GSA 2015: O olhar, a primeira disciplina da Filosofia Elos

O primeiro contato dos Guerreiros Sem Armas com as comunidades é feito a partir do exercício e cultivo do olhar apreciativo sobre o lugar e as pessoas que vivem por lá, com objetivo de criar um cenário de abundância de recursos e possibilidades, valorizando a presença e o quanto cada um pode contribuir.

“O ser humano não consegue sobreviver sem cultivar alguma beleza. Este exercício só funciona se você se conecta de maneira verdadeira,profunda e silenciosa com as belezas do lugar. Nosso olhar atento e o tempo que dedicamos à busca de belezas é que vai permitir esta conexão. Quando você é capaz de comunicar a abundância que viu nas pessoas, nas ruas, nas casas, abre uma porta poderosa para que nos mostrem mais belezas” Rodrigo Rubido, co-fundador do Elos.

O exercício de cabra-cega, onde os Guerreiros Sem Armas andam em duplas sendo um com olhos vendados e outro como guia,
procura romper com o que aprendemos de sempre buscar o que falta, de querer fazer uma lista de problemas para resolver, criando uma visão de escassez. Quando estamos de olhos vendados, o som de crianças, de conversas, músicas, faz com que nos lembremos de coisas comuns em nossas vidas que nos aproximam das comunidades.

Para que você possa desenvolver um olhar apreciativo, em um trabalho comunitário, na sua casa, na sua escola, é altamente recomendável:
1. Abrir-se para viver cada experiência de uma forma diferente;
2. Sentir com todos os seus sentidos;
3. Observar o mundo pela ótica das belezas e recursos;
4. Buscar a abundância em todos os lugares;
5. Surpreender a si mesmo e ao outro com as descobertas de um olhar apreciativo.
Na etapa do OLHAR queremos desenvolver as seguintes habilidades nos Guerreiros Sem Armas:
1. Perceber os lugares sem refletir, julgar ou racionalizar, aguçando a percepção do ambiente para além do que se vê;
2. Buscar o belo, o que está vivo. Conhecer a comunidade além dos pré-conceitos ou julgamentos estabelecidos pelo olhar da nossa cultura e contexto;
3. Ter atenção naquilo que existe e não no que falta.
4. Descobrir e apreciar profundamente tudo o que as pessoas e sua cultura foram capazes de produzir e os recursos naturais.

“Uma dica para se conectar com as belezas do lugar é buscar os pontos de luz, ou seja, para onde nosso olhar e atenção se dirigem, em que lugares a gente se conecta. Isso acontece através da busca curiosa, da atenção aos detalhes, em como as pessoas se vestem, na forma que elas caminham”, explica Natasha Mendes Gabriel, co-fundadora do Elos.

Depois do exercício da cabra-cega, os Guerreiros Sem Armas são convidados para desenhar as belezas do lugar. O desenho de observação nos permite olhar o mundo com um outro tempo, diferente da foto, que você tira para ver depois. Não importa se as pessoas sabem desenhar bem ou não, a ideia é desenvolver a observação mais profunda sobre as coisas.

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