Como construir um movimento de ação: o exemplo do Instituto Elos no Brasil

19/02/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Jogos de Transformação, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

Este é um texto publicado por Niels Koldewijn na Enar Webzine originalmente em inglês.

Em um contexto de crescente tensões socioculturais na Europa, uma conferência foi realizada em 21 de janeiro, em Bruxelas, reunindo organizações de todo o mundo – a rede E-motive – para compartilhar de que modo seu trabalho nos chamados países em desenvolvimento pode oferecer reflexões sobre como lidar com os conflitos sociais no nosso continente. O que uma organização teatro social de Roterdã poderia aprender com o conflito entre Israel e Palestina que dura décadas? O que poderia nossas cidades europeias aprender comas favelas brasileiras sobre a construção da comunidade?

OASIS NEDERLAND

Em 2010, a rede E-motive deu a oportunidade de um grupo de jovens empreendedores sociais de responder a essa última questão e ver se o trabalho do Instituto Elos no Brasil poderia ser trazido para a Holanda, com o objetivo de trabalhar no fortalecimento do tecido social em comunidades urbanas de grande diversidade. O que parecia apenas um projeto-piloto, acabou por ser parte de uma grande onda de ações se estendendo por vários países e comunidades na Europa.

Como começou

Instituto Elos, nos últimos 15 anos, impulsiona um movimento mundial de comunidades e pessoas, trabalhando com uma metodologia colaborativa para comunidade em condições sociais difíceis. Uma prática de 7 etapas e uma filosofia foram desenvolvidas através do trabalho nas favelas brasileiras, as quais o Instituto Elos tem ‘ensinado’ para mais de 1000 pessoas. No centro está um processo de mobilização de pessoas em torno da realização de um projeto com base em valores comuns e aspirações coletivas.

Em 2010, o primeiro pé foi fixado em solo europeu, na comunidade do distrito de Amsterdam North. Depois de treinar no Brasil um grupo de pessoas mobilizou esta comunidade e olhou para as suas aspirações coletivas. Num lugar onde as pessoas pareciam viver suas vidas separadas dos outros, a maioria manifestou curiosidade sobre seus vizinhos e outras culturas. Durante esta primeira troca, a comunidade criou um mural com as bandeiras de todas as nações presentes e uma horta comunitária de maneira coletiva. Este primeiro teste da aplicação da metodologia brasileira mostrou que o resultado físico não refletia o sucesso, e sim a maneira de expressar uma nova ponte intercultural.

Em 2011, o Elos Foundation foi criado na Holanda, e tem nos últimos quatro anos apoiado cerca de 25 projetos em seis países em toda a Europa e no Caribe.

Profissionais e o Elos têm realizado coletivamente 500 ações comunitárias atingindo mais de 25.000 pessoas ao redor do mundo. No entanto, para além destes números, o mais importante são as histórias que surgem, onde as atividades contribuem para construir pontes em lugares onde aparentemente eram impossíveis por causa das divisões sociais, superando preconceitos, habilitando as pessoas, estimulando relacionamentos, através de uma ação coletiva.

Como funciona?

“No começo eu pensei que ia demorar muito tempo, mas depois percebi que o que nós fizemos em dois fins de semana, representa 5 anos de trabalho ” – Kurt Schoop, membro da comunidade de Otrobanda, Willemsstad

Então, no fundo, o que significa tudo isso? O formato mais aplicado é o Jogo Oasis, que dura entre 4 a 10 dias em uma comunidade. Depois de uma fase de preparação, um grupo de 15 a 30 e parceiros que participam de um processo apresentado por um conjunto de facilitadores. Este grupo vai para a comunidade para mobilizar as pessoas através da construção de um novo tipo de relacionamento, que resulta no envolvimento na realização de um projeto comum.

Cada ação segue 7 passos:

1. Olhar – os participantes procuram as coisas bonitas na comunidade, mudando sua perspectiva do que está faltando para o que está presente.

2. Afeto – os participantes se conectam com as pessoas que estão por trás da beleza, descobrindo talentos escondidos na comunidade, fortalecendo relacionamentos positivos, e a construção de confiança, que vai além das barreiras culturais.

3. Sonho – participantes aprofundam essas relações, descobrindo aspirações comuns, que em 90% dos casos estão baseados em valores humanos que temos em comum.

4. Cuidado – é um encontro de co-criação a partir de uma visão de como este sonho comum pode ser visualizado e realizado.

5. Milagre – os participantes trabalham juntos para fazer o projeto acontecer, o que geralmente se concentra em transformar o lugar, mas é, em essência sobre como trabalhar lado a lado.

6. Celebração – a comunidade mobilizada e participantes comemoram o resultado, reconhecendo cada contribuição.

7. Re-evolução – comunidade e os apoiadores aproveitam esta experiência como um ponto de partida para a concepção de novos projetos futuros.

Por que isso funciona?

O que podemos aprender com este método para criar um movimento de transformação de base comunitária? Em nossa experiência, os seguintes fatores foram cruciais na história de Elos.

