A Gente Transforma – OASIS no Parque Santo Antônio


Por Paulo Farine

A proposta do projeto A Gente Transforma Parque Sto Antônio é de reunir o melhor da comunidade com o melhor de organizações como Suvinil, Vivo, Casa do Zezinho, Instituto Elos, Cherry Plus, Marcelo Rosenbaum e parceiros para colocar a mão-na-massa, experienciar o poder de fazer junto e transformar o bairro. Transformação através de ação cooperativa e divertida com o Jogo Oasis, transformação através da arte e da educação com a biblioteca e transformação através da cor com a pintura de casas.

Guiado pelas 6 disciplinas da metodologia Elos-Oasis – o Olhar, o Afeto, o Sonho, o Cuidado, o Milagre e a Celebração – o projeto acontece em 3 etapas: mobilizar, capacitar e transformar. Na primeira etapa, através de um jogo virtual, 30 universitários de 5 universidades do Brasil e uma universidade inglesa serão selecionados para uma jornada intensiva de 7 dias na comunidade. Pessoas da comunidade reunirão os melhores talentos locais, compartilharão seus sonhos para o bairro e convidarão o maior número de moradores para colocar a mão-na-massa e transformar. Na segunda etapa, haverá uma formação de pintores, organizada pela Suvinil e uma formação para os jovens universitários e jovens da comunidade sobre a metodologia Elos-Oasis. Após a formação, todos os envolvidos colocarão a mão-na-massa: é a ultima etapa, a transformação! A jornada de 4 meses será registrada em um livro, um filme e em um site.

O projeto acabou de começar. Dia 19 de março, na sede da Casa do Zezinho, foi a primeira reunião comunitária de apresentação do projeto. Participaram lideranças da comunidade e a equipe do projeto. Após uma apresentação geral de como seria o projeto, os presentes compartilharam idéias sobre o que poderia ser transformado. No dia 09 de abril, voltamos para a comunidade e encontramos vários moradores que contaram historias sobre o lugar, quais os desafios que enfrentam no dia-a-dia e o que sonham para a área. Durante os meses de abril, maio e junho acontece a mobilização. De 17 a 25 de julho há a formação culminando na transformação com 2 dias de mão-na-massa.

Localizada no chamado “Triângulo da Morte”, região do entroncamento entre Capão Redondo, Jardim São Luiz e Jardim Ângela, uma das regiões mais pobres e violentas de São Paulo, a comunidade do Parque Santo Antonio faz parte de uma faixa habitada por mais de um milhão de pessoas. O parque Santo Antônio é uma comunidade caracterizada pelo riacho que corta a região, alagando em dias de chuvas e quase sempre sendo causa de enchentes. Esse riacho é a diversão arriscada de muitas crianças, que o “navega” em portas e pedaços de tábua e também é o despejo de esgoto e de lixo da maioria das pessoas.


Ao lado do riacho, numa área onde cada metro quadrado é disputado a unhas e dentes, encontra-se o campo de futebol com seus quase 100 metros de comprimento. Um espaço “sagrado”. É a única área de lazer da comunidade, um símbolo de união e também de disputas. Ao mesmo tempo em que atrai moradores apaixonados pelo futebol – espantem: há 14 times no bairro – também é alvo de críticas por aqueles que gostariam de se divertir de outras formas. Além disso, o campo de futebol é uma área que serve de “piscinão” nos períodos de cheia do riacho, ajudando a drenar a água.

Nosso desafio é reunir pessoas com diferentes visões e desejos para esta região e encontrar algo que os una. Um sonho comum. Até o momento, as ações que estão sendo desenhadas são: a pintura das casas do entorno do campo de futebol (técnicos da Suvinil juntamente com os moradores), a construção de uma biblioteca comunitária equipada com computadores e acesso a informática, mobiliários urbanos, praças e jardins no entorno do campo de futebol.

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