Caminho de Pilões começa Horta Comunitária

Um grupo de 11 mulheres do Caminho de Pilões, juntamente com moradores do bairro  e pela rede de amigos da Bruna Bellandi (GSA 2018), iniciaram a horta comunitária como parte do programa de acompanhamento das comunidades parceiras do Guerreiros Sem Armas deste ano.

Foi feita a limpeza do terreno, valas de drenagem e estruturação das leiras. Os próximos passos são preparar o solo e conseguir doação de terra para plantio, instalar alambrado de proteção, construir o sistema de irrigação e plantar!!!

Este programa pós GSA2108 tem o apoio da Fundação Affonso Brandão Hennel

Dia de Doar para o Guerreiros Sem Armas

Dia de Doar acontece dia 27 de novembro, e escolhemos o Guerreiros Sem Armas para nossa causa.

O Guerreiros Sem Armas é um programa maravilhoso, transformador, e com resultados incríveis. pelo compromisso que temos com a construção do melhor mundo resolvemos realizá-lo todo ano. Isso é um presente, motivo de celebração, mas também um desafio: todo ano levantar os recursos necessários para materializar o programa com o nível de qualidade que é padrão no Elos… e sem deixar ninguém de fora.

Pois bem… precisamos de ajuda para fazer isso. Nos dispomos a trabalhar horas sem fim, negociar vistos com embaixadas, defender jovens enfrentando preconceito para embarcar em aviões no meio da madrugada em localidades remotas na India, Zimbabue, Quênia…

Precisamos de doações que viabilizem a participação de jovens que não podem pagar o programa. Nos últimos anos o Elos tem investido em fazer isso realidade, o Elos e cada GSA que veio até aqui. Mas como dizemos por aqui, e mais fácil se fizermos juntos. Queremos ter uma rede de pessoas apoiando este projeto com uma doação recorrente.

Se você pode contribuir muito, ótimo! Se você pode contribuir um pouco, maravilha! Se você não pode contribuir com nada, compartilhe este card com alguém que possa fazer uma doação para nós.

Em tempos de desconfiança, destacamos que somos uma organização com 18 anos de história, escolhida no ano passado pela Revista Época como uma das 100 melhores ONGs do Brasil e certificada com o selo DOAR conferido as organizações que atestam profissionalismo e transparência em sua gestão.

Não esqueça, dia 27 de novembro, é Dia de Doar. Doe para uma organização que estimula empreendedores e comunidades para que possam transformar a sua realidade.

Por favor, faça sua doação via Pay Pal

Orland Bishop fala sobre jovens

Nesta entrevista exclusiva, Orland Bishop fala sobre a importância da juventude nas transformações sociais.

 

O mundo como vemos é uma porta pela qual a imaginação e as ideias vêm à nossa consciência. O sonho se torna intencionalidade, é a arte de criar, pois não há nada no mundo que não esteja em nossa imaginação. Meu interesse de trabalhar com jovens é que eles trazem os sonhos para este mundo.

As pessoas existem desde o começo do mundo, e o papel da juventude é reconectar a velha geração com a realidade atual.  Os jovens carregam neles a inteligência para sonhar o mundo. Têm idéias, recursos e oportunidades para tornar o mundo mais significativo.

Parte dos nossos esforços deveria ser para que os jovens pensem para além da sua idade, e como vão estar daqui 10, 20, 30 anos. É um norte para como estarão vivendo no mundo que eles imaginaram. Saiba que é importante que confiem que é possível tornar este futuro uma realidade.

Nesta idade é que jovens farão a sua maior contribuição, pois podem usar suas capacidades sociais para sair das fronteiras da sociedade. Um caminho é explorar melhor o potencial humano, passando de uma economia da escassez para uma realidade de abundância.

O que eu sinto é que surgem de jovens os movimentos mais esperançosos que estão mudando realmente o mundo.

Orland Bishop é o fundador e diretor da ShadeTree Multicultural Foundation em Los Angeles. Ele é um pioneiro em abordagens sobre paz  urbana e orientação de jovens em risco. Bishop combina novas idéias com formas tradicionais de conhecimento.