“No primeiro Oasis jogo que fizemos em Amsterdan North, uma assistente social da prefeitura nos aconselhou a não ir à mesquita, porque com base em suas próprias experiências, ela sabia que não seríamos bem-vindos Então, esse foi o primeiro lugar que eu fui e comecei a conversar com Mustafa, o presidente da mesquita. Ele nos convidou para o chá e explicou que eles queriam mais ligações com a comunidade e falou para gente ir na oração sexta-feira. O sonho da comunidade era ter um parque e no final Mustafa e os membros da mesquita ficaram tão animados com o projeto, que eles ofereceram uma parte do seu terreno e trabalharam o final de semana todo ao nosso lado “. - Rodrigo Alonso, co-fundador da Elos, falando de sua experiência em Amsterdã

Aplicar, treinar, capacitar e habilitar

Um dos principais fatores é que queremos impulsionar um movimento, todavia mais do que isso, incorporamos a Filosofia Elos em todas as nossas ações. Todas as nossas atividades são destinadas a aprender-fazendo, o que significa que não só trabalhamos nas ruas, mas sempre através destas experiências queremos inspirar, treinar e habilitar as pessoas para este trabalho seja feito por eles mesmos. As pessoas são estimuladas através de ações conjuntas, ao mesmo tempo que acontece a aprendizagem mútua, com uma inspiração de efeito multiplicador.

Convite para ser parte de uma narrativa positiva

Embora haja muitas razões para lutar contra algo, nosso convite é positivo. Pedimos para comunidades e participantes do nosso programa para se tornar parte de uma história de transformação, com base no que coletivamente nos inspira. E, apesar de alguma hesitação inicial, muitas vezes as pessoas recuperaram a crença em si mesmo, algo que tinham perdido ao longo do tempo.

Acreditando nas relações humanas

Elos é uma palavra português que significa ‘links’, mas significa a criação constante de relacionamentos. O que aprendemos desde o início é que a mobilização de comunidades não funciona com folhetos e cartazes, mas através da construção de relacionamentos, especialmente envolvendo líderes afetivos. Este tipo de líder é composto por pessoas que não são, por si só os líderes políticos ou oficiais, mas aqueles que são capazes de mobilizar outros e são respeitados por seu coração que atua na comunidade.

Não é um truque de 7 etapas – é uma atitude

Embora o jogo Oasis está disponível para download e está no espírito “ faça-você-mesmo”, não é apenas uma questão de seguir os 7 passos. Nossos programas e treinamentos são baseados em transformar atitudes e perspectivas das pessoas sobre como elas veem o mundo e o modo como se relacionam com ele. Mais do que qualquer coisa, promovemos um conjunto de novas atitudes que são altamente necessárias na nossa sociedade, como se concentrar no que temos em comum, em vez do que não o fizermos, acreditando que há uma riqueza de talentos e soluções disponíveis, e que ações bem-sucedidas são sempre impulsionadas pelo poder dos sonhos comuns.

“Depois de ser treinado no Brasil em 2011, fui convidado para vir a uma reunião em ‘De Kleine Wereld’ até o final de 2013. A experiência do jogo Oasis ainda estava em suas memórias e um grupo da comunidade me convidou para facilitar um processo focado em obter mais vizinhos envolvidos na comunidade, e mostrar o empreendedorismo como uma saída para o desemprego. É lindo como essa faísca inicial continuou a produzir resultados. Agora, depois de outro Oasis, um grupo muito diversificado de mulheres desempregadas começou uma cooperativa da comunidade. “ - Maartje Bos, assistente social e facilitador do Jogo Oasis.

Um monte de ação

Por último, mas não menos importante, o trabalho envolve um monte de ação, e dentro de uma mudança a longo prazo das atitudes e relacionamentos para produzir impacto e sucessos de curto prazo. Ele mantém as pessoas motivadas e fazer coisas juntas e a criar novas experiências, que continuam alimentando estas relações.

Estas conclusões são baseadas em nossa própria experiência. Isso não significa que ele é perfeito e aplicável em todas as circunstâncias para a criação de movimentos. Mas sabemos que ele tem um impacto e que se mantém em movimento, mesmo para além dos nossos próprios sonhos e expectativas.

Encontro discute como conectar a Filosofia Elos com o Process Work

15/02/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, permacultura, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , , , , ,

Quem manda notícias da Escócia, Paulo Farine e Niels Koldejwin, que estão no Field Studies Council -  FSC Scotland, que fica 3 horas ao norte de Edinburgh, para uma imersão sobre como conectar a Filosofia Elos e a metodologia Process Work da Deep Democracy.

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A ideia surgiu há 2 anos num encontro de GSA em Madri onde Conchi Piñeiro (GSA 2014), Melania Bigi (GSA 2015), Mara Verduin (GSA 2014), Sergio Barriento Ravero (Peix), Niels Koldejwin (Elos Foundation)  começaram a explorar possibilidades de conectar a Filosofia Elos com a metodologia Process Work da Deep Democracy.

No ano passado surgiu um edital da União Europeia, no qual Melania junto com uma organização da Itália, chamada Xena, escreveram e ganharam o edital, com o projeto Go Deep. As organizações parceiras do projeto são: Xena (Itália), Altekio (Espanha) , Comunicazione Itália (Itália) , Diversity Matters (Escócia), Elos e Elos Foundation.

