Primeiro Diálogos Elos é sobre desenvolvimento local

5/05/2016 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, permacultura | Tags: Tags:, ,

Depois de 2 anos de atuação em 4 territórios da Baixada Santista, o Instituto Elos convida para uma conversa sobre as parcerias entre organizações e comunidades, além de realizar o lançamento de 3 guias criados a partir dessa experiência – um sobre o programa Comunidades Empreendedoras, um sobre cinema de rua e um sobre feirinha gastronômica, e do Festival Elos. Esta é a primeira edição do Diálogos Elos, evento aberto a todos os interessados que acontecerá nesta sexta-feira, dia 6 de maio, das 10 às 17 horas, no Sesc Santos.

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Para contribuir com a conversa, estarão presentes representantes da União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região (UNAS Heliópolis), Instituto Holcim, Elo7, Associação dos Jovens da Juréia e União dos Moradores da Juréia, Instituto Lina Galvani, Projeto Construindo Futuro, Escola Nacional Florestan Fernandes e Jackson Nunes, coordenador do Programa Social e Habitação da Prefeitura de São Vicente.

O Comunidades Empreendedoras é o programa de desenvolvimento local do Elos e teve sua primeira edição realizada dentro do Desenvolvimento Integrado e Sustentável dos Territórios da Baixada Santista (DIST) com apoio do Fundo Socioambiental da Caixa Econômica Federal, realizado simultaneamente na Vila Progresso e Caminho da União, em Santos, Prainha, no Guarujá, e Guapurá, em Itanhaém, de janeiro de 2014 a abril de 2016.

O Festival Elos é a primeira grande ação da organização no território onde será construído o Espaço Elos. Com patrocínio da Codesp, é um chamado para as comunidades dos morros de Santos para construírem juntas o morro dos sonhos, com ações práticas em 3 etapas: uma com oficinas, rodas de conversas e programação cultural (de 08 a 12 de outubro), uma formação Oasis Training, com aprofundamento de atuação comunitária e o Giftval, (de 31 de outubro a 7 de novembro) evento internacional sobre gift economy (economia da doação, em tradução livre) com participantes de vários países.

Serviço
Diálogos Elos – Vamos nos juntar para falar sobre comunidades?
Dia 6 de maio, das 10 às 17 horas
Auditório do Sesc Santos, à rua avenida Conselheiro Ribas, 136 – Aparecida – Santos
Para confirmar sua presença, escreva para thais@institutoelos.org

Comunidades Empreendedoras recebem Geladeiras Literárias dos jovens das Oficinas Querô

13/11/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , ,

Todos os anos, os jovens que participam das Oficinas Querô são estimulados a realizarem uma Ação Social na região. Pensando não somente no universo audiovisual, mas também na transformação humana, a intenção da turma de 2015 foi a de levar mais cultura às comunidades, tendo a literatura como ferramenta. Foram 4 geladeiras doadas por moradores das cidades da Baixada Santista foram customizadas e transformadas em bibliotecas.

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Para isso, houve uma mobilização regional, de diferentes formas. O artista Leandro Shesko ministrou aos jovens uma aula prática sobre pintura em grafite e customizou uma das geladeiras. As outras três foram pintadas pelos próprios jovens, desde a criação do desenho até a aplicação na geladeira.

Cerca de 300 livros foram doados por moradores e empresas da região, em campanha realizada online, via redes sociais e aplicativos no celular e as tintas foram doadas pela empresa Tintas e Tintas. Após essa união, foi possível realizar a entrega das Geladeiras Literárias em 4 comunidades da região: Vila Progresso, Morro do Tetéu, Morro do José Menino e Vila Charms (São Vicente).

