Ocupar o território

Barba

A Rua João Carlos é mais do que um endereço: é trincheira e palco da sua história. Migrante nordestino, trouxe consigo a cultura do forró, e junto da irmã Zélia transformou em festas que iam além da dança: eram espaços de encontro, articulação e celebração da identidade coletiva. No futebol de várzea, foi líder e jogador, fortalecendo laços e cultivando um senso de comunidade em que cada gol era também um ato de resistência. Para ele, essas práticas mostram que cultura e esporte fazem parte da luta pela dignidade.

Maria Trajano

Chegou à Rua João Carlos quando a precariedade era a regra. Viu de perto os problemas e a dureza do dia a dia, mas também experimentou o poder da união. As conquistas, que podem parecer poucas, mas são muito significativas, vieram do coletivo. Para ela, cada melhoria é fruto da insistência e da decisão de não se render.

Jonathan

Enxerga a Rua João Carlos como um território político, resultado de um projeto de cidade que nega direitos, mas que encontrou, nas suas próprias gentes, a força para resistir. Sua trajetória como professor, morador e, hoje, conselheiro tutelar é atravessada por essa história. Sabe que ali se aprende, na prática, que não há transformação sem luta coletiva.

Rita

O Movimento 15 de Novembro nasceu de necessidades urgentes e da consciência de que ninguém resolveria os problemas se não fosse o próprio povo. A luta por moradia na Rua Nicolau Mouran mobilizou homens e mulheres, mas foi a presença feminina que garantiu persistência, cuidado e coragem. Rita vê na atuação das mulheres a espinha dorsal dessa resistência.

Deixe um comentário

Seu e-mail não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.