Process Work integra conceitos de física quântica, psicologia, antropologia e espiritualidade em um novo paradigma e uma metodologia que tem muitas aplicações. Army Mindell, em 1988, definiu o processo como o fluxo constante de informações, manifestando-se em eventos que são conectados por um princípio organizador subjacente reflete muitas leis universais. Processo de Trabalho é uma abordagem generalizada com aplicações em transformação (gestão de mudança) coletivo, transformação individual (psicoterapia), medicina, física, direito, política, desenvolvimento de liderança e arte.

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Mindell cunhou o termo Deep Democracy para descrever a importância de desenvolver a conscientização e valorização de todos os níveis de experiência. Formula ainda mais a mecânica quântica em termos da relação entre o observador, o evento, bem como o método de observação. É uma nova forma radical de pensar sobre a realidade, e brilha uma nova luz sobre o valor relativo das abordagens científicas e filosóficas que tentam explicar a realidade, concentrando-se em aspectos únicos-dimensional, mas ficam aquém de abordar os fenómenos de todas as dimensões.

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Por exemplo, na área da transformação coletiva e mudança organizacional, Deep Democracy inclui a ideia de que a consciência de todos os níveis pode trazer informações valiosas para grupos e líderes, ajudando-os a descobrir “O Processo”, a direção multi-dimensional que está oculta no estado mental cotidiano.

Na Escócia, Pat Back e Andy Smith foram os facilitadores do encontro, já que são certificados em Process Work. Vale ressaltar que esta metodologia é utilizada pela Tamera e pelo Zegg Forum. A proposta da imersão aqui é criar espaço para emergir algo da conexão entre Filosofia Elos e Process Work. Estavam presentes: Andrew SmithPat BlackDaniela Di NoraSergi PeixMara VerduinNiels KoldewijnGiulio Ferretto,Raul Mais DavisPaulo Farine MilaniEmiliano BonIlaria Magagna.

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Para começar fizeram um exercício para visualizar o que estará acontecendo no mundo daqui a 5 anos, em 2021.

Depois foram apresentados os seguintes pontos:

1) experiência sobre Process Work -  Scotland,

2) experiência Jogo Oasis -  Spain, abril,

3) reflexões sobre as duas experiências

4) evento para testar combinação / uso das 2 abordagens. Para acontecer na  Itália, em outubro,

5) feedbacks + eventos locais envolvendo jovens,

6) feedback final, julho 2017.

Os resultados esperados: uso das metodologias e partilha intelectual do que foi desenvolvido, criado e experimentado. Criação de plataforma online, participação de jovens nos encontros e eventos, off-line, material pedagógico, guia das metodologias ou da combinação entre elas.

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50 jovens e instituições começam a jogar E-mpulse

26/06/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Jogos de Transformação, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

Nosso mais recente game é o E-mpulse , que tem como objetivo fazer com que os participantes, sejam indivíduos ou organizações, desenvolvam projetos sociais de alta relevância, através de sete etapas, onde além das tarefas, um grupo de especialistas dará um treinamento em questões específicas. Por se tratar de uma parceria internacional, a plataforma será em inglês. Niels Koldewijn, do Elos Foundation, fala sobre o jogo, que começou com um grupo de 50 selecionados do mundo todo.

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1.   Como surgiu a ideia do E-mpulse?

O jogo é mais um passo para construir nossa plataforma on-line de jogos voltados para o aprendizado, o intercâmbio e a ação local. Nossa intenção é dar apoio no desenvolvimento de projetos, na incubação de novas parcerias, e também fortalecer as parcerias existentes.

Outro motivo para a criação do jogo, é que vários participantes do Guerreiros Sem Armas, programa do Elos, estão precisando de mais apoio com seus projetos de Re-Evolução e querendo ir para além das colaborações locais.

Considerando esses dois grandes fatores, e a plataforma virtual que estamos desenvolvendo, este era o momento perfeito para dar espaço a um jogo que dá um impulso para as pessoas com grandes soluções sociais com base nos valores da igualdade e de colocar em movimento os projetos.

2. Qual objetivo do jogo?

O Jogo E-mpulse procura apoiar as iniciativas sociais com soluções locais para os desafios globais e é para aqueles que querem trazer a sua iniciativa para um próximo nível. O processo oferece um jogo com com desafios variados; coaching e mentoring para apoiar transformadores com ideias brilhantes e que querem transformá-las em projetos bem-sucedidos, com a possiblidade de formação de parcerias com jogadores de outros países.

3. Como foi o processo de seleção dos participantes?

Depois de se inscrever, eles preencheram um questionário. Nós selecionados com base em dados geográficos, motivação, diferentes tipos de campos de impacto e desejo de trabalhar dentro de modelos  colaborativos.

4. Quais são os parceiros do jogo?

Desenvolvimento: Elos Foundation (Niels
Altekio/GSA Madrid – Javier Fernandez/ Marta Orihuel Ayuso
Instituto Elos: Val Rocha e Paulo Farine, com o apoio de Natasha Mendes Gabriel e Ricardo Oliveros.