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No Morro do Tetéu, por exemplo, a Geladeira Literária ficou no H&D Infinity, espaço criado pela moradora Nani, onde realizam atividades com cerca de 20 crianças, oferecendo aulas de canto, dança e show de talentos. “Acho a cultura importante pra criança se desenvolver e aprender, por isso tivemos essa ideia de criar um espaço para que as crianças saíssem das ruas”. Sobre as geladeiras, Nani agradeceu por mais esta atividade com as crianças. “Achei a ideia da geladeira ótima pois aqui nada acontece sem união. Agora temos um ponto de pesquisa e leitura para a criançada”.

Todo o processo de captação dos materiais, pintura das geladeiras e a entrega nas comunidades foi registrado em um documentário, com direção dos jovens Lucas Camargo e Danielle Gonçalves. “Foi emocionante ver a reação das pessoas ao receberem as geladeiras. Adoramos colocar em prática esse documentário e ver o quanto livros que pareciam tão comuns no nosso dia a dia foram tão importantes para os moradores”, comenta o jovem Lucas.

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As Oficinas Querô têm patrocínio do Banco Votorantim. O filme poderá ser visto na sessão de estreia dos curtas das Oficinas Querô 2015, marcado para o dia 15 de dezembro, no Cine Roxy 5 (Gonzaga).

A ação foi inspirada em intervenção realizada por artistas em Brasília, televisionada recentemente em rede nacional e que ganhando espaço pelas cidades brasileiras. A intenção de trazer a ideia para a Baixada Santista, incentivando a união das artes regionais e a troca de experiências das comunidades com artistas e jovens do Querô foi do profissional Rubens de Farias, educador das aulas de Coletivo das Oficinas Querô.

“Dessa forma, os jovens do Querô deixam um legado às comunidades da região, contribuindo para a troca de experiências entre comunidade e juventude”, comenta o educador.

A articulação com as comunidades se tornou possível devido à parceria com o Instituto Elos, que realiza atividades nas comunidades da região por meio do programa Comunidades Empreendedoras, com o apoio do Plano de Aplicação do Fundo Socioambiental da CAIXA, que faz parte do DIST (Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios).

Jovens Talentos 2015 da Arymax colocam a mão na massa na Horta Bons Frutos

4/11/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, permacultura, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , ,

Nos dias 31/10 e 01/11, os Jovens Talentos 2015 da Fundação Arymax e o Instituto Elos realizaram um mutirão na Horta comunitária Bons Frutos, localizada no Caminho da União – Jardim São Manoel. Os 13 jovens participantes do programa, e a equipe Elos fortaleceram ainda mais os sonhos das mulheres da comunidade.

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“Quando o Elos nos contou que teria um Mão na Massa no final de semana com alguns voluntários, duvidei se dariam conta do trabalho, mas estou super feliz de me surpreenderem e ver tudo o que já fizeram por aqui”, comentou Simone, moradora da comunidade e uma das empreendedoras da Bons Frutos.

Além de preparar o plantio das novas mudas, eles criaram canteiros, jardins e hortas verticais, pintaram os muros (interno e externo), finalizaram a construção do quarto de ferramentas e sementes; venderam os pés de legumes e verduras; e iniciaram o trabalho da colheita de orgânicos com os moradores da comunidade.

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No programa deles de um ano, os jovens têm algumas imersões e essa foi a última do programa de 2015. Um marco importante para eles, como grupo, e para o Elos, como fechamento de um grande envolvimento desde o processo seletivo, que utiliza o Caminho do SIM, além dos encontros presenciais , e contato com os jovens durante o ano, em uma parceria com a Fundação Arymax, que começou em 2013.

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“A realidade que vivemos juntos nesse final de semana, só mostra como temos muito trabalho para fazer e como podemos trabalhar juntos para realizar o que queremos. É um grande presente estar aqui com o Elos novamente”, comentou Elissa Fichtler, da Fundação Arymax.

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Com esta ação, foi possível fortalecer os laços entre os participantes do  programa, e eles reconhecerem no grupo os talentos e recursos para futuros projetos, como podemos observar nos comentários dos participantes:

“Meu maior aprendizado e o que levo deste final de semana são as relações construídas com as mulheres da horta e ver o quanto eu aprendi convivendo com elas em dois dias”.

