Jogo de Seleção do GSA é apresentado em Congresso de Educação no Chile

O processo de seleção através de jogos para o Guerreiros Sem Armas (GSA) acontece desde a primeira edição de 1999 e vem evoluindo desde então até chegar na versão atual chamada Caminho do Sim. Na edição de 2007 fizemos um jogo de tabuleiro com uma série de ações baseadas nos elementos da natureza. Nós fomos escolhidos para apresentar essa versão no primeiro Congresso Latinoamericano de Educação Alternativa, que aconteceu no Chile. Quem representou o Elos no Congresso foi Rodrigo Montecino (GSA2019).

Leia o relato incrível de Montecino sobre o Congresso e a apresentação do painel:

“O primeiro Congresso de Educação Alternativa teve como tema: ‘Outra educação para outra sociedade’, com participações de países como Bolívia, Peru, Argentina, Equador, Colômbia, Brasil, Espanha, e aconteceu na Universidade Pontifícia Católica do Chile, no Distrito dos Lagos, Villarrica.

EDUCAÇÃO ALTERNATIVA NÃO ESTÁ EM OPOSIÇÃO À EDUCAÇÃO FORMAL

No Chile, existe um sistema de educação formal e não formal que, a propósito, é chamado de educação alternativa. A primeira coisa discutida no Congresso é que não havia rivalidade entre as duas formas de educação, mas sim que ambas são complementares, pois se por um lado existe um sistema formal que pode ser muito questionado, por outro lado, deu resultados ao longo dos anos. Já a educação alternativa é alternativa por se propor alterar o sistema vigente.

FILOSOFIA ELOS COMO FORMA DE EDUCAÇÃO

No painel “É possível mudar o mundo em que vivemos e com o qual sonhamos” falei sobre o Elos e as etapas da Filosofia, conseguindo captar o interesse de todas as pessoas presentes e trazer à tona questões do eu interior. Nesta conversa participaram pessoas de diversas nacionalidades e todas com projetos educacionais (escolas) que de alguma forma concordavam que o ser humano é mais ocupado em TER e não SER e que, em última análise, isso tem muito a fazer na maneira como treinamos as gerações futuras.

O mais bonito de tudo é que, mesmo com profissionais que trabalham na educação formal e não formal, chegamos a conclusão que todo mundo está trabalhando com o mesmo objetivo, que é proporcionar em um sentido acessível a educação nos três níveis, como nas dimensões abordadas no GSA: eu comigo mesmo(a), eu com o(a) outro (a) e eu com o mundo. Senti a Filosofia Elos à flor da pele.

Aproveitei cada intervalo, cada almoço, para convidar os participantes para a apresentação do pôster de seleção do GSA, e digo que foi MARAVILHOSO !!!! A verdade que nesta ocasião quase me faltou fôlego para contar como é o processo do GSA e sobre minha experiência pessoal, porque todo mundo estavam muito ansioso para saber o que foi feito, como foi feito e qual impacto isso causou em mim e no meu ambiente. Expliquei esse processo para grupos de 5 a 10 pessoas e devo ter falado com cerca de 140 participantes ou mais”.

NOSSOS AGRADECIMENTOS ESPECIAIS

Todo mundo aqui do Elos está muito agradecido ao Montecino por sua extrema generosidade, por ter arcado com todos os custos desta apresentação, pelo relato tão preciso e por nos representar com tanto entusiasmo. Somos do Elos, e assim dizemos HEY! (Nota: frase usada durante o GSA para afirmar a concordância com o que foi dito).

Doe sua nota fiscal o Elos e concorra a 1 milhão

As regras de doação da Nota Fiscal Paulista mudaram. Você pode colaborar com o Elos na formação de jovens transformadores e comunidades da Baixada Santista e ainda a concorrer a prêmios de 1 milhão todo mês.