O jogo só foi possível por causa do E-Motive, Oxfam Novib, União Europeia, apoiado pelo Movimento Oasis Caribe, Kufunda, Sutradhaar Foundation India, e colaboração Impact Hub Madrid.

Movimento Oasis Caribe celebra seu primeiro aniversário

2/02/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Jogos de Transformação, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , ,

Um movimento que nos deixa muito felizes pela consistência, perseverança, e sonhos realizados é o Oasis Caribe, que tem na pessoa de Kurt Schoop, um líder empreendedor, que é Guerreiro Sem Armas 2012, e Círculo da Re-Evolução de 2014, um exemplo do que sonhamos em todos os nossos trabalhos. Estamos juntos, e muito felizes celebrando seu primeiro ano!!! É o próprio Kurt que conta essa história inspiradora.

“O Movimento Oasis Caribe  é financiado pela Stichting Doen en Samenwerkende Fondsen para o Reino Holandês (as seis ilhas das Antilhas Holandesas fazem parte da Holanda), através do Elos Holanda, dirigido pelo Niels Koldewijn. E também com a doação de locais de empresas.

Elos Holanda colocou entre seus seus objetivos fazer três Oasis no Caribe. Isso aconteceu entre 2012-2013. Eu fiquei apaixonado pelo Jogo Oasis, quando foi realizado por Niels e Rodrigo Alonso em Otrobanda, em Curaçao. Depois participei do Guerreiros Sem Armas em 2012, e pude ser co-facilitor de alguns dos jogos com Niels em Bonaire, St. Maarten e Curaçao.

Foi muito bom, mas depois que deixamos as comunidades, tudo voltou à normalidade, a intervenção talvez não foi bem preparada, ou não conseguimos encontrar as pessoas certas para continuar nesta jornada. Até que surgiram  Veroesjka de Windt, Ana Maria Pauletta, Danique Van Boxel e Ruben Didden, que foi possível formar o que chamamos de Círculo Interno do Movimento Oasis Caribe. A Danique e o Ruben fizeram o Oasis Training no Brasil, e a Danique acabou de ser selecionada para o GSA 2015!!!!!

Westpunt e Sta Marta

Nosso movimento tem como intenção criar mais visibilidade, capacitação de mais pessoas, e o primeiro passo foi traduzir os materiais para papiamento e holandês.  Para ser capaz de organizar mais Jogos de Oasis, com treinamento de Niels,  começamos Oasis Movimento Caribe. Assim foi possível realizar três Oasis nas ilhas, em Aruba (De Vuyst), St. Eustatius (Lodi), Curaçao (Westpunt). Agora nós começamos com uma sessão de workshops e de coaching para as três comunidades nos próximos 6 meses.

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O que temos, ao final das contas, é um monte de histórias poderosas das pessoas das comunidades. É emocionante ver Sandra e Dorinda conversando entre si após 5 anos de brigas. Ver jovens lideranças surgirem como a do Nestor e do Juni. Ter Mojo, que depois de participar do Oasis, não voltar para a prisão, e ter seu próprio negócio. E sobre o Iwan ser reconhecido e aceito por sua comunidade?

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É por isso que nós estamos fazendo isso, podendo ter um contato mais próximo como eles, e isso que nos dá a força para continuar!!!!”

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Kurt conta que a história não para por aqui e mostra a lista de sonhos para 2015:

  1. Realizar o Elos Camp,  uma versão mais enxuta do Guerreiros Sem Armas para a juventude.
  2. Trabalhar com o conceito de  Comunidades Sustentáveis
  3. Fazer um Oasis na Jamaica ou Suriname
  4. Organizar uma conferência para todas as comunidades, para se unir e aprender uns com os outros, dentro do conceito de Re-Evolução.
  5. Implantar um projeto-piloto de Oasis nas Escolas.
  6. Participar ativamente do Programa de Expansão do Instituto Elos.

Para quem quer saber como colaborar com o Oasis Caribe, pode escrever para o Kurt Meu e-mail: (kurt@oasiscaribemovement.com) ou para Danique (danique@oasiscaribemovement.com).

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De nosso lado, só temos a agradecer a você Kurt por compartilhar essas histórias conosco e fazer parte de nossas vidas!

Assim, nós dizemos HOOOO!!!!!!

Equipe do Elos está participando do curso U.LAB do MIT

19/01/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , ,

É muito bom quando a equipe do Elos pensa no futuro, como estão fazendo o Paulo Farine e o Niels Koldewijn. Eles estão inscritos em um curso online do MIT para 21 mil participantes do mundo, sendo que a 20% tem menos de 25 anos. Durante seis semanas, que começou em 07 de janeiro de 2015, eles estão participando do U.LAB: Transformando Negócios e Sociedade, através da plataforma EDX (uma parceria do MIT, Harvard, e do Google, que foi lançada em 2012.

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Além do curso, a ideia desta plataforma é se transformar um novo modelo de Universidade para o século XXI, oferecendo um ambiente de aprendizagem no mundo real online, com o objetivo de incentivar uma rede global de centros interligados, iniciativas inspiradoras, e aprendendo coisas onde quer que você esteja, e mais próximo dos lugares onde desafios sociais se manifestam.

