Projeto com participação de arquitetas do Elos representa Santos na IX Bienal Internacional de Arquitetura

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Por Mariana Felippe
Um projeto a seis mãos representará Santos na IX Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo (nonaBia), que tem o tema “Arquitetura Para Todos: Construindo Cidadania” e acontecerá de 2 de novembro a 4 de dezembro, na Oca, no Parque do Ibirapuera. É o projeto arquitetônico do Armazém Cultural da Escola Popular de Arte e Cultura Plínio Marcos, desenvolvido pelas arquitetas e coordenadoras do Instituto Elos Natasha Gabriel e Thaís Polydoro e pelo arquiteto André Jost Mafra. O trabalho estará ao lado de outros 139 projetos brasileiros e internacionais, selecionados por 20 arquitetos de 8 países, membros do Comitê Internacional de Seleção.

A edificação será a nova sede do Instituto Arte no Dique, organização localizada no Dique da Vila Gilda, uma comunidade às margens do Rio Bugres, na Zona Noroeste de Santos, com cerca de 22 mil habitantes que vivem, em sua grande maioria, em palafitas à beira do mangue. Mas a relação do Instituto Elos com a comunidade começou há mais de 10 anos, em 1999,  quando o Dique da Vila Gilda recebeu o programa Guerreiros Sem Armas.
Naquele ano, moradores e jovens construíram juntos uma creche, a Creche da Tia Nilda, e uma associação comunitária usando a técnica de construção local, as palafitas. Essa foi uma das primeiras grandes vitórias dos moradores que, tempos depois, se mobilizaram novamente e conseguiram a doação de um terreno da prefeitura para construir uma nova creche, também com apoio do Elos. Em 2002, nasceu o projeto Arte no Dique que, em 2003, passou a ser uma organização independente, o Instituto Arte no Dique. Hoje, é uma das organizações mais reconhecidas da Baixada Santista, sendo referência em produção cultural.
Em 2010, Instituto Elos e Instituto Arte no Dique atuaram juntos mais uma vez por conta da ação Elos no Canteiro Mais Cultura (essa história virou um livro!), que utilizou a Metodologia Elos para realizar mobilização comunitária em 20 comunidades que fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e receberam verba do Ministério da Cultura para construir espaços culturais. A cidade de Santos e o PAC Dique da Vila Gilda foram contemplados com a viabilização do Armazém Cultural da Escola Popular de Arte e Cultura Plínio Marcos e a comunidade foi escolhida para receber a ação de mobilização. Em dezembro daquele ano, o Instituto Elos realizou um mutirão de pintura do contâiner que foi a primeira sede do Instituto Arte no Dique e está localizado no terreno do Armazém Cultural, além de uma atividade de uma oficina de criação de produtos com as designers Julia Toro e Andreia Marques.

Relatório da Mão na Massa da ação Elos no Canteiro Mais Cultura na comunidade Dique da Vilda Gilda

A construção é a materialização de um sonho que nasceu junto com a fundação do Instituto Arte no Dique. Hoje, a equipe do projeto arquitetônico, do instituto e comunidade comemoram juntos a realização da obra, que tem finalização prevista para fevereiro de 2012. “Foram cerca de 8 anos de batalha e articulação para tornar a Escola uma realidade. Foi um processo de conquista, mas hoje é muito gratificante ver o edifício quase pronto e saber da mudança que ele proporcionará para as pessoas que moram no Dique”, conta Thaís.
Para o presidente da organização não-governamental,  José Virgílio Leal de Figueiredo, o trabalho da equipe de arquitetos foi brilhante. “Eles, junto da direção do Arte no Dique, conseguiram planejar o espaço da escola para que atenda às necessidades de cada oficina. Não tenho dúvida de que esse moderno equipamento trará uma mudança enorme para a vida das pessoas que moram na favela Dique da Vila Gilda e vizinhança”. Ele afirma que este é um equipamento único no Brasil, pois reúne em um mesmo espaço todas as linguagens artísticas, onde a população terá acesso gratuito a teatro, cinema, dança, oficinas musicais, customização, educação ambiental e shows.

Sobre a Escola Popular de Arte e Cultura Plínio Marcos

O Armazém Cultural da Escola Popular de Arte e Cultura Plínio Marcos é um edifício de 3 pavimentos e 690 m2 de área construída com concreto e alvenaria aparentes, aço, madeira e vidro. As salas de aula, estúdio e  funções de apoio organizam-se em torno de um núcleo com pé direito duplo e uso multifuncional que atende a eventos, apresentações culturais, oficinas de arte, teatro e cinema. Com o planejamento cênico específico para cada uso, a sala interna para 100 pessoas abre-se para a praça em apresentações para público de até 2 mil pessoas.
O espaço multimídia é outro atrativo do projeto, o Espaço Cibernético Gilberto Gil, um memorial ao padrinho do instituto junto com acervo de música e vídeos da cultura popular brasileira. O projeto qualifica a difusão da cultura popular, a criatividade, o empreendedorismo e a sustentabilidade nas ações desenvolvidas na comunidade Dique da Vila Gilda.
Na segunda etapa da construção o projeto prevê ampliar as áreas de oficinas, sala de leitura, café-cantina, loja e área de exposições com acervo do escritor e dramaturgo santista Plínio Marcos.

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