O que mudou no sistema de doação de créditos da Nota Fiscal Paulista (NFP) para as entidades paulistas sem fins lucrativos?
O programa NFP foi alterado para beneficiar um maior número de entidades paulistas sem fins lucrativos e possibilitar o destino correto dos créditos doados voluntariamente pelos consumidores, sem fraudes ou desvios. Pelo antigo sistema, cerca de 4% das entidades recebiam 50% dos créditos gerados pelo Programa.

As mudanças são:
a. Reserva de 60% dos valores devolvidos por cada estabelecimento exclusivamente para as entidades;
b. Só haverá urnas para a captação de cupons sem CPF
c. Somente o consumidor poderá doar os cupons das suas compras (doação voluntária);
d. Foi retirada a trava de 7,5% para o cálculo do crédito dos cupons. Mantido somente o limite de 10 UFESPs (R$ 276,00) por cupom fiscal;
e. Nova forma para doar cupons (Doação automática – cupons com CPF);

O que significa a retirada da trava de 7,5% para o cálculo do crédito dos cupons?
Sem a trava, um cupom poderá gerar até R$ 257,00, independente do valor da compra. Um cupom de R$ 10,00 poderá alcançar o teto, ou seja, pode gerar créditos de até R$ 257,00. Na antiga regra, com a trava, ele gerava no máximo R$ 0,75 de crédito. O valor máximo é uma fórmula que depende da quantidade de cupons fiscais emitidos pelo fornecedor e da quantidade de cupons doados, além do ICMS recolhido no mês para o Estado de São Paulo pelo estabelecimento.

Como são calculados os créditos
Do valor recolhido mensalmente de cada estabelecimento comercial referente ao ICMS, dependendo da atividade econômica desse estabelecimento, será devolvida uma porcentagem desse imposto, a ser distribuído entre as pessoas Físicas e as Entidades. Por exemplo, se o estabelecimento comercial for um açougue ou livraria, 30% do valor recolhido pelo estabelecimento comercial serão devolvidos.

Quanto do total arrecadado vai para as ONGs?
Do valor total que será devolvido pela Nota Fiscal Paulista, 60% serão reservados exclusivamente para as Entidades Assistenciais, que receberão créditos proporcionais aos cupons relativos às suas compras próprias ou recebidos em doação daquele estabelecimento.
É importante ressaltar que o crédito atribuído para cada cupom fiscal para as Entidades não é uma porcentagem do valor do cupom, e sim uma proporção do valor reservado para as Entidades que considera o valor do cupom fiscal em relação ao valor total dos cupons atribuídos às entidades. Com a nova sistemática, o crédito para a Entidade de um cupom fiscal pode ser significativamente maior que o valor do próprio cupom.

Por que mudou?
a. Valorizar o CARÁTER SOCIAL do programa;
b. LEGITIMAÇÃO do programa com DOAÇÃO VOLUNTÁRIA dos cupons fiscais para uma entidade escolhida pelo consumidor;
c. Incentivar a adesão de MAIS DOADORES às entidades sem fins lucrativos;
d. Possibilitar a doação voluntária dos créditos do programa NFP, por meio do SITE OU APLICATIVO, com SEGURANÇA e por AÇÃO DIRETA DO CONSUMIDOR;
e. Permitir o RECONHECIMENTO DO TRABALHO das entidades pela sociedade;
f. Permitir a distribuição dos créditos para MAIS ENTIDADES;
g. ELIMINAR a participação de TERCEIROS no ato de doação voluntária;
Exemplo: se a entidade cadastrava 120 mil cupons por mês, agora serão necessários apenas 400 para receber o mesmo valor. Para tanto, a entidade precisará receber doações dos atuais 75% de estabelecimentos comerciais que hoje não geram nenhuma doação. A estratégia, com as novas regras, é conquistar os consumidores de mais estabelecimentos.