Entre as terias abordadas no curso, temos a U Theory um conjunto de teorias, ferramentas e práticas que podem auxiliar os líderes a enfrentarem os problemas atuais, não apenas intelectualmente, mas através de ações que gerem inovação. E é nisto, que a metodologia do Elos se aproxima deste modelo.

Como uma resposta à dificuldade vivida pelos líderes, a teoria foi desenvolvida ao longo de quase 15 anos por Otto Scharmer, Adam Kahane, Peter Senge e Joseph Jaworski. Ela vem sendo utilizada em projetos de diferentes proporções: alguns envolvem apenas uma organização, outros envolvem toda a cadeia produtiva, enquanto outros envolvem todo um país. As mudanças nestes projetos foram obtidas através de processos da teoria U que possibilitam um grupo de pessoas a reconhecer as causas dos problemas atuais e como gerar inovações para resolvê-los.

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Sete Competências de Liderança da Teoria U
A jornada por meio do U desenvolve sete capacidades essenciais de liderança.

1. Mantendo o espaço da escuta
A capacidade fundamental do U é o ouvir. O ouvir o outro. O ouvir a si mesmo. E ouvir aquilo que emerge do coletivo. O ouvir eficaz requer a criação de um espaço aberto, no qual os outros podem contribuir para o todo.

2. Observar
A capacidade de suspender a “voz do julgamento” é a chave para a mudança da projeção para a observação real.

3. Sentir
A preparação para a experiência na curva do U – Presencing – requer o ajuste de três instrumentos: o espírito aberto, o coração aberto e a vontade livre. Este processo de abertura não é passivo mas de um “sentindo ativo” junto como um grupo. Enquanto o coração aberto nos permite ver uma situação de todo, a vontade livre nos permite começar a agir com o todo emergente.

4. Presenciar
A capacidade de se ligar à fonte mais profunda de si e permite que o futuro emerja do todo, em vez de um pequena parte ou grupo especial de interesse.

5. Cristalizar
Quando um pequeno grupo de pessoas se compromete com o objetivo e os resultados de um projeto, o poder da sua intenção cria um campo de energia que atrai pessoas, oportunidades e recursos que fazem as coisas acontecerem. Este núcleo funciona como um meio para o conjunto se manifestar

6. Prototipar
Mover para baixo no lado esquerdo do U exige que o grupo se abra e lide com a resistência do pensamento, emoção e vontade. Mover-se para cima – lado direito, requer a integração do pensar, sentir, e no contexto de aplicações práticas e aprender fazendo.

7. Performar
As organizações precisam, para realizar a este nível macro: elas precisam de convocar os conjuntos adequados de jogadores (as pessoas da linha de frente que estão ligadas na mesma cadeia de valor) e a desenvolver uma tecnologia social que permita um encontro multistakeholder para a passagem de debater para co-criar o novo.

O Presencing Institute se dedica a desenvolver estas novas tecnologias sociais, integrando ciência, consciência, e metodologias de mudanças sociais profundas.

Encontros feitos por Guerreiros na Espanha têm resultados espetaculares

24/10/2014 | Ricardo Oliveros | Blog | Tags: Tags:, , , , , , , , , , , , , , , ,

Niels Koldewijn (Elos Nederlands e Instituto Elos) manda notícias direto da Espanha. Ele conta como foram os dois encontros que o Elos Nerderlands e o GSA Madrid fizeram: o Encontro Oasis Europa (16 a 17 de outubro) e a primeira reunião em grande escala do movimento ImPULSING ExCHANGE for CHANGE (17 e 18 de outubro), que reuniram GSAs de várias gerações, pessoas que fizeram Oasis em sete países, e representantes de diferentes organizações sociais europeias. Conchi Pinero e Marta Orihuel Ayuso, GSAs 2014, ao lado de Niels, tomaram a iniciativa de organizar estes encontros, como forma de apoiar e ampliar o movimento europeu pela transformação do mundo no lugar em que todos sonhamos. “Com mais de cinco anos de ações em toda a Europa, e uma quantidade crescente de sonhos, iniciativas e pessoas ativas, parecia o momento certo para reunir diferentes movimentos, encontrar sinergias e trazer para o círculo os nossos aprendizados”, comenta Niels.

Círculo de Sonhos em Zarzalejo

Círculo de Sonhos em Zarzalejo

Ele diz que nos dois primeiros dias, aconteceu o Oasis Europa, na aldeia de Zarzalejo, distante uma hora ao norte de Madrid, “onde ficaram conectados com a natureza, a nós mesmos, ao nosso mais profundo desejo de trabalhar com a Filosofia Elos, e encontrar nossos pontos de conexão”. Entre conversas e partilhas, os pontos mais fortes foram: a) Usar a Filosofia Elos nas escolas, como base para uma nova forma de educação; b) Formação de grande rede europeia de intercâmbio; c) Realização de um Oasis em Zarzalejo e outro na Itália; d) Criação de uma plataforma on e off-line para troca de informações, projetos, aprendizados e recursos.

