Jogando para mudar o mundo?


Andamos espalhando por ai a idéia de que mudar o mundo não apenas é possível, como pode ser divertido. Parece que muita gente, muito séria, partilha dessa opinião.

“O jogo é a mais elevada forma de investigação”

Quem disse isso foi Einstein, aquele mesmo, da teoria da relatividade. E esta frase revive no discurso inspirador, apaixonado e vibrante de Jane McGonigal.

A designer de jogos do Institute for the Future convence, seja falando diante de uma grande audiência, seja usando sua peruca azul diante da webcam. Seu objetivo para a próxima década é ambicioso: fazer com que salvar o mundo na vida real, seja tão fácil quanto em um jogo virtual. Se eu fosse você não duvidava… Saiba o que ela tem feito para tornar esta meta realidade.



“Para resolver problemas urgentes como fome, pobreza, mudança climática, conflitos globais, obesidade, precisamos jogar por cerca de 21 bilhões de horas por semana, até o fim da próxima década.” Este número é simplesmente 7 vezes maior do que o praticado atualmente. E muita gente já considera tempo demais perdido com jogos.

Talvez você esteja se perguntando: É isso mesmo? Ela está falando sério? Estimular os jovens a passar ainda mais tempo diante do computador, jogando?

Sim. Ela está falando seríssimo, e passei a prestar atenção no momento em que começa a descrever atitudes dos jogadores que eu gostaria de reconhecer mais vezes em mim mesma na vida real. Durante uma apresentação para a platéia do TED a designer descreve a atitude do jogador diante dos desafios do jogo: disposto a ajudar quem precisa, dedicar-se a resolução do problema pelo tempo necessário e o mais importante, diante de um obstáculo ou derrota, o jogador está sempre disposto a tentar de novo. No jogo, diz McGonigal, nos aproximamos da melhor versão de nós mesmos.

Mudando de atitude através dos jogos

O jogador é um ser intrépido: calcula, arrisca, planeja, executa. Jogando somos mais criativos, focados, eficientes. Como transpor essa atitude empreendedora, inovadora mesmo, da tela para a vida?

A proposta de Jane é sedutora e o apelo é convicente: criando jogos capazes de provocar as pessoas a inventar soluções para questões que as afetam diretamente no seu cotidiano.

Um exemplo é o jogo World Without Oil –WWO ( Mundo Sem Petróleo). O cenário são as primeiras 32 semanas em um mundo sem o precioso ouro negro. Uma comissão de cidadãos é criada para mapear e registrar todos os acontecimentos e também para compartilhar as soluções.



A experiência on-line reune os elementos básicos de jogo: objetivo, regras, desafio. À receita adicionou-se características dos jogos cooperativos : não existem perdedores, não existem ganhadores ou prêmios e uma boa jogada de uma pessoa gera benefício para toda a comunidade. O resultado final é uma mostra do que a inteligência coletiva é capaz de; um laboratório de hipóteses criado por milhares de mentes.

O melhor de tudo, segundo os pesquisadores envolvidos com o projeto: a participação no jogo gerou transformação de atitude na vida real dos jogadores.

“Para mim, aqui e agora, sou uma pessoa diferente graças ao WWO. Sou muito mais consciente da fragilidade do fio que sustenta o estilo de vida que mantenho. Estou fazendo mudanças, mas ainda tenho um longo caminho. Mas EU ESTOU mudando, e isto significa que para mim, o WWO foi um sucesso.” Mtalon (jogador)

Em outra aventura, McGonigal e uma equie de experts apresenta um mundo possível no ano de 2019, enquanto os jogadores são desafiados a mostrar formas de viver nesta realidade. Um jogo rico em detalhes construídos com muita veracidade. O Superstructure foi ao ar de 6 de outubro a 17 de novembro de 2008 e no final apresentou relatórios com os principais insigths e estratégias criadas pelos jogadores para enfretar asSuperameaças criadas por um time de 25 especialistas.

Se você ficou com vontade de embarcar em uma dessas aventuras, aceitar um desafio e criar soluções para problemas reais do mundo, a bola da vez é o Urgent Evoke.