“Me marcou o tour que fizemos na comunidade. Vi tantas belezas aqui na horta e ao mesmo tempo tanta coisa a ser feita na comunidade aqui perto. Saio satisfeito em poder acompanhar todo o processo da alimentação, desde a criação dos canteiros, a plantação, colheita e venda para moradores”.

“Este final de semana foi essencial para nosso desenvolvimento como grupo, já que está sendo nossa última imersão juntos. Saio feliz e muito agradecida”.

Elos e Instituto Querô se unem para levar cinema e intervenções urbanas à comunidade Vila Progresso

29/06/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , ,

O Roda VP é um movimento cultural que valoriza os recursos e talentos da Vila Progresso e da região dos morros por meio da realização de mutirões de pintura, cinemas de rua, festas comunitárias temáticas, feiras de troca, oficinas culturais e rodas de conversa. Esta ação faz parte do Comunidades Empreendedoras, com o apoio do Plano de Aplicação do Fundo Socioambiental da CAIXA, que faz parte da estratégia conhecida como DIST (Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios).

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Há 10 meses, os moradores participantes do grupo Guerreiros do Progresso realizam cinema para crianças toda última terça-feira no Bar da Conceição, na rua 1 e, no último fim de semana, iniciaram as ações de pintura. Como o cinema tem dado o tom desse movimento, o Elos convidou o Instituto Querô para fazer parte desta ação como consultor, apoiando na curadoria dos filmes do cinema de rua (infantil e adulto), oferecendo oficinas de produção cultural e audiovisual e apoiando na mobilização da juventude.

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A ideia é que os moradores façam a produção das sessões de cinema de rua, exibindo filmes ao ar livre para toda a comunidade. “Nossa primeira sessão aconteceu dia 16 de junho com o filme Saneamento Básico, do diretor Jorge Furtado. Foi muito bacana ver todos envolvidos durante a preparação da atividade, como a moradora Dona Maria, sempre disposta a correr atrás dos preparativos” comenta a produtora do Instituto Querô, Samara Carvalho. A ideia é orientá-los por 6 meses, para que depois os próprios moradores deem continuidade às atividades desenvolvidas.

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Oficina de Identidade Visual - O próximo encontro está marcado para terça-feira (30/06), quando será realizada uma Oficina de Identidade Visual com o profissional Nilton Ferreira. Capacitado pela primeira turma das Oficinas Querô em 2006, atualmente é designer, editor e cinegrafista, e ajudará os moradores na formação da identidade visual do grupo Guerreiros do Progresso.

Além dessa atividade, também estão programadas oficinas de social mídia, produção de evento, cobertura de evento, edição de vídeo, cineclubismo e dois Encontros Inspiradores, que buscam trazer profissionais do audiovisual para multiplicar conhecimento com os moradores ou levar à comunidade em uma viagem à São Paulo para conhecer ações similares.

Curso Agentes do Brincar acontece no Caminho da União

3/06/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, permacultura, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , ,

O Caminho da União, que participa do Comunidades Empreendedoras, iniciou no dia 02 de junho, a formação de Agentes do Brincar oferecida pela IPA – Associação Brasileira pelo Direito do Brincar e à Cultura.

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Clarissa Müller, do Instituto Elos, contou que Fabio Lisboa, responsável pelo curso,  fez uma apresentação lúdica através do uso de várias histórias para exemplificar a importância do brincar no desenvolvimento da criança. Os participantes contaram suas próprias histórias, falando sobre o que gostavam de brincar, as histórias que costumavam contar e ouvir na infância.

Estão participando moradores do Caminho da União, da Prainha (Comunidade Empreendedora) Vila Pantanal (comunidade parceira do Guerreiros sem Armas 2011). Os encontros acontecem toda terça-feira no Centro Cultural do Caminho da União, que foi construído durante o GSA 2014, no período da tarde e cada encontro tem uma temática.