Aqui e lá, crianças sempre participam de forma ativa no Oasis

Aqui e lá, crianças sempre participam de forma ativa no Oasis

“O mais importante é que estávamos nos sentindo em casa, em uma comunidade, mesmo que nem sempre falássemos a mesma língua, nós estávamos conectados com a linguagem dos sonhos e da ação. Isso ficou mais evidente no 2 º dia à tarde, onde o grupo organizou um Círculo de Sonhos com os habitantes da aldeia de Zarzalejo, para iniciar uma jornada que deve nos levar a um Oasis por lá em 2015. Os moradores gostaram tanto que não queriam que o evento terminasse”.

Pessoas conectas pela transformação do mundo

Pessoas conectas pela transformação do mundo no ImPULSING ExCHANGE for CHANGE

Depois, seguiram para Madrid, com mais dois dias de ImPULSING ExCHANGE for CHANGE , onde se encontram com um grupo de agentes de transformação. A partir de diferentes dimensões da sustentabilidade, foram utilizados os sete passos da Filosofia Elos para conectar as pessoas profundamente, encontrar pontos de conexão e construir projetos coletivos. Os dias começavam com palestras inspiradoras divididas por temas. Robert Hall, presidente da The Global Ecovillage Network falou da sustentabilidade pelo viés ecológico; Jason Nardi da Red Europea de Economía Social y Solidaria, discursou sobre a dimensão econômica da sustentabilidade; Anna Pujol do Processwork ficou com o lado social da questão; e o lado espiritual foi cuidado pela Joanna Crowsom do Work that Reconnects.

Aqui e lá, o círculo é a melhor forma de partilha

Aqui e lá, o círculo é a melhor forma de partilha

No dia seguinte, os grupos aprofundaram as conversas, e chegaram a resultados como a ideia de uma “Escola da Felicidade”; a previsão de um festival de agentes de transformação; um grande projeto de água e saneamento, chamado ‘Planeta Água’, e a realização de um Oasis em San Sebastian, cidade cultural da Europa de 2015. “Os dois encontros foram realmente inspiradores, e representam um importante passo para a troca de conhecimentos e projetos de construção e colaborações por parte dos Guerreiros e organizações”, finaliza muito feliz, Niels.

Encontro de GSAs acontece neste final de semana na Espanha

17/10/2014 | Ricardo Oliveros | Blog, Youth led initiative | Tags: Tags:, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

Quem manda notícias direto de Zarzalejo, que fica a 60 km de Madri é Niels Koldewijn, que ao lado das GSA 2014, Conchi Pinero e Marta Orihuel Ayuso, estão organizando este final de semana o ImPULSING ExCHANGE for CHANGE . Este movimento é formado por um grupo de instrutores, facilitadores e ativistas de cerca de 10 países da Europa que já foram treinados na Filosofia Elos, nos últimos 5 anos.  Tem o apoio do Elos Holanda e do Guerreros Sin Armas Madrid.

GSA MADRID

Primeiros GSAs que chegaram para o grande encontro na Espanha

“Estamos aqui mergulhando, correndo, sonhando, fazendo, celebrando com GSAs e o povo do OASIS de todos os tempos e de todos os lugares da Europa. Muito legal”, escreve Niels do Elos Holanda.

O que ele está se referindo é um grande encontro que acontece na cidade espanhola. “Este encontro vai gerar um espaço de intercâmbio entre diferentes agentes de mudança; pessoas, iniciativas, movimentos e organizações sociais de todo o continente”, avisa Conchi Pinero do GSA Madrid, Altekio.

A programação é intensa, e eles vão usar o Oasis para conectar as pessoas, convidados vão falar sobre suas experiências. Foram enviados mais de 70 convites para pessoas e organizações comprometidas com a mudança do mundo. Estarão presentes no encontro: Donostiako PiratakQiteriaYIP Spain, o  projeto comunitário Los Portales, Miriam Vencina do Dragon Dream, a Rede Ibérica de Ecoaldeias, Tres Social da Espanha; Associazione comunitazione (Italia), Act4change (Bélgica), E-motive!Zarzalejo en transizión, InspirAction!, Escola Knowmads de Sevilla, La Rueda Teatro Social, Fundación Tomillo, entre outros convidados.

“Juntos e juntas, vamos trocar experiências e pontos de vista sobre o crescimento do movimentos em todas as áreas de sustentabilidade e criar um espaço para a troca de aprendizagem, fortalecer alianças e aprofundar o impacto de nossas ações, individual e coletivamente”, finaliza Marta Ayuso do GSA Madrid, GoteoCoop.

Uma estreia Oasis no Reino Unido: em Newham não há nada que você não possa fazer

28/09/2012 | mktvirtual | Blog, Uncategorized | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

Por Mara Verduin

“Vocês sabem o que é comunidade. Isso me lembrou de quando as docas eram uma comunidade real. Estou sem palavras “, diz Mick, 91 anos, um dos cidadãos que participaram ativamente na realização de uma ação para a renovação da comunidade  Centro Comunitário Asta em Londres Newham, durante a Mão na Massa no primeiro  Oasis Training já realizado na Inglaterra.