Sorte todo mês!!!
As pessoas que doam concorrem a prêmios em dinheiro mensais:
• 1 prêmio = R$ 1.000.000,00
• 4 prêmios = R$ 500.000,00
• 10 prêmios = R$ 100.000,00
• 15 prêmios = R$ 50.000,00
• 20 prêmios = R$ 10.000,00
• 50 prêmios = R$ 5.000,00
• 500 prêmios = R$ 1.000,00

Se você quer doar, veja aqui como:
1. Acesse aqui o site do governo e clique na aba “Entidades”.
2. Selecione “Doações de Cupons com CPF automática”, pesquise e insira o CNPJ 04.241.216/0001-08 e selecione o Instituto Elos.
3. Confirmar Doação Automática.
4. Resgate o saldo disponível para zerar sua conta (senão o sistema não vai liberar os próximos valores para o Elos).
5. Depois, é só informar o seu CPF a cada compra!

Sua nota fiscal paulista vale muito para o Elos

A Nota Fiscal Paulista mudou para valorizar o impacto social do programa Agora, a maior parte de seu retorno é destinado para Organizações Sociais.

Isso é uma ótima notícia para as organizações que estão fazendo um trabalho único na área social, mas só funciona com a colaboração da sociedade. É só seguir o passo a passo para fazer a sua parte:

1. Acesse aqui  o site do governo e clique na aba “Entidades”.

2.  Selecione “Doações de Cupons com CPF automática”, pesquise e insira o CNPJ 04.241.216/0001-08 e selecione o Instituto Elos.

3. Escolha o período de 2 anos para a doação ficar ativa e clique em “Confirmar Doação Automática.

4.  Resgate o saldo disponível para zerar sua conta (senão o sistema não vai liberar os próximos valores para o Elos).

5. Depois, é só informar o seu CPF a cada compra!

Aperte o play e conheça melhor o Elos

Inscrições para o Futuro do Rio Doce 2020 estão abertas

As inscrições estão abertas para o FUTURO DO RIO DOCE 2020! Saiba tudo sobre o programa e como foi a primeira edição.

Foto: Isabela Senatore
Foto: Isabela Senatore

A partir do dia 20 de janeiro a equipe do Elos estará em campo nas comunidades ao longo da Bacia do Rio Doce com objetivo de se reunir com as pessoas comprometidas com a transformação de cada lugar. Vamos consolidar as relações e encontrar pontos em comum que façam dessa nova edição um sucesso, como na sua versão anterior. O mais importante: encontrar jovens talentos locais. 

O que é

O projeto O Futuro do Rio Doce é um programa que seleciona jovens talentos da região e o desenvolvimento de habilidades para que participantes consigam gerar atividades de impacto social numa agenda que dura 18 meses.

Para quem é

As inscrições já estão abertas e podem ser feitas através do site do programa. Caso alguma organização tenha o interesse de contribuir com o programa pode entrar em contato com a coordenação do projeto através do email [email protected]. Queremos selecionar por volta de 150 jovens de 18 a 29 anos. 

Foto: Isabela Senatore

“Nosso sonho é que a juventude participante do Futuro do Rio Doce ocupe posições de decisão na região, seja na esfera pública ou privada; e influencie diretamente no processo de regeneração da Bacia”  afirma Natasha Mendes Gabriel, cofundadora do Instituto Elos e coordenadora do Projeto Futuro do Rio Doce.

Como foi a primeira edição

A primeira edição do programa contou com 90 jovens de 22 municípios. Durante o programa o pessoal mobilizou mais de 4 mil pessoas na região. Através de iniciativas culturais, ambientais e econômicas, mais de 68% de participantes acreditam que irão contribuir para a regeneração da Bacia do Rio Doce.  

É um orgulho muito grande estar com a juventude, porque eu os vejo como um ingrediente fundamental para fazer toda a diferença no futuro do rio Doce. Mas esse protagonismo só será possível com ativismo, assumindo esse papel principal sem medos, ocupando espaços, opinando. Acredito muito em cada uma dessas iniciativas chanceladas pelo Instituto Elos, e a minha dica é esta: mergulhem nesse ativismo porque, de fato, o futuro do Rio Doce são vocês!”, declarou Roberto Waack – Diretor-Presidente da Fundação Renova.