AGENTES DE BRINCAR

Este projeto do Comunidades Empreendedoras tem como parceiros Fundo Socioambiental da Caixa, IPA e Formação de Agente do Brincar, Ong Terre des Hommes.

Desenho de Alexandre dos Santos, morador de 10 anos do Caminho da União. A mãe, Iraci Balbina dos Santos, está participando da formação

Desenho de Alexandre dos Santos, morador de 10 anos do Caminho da União. A mãe, Iraci Balbina dos Santos, está participando da formação

Horta Bons Frutos começa a dar resultados no Caminho da União graças as parcerias

29/04/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, permacultura, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , ,

Depois do GSA 2014, estamos acompanhando bem de perto as comunidades parceiras, com o apoio do Plano de Aplicação do Fundo Socioambiental da CAIXA, que faz parte da estratégia conhecida como DIST (Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios). Assim surgiu o Comunidades Empreendedoras, um projeto de desenvolvimento local que  está envolvendo o Guapurá, a Prainha, a Vila Progresso, e o Caminho da União, todas localizadas na Baixada Santista.

HORTA COMUNITÁRIA

Em março de 2015, realizamos no SESC o I Festival Comunidades Empreendedoras onde  selecionamos  oito projetos de impacto social, ambiental, econômico e cultural nas comunidades. O sonho da União da Comunidade, grupo formado pelos moradores do Caminho da União – Jardim São Manoel – Santos, foi a implantação de uma horta comunitária, chamada Horta Bons Frutos.

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Crianças participam do mutirão de limpeza do terreno da horta comunitária

 

Para fazer acontecer o sonho do grupo, começaram a busca pelas melhores parcerias para que o projeto se torne espetacular. A CPFL fez a cessão do terreno para implantação da horta, o Cidades Sem Fome foi contratado para dar consultoria no projeto, e o Rotary Club Santos – Boqueirão é a patrocinadora do projeto, através da doação de recursos financeiros para ferramentas e materiais iniciais.

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A União da Comunidade, grupo formado pelos moradores do Caminho da União – Jardim São Manoel – Santos, participam da limpeza do terreno, para implantação da Horta Bons Frutos.

Com todas estas parcerias, chegou a hora da comunidade colocar a mão na massa, para fazer a primeira horta comunitária em Santos. Os moradores começaram com a limpeza do terreno, e já dá para ver em um dia de mutirão, os resultados dando frutos.

Antes e Depois

Antes e depois do primeiro mão na massa no Caminho da União para implantação da primeira horta comunitária de Santos

Para fechar com chave de ouro este processo, todos foram parar hoje na capa do Jornal A Tribuna! É isso, quando o sonho coletivo é legítimo, todos se unem para transformar o mundo no lugar em que todos sonhamos

a tribuna

Ação no Guapurá ganha reforço da Coral e Rotaract

28/01/2015 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , ,

No final de semana, o programa Comunidades Empreendedoras promove uma ação que  une os moradores para cuidar da área comum dos seus edifícios criando identidade visual no bairro, coordenada pela Thaís Polydoro. Para isso, o Conexão Guapurá, grupo formado por condôminos do Minha Casa, Minha Vida Flores e Árvores, e o Instituto Elos conquistaram duas parceria importantes: a Tintas Coral e o Rotaract Club.

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Durante a semana,  os 5 condomínios que aderiram à ação - Palmeiras, Margaridas, Araucárias, Ipês e Sibipiruna - escolheram os padrões para pintura em estêncil, que aprenderam a realizar no ano passado, em oficina no Ateliê Arte nas Cotas, também realizada pelo Comunidades Empreendedoras.

