Captação de recursos que cria elos

Por Val Rocha
Em ano de Guerreiro Sem Armas, o programa é um assunto rotineiro para a equipe Elos. Ocupa nossas mentes e corações e, por isso, é um assunto recorrente aqui na Boas Novas. As perguntas mais frequentes sobre o programa se referem à sustentabilidade financeira, ao custo do programa e à captação de recursos. Na edição de 2011, comemoramos o feito de, pela primeira vez na história do programa, fecharmos o balanço sem prejuízo financeiro. Esse fato alimenta a esperança de termos um dia um fundo de bolsas para os participantes e, de certa forma, teve grande influência sobre o desenho do processo de captação de recursos para a edição 2012.
A busca de recursos para este ano tem foco na criação de bolsas em uma relação ganha-ganha, onde o apoiador oferece o recurso, o Elos oferece a metodologia e a formação de 60 jovens e o jovem beneficiado oferece sua disponibilidade para aprender e replicar. O desenho de contrapartidas do programa de bolsas inclui os já conhecidos produtos de marketing, como a divulgação dos nomes dos apoiadores em sites, camiseta, publicações e etc. A inovação fica por conta da relação entre o jovem apoiado e o apoiador.
Com base em diversos depoimentos de apoiadores de edições passadas, como Eduardo Shimahara, diretor de Sustentabilidade do Grupo Ânima Educação, percebemos que o maior resultado do programa é a otimização do poder realizador dos participantes. Eles saem do programa motivados e prontos para agir, e, quando encontram solo fértil, a transformação de uma comunidade é consequência certa. É o caso do jovem Guerreiro 2011 Herbert Lima que, encontrou seu lugar atuando na implementação de políticas de sustentabilidade no Grupo Ânima, e dos jovens Marcos e Heber do Prado também guerreiros 2011, que participaram com o apoio do Núcleo Oikos e agora estão envolvidos na implementação do projeto de Desenvolvimento Local de sua comunidade, a Juréia. Ambos os casos ilustram relações de sucesso de médio prazo, onde jovens capacitados mobilizam comunidades e implementam projetos alinhados com os propósitos e política do apoiador.
Em 2009, a Fundação Educar D’Paschoal apoiou financeiramente a participação de um jovem colaborador da empresa, na época com 18 anos, no programa Guerreiros Sem Armas. Como resultado, o jovem realizou 25 Oasis na cidade de Campinas, formando cerca de 100 adolescentes da rede pública de ensino na metodologia e impulsionou a política de responsabilidade social da organização.
Não temos dúvida de que o melhor investimento para a implementação de políticas de sustentabilidade e responsabilidade para uma empresa se dá através da construção de uma equipe responsável, motivada e qualificada para fazê-lo. Por isso, esse ano, essa é a nossa aposta: aliar apoiador e guerreiro para que, juntos, consigam realizar seus propósitos.

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