuó, en una sola maqueta, cómo se iba a configurar el espacio para dar cabida a los sueños seleccionados, aquellos que eran más comunes y que movilizaban por tanto a más personas del barrio para su realización. Aquellas construcciones y acciones concretas que representaran y reflejaran esos sueños y visiones del mejor barrio, del mejor mundo, compartidas por la comunidad.

La búsqueda de recursos y talentos para conseguir materializar esos sueños fue todo un éxito. En esta fase se unieron a los participantes, miembros de la comunidad y consiguieron un gran número de donaciones de particulares, pequeños comercios y otras entidades del barrio sin ningún intercambio económico, mostrando que otras lógicas económicas pueden hacer posible lo que nos proponemos como grupo, barrio o comunidad.

Un espacio nuevo e en 2 días. En el fin de semana de acción participaron unas 160 personas, vecinas y vecinos/as del barrio, de todas las edades, pero también vecinos de otras zonas de Barcelona que vinieron atraídas por la convocatoria del evento a través de las redes sociales.

Los sueños construidos fueron una zona de huerto, una de plantas medicinales, una área de relax, un escenario móvil, “el prospenario” y … el primer peonza-park del Mundo con su primer campeonato. El domingo se organizó un mercadillo de intercambio de ilusiones y talentos que seguirá como red de intercambio de talentos, habilidades y objetos en La Prospe, porque varias personas del barrio están impulsando este sueño. Además contamos con diversidad de sorpresas como una paella popular gracias a Juan, un gran talento del barrio – escultor del metal entre otras cosas, la donación de una piscina desmontable, uno de los sueños reflejados en la maqueta, , y otras muchas que hicieron de este fin de semana un verdadero milagro.… Y para celebrar este trabajo espectacular, se estrenó el “prospenario” y este nuevo espacio para el barrio, con las actuaciones de los maestros del flamenco; Senén y Victor.

El Oasis training fue un proceso colectivo de aprendizaje. Algunos de las conclusiones compartidas por el grupo fueron:

Visibilizando la diversidad como la clave de la transformación. En un grupo pequeño de 20 jugadores y jugadoras del Oasis, la diversidad de culturas, experiencias profesionales, idiomas, edades, trayectorias personales, etc. Que se aproximan a un barrio donde la diversidad es la protagonista y visibilizan el reto que supone cuidar y acoger toda esa diversidad la interna y la externa, pero al mismo tiempo nos permite sentir los valores que compartimos, y cómo tenemos en común ser una ciudadanía activa global que comparten valores y formas de impulsar el cambio.

Confiar en que es posible nos lleva más lejos de lo que habíamos imaginado. Esta es una de las principales conclusiones de algunas de las personas que han participado. En los momentos en los que empezamos siendo pocas personas o aparecen dificultades (que todo proceso de participación tiene) cómo seguimos confiando y haciendo todo lo posible para que los sueños movilizadores puedan suceder entre todas y todos.