Na sexta (30 de janeiro), começa a mão na massa para preparar os muros que serão pintados e, no sábado, 50 jovens do Rotaract, se juntam aos moradores para aplicação dos desenhos baseados nos nomes de cada condomínio. Ao todo, serão mais de 715 litros de tinta! Na terça (10 de fevereiro), haverá um encontro de avaliação com os síndicos.

A pintura em estêncil foi uma técnica que as Comunidades Empreendedoras aprenderam na oficina com o Arte nas Cotas

A pintura em estêncil foi uma técnica que os participantes do Comunidades Empreendedoras aprenderam em oficina com o Arte nas Cotas

A ideia de juntar o Rotaract veio do convite que Tito Ferraz Ribeiro fez para o Elos participar do CONARC 2015, encontro que reúne os Rotaract Clubs do Brasil, que acontece de 28 a 1 de fevereiro em Praia Grande. Na sexta, haverá um treinamento em ”Mobilização Comunitária e o Protagonismo local”, depois, iremos falar sobre o tema “Projetos de empoderamento social – construindo sonhos coletivos”. No sábado, 50 jovens se juntam no mão massa no Guapurá, dentro do que entendemos que a gente aprende fazendo.

Para quem não sabe, o Rotaract Club é um programa de Rotary Internacional que visa o desenvolvimento de lideranças jovens. Criado pelo Rotary International em 1968, nos Estados Unidos e formada por clubes de jovens com idade entre 18 e 30 anos, o Rotaract promove a prestação de serviços à comunidade, desenvolvimento da liderança e a melhoria do bem estar da comunidade. Atualmente o Rotaract Club soma em torno de 220.639 jovens universitários e profissionais iniciantes num movimento que é o segundo maior do mundo no seu perfil de atuação, ficando atrás apenas do escotismo.

vamos colorir o Guapurá

Retrospectiva 2014: Comunidades Empreendedoras brilham com apoio do Plano de Aplicação do Fundo Socioambiental da CAIXA

18/12/2014 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Linha do Tempo Elos, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , ,

Depois do GSA 2014, estamos acompanhando bem de perto as comunidades parceiras, com o apoio do Plano de Aplicação do Fundo Socioambiental da CAIXA, que faz parte da estratégia conhecida como DIST (Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios). A experiência que estamos fazendo no Comunidades Empreendedoras está envolvendo o Guapurá, a Prainha, a Vila Progresso, e o Caminho da União, todas localizadas na Baixada Santista.

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Os momentos mais especiais é quando reunimos as 4 comunidades empreendedoras

A equipe Elos, sob a coordenação da Thais Polydoro, tem ido semanalmente em todos estes lugares para acompanhar os sonhos de Re-Evolução de cada um, fazendo oficinas comunitárias, trazendo inspiração com visitas às experiências muito bacanas que conhecemos, promovendo encontros com apoio de outras entidades, e fazendo com que as pessoas entendam que seu papel é de colocar a mão na massa para transformarem seus sonhos em realidade.

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A Oficina com o pessoal do Arte nas Cotas foi um mão na massa com muita arte

“Esta parceria tem possibilitado que a gente acompanhe essas comunidades durante 18 meses e potencialize o que elas querem. Com o apoio, podemos realizar as reuniões, convidar pessoas para palestrarem, ampliar repertórios com visitas a outras comunidades”, explica a Thais, gestora de núcleo de realização do Elos.

Para o gerente nacional de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental da CAIXA, Jean Benevides, o programa Guerreiros Sem Armas traz forte investimento na mobilização das pessoas para a realização de desejos compartilhados pela comunidade. “Os aspectos positivos estão nas potencialidades das pessoas e lugares, e não nas dificuldades; na valorização dos sonhos compartilhados como impulsos para a mudança e na concretização de resultados visíveis em curto prazo”, comenta.