Uma equipe de facilitação única e diversa coordenou o Oasis Training em colaboração com a empresa global de cosméticos naturais LUSH e com a ONG local  The Momentum Project. De 28 agosto a 2 setembro de 2012, um grupo diverso de funcionários e clientes da LUSH, moradores de Newham e participantes da formação, junto com os cidadãos de Silvertown e Woolwich Norte, realizaram um sonho comum da comunidade e transformaram completamente o Centro Comunitário Asta Centro sob a facilitação de Rodrigo Rubido Alonso (Brasil), Niels Koldewijn (Holanda) e Conchi (Espanha).

Silvertown & North Woolwich

Uma comunidade jovem, vibrante e dinâmica é o reflexo do altíssimo grau de diversidade – 65% dos moradores é de origem não britânica e 1/3 da população tem idade inferior a 20 anos.  O que se vê na região hoje é fruto do processo histórico do lugar que, no passado, foi reconhecido por abrigar uma economia florescente graças à presença das Docas Reais e das muitas indústrias ali instaladas, que atraíram grande número de imigrantes.  Durante o século XX, com a modernização de processos e posterior retirada das Docas da área, a redução de empregos contribuiu para a degradação do bairro.  (fonte: http://momentumproject.tumblr.com).

Um Oasis  sustentável

Este Oasis foi realizado como parte da política de responsabilidade social da LUSH e, por isso, o grupo de participantes deste Oasis Traning aceitou um desafio adicional: realizar o jogo Oasis mais sustentável até agora e respeitar o meio ambiente, tanto quanto possível. Divididos em diferentes equipes, os participantes tiveram cuidados como gestão de energia, reduzindo o lixo através da reutilização e reciclagem de maneiras mais criativas e cuidado  com a alimentação, orgânica e quase sempre vegana.

Sonho compartilhado: os exemplos positivos e oportunidades para os jovens

Em conversas com os cidadãos jovens e mais velhos da área, surgiu uma imagem clara dos sonhos da comunidade: “centro comunitário aberto todos os dias”, “um lugar para as crianças brincarem em segurança”, “pessoas da comunidade doando seu tempo para ensinar habilidades  às crianças “, “uma comunidade pacífica e que se preocupa “. Os sonhos das crianças também apresentaram uma mensagem clara: “nós não precisamos de um campo de futebol novo, queremos ter um treinador para dividir as equipes e nos treinar.”

De todos os sonhos que foram compartilhados na comunidade, a ideia de renovar a área ao redor do centro comunitário,  ligando assim os cidadãos de todas as idades com o espaço, surgiu naturalmente. Participantes da formação e membros da comunidade, entre 3 e 91 anos de idade, trabalharam por dois dias para transformar o quintal do centro comunitário. O que até então era um espaço escuro não utilizado foi transformado em uma bela e agradável área para a comunidade com bancos, cadeiras e mesas para apreciar o jardim, um palco com espelho, uma caixa de área para os pequenos montada em uma banheira velha. A grama alta deu lugar a um belo jardim cheio de ervas e plantas de pequeno porte, doadas por vários moradores e, por último, também foram construídos um maravilhoso forno de barro e uma churrasqueira de pedra.

Apesar de tudo isso, mais importante do que os resultados físicos é o que aconteceu socialmente. Pessoas que nunca tinham ouvido falar sobre o centro comunitário ou nunca haviam participado, apareceram e participaram da ação no fim de semana. Com muito entusiasmo, alguns comprometeram-se a doar um pouco do seu tempo compartilhando suas habilidades com as crianças da comunidade. Um dos jovens que cresceu no bairro e registrou a ação em vídeo, disse: “Eu cresci aqui e sei como é difícil sair da rua e não acabar na criminalidade. Esses jovens não têm muitos bons exemplos. Eu sou um exemplo de que é possível alcançar o que você sonha e, portanto, eu gostaria de doar uma noite por semana para ensinar estas crianças música e filmagem”.
E  as crianças? Além de participarem com entusiasmo na transformação física, iniciaram seu próprio projeto: sob a orientação da jovem Armina eles compuseram e apresentaram uma canção fabulosa sobre a vida em Newham: “Newham não há nada que você não pode fazer-ê”. De arrepiar! 

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Na página do Facebook Oasis Newham, você encontra muitas impressões e depoimentos sobre como foi viver e participar do evento. Nas próximas semanas, o vídeo oficial da formação será lançado no youtube.

Experiências – Fonte: http://momentumproject.tumblr.com/

Tracy, líder comunitaria em Silvertown

“Dizem que não existe coesão nesta comunidade. Mas quando isso começou, a novidade se espalhou. Pessoas que nunca souberam que havia um centro comunitário estavam aqui e trouxeram  seus amigos. Vieram pessoas de outros bairros. Ver os sorrisos nos rostos de todos me deixou muito orgulhosa. Eu tenho andado por aíagradecendo a todos”.

Saci Lloyd, co-fundador do Projeto Momentum

“Eu não estou surpreso com o que aconteceu neste fim de semana. Newham é um lugar muito estimulante para se estar agora, com muita coisa boa acontecendo: os Jogos Olímpicos, a nova zona de empreendimentos verdes… é o bairro mais jovem, mais vibrante e que mais cresce em Londres. Mas eu nunca tinha visto tanto burburinho. Este fim de semana pareceu que a comunidade finalmente está acordando.”

