Festival Elos: projetos inspiradores

Em diversas comunidades têm surgido projetos comuns, criando relações éticas, dando prevalência aos interesses coletivos sobre os individuais, e promovendo relações de sustentabilidade sociocultural, socioeconômica e/ou socioambiental. Na presente mesa: “projetos comunitários inspiradores”, quatro experiências incríveis que tem inspirado diversos projetos e cultivado relações de solidariedade em função do mundo que todos sonhamos.
mesa3
A roda de conversa sobre Projetos Inspiradores começou com a exibição do documentário Aluguel de Chão, feito por moradores de comunidades da Baixada Santista, por meio da união entre Guerreiros Do Progresso, Instituto Elos e Instituto Querô.
Antoniela Girassol. produtora do documentário, contou sobre a experiência de subir os morros, e como tem um processo de desconstrução do olhar para uma realidade que não é como a maioria das pessoas da cidade baixa tem de lá.
“Chega um momento que parece que a gente já sabe tudo, já sabe como faz as coisas. Veio o convite para as oficinas que resultou no documentário, e na primeira exibição, que estavam presentes moradores da Vila Progresso, José Menino, Teteu, Vila dos Criadores, e atinge um lugar neles que a gente não conhecia, foi muito transformadora a experiência”.

Dona Maria contou como foi que a experiência que eles viveram no Guerreiros Sem Armas, na Comunidades Empreendedoras, a criação do Guerreiros da Progresso e como o cinema de rua, continua firme e forte, unindo as pessoas, e em especial, as crianças. Falou do sonho da praça, que começou com seu marido, e que foram feitos mutirões, saraus, e hoje a Prefeitura terminou e vai ser inaugurada, como uma conquista da comunidade.
mesa3 indio
Indio, Diretor de Harmonia da Unidos do Morro, veio contar um pouco da história da escola de samba, sua relação com os morros de Santos, na roda de conversa sobre Projetos Inspiradores.  Ele contou que os morros representam a segunda maior comunidade de Santos, e que o sonho da escola é mostrar a força da comunidade. A Unidos tem representantes de todos os 19 morros daqui, e todas as lideranças são ouvidas pela escola. Tanto que esta união deu origem ao movimento político local, a coleta de óleo, que ajuda a preservar o ambiente. Formação de 9 grupos de aderecistas, que confeccionam dentro da comunidade as fantasias do desfile, e é a única escola de samba que não manda para fora e atelies de São Paulo. Fundaram a Escolinha de Percussão para crianças, Escola de Dança e formação de piloteiras, ou seja, quem sabe fazer os moldes para o corte e costura das fantasias. Tem uma ala de compositores fixa, e assim os sambas enredo não passam por concurso de compositores que não pertencem a comunidade.
mesa3 renato
Renato Marchesini, da Caiçara Expedições, veio falar sobre Turismo de Base Comunitária. “Eu queria fazer um outro tipo de turismo, que fosse transformador: tanto para quem recebe, quanto para quem visita. o início as pessoas torciam o nariz, dizendo que turismo é visitar a Torre Eiffel, o que tem nestes locais que você quer ir?”
A resposta dele é a mesma que nos move: “revelar as pessoas, suas histórias, riquezas, o patrimônio imaterial, e tem um monte de gente querendo conhecer, porque as pessoas gostam de boas histórias e de histórias verdadeiras”.
Termina falando da necessidade de criar algo coletivo, é necessário se abrir para o diálogo, e que respeite simples regras:
1. Ser socialmente justo
2. Ecologicamente correto
3. Economicamente viável
mesa 3 andre
André Folganes Franco da Rede Interação, foi falar sobre os projetos de Poupança Comunitária, Censo, e Intercambio, que eles fazem com diferentes comunidades no Brasil.
Eles foram certificados pela Fundação Banco do Brasil e foram convidados para atuar em 124 empreendimentos do Minha Casa Minha Vida, atendendo 82 mil famílias, em 22 Estados. Se por um lado isto atendeu a demanda da equação Transformação Local x Escala, eles descobriram o que de fato importa:
“O grande desafio da mobilização comunitária não é transferir o conhecimento ou uma tecnologia social, e sim tocar o coração da pessoas, transferir nossos sonhos e nosso propósito. Porque no fundo, todos sabemos que é muito gostoso fazer parte de alguma coisa maior do que nós mesmos”.

O Festival Elos é uma parceria com a Codesp, e tem apoio da EC Juventude da Nova Cintra, G.R.C.E.S.Unidos dos Morros, Paróquia São João Batista, Subprefeitura dos Morros de Santos – PMS, Secretaria de Cultura – PMS, SESC Santos, Sociedade Melhoramentos Morro Nova Cintra, Unisantos. Apoio Institucional ADM

 

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no google
Google+
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn

DEIXE UM COMENTÁRIO

Categories

Arquivos