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O Encontro sobre Economia Solidária no SESC foi um dos momentos inspiradores para todos em 2014

Neste ano, os números são a síntese de um processo de transformação do mundo, no lugar em que todos sonhamos:

a)    253 ações com 5005 participações (reuniões comunitárias, oficinas, reuniões de articulação estratégica, mutirões, SARAU, festas comunitárias, Cinema de rua).

b)    04 Visitas de inspiração com 140  participações. 20 mutirões comunitários de manutenção dos espaços contruídos no GSA 2014

c)    04 Vivencias na Filosofia Elos com 91 participações dos sonhadores das comunidades

d)    Mais de 1500 exemplares de Alo Alo das comunidades distribuídos

O pessoal do Guapurá manteve a pracinha do GSA 2014, batalhou e conseguiu os kits de exercícios ao ar livre: as aulas começam em janeiro

O pessoal do Guapurá manteve a pracinha do GSA 2014, batalhou e conseguiu os kits de exercícios ao ar livre: as aulas começam em janeiro

Cada um de nós que participou só tem a agradecer por este trabalho, os laços que foram criados, as respostas que estamos recebendo de todos, e muito felizes de ver o que todos estão alcançando, a cada dia. Em 2015, tem mais, muito mais!!!

Economia Solidária é tema de encontro inspirador para Comunidades Empreendedoras

24/11/2014 | Ricardo Oliveros | Blog, Comunidade Elos, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

Neste final de semana, aconteceu o “Inspire-se: uma outra economia é possível”, um encontro sobre economia solidária, que aconteceu graças as parcerias entre o SESC de Santos, o Núcleo de Economia Solidária da USP (NESOL), e a gente do Elos. O evento complementa as atividades do SESC no fomento à economia solidária unindo a expertise do NESOL na curadoria e a do Elos na mobilização de comunidades. Para nós, fez parte do calendário do programa Comunidades Empreendedoras, que tem como objetivo o desenvolvimento integrado e sustentável do território em 4 comunidades da Baixada Santista – Caminho da União e Vila Progresso, em Santos, Prainha, no Guarujá, e Guapurá, em Itanhaém.

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A Economia Solidária é um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Sem explorar os outros, sem querer levar vantagem, sem destruir o ambiente. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem. A economia solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.

Além do encontro, onde pudemos conhecer as oito experiências muito bacanas nesta área, foi um momento muito especial para as pessoas das Comunidades Empreendedoras.

Direto do Túnel do tempo: recordar é viver

TUNEL DO TEMPO

A gente preparou uma surpresa e tanto para o pessoal do Caminho da União e Vila Progresso, em Santos, Prainha, no Guarujá, e Guapurá, em Itanhaém.  Recebemos as comunidades num circulo para conecta-los com os aprendizados. Depois eles entraram num túnel do tempo com registros do que as comunidades vivenciaram desde o GSA até agora.

Fizemos um Círculo de Partilha com as questões: como eu estava no começo, como estou agora, se fizesse diferente, o que faria em 2015?

CÍRCULO DE PARTILHA

“Desde que os Guerreiros chegaram, eu me sinto feliz. Antes eu não tinha objetivo de vida. Eu andava por andar, eu comia por comer. Hoje eu tenho o galpão, tenho as minhas crianças, tenho o Elos comigo. Minha vida mudou 200%. Também conheci outros adultos, vocês todos e por ter vocês comigo, eu sou feliz”, relatou nossa querida Zefinha, do Caminho da União.

“No outro dia, eu recebi mensagem do Tshediso, dizendo ‘Hi, my sister!’.  Quando eu ia imaginar que alguém ia estar lá na África e ainda ia lembrar de mim?”, disse Amanda, do Guapurá, sobre Tshediso Phalane, GSA 2011 da África do Sul e participante do Círculo de Guerreiros de 2014.