Cultivar comunidades por Kaká Werá

Um dos temas mais importantes que o Elos tem em sua trajetória é como cultivar comunidades. Neste artigo de Kaká Werá fala da importância de entender comunidade no seu sentido mais amplo.

Somos ao mesmo tempo, um indivíduo, uma pessoa estruturada num sistema de raízes sobreposto a um sistema de crenças, que por sua vez é estruturado num sistema de valores.

Temos que olhar pra isso por quê? A sabedoria africana diz que se você não olhar para seu campo, sua comunidade pessoal e não colocar as devidas memórias e crenças na sua ordem, você corre o risco de ser uma pessoa desajustada não no sentido de loucura, mas de ser incoerente emocionalmente, instintivamente e na razão.

Sabe aquelas pessoas que sentem de um jeito, pensam de outro e fazem de outro? Causa uma instabilidade na sua maneira de ser no mundo. A tradição africana fala de uma ordem interior que tem uma hierarquia e as coisas precisam ser colocadas no seu lugar internamente.

As culturas indígenas das Américas, particularmente do Brasil, vão falar também de uma comunidade pessoal baseada na inclusão, não só de seus parentes familiares, mas uma comunidade pessoal que inclui seus animais, seu ecossistema e aquilo que não é visível aos olhos – os espíritos, a vida além da vida. Isso é essencial para gerarmos comunidades sociais e planetárias coerentes.

Para realmente cultivarmos comunidades é necessário ter um objetivo e o objetivo é a comunidade planetária. No entanto, para chegar nesse objetivo nós temos que considerar as outras 3 dimensões de comunidade.

  • A comunidade social é a consideração da diversidade e pluralidade de culturas e pessoas – isso é um grande dilema e desafio para o Brasil e para o mundo. Em cada lugar que a gente vai, seja num bairro chique ou na favela, está contemplada uma diversidade de pessoas que tem maneiras de ser e de se expressar muito próprias e muito íntimas e de culturas muito diferentes das nossas e devem ser respeitadas
  • A comunidade pessoal é como eu me relaciono com a minha família, com meu clã, considerando as influências que recebi dos meus avós, tataravós e lá pra trás, mas também como me relaciono com o lugar que eu vivo, o ecossistema onde eu vivo e o reconhecimento de que esses recursos são finitos e precisam ser manejados com cuidado.

Eu incluo na comunidade pessoal o clã e o ambiente que eu habito, além da casa, o entorno: se passa ou passava um rio, se o ar que eu respiro é adequado, se a comida que eu como é adequada. E devemos ser atuantes nesse campo, pois isso é pessoal. Isso deve estar incluso na minha reflexão de comunidade pessoal. Se não somos atuantes não ganhamos musculatura para levar isso para a comunidade social.

  • Por fim, há a comunidade interior, que tem questões, tem fantasmas a serem transcendidos e cuidados. Por isso, é importante pegar essas 4 comunidades e colocá-las numa ordem, numa hierarquia e investir a nossa energia no desenvolvimento de todas”.

O ser humano independentemente da sua nação ou região tem algumas inquietações básicas e são essas inquietações que permitem tecer noções básicas que vão além da sua língua, cultura e espaço geográfico.

Uma das inquietações que temos em comum está ligada à nossa condição básica de sobrevivência, sobre como nós queremos sobreviver e promover a sobrevivência da espécie. Hoje temos informação do mundo inteiro sobre a instabilidade da nossa sobrevivência, inclusive enquanto planeta.

Então uma das maneiras de cultivar a comunidade planetária é se abrindo do ponto de vista social e das ideias que você representa se abrindo para as novas gerações do planeta. Muitas vezes buscamos esse relacionamento planetário em tempos de crises, normalmente políticas e sociais.

Em momentos de crise nos unimos de modo reativo para atender aquela demanda e depois baixamos a guarda e descolamos. O desafio é ir além da crise e cultivarmos relações com pessoas e instituições baseadas num projeto básico de futuro e em um alinhamento pra criar ações no nosso lugar e ações coletivas”.