Uma Guerreira em Manaus



Depoimento de Mariana Felippe sobre primeiro contato com comunidade em Manaus como parte das ações do Elos no Canteiro Mais Cultura.

Oi, Thaís!

Tudo bem?

Por aqui, tudo ótimo!

Fomos super bem recebidas na ManausCult ontem de manhã e já estava tudo combinado com o Sebrae (local do workshop).

Ao chegarmos, o auditório estava liberado e organizado para nós, mas não tinha as mesas e cadeiras para o World Café. Fizemos uma roda com as cadeiras soltas que haviam para a apresentação e a dinâmica da linha da vida.

Todas as pessoas participaram para caramba, se envolveram meeeesmo! Havia vários funcionários da ManausCult, representantes das duas comunidades (muitas professoras e a diretora da escola do Jorge Teixeira, uma comunitária e o presidente da Associação do Castanheiras), estudantes universitários (de Engenharia, Serviço Social) de organizações (Centro Holos, Design Possível), um professor  e duas professoras universitárias da Uninorte, além da equipe da Secretaria de Comunicação.  O Diego ficou com a gente desde cedo e a explanação dele na abertura foi muito legal. Ele participou de todas as dinâmicas e sua presença foi super enriquecedora para a tarde.

As pessoas se mostraram muito interessadas e dispostas a dar seu melhor para o projeto.  Todas as rodadas do World Café foram muito produtivas e a colheita foi linda, super animada. Fizemos uma inversão nos momentos finais, devido à escassez de tempo. Terminadas as 3 rodadas de conversa, dividimos todos em 2 grupos (1 por comunidade) para conversar sobre os lugares que não poderíamos deixar de ir (eles foram “provocados” pela pergunta “O que eu não posso deixar de conhecer no Castanheiras/Jorge Teixeira pra dizer que conheço de verdade essa comunidade?”).

Mesmo quem não conhecia as comunidades escolheu um grupo, se engajou e participou ativamente. Entregamos tarjetas de uma cor para um grupo e de outra cor para o outro,  além dos mapas, e pedimos que escrevessem um local ou pessoa ou outra referência em cada papelzinho. Após uns 15 minutos, encerramos a discussão sobre os roteiros e fizemos a colheita do World Café. Todos sentaram no auditório e escutaram atentamente a apresentação dos anfitriões.

Ao final (com o tempo estrangulado), fizemos uma roda, pedindo que cada um falasse uma palavra que representasse nossa tarde. Duas pessoas falaram ao mesmo tempo UNIÃO e depois saíram outras palavras como vontade, diversão, diversidade, compromisso, comprometimento, encontro, etc. Por último, pedi para que cada um desse ao menos 3 abraços antes de ir!

Em resumo, foi isso. Hoje, estamos super animadas para ir a Castanheiras, assim como o pessoal da Prefeitura, que irá em peso.

Beijos,

Mari

 

Conheça Issac Kaka GSA 2012

Isaac Kaka Mutisya Muasa (GSA 2012) é fundador do One Stop, um centro comunitário que oferece serviços como distribuição de alimentos, acesso à tecnologia da informação e comunicação e treinamento vocacional e de empreendedorismo. Sua comunidade é Mlango Kubwa, que tem aproximadamente 50.000 habitantes, entre eles, 70% têm 24 anos ou menos.

“Nós fundamos este Centro com apoio e assistência da ONU-Habitat e do Governo da Noruega. Hoje, servimos refeições para mais de 300 moradores de rua no bairro todos os finais de semana, oferecemos treinamento em nosso Centro Tecnológico Innovate Kenya e um espaço seguro para os jovens se reunirem e planejarem para si mesmos e para o futuro de seus moradores ”, disse Isaac Mutisya Muasa, conhecido como Kaká.

Kaká é residente e líder comunitário em Mathare. Os esforços de Kaká foram cruciais para o desenvolvimento de espaços públicos seguros e generativos para os jovens em Mlango Kubwa.

“O One Stop e o campo de futebol tiveram um impacto significativo na comunidade, tanto em termos de segurança quanto na criação de oportunidades para os jovens”, relata Dra. AisaKacyira, Diretora Executiva Adjunta do Programa das Nações Unidas para Assentamento Humano da ONU-Habitat.

Ele é um dos exemplos de jovens que fizeram o Guerreiros Sem Armas. Quer participar? Para informações e inscrições, por favor, clique aqui

Saiba mais sobre a metodologia do Caminho do Sim

Toda a metodologia do Caminho do Sim se apóia em três níveis de relações: eu comigo mesmo, eu com o outro, eu com o mundo. Com isso você aprende a desenvolver um olhar apreciativo sobre si mesmo, sobre o outro, a valorizar o desenvolvimento de projetos coletivos, e perceber que ninguém precisa estabelecer uma atitude competitiva e sim colaborativa para transformar o mundo no lugar que todos sonhamos.