“Temos uma batalha muito grande, que é reformar a escola, e a gente vem construindo isso gradativamente. Por que o que acontece. O Poder Público vem com uma proposta, primeiro disseram que iam construir uma nova, depois resolveram que iam fazer uma reforma. Foi muito legal porque o Elos nos empoderou, ajudou a gente a fazer uma oficina de sonhos, mesmo que seja uma reforma, não vai ser uma escola do jeito que eu quero, ou ela quer, vai ser do jeito que nós queremos. A perspectiva é que  gente continue dando foco para estes sonhos que estão acontecendo e esta galera continue empoderada ao longo do tempo”, disse André do Caminho da União.

“Ouvindo vocês, percebo que a gente fez muita coisa externa, mas que também houve muita mudança interna na gente”, disse Marina Engels do Elos.

Feira de trocas

FEIRA DE TROCAS

Uma das experiências mostradas no Inspire-se foi o Clube de Trocas. A feira de trocas acontece no CEU Casa Blanca, Zona Sul de São Paulo, em um sábado por mês; sua primeira edição ocorreu em abril de 2011. Para facilitar as trocas, a feira tem uma moeda social chamada “bagatela”.

“A Economia solidária dá o valor real ao produto, pensando no tempo e no quanto você gastou, se preocupando em fazer cuidando da natureza. É uma nova maneira de ver as coisas, as compras e as vendas”, disseram  Cirlene e Zeni, do Clube de Trocas Casa Blanca.

A ideia da feira de trocas empolgou as pessoas do Guapurá. “O que eu mais gostei foi da feira porque acho que é o mais fácil e rápido da gente fazer lá onde moramos”, comentou Rariely.  ”Eu adorei ver o quanto o dinheiro circula durante a feira. Fiquei pensando que nosso dinheiro de verdade também é assim, viaja um monte”, completou Rose.

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“Pra gente falar de onde queremos chegar, precisamos  lembrar de onde se veio.  Não tínhamos nem casa, mas a primeira preocupação do pessoal foi construir uma creche. Isso é a raiz da educação popular. As pessoas deixaram as famílias delas no Norte, no Sul, e vieram construir a família que escolhemos, que são os amigos. Essa é a gênese da economia solidária”, analisou Thiago, da Agência Solano Trindade, que tem como objetivo de fomentar localmente a cultura popular através da viabilização financeira da produção artística da periferia, construindo estratégias de autofinanciamento e sustentabilidade econômica.

“Vendo o Thiago falar hoje, vejo que a ideia não é só ter um objetivo mas saber de onde venho e o que e porque quero mudar”, Henrique  morador da Vila Sapo

O Banco do Bem de Vitória, foi outra organização a mostrar seu trabalho. Depois de emprestar dinheiro para várias iniciativas de economia solidária no morro São Benedito, em Vitória, no Espírito Santo, um grupo produtivo de mulheres inspirou-se na experiência do Banco Palmas, do Ceará, e articulou a criação de um banco comunitário que traria um enorme bem à comunidade. Foi então que 38 artesãos juntaram-se e criaram o Banco Bem, um banco gerido pelos próprios moradores. “Os bancos não atendem quem precisa. Normalmente, atendem quem já pode devolver. A gente começou a estudar tanto que descobriu que banco adora dívida.” Leonora Mol. “Hoje temos mais 103 bancos na rede de bancos comunitários. A gente não faz circulação de dinheiro, faz circulação de nossa riqueza”, complementa.

A Associação de Moradores da Prainha Branca – Guarujá-SP 

A Vila da Prainha Branca está localizada na Serra do Guararu, no Guarujá, tombada historicamente desde 1992 por considerada um bem cultural de interesse paisagístico, ambiental e científico. Sendo uma praia isolada, a procura pelo turismo é crescente. O relato mostrou como a mobilização coletiva pode conseguir mudanças em questões relacionadas ao turismo, mas também educação, saúde e segurança.

“Quando ninguém falava em ecologia, os caiçaras já se preocupavam em manter os lugares preservados. Nós conseguimos muitas coisas, há duras penas, mas, conseguimos. A Prainha Branca é anterior ao Guarujá”, lembrou Cacilda, moradora de lá.