Com o objetivo de registrar, tanto os depoimentos de participantes, como algumas das iniciativas realizadas na primeira edição do Futuro do Rio Doce, foi realizado um documentário de 14 minutos que resume bem a atmosfera de transformação do programa. 

Assista ao documentário da primeira edição

O Futuro do Rio Doce  é um programa de desenvolvimento de jovens talentos dos municípios da bacia do Rio Doce. fruto da parceria entre a Fundação Renova e o Instituto Elos,

A abundância transforma o mundo

Hoje vivemos sob o dilema entre a escassez e a abundância que  exerce um grande impacto na vida de todos nós. 

 

Foto: Isabela Senatore
Foto: Isabela Senatore

Do ponto de vista da escassez, as pessoas são levadas a acreditar que não há vagas suficientes no mercado de trabalho, que não tem comida para todo mundo, que não existem recursos disponíveis, que somos frutos de nossos fracassos.

Tudo isso é real mas, sob nossa perspectiva, essas crenças nos limitam ainda mais ao invés de nos impulsionar. Pensar sob essa perspectiva gera o medo de não alcançar nossos objetivos e a insegurança que as oportunidades de melhoria não apareçam no nosso caminho. Este modelo traz enormes prejuízos para o mundo.

Colaborar ao invés de competir

Dentro da perspectiva da abundância é importante cuidar e pensar formas de alcançar nossos sonhos e metas, sem precisarmos competir de maneira negativa com outras pessoas. Aqui podemos compartilhar conhecimentos e habilidades que servem a todo mundo, aprender a colaborar pelo bem comum, ampliar os espaços de trocas, diálogos e convivência e fortalecimento de vínculos para diminuir as vulnerabilidades sociais.  É o que chamamos de poder da Transformação em Comunidade.

Ampliar a cultura da abundância

Nós fortalecemos esse poder quando trabalhamos para ampliar a cultura de abundância nos lugares em que atuamos através de uma metodologia criada por nós que visa ampliar a noção de pertencimento (quando sinto que faço parte de um lugar quero cuidar), procurando trazer à luz e tirar partido dos potenciais existentes (meu conhecimento somado ao seu conhecimento é igual a solução, assim como os recursos que disponho estão a serviço de algo maior), para que enfim nós sejamos protagonistas de muitas histórias de transformação social.

Atuar por um mundo mais digno

Desta forma, nossa ação aprofunda laços afetivos, promove bons encontros entre diferentes, fortalece a potência de agir, impulsiona ações inspiradoras, procura unir pessoas e comunidades para atuar por um mundo mais digno, mais justo, mais amoroso e mais próspero para todas as pessoas.

 
Celebremos o que realizamos em 2019 e que tudo isso impulsione 2020!
 

 

A Pedagogia Indígena de Kaká Werá é parte fundamental do GSA

 

Desde a primeira edição do Guerreiros Sem Armas que  Kaká Werá* está presente na formação de GSAs com a Pedagogia Indígena. Ela é o centro do Nível Mitológico do programa, que acontece a partir da vivência dos cinco elementos. Trabalhando com atividades em contato com a natureza, os jogos indígenas, e fogos de conselho, Kaká traz a importância dos saberes ancestrais na nossa atuação no mundo contemporâneo.

Kaká Werá por Isabela Senatore
Kaká Werá, por Isabela Senatore

A cada semana, o grupo vivencia um dos elementos da natureza – água, terra, fogo, ar e nhanderekó –  com objetivo de desenvolver nossas conexões com a natureza que nos constitui, favorecendo a integração entre ser humano e ambiente, numa percepção de que somos uma coisa só, que precisamos buscar nossas essências e mergulharmos profundamente na vida que pulsa em nós e no planeta. 

Jogo da Água por Isabela Senatore
Jogo da Água, por Isabela Senatore

Além de favorecer a conexão de cada pessoa consigo mesma e com as outras, essas experiências na natureza – que são os jogos indígenas – buscam permitir a reflexão sobre a importância de resgatarmos nossa humanidade, compreendermos nossa ancestralidade e respeitarmos a mãe terra, o planeta e todo o universo como sagrados para nossa convivência pacífica.