Vale lembrar, que todos os Jogos de Transformação do Elos, entre eles o Caminho do Sim, têm como principais características:

1. Ao final todos saem ganhando
Independente de ser selecionado ou não para um determinado processo, o participante tem um ganho significativo ao final do jogo.
2.  Cultura de feedback
Todos que terminam o jogo participam de uma conversa onde pessoas que avaliam os resultados lhes apresentam os pontos positivos e negativos do processo.
3.  Estar pronto para ação
Uma questão que é importante dentro dos games do Elos é mostrar que além de ser capaz de formular um plano, o participante demonstra que é capaz de realizar alguma etapa significativa do plano.
4.  Capaz de articular uma ação coletiva
A colaboração entre os participantes é fundamental para o sucesso durante o desenvolvimento do jogo. Eles devem ser vistos como parceiros e uma rede de talentos e recursos que está disponível para todos.

Quer participar do GSA 2019? Mais informações e inscrições, CLIQUE AQUI

 

Conheça o Caminho do Sim, a porta de entrada para o GSA

O Caminho do Sim é um jogo colaborativo, onde os participantes já colocam a mão na massa para transformar o mundo, mesmo antes de chegar aqui. Dentro do processo de seleção do GSA, procuramos desde 1999, um modo criativo para selecionar os candidatos ao programa.

“Temos 3 pilares centrais neste jogo. Primeiro, as pessoas perceberem o potencial concreto que cada um tem de mudar o mundo. A segunda coisa é a noção que não estamos sós, que fazemos parte de um coletivo maior. Terceiro é apreender como as pessoas se organizam para resolver uma questão”, revela Ricardo Oliveros, co-criador do jogo.

O jogo tem 5 fases, e cada uma tem quatro possibilidades que são representadas por palavras-chaves que descrevem qualidades que podem ser desenvolvidas por aqueles que pretendem fazer parte de algum tipo de transformação social. Por nossa proximidade e várias formações feitas com Kaka Werá, desde 1999, há uma ligação profunda entre as qualidades dos elementos e cada uma das portas.

“Criar esta nova ferramenta responde a uma inquietação de linguagem e senso coletivo. Já que no processo anterior, cada participante escolhia um editor de conteúdo diferente dos outros, a plataforma permitiu desenvolver entre os jogadores o senso de pertencimento de comunidade, além de poder medir quantificar as ações e o impacto gerado. Ao desenvolver um espaço de linguagem unificada, garantiu que a criação estivesse vinculada a expressão coletiva, uso padrão de recursos e o compartilhamento de informações”, Fernando Conte, responsável pela inovação nos recursos da plataforma de jogos de transformação do Elos.

Ao longo das cinco etapas do jogo, existe um processo de comunicação voltada especificamente para os participantes, que é formado por um kit de inspiração para cada etapa, com exemplos que servem de norte para as tarefas. Ao final das fases, tem um vídeo com o consultor Aser Cortines. Os temas que ele trata servem para o jogador tenha a possibilidade de refletir sobre como agiu em cada uma das etapas. Ele fala sobre a importância do propósito, “como domar seu dragão”, comunicação não violenta, inteligências múltiplas, e a respeito de realidades, sonhos e futuro.

Quer participar do GSA 2019? Mais informações e inscrições, CLIQUE AQUI

 

 

Ganhamos o Certificado de Transparência da Phomenta

Estamos celebrando nossa certificação pela Phomenta, ou seja, atingimos a pontuação positiva na avaliação baseada em princípios internacionais de Transparência e Boas Práticas Sociais.

O processo adotado pela Phomenta não visa apenas a concessão de um selo para as Organizações da Sociedade Civil (OSCs), mas desenvolver todo o ecossistema para que possam melhorar a gestão e a transparência. O processo é totalmente focado em identificar as melhorias que a OSC pode implementar para aumentar seu impacto social.

Após passarmos pelo processo de certificação, recebemos um relatório de diagnóstico completo pautado em cinco princípios e recomendações de pontos de melhorias dos consultores. Os princípios são:

  1. Gestão e Governança,
  2. Potencial de impacto social,
  3. Transparência da informação pública,
  4. Responsabilidade financeira e
  5. Sustentabilidade

Com alto índice de aprovação (94%), a organização nos deu 3 pontos para melhorar a nossa trajetória:

A. Estabelecer rotina de reuniões mais frequentes entre Diretoria e Conselho Fiscal, pautando a situação financeira da OSC e, assim, ampliando o monitoramento dos objetivos financeiros. Obs.: Este item já foi incorporado.

B. A Diretoria deve ser composta por ao menos 5 (cinco) membros. Obs: Em estudo.

C. Criar plano de divulgação do trabalho voluntário, pensando nisso
como captação de recursos essenciais para a OSC. Obs: Proposta de consultoria pro bono pela Phomenta.