De estética impecável, no Evoke o time do Institute for the Future constrói narrativas sólidas capazes de nos transportar ao mundo do jogo, ao mesmo tempo em que traz à tona questões tão cotidianas, que embarcar nessa realidade não é nada difícil.



Um curso de mudar o mundo, que dura dez semanas, essa é a descrição que você vai encontrar no site. O objetivo é de empoderar jovens em todo mundo, mas especialmente na Àfrica, incentivando-os a encontrar soluções para os mais urgentes problemas sociais da atualidade.

A primeira sessão do Urgent Evoke termina no dia 12 de Maio, quando os participantes se graduarão, como a primeira turma da rede Urgent Evoke.

Termina o jogo virtual começa a mudança real

O Urgent Evoke se diferencia dos jogos anteriores, pois faz uma ponte direta com a transformação real. A última tarefa do jogo, a Evokation, é um plano de ação, uma descrição clara de um projeto a ser implementado. A entrega da Evokation dá ao jogador a chance de receber:

  • Orientação on-line de líderes executivos e inovadores sociais;
  • Bolsa para participar primeiro seminário Evoke em Washington DC;
  • Fundo semente para iniciar seu empreendimento social

Essa estratégia está diretamente ligada ao modos operandis do Banco Mundial, desenvolvedor do jogo criado sob a direção de McGonigal. Para não dizer que tudo são flores, ao longo desta pesquisa não encontrei forma para os não falantes de inglês participarem do jogo e das discussões, espero que isso seja corrigido, afinal a gente quer mudar o mundo em muitas línguas e dialetos.

Se você como eu, está morrendo de curiosidade para saber aonde isso tudo vai dar… basta esperar até 12 de maio para descobrir. A dúvida é, você vai esperar de fora, ou vai entrar neste jogo?

Val Rocha

Agente Urgent Evoke


We’re spreading the idea that changing the world is not only possible but can be fun. It seems like many people—many serious people—agree.
“Playing is the highest form of inquiry.”
Einstein said that—yes, Einstein, the one who formulated the theory of relativity. This quote comes to life in Jane McGonigal’s inspiring, passionate, and vibrant talk.
The Institute for the Future’s game designer is convincing, be it in front of a large audience or wearing her blue wig in front of a webcam. Her goal for the next decade is ambitious: to make saving the world in real life as easy as a virtual game. I believe her… Take a look at what she’s done to fulfill this goal.


“In order to solve urgent problems like hunger, poverty, climate change, obesity, global conflicts, we need to play close to 21 billion hours a week until the end of the next decade.” This amount is 7 times what it is now. And many think that too much time has been wasted playing games.
You may be asking yourself: Is this really what she’s proposing? Is she serious? Encouraging young people to spend even more time in front of the computer, playing?
Yes. She’s very serious, and I started paying special attention when she begins to describe player’s attitudes, attitudes I’d like to see in myself in real life more often. During a presentation the audience of TED, the designer describes players’ attitudes in facing the challenges of the game: they are ready to help anyone who needs it, determined to solve the problem no matter how much time it takes, and, more importantly, faced with an obstacle or defeat, they are always ready to try again. In a game, McGonigal says, we get closer to the best version of ourselves.
Changing attitudes through games
Players are adventurous beings: they calculate, take risks, plan, and execute. We are more creative, efficient, and focused when we play. How do you transfer that entrepreneurial, and truly innovative, attitude from the screen to life?
Jane’s proposal is tempting, and her call is convincing: creating games that can encourage people to invent solutions to challenges that directly affect them, in their daily lives.
An example is the World Without Oil (WWO) game. The backdrop is the first 32 weeks of a world without petroleum. A citizen commission is created to map and register all events and also to share solutions.


The online experience brings together all basic elements of a game: goal, rules, challenge. Two characteristics of cooperative games go into the mix: there are no losers, winners, or rewards, and playing well generates benefit for the whole community. The final result is a show of the potential of collective intelligence; a laboratory for hypotheses created by thousands of minds.
The best of all, according to the researchers involved in the project: participating in the game engenders an attitude transformation in players’ real lives.