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Além destas experiências, também mostraram seus trabalhos, as seguintes organizações:

Movimento de Integração Campo Cidade – São Paulo-SP. Com 20 anos de existência, o Movimento de Integração Campo Cidade (MICC) pensa na construção de uma relação direta entre pequenos produtores familiares e consumidores, evitando atravessadores. A iniciativa estimula a organização tanto da produção quanto do consumo, contribuindo para articular movimentos rurais e urbanos pela valorização da terra e de quem nela trabalha, evidenciando sua interdependência.

Empreendimento Café Solidário Sonhos e Sabores – Guarujá-SP. Em 2009, a coordenadora da padaria comunitária do bairro Santa Cruz dos Navegantes foi convidada a realizar um coffee break para um grupo de executivos. Para ajudá-la, convidou mais nove mulheres do bairro para produzir pães artesanais e outros quitutes com alimentos orgânicos produzidos localmente na horta comunitária. Assim nascia o Café Solidário Sonhos e Sabores.

Horta Semeando o Futuro, Coletivo Dedo Verde – São Paulo-SP. O Coletivo Dedo Verde desenvolve ações educativas ligadas ao meio ambiente dentro do conceito de qualidade de vida e negócio social, implantando hortas e paredes verdes no bairro e na escola. A horta Semeando o Futuro, localizada numa área de manancial ao lado da Represa do Guarapiranga, no extremo sul de São Paulo, é um sistema agroflorestal em uma área de 300 mil metros quadrados. Desenvolve a produção de hortaliças, integrando as árvores endêmicas da Mata Atlântica como o Cambuci, a Aroeira Mansa, o Pau Brasil e o Pau Jacaré e a criação de galinha caipira. Aberta ao público aos sábados e domingos, vende cestas orgânicas, que também são entregues nas residências.

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Comunidades Empreendedoras no encontro do DIST em Brasília

6/11/2014 | Ricardo Oliveros | Blog, desenvolvimento local, Responsabilidade Social | Tags: Tags:, , , , , , , , , ,

A Thais Polydoro do Elos está em Brasília para o encontro do DIST (Desenvolvimento Integrado e Sustentável de Territórios), uma ação prevista no Plano de Aplicação do Fundo Socioambiental da CAIXA. Ela apresenta, ao lado de outras entidades, a experiência que estamos fazendo no Comunidades Empreendedoras: Guapurá, Prainha, Vila Progresso e Caminho da União, todas localizadas na Baixada Santista. DIST O conceito de moradia não se resume apenas a uma casa ou apartamento. É também a vida em comunidade, a administração do condomínio, o relacionamento com o poder público e a qualificação profissional. Foi a partir desse entendimento que a Caixa Econômica Federal, por meio do Fundo Social da CAIXA, vem desenvolvendo, junto com uma série de entidades, um programa que tem como objetivo estimular o desenvolvimento e sustentabilidade de conjuntos habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida. A edição de 2014 dos Guerreiros Sem Armas foi realizada em janeiro, mas o acompanhamento do projeto continua, com o apoio da CAIXA, com o nome de Comunidades Empreendedoras. “Esta parceria tem possibilitado que a gente acompanhe essas comunidades durante 18 meses e potencialize o que elas querem. Com o apoio, podemos realizar as reuniões, convidar pessoas para palestrarem, ampliar repertórios com visitas a outras comunidades”, explica a Thais, gestora de núcleo de realização do Elos. Para o gerente nacional de Sustentabilidade e Responsabilidade Socioambiental da CAIXA, Jean Benevides, o programa Guerreiros Sem Armas traz forte investimento na mobilização das pessoas para a realização de desejos compartilhados pela comunidade. “Os aspectos positivos estão nas potencialidades das pessoas e lugares, e não nas dificuldades; na valorização dos sonhos compartilhados como impulsos para a mudança e na concretização de resultados visíveis em curto prazo”, comenta.