An Oasis premiere in the UK: Newham there is nothing you can’t do-o-o

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by Mara Verduin

‘You guys know what community is. It reminded me of when the docks was a real community. I’m speechless,’ says 91-year old Mick, one of the citizens that actively took part in the realisation of a dynamic face-lift for the Asta community centre in London Newham, during the first Oasis Game and training ever in England.

 

A unique and diverse international  facilitation team, hosted the first Oasis Training in England in cooperation with Global natural cosmetics company LUSH and the local NGO The Momentum Project. From August 28th to September 2nd 2012 a diverse group of LUSH-employees, LUSH-customers, Newham citizens and a few individual participants went trough the Oasis Training. Together with the citizens of Silvertown and North Woolwich they realised a common dream of the community and completely transformed the Asta Community Centre under the facilitation of  Rodrigo Rubido Alonso (Brasil), Niels Koldewijn (Holanda) e Conchi (Espanha).

 

Newham: Silvertown & North Woolwich

A young, vibrant and dynamic community reflects the unique composition of the population: 65 per cent is of non-English origin and there isn’t a dominant ethnic group, plus  almost one third is under twenty years old.  It’s a neighbourhood that once knew a flourishing economy thanks to the Royal Docks that were situated in this area; these docks were amongst the biggest in the world. The presence of the Docks attracted more industries to settle in the same area. Employment was high and also attracted many immigrants to settle. During the twentieth century, modernisation of processes and later also the withdrawal of the Docks from this area, led to a decline in employment and deprivation of the area. (source: http://momentumproject.tumblr.com)

Oasis and sustainability

Este Oasis foi realizado como parte da política de responsabilidade social da LUSH e, por isso, o grupo de participantes deste Oasis Traning aceitou um desafio adicional: realizar o jogo Oasis mais sustentável até agora e respeitar o meio ambiente, tanto quanto possível. Divididos em diferentes equipes, os participantes tiveram cuidados como gestão de energia, reduzindo o lixo através da reutilização e reciclagem de maneiras mais criativas e cuidado  com a alimentação, orgânica e quase sempre vegana.

Initiated by LUSH as part of its social responsibility policy, this Oasis Training  group of participants accepted an additional challenge: to realise the most sustainable Oasis Game so far and respect the environment as much as possible. In different teams the participants took care of energy management, reducing trash by reusing, recycling and upcycling in the most creative, they also took care of the food: organic and mostly vegan.

 

Shared dream: Positive examples and opportunities for the youngsters

In the conversations with young and older citizens in the area a clear image of the dreams of the community showed: ‘The community centre will be open every day’, ‘a place for children to play and to be safe’, ‘people from the community donating their time to teach the children skills’, ‘a peaceful community that cares’. Even the dreams of the children showed a clear message: ‘we don’t need a new football field, we dream of having a coach that divides the teams and gives us training.’

Out of all the dreams that have been gathered from the community the idea of face-lifting the area surrounding the community centre and thereby linking citizens of all ages with the community centre, emerged naturally.

Participants and community members as young as 3 up to 91 years old worked for two days to transform the backyard of the community centre. What until then was a dark unused space, transformed in no-time into a beautiful, pleasant community area with benches, chairs and tables to meet and enjoy the garden, a podium with mirrors behind to practise and perform. A left behind bath tub transform into a sandbox for the little ones and the overgrown green patch has become a beautiful garden filled with herbs and small plants that have been donated by various citizens. And last but not least: the realisation of a wonderful clay-oven and a stone community barbeque.

Though maybe even more important than the physical results is what happened socially. Neighborhood citizens that hadn’t heard about the community center or never participated, showed up in the weekend and participated in realizing the face-lift Some became very enthusiastic and promised to donate some of their time to teach the children in the skills they have. One of the youngsters that grew up in this neighborhood and came to film, told: ‘I grew up here and I know how difficult it is to free yourself from the street culture and not to end up in criminality. These youngsters don’t have many good examples. I am an example that it is possible to achieve what you dream of and therefore I’d like to donate one evening per week to teach this children in music and filming.’

And the children? Besides participating enthusiastically in the physical transformation they also initiated their own project: Under the guidance of young citizen Armina they produced and performed a fabulous song about life in Newham: Newham there’s nothing you can’t do-o. Goosebumps. On the Oasis Newham facebook page you can already find an impression, the professional video will be on youtube somewhere the coming weeks.

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Experiences

Tracy, community links manager for Silvertown said: ‘It’s said there’s no community cohesion round here. But when this began, word got around. People who never even knew the community centre were here, brought along with their friends. We had people arriving from outside the area. Seeing the smiles on everyone’s faces made me so proud. I’ve been going round thanking everyone.” (source:http://momentumproject.tumblr.com/)

Saci Lloyd, co-founder of the Momentum Project: “I’m not surprised by what happened this weekend. Newham is a very exciting place to be right now: the Olympics, the new green enterprise zone, it’s the youngest, most vibrant and fastest-growing borough in London. But I’ve never felt such a buzz. This weekend it felt like it’s finally waking up. It’s real Olympic legacy.” (source: http://momentumproject.tumblr.com/)