Jogo do Ar, por Biga Appes

Cada experiência com um dos elementos na natureza é acompanhada de uma conversa inspiradora e reflexiva com Kaká Werá, que colabora para a descoberta de potencialidades e fragilidades, de formas possíveis de conexão e do desenvolvimento espiritual.

Nhanderekó por Isabela Senatore
Jogo do Nhanderekó, por Isabela Senatore

*Kaká Werá Jecupé é índígena de origem tapuia, escritor, ambientalista, conferencista; fundador do Instituto Arapoty, organização voltada para a difusão dos valores sagrados e éticos da cultura indígena. É empreendedor social da rede Ashoka de Empreendedores Sociais e conselheiro da Bovespa Social&Ambiental. Desde 1998, leciona na Fundação Peirópolis e na UNIPAZ (Universidade da Paz). Tem como missão ajudar na construção e no desenvolvimento de uma cultura de paz pela promoção do respeito à diversidade cultural e ecológica. Já viajou e palestrou em diversos países, entre eles: Inglaterra, Estados Unidos, Israel, Índia, Escócia, México e França, sempre procurando levar mensagens da sabedoria dos povos ancestrais do Brasil. Se você quiser se aprofundar no assunto, Kaká é autor dos seguintes livros: Tupã Tenondé no Pé; A Terra dos Mil Povos – História Indígena do Brasil Contada por um Índio; O Mito Tupi-Guarani da Criação; As Fabulosas Fábulas de Iauaretê; Oré Awé – Todas as Vezes que Dissemos Adeus; e o mais recente, O Trovão e o Vento.

Bonja recebeu o Festival de Comunidade Transformadora

O Festival Comunidade Transformadora, um evento para participantes do Bonja Viva* apresentarem seus projetos para concorrer ao fundo semente do Edital de Iniciativas, aconteceu no dia 24 de agosto, em Porto Alegre.

Durante o mês de julho e agosto participantes contaram com o apoio da equipe Elos para escreverem as iniciativas e se prepararem para a apresentação.

“A gente tem muitas práticas, mas na hora de botar no papel, sistematizar, a gente não faz. A escrita das iniciativas é isso: o registro dessas coisas maravilhosas que acontecem na Bonja!”, Angelita Conceição, diretora da escola Mariano Beck.

No dia do Festival, sete iniciativas se apresentaram: Reciclando o Futuro, Modelando na passarela o futuro da Bonja, Escolinha de Futebol para crianças e jovens da Bonja, 470 – Coleção # SomosTodosBonja, Encontros Gastronômicos – Grupo  Nossa Senhora de Fátima 3ª idade, O Teatro como instrumento de incentivo à leitura e criação cênica literária e Projeto Transformar.
“Todos, na sua maioria, faziam trabalhos isoladamente. Agora somos elos de uma corrente sólida e duradoura. Esse é o resultado desse projeto”, Alba Bica, ex-diretora de escola no bairro.

* Bonja Viva é uma iniciativa do Instituto Lojas Renner, com metodologia do Instituto Elos.

20 anos de GSA

Universidade Aberta de Verão 1999
Universidade Aberta de Verão 1999

20 anos de GSA.  A história do Guerreiros Sem Armas nasceu de um pedido de estudantes do Chile, Argentina, Paraguai e do Brasil que queriam aprender o método que usamos para mobilizar a comunidade santista em torno da revitalização do Museu de Pesca de Santos. 

A origem do Guerreiros Sem Armas

Um grupo que conheceu nossa experiência nos encontros nacionais (ENEA) e latinoamericanos (ELEA) de estudantes de arquitetura queria saber mais sobre o projeto de recuperação de um patrimônio que estava fechado há mais de 10 anos. Para nós, fazia parte de uma estratégia para repensar o ensino de arquitetura, que não levava em conta as questões sociais e a mobilização comunitária. 

