GSA10: Cecília Lotufo (ECOBAIRRO) no Encontro dos Sonhos

Cecilia Lotufo do projeto ECOBAIRRO (saiba mais aqui: Projeto Vila Jataí:
https://drive.google.com/…/0BzOLvRxOznhmUlcyd2kyVjl4UTg/view) foi a segunda convidada para o Encontro de Sonhos do Guerreiros Sem Armas (#GSA10)
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“Em São Paulo, já que não temos praia, são as praças, mas elas estão muito degradadas. A situação melhorou muito, mas estamos longe de chegar onde queremos”.
A primeira ação nesse sentido, começou com um pedido da Alice, filha da Cecília, que queria comemorar seu aniversários de 4 anos na praça perto da casa dela. Mas a praça não estava em condições de receber crianças, com brinquedos quebrados, descuidada mesmo. Então, Cecilia fez uma proposta para a filha e se a gente trocasse seus presentes por ajuda para reviver a praça? O resultado foi uma praça linda.
Depois de algum tempo, a praça estava descuidada novamente. Ela entendeu que os eventos pontuais são importantes, mas é preciso ter gente ocupando, e assim começamos o Movimento Boa Praça. Conseguimos gente que se ofereceu para dar aula de ioga, foi instalado um chuveirão, eventos de saúde para a melhor idade.
“Ali perto havia uma casa abandonada, que pertencia a prefeitura. Nos indicaram fazer uma empresa e pleitear o uso via CNPJ. Mas não queríamos privatizar o espaço public ou abrir essa possiblidade. A solução foi participar do Conselho de Meio Ambiente da Prefeitura e criar um grupo de trabalho sobre o uso da casa e da praça. Assim cada decisão era publicada no Diario Oficial e isso tornava o projeto official”.
Esse foi o pontapé para criar o projeto de Ecobairro na Vila Jataí, que se baseia nos princípios de solidariedade, troca, diversidade. Então foram feitos levantamentos sobre o bairro, a situação das nascentes. Foram feitos projetos como o Jardim de Chuva, medição da situação das águas das nascentes.
“Tudo é feito sem dinheiro, nosso principal capital é o humano”.
Na roda de conversa sobre o Ecobairro, a principal pergunta foi quais os mecanismos e ferramentas para fazer acontecer o projeto, mesmo sem dinheiro.
A Cecília nos contou que com o dinheiro conseguimos muitas coisas, mas também nos torna dependente. Se o dinheiro acaba, o projeto também acaba. E o nosso objetivo é que o projeto permaneça.
O capital é humano e territorial. Mobilizamos o bairro através da rede social e grupos por email e descobrimos os saberes do bairro. Cada um sabe fazer uma coisa, e assim as pessoas podem fazer parte do processo.
O plano diretor estratégico em São Paulo foi um convite e uma oportunidade para levarmos o nosso projeto para somar no zoneamento.
Além disso, Cecília contou que o sonho de uma moradora era fazer uma festa junina. Que é um sonho de todos também. Então, a festa foi uma estratégia para mobilizarmos mais pessoas e conseguimos definir o nosso sonho de ser um ecobairro.
Não foi um processo fácil junto com a Prefeitura. Foram desmotivados muitas vezes, mas a ideia não é pautar só o bairro, mas também a cidade. E isso foi uma motivação para todos continuarem com o projeto.
Muito obrigado, Cecilia por aceitar nosso convite para inspirar as comunidades e os [email protected] Sem Armas!!!

Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)
Colheita gráfica feita Ariane Lopes Mates e Natasha Mendes Gabriel. Contamos ainda com a colaboração do Iván Lucas (GSA10), Jaana Pinheiro (GSA10), e Anderson Verdiano Agostinho (GSA10)

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