“For me, here and now, I’m a different person thanks to WWO. I’m a lot more aware of how fragile the thread that sustains my lifestyle is. I’m making changes, but I still have a long way to go. But I AM changing, and that means that to me, WWO was a success.” Mtalon (player)

In another venture, McGonigal and a team of experts present a world possible in the year 2019. Players have the challenge of thinking of and showing ways to live in this world. It’s a game full of constructed and very plausible details. Superstructure was on the air from 6 October to 17 November 2008, and at the end presented reports on the principle insights and strategies created by the players to face the Superthreats invented by a team of 25 specialists.
The last challenge proposed to the world through her games was to create solutions for the real problems the world faces, the name of the game is Urgent Evoke.
With impeccable aesthetics, in Evoke, the Institute for the Future has constructed narratives so solid and challenges so close to daily life that it’s not hard at all to enter the reality of the game.


A course for changing the world that lasts ten weeks: that’s the description you’ll find on the website. The goal is to empower youth all around the world, but especially in Africa, incentivizing them to find solutions to the most urgent problems today.
The first round of Urgent Evoke ended on 12 May, when participants graduated as the first class of the Urgent Evoke network.
The virtual game ends, the real change begins
Urgent Evoke is different from previous games in that it directly connects to real transformation. The last task in the game, the Evokation, is an action plan, a clear description of a project to be implemented. Completing the Evokation gives players the chance to receive:

  • Online orientation by executive leaders and social innovators;
  • A scholarship to participate in the first Evoke workshop in Washington DC;
  • Seed grant to start your social enterprise

This strategy is directly linked to the approach of the World Bank, developer of the game created under McGonigal’s direction. Not everything is roses—throughout the research project, I didn’t find a way for non-English-speakers to participate in the game and discussions. I hope this is corrected because in the end, people want to change the world in many languages and dialects.
If you are like me, you’re dying of curiousity to know where this is all going to take place… Keep your eyes opened for more.
Val Rocha

Agente Urgent Evoke
Translated by Juan Carlos Cardoza-Oquendo


Elos no Canteiro do Mais Cultura


No dia 31 de Dezembro de 2009,  assinamos um convênio com o Ministério da Cultura para realização de 26 ações em 18 cidades espalhadas pelo Brasil. O nome do projeto? Elos no Canteiro do Mais Cultura.
O plano que vem sendo cozinhado a meses surgiu do desejo e da necessidade de aproximar os moradores das obras de espaços públicos construídos pelo Governo Federal.
A lista prévia de cidades onde acontecerão as ações é a seguinte:
Nas regiões Norte e Nordeste

  • Belém
  • Fortaleza
  • Recife
  • São Luis
  • Natal
  • Salvador
  • Maceió
  • Teresina
  • Manaus

Na região Centro Oeste

  • Brasília
  • Goiânia
  • Campo Grande
  • Palmas

Nas regiões Sul e Sudeste

  • Santos
  • Curitiba
  • Florianópolis
  • Rio de Janeiro
  • São Paulo

De fato são muitas cidades, muitos OASIS, e um deles pode ser perto de você, organize-se programe-se e venha participar da mão na massa. Em breve maiores informações e um cronograma.
Para maiores informações [email protected]