Universidade Aberta de Verão 2000

Se lá no passado, foi Universidade Aberta de Verão, em 2009, se tornou o Guerreiros Sem Armas, nome inspirado pelo mito Txucarramãe, trazido pelo Kaká Werá, responsável pelos Jogos Indígenas que trabalham a conexão com os elementos da Natureza, que foi perdida com os processos de urbanização. 

Mito inspirador do GSA

“No caminho do guerreiro, cabe a você discernir o que foi tecido pelos fios divinos e o que foi tecido pelos fios humanos. Quando você principia a discernir, você se torna um Txucarramãe – um  guerreiro sem armas. Porque os fios tecidos pela mão do humano formam pedaços vivificados pelo seu espírito. Essa mão gera todos os tipos de criação. Muitas coisas fazem parte de você para se defender do mundo externo, geradas pela sua própria mão e pelo seu pensamento. Quando você descobre o que tem feito da sua vida e como é sua dança no mundo, desapega-se aos poucos das armas, que são criações feitas para matar criações. De repente, descobre-se que, quando paramos de criar o inimigo, extingue-se a necessidade das armas.”. Kaká Werá Jecupé.

GSA 2009

A crença que está presente no GSA

Em nossa jornada, acreditamos que devemos sair do transe da escassez predominante nas sociedades contemporâneas. As sociedades atuais apresentam inúmeras complexidades e desafios, próprias de um panorama global interconectado nos âmbitos econômico, social, político, cultural e ambiental, baseados em um modelo de escassez que gera disputas sociais de grupos que vivem em situação de exclusão.

GSA 2019

Formamos jovens a partir de uma visão inovadora, baseada em um modelo de abundância, para atuarem na transformação deste contexto tão complexo.

Nossos resultados

São 20 anos completados, 12 edições, e celebramos nossa rede de 602 GSAs, de 51 países, que impactaram 1.806 comunidades.

Conheça o edital de iniciativas Bonja Viva

No dia 28 de junho realizamos um Encontro Comunitário na Escola Fátima para apresentação do Edital de Iniciativas da Bonja Viva*. Estiveram presentes 17 pessoas que fizeram a leitura coletiva do texto completo do Edital e tiraram suas dúvidas.

O objetivo do Edital é apoiar iniciativas coletivas nas seguintes áreas: social, cultural, ambiental, geração de renda, esportiva, cidadania e educacional. Todas as atividades propostas deverão ser desenvolvidas na Bom Jesus e as ações devem ser realizadas entre os meses de setembro e outubro de 2019.

Durante o mês de julho serão realizados encontros de acompanhamento  para escrita das iniciativas, a participação nos encontros é um dos critérios para validação das inscrições.

Esse edital visa selecionar ideias de pessoas que já participam de pelo menos uma das ações do projeto Bonja Viva desde abril de 2019. Não serão aceitas inscrições de pessoas que não participaram de nenhuma das etapas anteriores do projeto ou que não atendam as orientações deste edital.

As iniciativas aprovadas receberão recurso semente com valor entre R$ 1.000,00 (um mil reais) e R$ 1.500,00 (um mil e quinhentos reais).  O recurso semente é o recurso mínimo necessário para que as ideias aprovadas saiam do papel e ganhem força para iniciar a transformação na Bom Jesus.

No total serão disponibilizados até R$7.500,00 (sete mil e quinhentos reais), distribuídos entre as iniciativas selecionadas, que poderão usar o recurso exclusivamente para a compra de equipamentos, materiais, logística e prestação de serviços.

O edital é aberto a participantes do projeto Bonja Viva. IMPORTANTE: para recebimento do recurso semente, o grupo necessitará de um CNPJ, podendo buscar apoio de alguma organização ou microempreendedor individual para recebimento da doação. Serão aceitas propostas de grupos/coletivos de NO MÍNIMO 3 PESSOAS e organizações sociais sem fins lucrativos formais (com CNPJ próprio).

Leia na integra o Edital de Iniciativas Bonja Viva

*O projeto Bonja Viva, uma iniciativa do Instituto Lojas Renner, com metodologia do Instituto Elos e realização dos moradores do Complexo Bom Jesus