Encontro Kaka Werá parte 1: Mãe Terra e a covid-19

Guerreiras e guerreiros sem armas marcaram um encontro muito especial com Kaká Werá em abril, e o Tulio Notini (gsa2015) fez um relato sobre os temas tratados em relação a covid-19 e que vamos separar em 3 partes:

Parte 1 Mãe Terra
Parte 2: Autocuidado
Parte 3: Servir as outras pessoas

A Mãe Terra

“Esse momento é de grande alegria, de grande alívio, de cura e ascensão da Terra. As águas mais limpas, o ar mais limpo. Aquilo que os cientistas falando desde o início do anos 1990, de diminuir os gases tóxicos da atmosfera. Cada parte do ecossistema, nessa quarentena, purificado no plano físico. Revitalização.

Isso, do ponto de vista espiritual, é uma manifestação de um ciclo de elevação. De ascensão. Um ciclo dentro de uma lógica de um tempo mais amplo. Nesse olhar mais amplo, devíamos comemorar.

Talvez a primeira vez, desde que os humanos começaram a Revolução Industrial, na qual se iniciou a degradação do ambiente e das relações sociais, agora se dá o tempo mais expressivo que paramos.

Durante muitos séculos, nós vínhamos sendo o vírus da Mãe Terra. Para os recursos naturais, para os quatro elementos. Fogo, terra, água e ar. Nós temos sido o grande coronavírus da Terra.

E, nesse momento, a Mãe Terra pega e devolve. Como um movimento de Consciência Coletiva. Agora toma para vocês o que você tem feito comigo.

A Lei do Retorno

Na verdade, existe uma Lei da Natureza. Do retorno das ações. Do plantio e da colheita. A humanidade tem plantado toxinas, doenças. Envenenado solos, águas. E principalmente o ar. E durante muito tempo isso tem sido um padrão dentro do sistema de crenças de como a humanidade se relaciona com o corpo da Terra.

Essa não é a primeira doença. Não é a primeira emissão de retorno. Outras tantas doenças advindas do ar. E essa talvez seja uma das maiores. Está realmente movimentando a atenção do mundo inteiro. Mobilizando para buscar uma solução. E o que estamos vendo é um retorno das nossas próprias ações.

Ainda dentro desse ponto de vista, nós podemos olhar para esse momento como uma benção. Se a humanidade não fizesse essa parada agora, mais longa de quarenta dias; se não tivéssemos essa parada, nós não sabemos, as notícias que estamos tendo dos cientistas, dos xamãs, dos pajés, o futuro da humanidade seria desastroso. Tanto a ciência quanto a espiritualidade já tinham afirmado que não seria possível.

A parada necessária

Todos nós sabemos disso. Alguns cientistas já falam de colapso ambiental, social, de recursos. Que nós já estamos passando. Muitas vezes atribuímos ao sistema capitalista. Mas independente do sistema escolhido, é uma responsabilidade nossa.

O modo como nos relacionamos com as fontes de recursos vitais é desestruturante, é desvitalizante. É um modelo que a sociedade tem imposto como o modelo de relacionar com água, terra, fogo e ar.

Essa parada, então, é uma benção. É uma oportunidade que estamos tendo para repensar a vida, para repensar paradigmas de existência, sociais e econômicos.

Tempo de renovação

Poluição atmosférica na Itália e região pós distanciamento social 

Eu quero lembrar a vocês que eu parto de uma ideia de que a Natureza é uma inteligência. Que a terra, fogo, ar e água são energias inteligentes. A própria Mãe Terra é uma grande consciência.

Nada do que fazemos dentro dessa paisagem, dos ecossistemas. Nada do que nós fazemos nesse espaço-tempo que nós vivemos passa despercebido. Nada é simplesmente fenômeno. Tem grandes inteligências operando. De sabedoria profunda.

Essa sabedoria – manejada pelos espíritos da Natureza, da Mãe Terra, e de espíritos maiores – coloca a disposição da humanidade, de colocar o ser humano forçadamente em casa, uma oportunidade de repensarmos várias camadas de paradigmas, comportamentos, modelos, hábitos, ações. Por isso que digo que é uma benção e uma oportunidade, do ponto de vista espiritual.

Enfim, para a Mãe Terra, é uma cura. Está se renovando e se revitalizando. Para nós, enquanto humanidade, é uma oportunidade de repensarmos nossos hábitos, comportamentos e modelos de vida”.

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