Um Só Coração… Esse é apenas o início

O dia da inauguração da padaria comunitária amanheceu chuvoso. Logo cedo uma doação de plantas para o jardim, prometia fazer o quintal ainda mais bonito, mas ao mesmo tempo demandava um grande trabalho para fazer tudo ficar pronto nas próximas 8 horas. O pequeno mutirão começou e a ajuda chegou de diversos lados. No quintal, Christina Gerodetti, voluntária do Aramitan e estudando do Yip na Suécia, e David, pequeno morador do Paquetá, experiente em ações no bairro já que esteve presente nas ações do Guerreiros Sem Armas no bairro em 2007, carregavam entulho, espalhavam areia, preparavam canteiros, retiravam o lixo. No interior do prédio equipes diversas se revezaram entre instalar equipamentos de segurança, finalizar acabamentos, organizar equipamentos e limpar… Enquanto isso na ACC um movimento frenético na finalização das comidas e bebidas que abasteceriam a celebração tão aguardada.
Um sem número de crianças se juntou ao grupo que se apertava dentro da padaria. Copos lavados, cortinas penduradas, lâmpadas de segurança devidamente instaladas… Os convidados começaram a chegar. Waldir Ramalho da Petrobrás, acompanhado por Daniela Daniele logo entraram em uma conversa animada com a Débora da ACMD, e começaram e ter idéias para incrementar ainda mais as atividades da padaria. As representantes da ONG moradida e cidadania eram um sorriso só, e não se assustaram diante da chuva. O HSBC estava representado por Lia Cassettari, que não hesitou e colocou a mão na massa ajudando na cozinha e pajeando as crianças. Fausto Figueira, Célio Nori, Elza Correia, Natasha Gabriel, André Mafra… Muitos nomes, muitos sorrisos, muita felicidade, enchiam o ambiente. Quando as mulheres chegaram trazendo os pãezinhos de batata, o bolo de laranja e as esfihas, o momento foi de emoção, não apenas para os que estavam esperando, mas para elas, que viam pela primeira vez a padaria toda arrumadinha, com os equipamentos no lugar. A emoção de todas pode ser resumida e expressa pelo sorriso orgulhoso de Elisângela cortando e servindo o primeiro bolo da produção da padaria e pelas lágrimas da Vera que acompanharam suas palavras inspiradoras: “Esperei a vida inteira por uma oportunidade assim, achei que chegaria quando eu era jovem… Chegou agora, e não vou agarrar com todas as minhas forças!”

De fato, dentro da casa iluminada, depois de ouvir os agradecimentos da Samara e do Igor na cerimônia de abertura, era palpável o sentimento de satisfação. Enquanto os meninos do grupo de street dance se apresentavam diante de uma platéia admirada, era quase possível ouvir o bater uníssono de muitos corações e um só desejo de cada vez mais sucesso para essa padaria, para essa comunidade. Nunca um nome foi tão apropriado: Um Só Coração.
No dia seguinte, ainda viva a lembrança carinhosa da celebração, uma clareza desafiadora: isso foi só o começo. A Padaria Comunitária Um Só Coração veio para ficar.

luminárias cheias de charme
Feitas pelo Leo Menezes, as luminárias de caixa de ovos deram uma bossa especial para a Padaria

Projeto de André Mafra, o balcão de atendimento confere beleza e funcionalidade à entrada da padaria
Projeto de André Mafra, o balcão de atendimento confere beleza e funcionalidade à entrada da padaria

 
Uma referência local, outra riqueza do Paquetá
Uma referência local, outra riqueza do Paquetá

Uma placa de agradecimento dá as boas vindas aos visitantes
Uma placa de agradecimento dá as boas vindas aos visitantes

Na cozinha o forno é a grande - e bota grande nisso - estrela
Na cozinha o forno é a grande - e bota grande nisso - estrela

As duas parceiras de peso são responsáveis por bater a massa e modelar os pães
As duas parceiras de peso são responsáveis por bater a massa e modelar os pãesAlgumas das pessoas que fizeram esse sonho possível

Uma comissão de frente, emocionada, agradeceu aos presentes
Uma comissão de frente, emocionada, agradeceu aos presentes

A chuva não atrapalhou
A chuva não atrapalhou

Coube todo mundo, nesse coração realmente, tem sempre espaço para mais um.
Coube todo mundo, nesse coração realmente, tem sempre espaço para mais um.

A Verá não saiu da cozinha, e nós todos nos deliciamos com os sucos
A Verá não saiu da cozinha, e nós todos nos deliciamos com os sucos

Elisângela serviu o bolo de laranja... estava uma delícia!
Elisângela serviu o bolo de laranja... estava uma delícia!

No ambiente acolhedor, várias conversas de corredor, o clima era de celebração
No ambiente acolhedor, várias conversas de corredor, o clima era de celebração

Os meninos, lteralmente, deram um show!
Os meninos, lteralmente, deram um show!